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Guia do SCRUM Apostila sobre a metodologia
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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GUIA DO SCRUM
Tradução Heitor Roriz Filho Michel Goldenberg Rafael Sabbagh Revisão Anderson Marcondes Ânderson Quadros Ari do Amaral Torres Filho Marcos Garrido Rafael Fuchs Rafael Prikladnicki Rodrigo de Toledo Rafael Sabbagh (coordenação)
processo é modificado pelo próprio ato da inspeção. O problema acontece quando a frequência de inspeção necessária excede a tolerância do processo à inspeção. Os outros fatores são a habilidade e a aplicação das pessoas em inspecionar os resultados do trabalho.
Se o inspetor determinar, a partir da inspeção, que um ou mais aspectos do processo estão fora dos limites aceitáveis e que o produto resultante será inaceitável, ele deverá ajustar o processo ou o material sendo processado. Esse ajuste deve ser feito o mais rápido possível para minimizar desvios posteriores. Existem três pontos para inspeção e adaptação em Scrum. A Reunião Diária é utilizada para inspecionar o progresso em direção à Meta da Sprint e para realizar adaptações que otimizem o valor do próximo dia de trabalho. Além disso, as reuniões de Revisão da Sprint e de Planejamento da Sprint são utilizadas para inspecionar o progresso em direção à Meta da Versão para Entrega e para fazer as adaptações que otimizem o valor da próxima Sprint. Finalmente, a Retrospectiva da Sprint é utilizada para revisar a Sprint passada e definir que adaptações tornarão a próxima Sprint mais produtiva, recompensadora e gratificante.
O framework Scrum consiste em um conjunto formado por Times Scrum e seus papéis associados, Eventos com Duração Fixa (Time-Boxes), Artefatos e Regras. Times Scrum são projetados para otimizar flexibilidade e produtividade. Para esse fim, eles são auto-organizáveis, interdisciplinares e trabalham em iterações. Cada Time Scrum possui três papéis: 1) o ScrumMaster , que é responsável por garantir que o processo seja entendido e seguido; 2) o Product Owner , que é responsável por maximizar o valor do trabalho que o Time Scrum faz; e 3) o Time , que executa o trabalho propriamente dito. O Time consiste em
desenvolvedores com todas as habilidades necessárias para transformar os requisitos do Product Owner em um pedaço potencialmente entregável do produto ao final da Sprint. Scrum emprega os eventos com duração fixa (time-boxes) para criar regularidade. Entre os elementos do Scrum que têm duração fixa, temos a reunião de Planejamento da Versão para Entrega , a Sprint , a Reunião Diária , a Revisão da Sprint e a Retrospectiva da Sprint. O coração do Scrum é a Sprint , que é uma iteração de um mês ou menos, de duração consistente com o esforço de desenvolvimento. Todas as Sprints utilizam o mesmo modelo de Scrum e todas as Sprints têm como resultado um incremento do produto final que é potencialmente entregável. Cada Sprint começa imediatamente após a anterior. Scrum utiliza quatro artefatos principais. O Backlog do Produto é uma lista priorizada de tudo que pode ser necessário no produto. O Backlog da Sprint é uma lista de tarefas para transformar o Backlog do Produto, por uma Sprint, em um incremento do produto potencialmente entregável. Um burndown é uma medida do backlog restante pelo tempo. Um Burndown de Versão para Entrega mede o Backlog do Produto restante ao longo do tempo de um plano de entrega. Um Burndown de Sprint mede os itens do Backlog da Sprint restantes ao longo do tempo de uma Sprint. As Regras fazem o elo entre os eventos com duração fixa (time-boxes), os papéis e os artefatos do Scrum. Suas regras são descritas ao longo deste documento. Por exemplo, uma regra do Scrum diz que somente membros do Time - as pessoas comprometidas em transformar o Backlog do Produto em um incremento - podem falar durante uma Reunião Diária. Modos de implementar Scrum que não são regras, mas sim sugestões, estão descritas nas seções de "Dicas". Dica: Quando as regras não são declaradas, espera-se que os usuários de Scrum descubram o que devem fazer. Não tente descobrir uma solução perfeita, porque geralmente o problema muda rapidamente. Ao invés disso, tente algo e veja como se sai. Os mecanismos de inspeção-e-adaptação inerentes à natureza empírica de Scrum irão lhe guiar.
autogerenciamento e interdisciplinaridade. No entanto, o ScrumMaster não gerencia o Time Scrum; o Time Scrum é auto-organizável. Dica: O ScrumMaster pode ser um membro do Time; por exemplo, um desenvolvedor realizando tarefas da Sprint. No entanto, isso frequentemente leva a conflitos quando o ScrumMaster deve escolher entre remover impedimentos e realizar tarefas. O ScrumMaster nunca deve ser o Product Owner.
O Product Owner é a única pessoa responsável pelo gerenciamento do Backlog do Produto e por garantir o valor do trabalho realizado pelo Time. Essa pessoa mantém o Backlog do Produto e garante que ele está visível para todos. Todos sabem quais itens têm a maior prioridade, de forma que todos sabem em que se irá trabalhar. O Product Owner é uma pessoa, e não um comitê. Podem existir comitês que aconselhem ou influenciem essa pessoa, mas quem quiser mudar a prioridade de um item, terá que convencer o Product Owner. Empresas que adotam Scrum podem perceber que isso influencia seus métodos para definir prioridades e requisitos ao longo do tempo. Dica: Para desenvolvimento comercial, o Product Owner pode ser o Gerente de Produto. Para esforços internos de desenvolvimento, o Product Owner poderia ser o gerente da função de negócios em que se está trabalhando. Para que o Product Owner obtenha sucesso, todos na organização precisam respeitar suas decisões. Ninguém tem a permissão de dizer ao Time para trabalhar em um outro conjunto de prioridades, e os Times não podem dar ouvidos a ninguém que diga o contrário. As decisões do Product Owner são visíveis no conteúdo e na priorização do Backlog do Produto. Essa visibilidade requer que o Product Owner faça seu melhor, o que faz o papel de Product Owner exigente e recompensador ao mesmo tempo.
Dica: O Product Owner pode ser um membro do Time, trabalhando também em desenvolvimento. Mas essa responsabilidade adicional pode reduzir a sua habilidade de lidar com as partes interessadas. No entanto, o Product Owner nunca pode ser o ScrumMaster.
Times de desenvolvedores transformam o Backlog do Produto em incrementos de funcionalidades potencialmente entregáveis em cada Sprint. Times também são interdisciplinares: membros do Time devem possuir todo o conhecimento necessário para criar um incremento no trabalho. Membros do Time frequentemente possuem conhecimentos especializados, como programação, controle de qualidade, análise de negócios, arquitetura, projeto de interface de usuário ou projeto de banco de dados. No entanto, os conhecimentos que os membros do Time devem compartilhar - isto é, a habilidade de pegar um requisito e transformá-lo em um produto utilizável - tendem a ser mais importantes do que aqueles que eles não dividem. As pessoas que se recusam a programar porque são arquitetas ou designers não se adaptam bem a Times. Todos contribuem, mesmo que isso exija aprender novas habilidades ou lembrar-se de antigas. Não há títulos em Times, e não há exceções a essa regra. Os Times também não contém subtimes dedicados a áreas particulares como testes ou análise de negócios. Times também são auto-organizáveis. Ninguém - nem mesmo o ScrumMaster - diz ao time como transformar o Backlog do Produto em incrementos de funcionalidades entregáveis. O Time descobre por si só. Cada membro do Time aplica sua especialidade a todos os problemas. A sinergia que resulta disso melhora a eficiência e eficácia geral do Time como um todo. O tamanho ótimo para um Time é de sete pessoas mais ou menos duas pessoas. Quando há menos do que cinco membros em um Time, há menor interação e, como resultado, há menor ganho de produtividade. Mais do que isso, o time poderá encontrar limitações de conhecimento durante partes da Sprint e não ser capaz de entregar uma parte pronta do produto. Se há mais do que nove
Ao se utilizar Scrum, os produtos são construídos iterativamente, de modo que cada Sprint cria um incremento do produto, iniciando pelo de maior valor e maior risco. Mais e mais Sprints vão adicionando incrementos ao produto. Cada incremento é um pedaço potencialmente entregável do produto completo. Quando já tiverem sido criados incrementos suficientes para que o produto tenha valor e uso para seus investidores, o produto é entregue. Muitas organizações já possuem um processo de planejamento de versão para entrega, e na maior parte desses processos o planejamento é feito no início do trabalho da versão e não é modificado com o passar do tempo. No planejamento de versão para entrega do Scrum, são definidos uma meta geral e resultados prováveis. Esse planejamento geralmente não requer mais do que 15 - 20% do tempo que uma organização costumava utilizar para produzir um plano de versão para entrega tradicional. No entanto, uma versão com Scrum realiza planejamento no momento da execução de cada reunião de Revisão de Sprint e de Planejamento de Sprint, da mesma forma que realiza um planejamento diário no momento da execução de cada Reunião Diária. De forma geral, os esforços para uma versão para entrega com Scrum provavelmente consomem ligeiramente mais esforço do que os esforços para um planejamento de versão para entrega tradicional. Planejamento de versão para entrega requer estimar e priorizar o Backlog do Produto para a Versão. Há diversas técnicas para fazê-lo que estão fora do alcance do Scrum, mas que apesar disso são úteis quando usadas com ele.
A Sprint é uma iteração. Sprints são eventos com duração fixa. Durante a Sprint, o ScrumMaster garante que não será feita nenhuma mudança que possa afetar a Meta da Sprint. Tanto a composição do time quanto as metas de qualidade devem permanecer constantes durante a Sprint. As Sprints contêm e consistem na reunião de Planejamento de Sprint, o trabalho de desenvolvimento, a Revisão da Sprint e a Retrospectiva da Sprint. As Sprints ocorrem uma após a outra, sem intervalos entre elas.
Um projeto serve para cumprir alguma função. Em desenvolvimento de software, o projeto é utilizado para desenvolver um produto ou sistema. Cada projeto consiste em uma definição do que será desenvolvido, um plano para desenvolvê-lo, o trabalho realizado de acordo com o plano e o produto resultante. Cada projeto possui um horizonte, que é o período de tempo para o qual o plano é válido. Se o horizonte for longo demais, a definição poderá ter mudado, variáveis demais poderão ter surgido, o risco poderá ser grande demais etc. Scrum é um framework para projetos cujo horizonte não é superior ao período de um mês, onde já há complexidade suficiente tal que um horizonte mais longo seria arriscado demais. A previsibilidade do projeto deve ser controlada pelo menos a cada mês, e o risco de que o projeto saia de controle ou se torne imprevisível é contido pelo menos a cada mês. Dica: Se o time sentir que se comprometeu com mais do que podia, ele se encontra com o Product Owner para remover ou reduzir o escopo do Backlog do Produto selecionado para a Sprint. Se o time sentir que sobrará tempo, ele pode trabalhar junto ao Product Owner para selecionar mais do Backlog do Produto. Dica: Quando um Time começa com o Scrum, Sprints de duas semanas o permite aprender sem se afundar na incerteza. Sprints desse tamanho podem ser sincronizadas com outros Times adicionando-se dois incrementos juntos. As Sprints podem ser canceladas antes que o prazo fixo da Sprint tenha acabado. Somente o Product Owner tem a autoridade para cancelar a Sprint, embora ele possa fazê-lo sob influência das partes interessadas, do Time ou do ScrumMaster. Sob que tipo de circunstâncias pode ser necessário cancelar uma Sprint? A gerência pode precisar cancelar uma Sprint se a Meta da Sprint se tornar obsoleta. Isso pode ocorrer se a empresa mudar de direção ou se as condições do mercado ou tecnologia mudarem. Em geral, uma Sprint deve ser cancelada se ela não fizer mais sentido dadas as circunstâncias atuais. Porém, por causa da curta duração das Sprints, raramente isso faz sentido.
a razão pela qual ele está desenvolvendo o incremento. A Meta da Sprint é um subconjunto da Meta da Versão para Entrega. O motivo para se ter uma Meta da Sprint é dar ao time alguma margem com relação à funcionalidade. Por exemplo, a meta para a Sprint acima poderia também ser: “Automatizar a funcionalidade de modificação de conta de clientes através de um middleware seguro capaz de recuperar transações.” Conforme o Time trabalha, ele mantém a meta em mente. Para satisfazer a meta, ele implementa a funcionalidade e a tecnologia. Se o trabalho se mostrar mais difícil do que o time esperava, o time então irá colaborar com o Product Owner e implementar a funcionalidade apenas parcialmente. Na segunda parte da Reunião de Planejamento da Sprint, o Time trata a questão do “como?”. Durante as quatro horas seguintes da Reunião de Planejamento da Sprint, o Time define como transformará o Backlog do Produto selecionado durante a Reunião de Planejamento (o quê) em um incremento pronto. O Time geralmente começa projetando o trabalho. Enquanto projeta, o time identifica tarefas. Essas tarefas são pedaços detalhados do trabalho necessário para converter o Backlog do Produto em software funcional. As tarefas devem ser decompostas para que possam ser feitas em menos de um dia. Essa lista de tarefas é chamada de Backlog da Sprint. O time se auto-organiza para se encarregar e se responsabilizar pelo trabalho contido no Backlog da Sprint, tanto durante a Reunião de Planejamento da Sprint quanto no próprio momento da execução da Sprint. Dica: Geralmente, somente 60-70% do total do Backlog da Sprint será definido na Reunião de Planejamento da Sprint. O restante é deixado para ser detalhado mais tarde ou são dadas estimativas grandes que serão decompostas mais tarde na Sprint. O Product Owner está presente durante a segunda parte da Reunião de Planejamento da Sprint para esclarecer o Backlog do Produto e para ajudar a efetuar trocas. Se o Time concluir que ele tem trabalho demais ou de menos, ele pode renegociar o Backlog do Produto escolhido com o Product Owner. O Time também pode convidar outras pessoas a participarem da reunião para
fornecerem conselhos técnicos ou sobre o domínio em questão. Geralmente, um Time novo percebe pela primeira vez se irá ganhar ou perder como um Time
Ao final da Sprint, é feita uma reunião de Revisão da Sprint. Para Sprints de um mês, essa é uma reunião com duração fixa em quatro horas. Para Sprints de durações mais curtas, essa reunião não deve tomar mais do que 5% do total da Sprint. Durante a Revisão da Sprint, o Time Scrum e as partes interessadas colaboram sobre o que acabou de ser feito. Baseados nisso e em mudanças no Backlog do Produto feitas durante a Sprint, eles colaboram sobre quais são as próximas coisas que podem ser feitas. Essa é uma reunião informal, com a apresentação da funcionalidade, que tem a intenção de promover a colaboração sobre o que fazer em seguida. A reunião inclui ao menos os seguintes elementos. O Product Owner identifica o que foi feito e o que não foi feito. O Time discute sobre o que correu bem durante a Sprint e quais problemas foram enfrentados, além de como esses problemas foram resolvidos. O Time então demonstra o trabalho que está pronto e responde a questionamentos. O Product Owner então discute o Backlog do Produto da maneira como esse se encontra. Ele faz projeções de datas de conclusão prováveis a partir de várias hipóteses de velocidade. Em seguida, o grupo inteiro colabora sobre o que foi visto e o que isso significa com relação ao que fazer em seguida. A Revisão da Sprint fornece entradas valiosas para as reuniões de Planejamento de Sprints seguintes.
Após a Revisão da Sprint e antes da próxima reunião de Planejamento da Sprint, o Time Scrum tem uma reunião de Retrospectiva da Sprint. Nessa reunião, com duração fixa em três horas, o ScrumMaster encoraja o Time a revisar, dentro do
O ScrumMaster garante que o Time realize essa reunião. O Time é resposável por conduzir a Reunião Diária. O ScrumMaster ensina o time a manter a Reunião Diária com curta duração, reforçando as regras e garantido que as pessoas falem brevemente. O ScrumMaster também enfatiza a regra de que galinhas não estão autorizadas a falar e nem a interferir de modo algum na Reunião Diária. A Reunião Diária não é uma reunião de status. Ela é só para as pessoas que estão transformando os itens do Backlog do Produto em um incremento (o Time), e para mais ninguém. O Time se comprometeu com uma Meta da Sprint, e a esses itens do Backlog do Produto. A Reunião Diária é uma inspeção do progresso na direção da Meta da Sprint (as três perguntas). Geralmente acontecem reuniões subsequentes para realizar adaptações ao trabalho que está por vir na Sprint. A intenção é otimizar a probabilidade de que o Time alcance sua Meta. Essa é uma reunião fundamental de inspeção e adaptação no processo empírico do Scrum.
Os artefatos do Scrum incluem o Backlog do Produto, o Burndown da Versão para Entrega, o Backlog da Sprint e o Burndown da Sprint.
Os requisitos para o produto que o(s) Time(s) está(ão) desenvolvendo estão listados no Backlog do Produto. O Product Owner é o responsável pelo Backlog do Produto, por seu conteúdo, por sua disponibilidade e por sua priorização. O Backlog do Produto nunca está completo. A seleção inicial para o seu desenvolvimento somente mostra os requisitos inicialmente conhecidos e melhor entendidos. O Backlog do Produto evolui à medida que o produto e o ambiente em que ele será usado evoluem. O Backlog é dinâmico, no sentido de que ele está constantemente mudando para identificar o que o produto
necessita para ser apropriado, competitivo e útil. Enquanto existir um produto, o Backlog de Produto também existirá. O Backlog do Produto representa tudo que é necessário para desenvolver e lançar um produto de sucesso. É uma lista de todas as características, funções, tecnologias, melhorias e correções de defeitos que constituem as mudanças que serão efetuadas no produto para versões futuras. Os itens do Backlog do Produto possuem os atributos de descrição, prioridade e estimativa. A prioridade é determinada por risco, valor e necessidade. Há diversas técnicas para dar valor a esses atributos. Dica: Os itens do Backlog do Produto são geralmente representados como Estórias de Usuário. Casos de Uso também são apropriados, mas são mais adequados para desenvolvimento de softwares críticos em termos de vidas ou de desempenho. O Backlog do Produto é ordenado por prioridade. O Backlog do Produto de mais alta prioridade leva a atividades de desenvolvimento imediatas. Quanto mais alta sua prioridade, mais urgente ele é, mais se pensou sobre ele e há mais consenso no que diz respeito ao seu valor. O Backlog de mais alta prioridade é mais claro e possui mais informações detalhadas do que o Backlog de prioridade mais baixa. Fazem-se melhores estimativas quando baseadas em uma maior clareza e em mais detalhes. Quanto mais baixa a prioridade, menor é o nível de detalhe, até que mal se consiga entender o item. À medida que um produto é utilizado, que seu valor aumenta e que o mercado fornece feedback, o Backlog do Produto torna-se uma lista maior e mais aprofundada. Os requisitos nunca param de mudar. O Backlog do Produto é um documento vivo. Mudanças nos requisitos de negócios, condições do mercado, tecnologia e equipe causam mudanças no Backlog do Produto. Para minimizar o retrabalho, apenas os itens de maior prioridade precisam ser mais detalhados. Os itens do Backlog do Produto que ocuparão os Times Scrum pelas várias Sprints seguintes deverão ter granularidade mais fina, tendo sido decompostos de forma tal que cada um dos itens possa ser feito dentro da duração da Sprint.
mudanças, mas a estimativa final é feita pelo Time. O Product Owner mantém o Backlog do Produto e o Burndown do Backlog da Versão para Entrega atualizados e publicados todo o tempo. Uma linha de tendência pode ser traçada baseada na mudança do trabalho restante. Dica: Em algumas organizações, acrescenta-se mais trabalho ao Backlog do que se realiza. Isso pode criar uma linha de tendência plana ou até com inclinação crescente. Para compensar isso e manter a transparência, um novo piso pode ser criado quando se adiciona ou quando se subtrai trabalho. O piso deve adicionar ou remover somente mudanças significativas e deve ser bem documentado. Dica: A linha de tendência pode não ser confiável pelas duas ou três primeiras Sprints de uma versão, a menos que os times já tenham trabalhado juntos anteriormente, conheçam bem o produto e entendam a tecnologia envolvida.
O Backlog da Sprint consiste nas tarefas que o time executa para transformar itens do Backlog do Produto em um incremento “pronto”. Muitas delas são elaboradas durante a Reunião de Planejamento da Sprint. O Backlog da Sprint é todo trabalho que o Time identifica como necessário para alcançar a Meta da Sprint. Os itens do Backlog da Sprint devem ser decompostos. A decomposição deve ser suficiente para que mudanças no progresso possam ser entendidas na Reunião Diária. O Time modifica o Backlog da Sprint no decorrer da Sprint, bem como surge Backlog da Sprint durante a Sprint. Quando chega às tarefas individuais, o Time pode descobrir que mais ou menos tarefas serão necessárias, ou que uma determinada tarefa levará mais ou menos tempo do que era esperado. À medida que novo trabalho surge, o Time o adiciona ao Backlog da Sprint. À medida que se trabalha nas tarefas ou que elas são completadas, as horas
estimadas de trabalho restantes para cada tarefa são atualizadas. Quando se verifica que determinadas tarefas são desnecessárias, elas são removidas. Somente o Time pode modificar o seu Backlog da Sprint durante uma Sprint. Somente o Time pode mudar o seu conteúdo ou as suas estimativas. O Backlog da Sprint é um retrato em tempo real altamente visível do trabalho que o Time planeja efetuar durante a Sprint, e ele pertence unicamente ao Time. O Burndown do Backlog da Sprint é um gráfico da quantidade restante de trabalho do Backlog da Sprint em uma determinada Sprint ao longo do tempo da Sprint. Para criar esse gráfico, determine quanto trabalho resta somando as estimativas do Backlog a cada dia da Sprint. A quantidade de trabalho restante para uma Sprint é a soma do trabalho restante para tudo do Backlog da Sprint. Acompanhe essas somas diariamente e utilize-as para criar um gráfico que mostre o trabalho restante ao longo do tempo. Traçando uma linha através dos pontos no gráfico, o Time pode gerenciar seu progresso em completar o trabalho de uma Sprint. A duração não é considerada em Scrum. O trabalho restante e a data são as únicas variáveis de interesse. Dica: Sempre que possível, desenhe o gráfico de burndown à mão em uma folha grande de papel exibida na área de trabalho do Time. É mais provável que o Time veja um gráfico grande e visível do que um gráfico de Burndown da Sprint no Excel ou em alguma ferramenta. Uma das regras do Scrum está ligada ao objetivo de cada Sprint, que é ter como resultado incrementos de funcionalidade potencialmente entregáveis que estejam de acordo com uma definição de “pronto” operacional.
Scrum exige que os Times desenvolvam um incremento de funcionalidade do produto a cada Sprint. Esse incremento deve ser potencialmente entregável, pois o Product Owner pode optar por implantar a funcionalidade imediatamente. Para isso ser possível, o incremento deve ser um pedaço