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Guias e Dicas
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Guia FOCA GNU/Linux Básico, Notas de estudo de Informática

Ótimo material para quem pretende se aprofundar nessa poderosa ferramenta computacional.

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 29/11/2012

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Guia Foca GNU/Linux
Gleydson Mazioli da Silva <[email protected]>
Versão 4.22 - domingo, 05 de setembro de 2010
Resumo
Este documento tem por objetivo ser uma referência ao aprendizado do usuário e um guia
de consulta, operação e configuração de sistemas Linux (e outros tipos de *ix). A última ver-
são deste guia pode ser encontrada na Página Oficial do Foca GNU/Linux (http://www.
guiafoca.org). Novas versões são lançadas com uma freqüência mensal e você pode rece-
ber avisos de novos lançamentos deste guia preenchendo um formulário na página Web.
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Baixe Guia FOCA GNU/Linux Básico e outras Notas de estudo em PDF para Informática, somente na Docsity!

Guia Foca GNU/Linux

Gleydson Mazioli da Silva

Versão 4.22 - domingo, 05 de setembro de 2010

Resumo

Este documento tem por objetivo ser uma referência ao aprendizado do usuário e um guia de consulta, operação e configuração de sistemas Linux (e outros tipos de *ix). A última ver- são deste guia pode ser encontrada na Página Oficial do Foca GNU/Linux (http://www. guiafoca.org). Novas versões são lançadas com uma freqüência mensal e você pode rece- ber avisos de novos lançamentos deste guia preenchendo um formulário na página Web.

Nota de Copyright

Copyright © 1999-2010 - Gleydson Mazioli da Silva.

Permission is granted to copy, distribute and/or modify this document under the terms of the GNU Free Documentation License, Version 1.2 published by the Free Software Foundation; A copy of the license is included in the section entitled “GNU Free Documentation License”.

  • 1 Introdução Sumário
    • 1.1 Antes de começar
    • 1.2 Pré-requisitos para a utilização deste guia
    • 1.3 Sistema Operacional
    • 1.4 O Linux
      • 1.4.1 Algumas Características do Linux
    • 1.5 Distribuições do Linux
    • 1.6 Software Livre
    • 1.7 Processamento de Dados
    • 1.8 O Computador
    • 1.9 Conhecendo o Computador
      • 1.9.1 Tipos de Gabinete
      • 1.9.2 Painel Frontal
      • 1.9.3 Monitor de Vídeo
    • 1.10 Placa Mãe
      • 1.10.1 Alguns componentes da placa mãe
    • 1.11 Memória do Computador
      • 1.11.1 Memória Principal
      • 1.11.2 Memória Auxiliar
    • 1.12 Discos
      • 1.12.1 Discos Flexíveis
      • 1.12.2 Disco Rígido
      • 1.12.3 CD/DVD/BluRay
    • 1.13 Cuidados Básicos com o Computador SUMÁRIO ii
    • 1.14 Dispositivos de Entrada e Saída
    • 1.15 Ligando o computador
    • 1.16 Desligando o computador
    • 1.17 Reiniciando o computador
  • 2 Explicações Básicas
    • 2.1 Hardware e Software
    • 2.2 Arquivos
      • 2.2.1 Extensão de arquivos
      • 2.2.2 Tamanho de arquivos
      • 2.2.3 Arquivo texto e binário
    • 2.3 Diretório
      • 2.3.1 Diretório Raíz
      • 2.3.2 Diretório atual
      • 2.3.3 Diretório home
      • 2.3.4 Diretório Superior
      • 2.3.5 Diretório Anterior
      • 2.3.6 Caminho na estrutura de diretórios
      • 2.3.7 Exemplo de diretório
      • 2.3.8 Estrutura básica de diretórios do Sistema Linux
    • 2.4 Nomeando Arquivos e Diretórios
    • 2.5 Comandos
      • 2.5.1 Comandos Internos
    • 2.6 Comandos Externos
    • 2.7 Aviso de comando (Prompt)
    • 2.8 Interpretador de comandos
    • 2.9 Terminal Virtual (console)
    • 2.10 Login
    • 2.11 Logout
    • 2.12 Curingas
  • 3 Para quem esta migrando (ou pensando em migrar) do DOS/Windows para o Linux SUMÁRIO iii
    • 3.1 Quais as diferenças iniciais
    • 3.2 Comandos equivalentes entre DOS/CMD do Windows e o Linux
      • 3.2.1 Arquivos de configuração
    • 3.3 Usando a sintaxe de comandos DOS no Linux
    • 3.4 Programas equivalentes entre Windows/DOS e o Linux
  • 4 Discos e Partições
    • 4.1 Partições
    • 4.2 Formatando Pen-drives/Disquetes
      • 4.2.1 Formatando pen-drives para serem usados no Linux
      • 4.2.2 Formatando pen-drives compatíveis com o Windows
      • 4.2.3 Programas de Formatação Gráficos
    • 4.3 Pontos de Montagem
    • 4.4 Identificação de discos e partições em sistemas Linux
    • 4.5 Montando (acessando) uma partição de disco
      • 4.5.1 fstab
    • 4.6 Desmontando uma partição de disco
  • 5 Execução de programas
    • 5.1 Executando um comando/programa
    • 5.2 path
    • 5.3 Tipos de Execução de comandos/programas
    • 5.4 Executando programas em seqüência
    • 5.5 ps
    • 5.6 top
    • 5.7 Controle de execução de processos
      • 5.7.1 Interrompendo a execução de um processo
      • 5.7.2 Parando momentaneamente a execução de um processo
      • 5.7.3 jobs
      • 5.7.4 fg
      • 5.7.5 bg
      • 5.7.6 kill SUMÁRIO iv
      • 5.7.7 killall
      • 5.7.8 killall5
      • 5.7.9 Sinais do Sistema
    • 5.8 Fechando um programa quando não se sabe como sair
    • 5.9 Eliminando caracteres estranhos
  • 6 Comandos para manipulação de diretório
    • 6.1 ls
    • 6.2 cd
    • 6.3 pwd
    • 6.4 mkdir
    • 6.5 rmdir
  • 7 Comandos para manipulação de Arquivos
    • 7.1 cat
    • 7.2 tac
    • 7.3 rm
    • 7.4 cp
    • 7.5 mv
  • 8 Comandos Diversos
    • 8.1 clear
    • 8.2 date
    • 8.3 df
    • 8.4 ln
    • 8.5 du
    • 8.6 find
    • 8.7 free
    • 8.8 grep
    • 8.9 head
    • 8.10 nl
    • 8.11 more SUMÁRIO v
    • 8.12 less
    • 8.13 sort
    • 8.14 tail
    • 8.15 time
    • 8.16 touch
    • 8.17 uptime
    • 8.18 dmesg
    • 8.19 mesg
    • 8.20 echo
    • 8.21 su
    • 8.22 sync
    • 8.23 uname
    • 8.24 reboot
    • 8.25 shutdown
    • 8.26 wc
    • 8.27 seq
  • 9 Comandos de rede
    • 9.1 who
    • 9.2 telnet
    • 9.3 finger
    • 9.4 ftp
    • 9.5 whoami
    • 9.6 dnsdomainname
    • 9.7 hostname
    • 9.8 talk
  • 10 Comandos para manipulação de contas
    • 10.1 adduser
    • 10.2 addgroup
    • 10.3 passwd
    • 10.4 gpasswd SUMÁRIO vi
    • 10.5 newgrp
    • 10.6 userdel
    • 10.7 groupdel
    • 10.8 sg
    • 10.9 Adicionando o usuário a um grupo extra
    • 10.10chfn
    • 10.11id
    • 10.12logname
    • 10.13users
    • 10.14groups
  • 11 Permissões de acesso a arquivos e diretórios
    • 11.1 Donos, Grupos e outros usuários
    • 11.2 Tipos de Permissões de Acesso
    • 11.3 Etapas para acesso a um arquivo/diretório
    • 11.4 Exemplos práticos de permissões de acesso
      • 11.4.1 Exemplo de acesso a um arquivo
      • 11.4.2 Exemplo de acesso a um diretório
    • 11.5 Permissões de Acesso Especiais
    • 11.6 A conta root
    • 11.7 chmod
    • 11.8 chgrp
    • 11.9 chown
    • 11.10Modo de permissão octal
    • 11.11umask
  • 12 Redirecionamentos e Pipe
    • 12.1 >
    • 12.2 >>
    • 12.3 <
    • 12.4 <<
    • 12.5 | (pipe) SUMÁRIO vii
    • 12.6 Diferença entre o “|” e o “>”
    • 12.7 tee
  • 13 Impressão
    • 13.1 Portas de impressora
    • 13.2 Imprimindo diretamente para a porta de impressora
    • 13.3 Imprimindo via spool
    • 13.4 Impressão em modo gráfico
      • 13.4.1 Ghost Script
    • 13.5 Magic Filter
      • 13.5.1 Instalação e configuração do Magic Filter
      • 13.5.2 Outros detalhes técnicos sobre o Magic Filter
  • 14 X Window (ambiente gráfico)
    • 14.1 O que é X Window?
    • 14.2 A organização do ambiente gráfico X Window
    • 14.3 Iniciando o X
    • 14.4 Servidor X
  • 15 Como obter ajuda no sistema
    • 15.1 Páginas de Manual
    • 15.2 Info Pages
    • 15.3 Help on line
    • 15.4 help
    • 15.5 apropos/whatis
    • 15.6 locate
    • 15.7 which
    • 15.8 Documentos HOWTO’s
    • 15.9 Documentação de Programas
    • 15.10FAQ
    • 15.11Internet
      • 15.11.1 Páginas Internet de Referência SUMÁRIO viii
      • 15.11.2 Listas de discussão
    • 15.12Netiqueta
      • 15.12.1 Recomendações Gerais sobre a Comunicação Eletrônica
      • 15.12.2 Email
      • 15.12.3 ICQ/MSN/Gtalk/Skype
      • 15.12.4 Talk
      • 15.12.5 Listas de Discussão via Email
  • 16 Apêndice
    • 16.1 Sobre este guia
    • 16.2 Sobre o Autor
    • 16.3 Referências de auxílio ao desenvolvimento do guia
    • 16.4 Onde encontrar a versão mais nova do guia?
    • 16.5 Colaboradores do Guia
    • 16.6 Marcas Registradas
    • 16.7 Futuras versões
    • 16.8 Chave Pública PGP

Capítulo 1

Introdução

Bem vindo ao guia Foca GNU/Linux. O nome FOCA significa FOnte de Consulta e Aprendizado. Este guia é dividido em 3 níveis de aprendizado e versão que esta lendo agora contém:

  • Iniciante Entre o conteúdo do guia, você encontrará:
  • Textos explicativos falando sobre o sistema Linux, seus comandos, como manusear ar- quivos, diretórios, etc.
  • Explicações iniciais sobre as partes básicas do computador e periféricos
  • Comandos e Programas equivalentes entre o DOS/Windows e o GNU/Linux
  • Todos os materiais contidos na versão iniciante são ideais para quem está tendo o primeiro contato com computadores e/ou com o Linux. A linguagem usada é simples com o objetivo de explicar claramente o funcionamento de cada comando e evitando, sempre que possível, termos técnicos

Para melhor organização, dividi o guia em 3 versões: Iniciante, Intermediário e Avançado. Sendo que a versão Iniciante é voltada para o usuário que não tem nenhuma experiência no GNU/Linux. A última versão deste guia pode ser encontrada em: Página Oficial do guia Foca GNU/Linux (http://www.guiafoca.org).

Caso tiver alguma sugestão, correção, crítica para a melhoria deste guia, envie um e-mail para .

O Foca GNU/Linux é atualizado freqüentemente, por este motivo recomendo que preencha a ficha do aviso de atualizações na página web em Página Oficial do guia Foca GNU/Linux (http://www.guiafoca.org) no fim da página principal. Após preencher a ficha do aviso de atualizações, você receberá um e-mail sobre o lançamento de novas versões do guia e o que foi modificado, desta forma você poderá decidir em copia-la caso a nova versão contenha modificações que considera importantes.

Capítulo 1. Introdução 3

  • Certamente você buscará documentos na Internet que falem sobre algum assunto que este guia ainda não explica. Muito cuidado! O GNU/Linux é um sistema que cresce muito rapidamente, a cada semana uma nova versão é lançada, novos recursos são adi- cionados, seria maravilhoso se a documentação fosse atualizada com a mesma freqüên- cia. Infelizmente a atualização da documentação não segue o mesmo ritmo (principal- mente aqui no Brasil). É comum você encontrar na Internet documentos da época quando o kernel estava na versão 2.2.30, 2.4.8, 2.6.28, etc. Estes documentos são úteis para pes- soas que por algum motivo necessitam operar com versões antigas do Kernel Linux, mas pode trazer problemas ou causar má impressão do GNU/Linux em outras pessoas. Por exemplo, você pode esbarrar pela Internet com um documento que diz que o Kernel não tem suporte aos “nomes extensos” da VFAT (Windows 95), isto é verdade para kernels anteriores ao 2.0.31, mas as versões mais novas que a 2.0.31 reconhecem sem problemas os nomes extensos da partição Windows VFAT. Uma pessoa desavisada pode ter receio de instalar o GNU/Linux em uma mesma máquina com Windows por causa de um doc- umento como este. Para evitar problemas deste tipo, verifique a data de atualização do documento, se verificar que o documento está obsoleto, contacte o autor original e peça para que ele retire aquela seção na próxima versão que será lançada.
  • O GNU/Linux é considerado um sistema mais difícil do que os outros, mas isto é porque ele requer que a pessoa realmente aprenda e conheça computadores e seus periféricos antes de fazer qualquer coisa (principalmente se você é um técnico em manutenção, re- des, instalações, etc., e deseja oferecer suporte profissional a este sistema). Você con- hecerá mais sobre computadores, redes, hardware, software, discos, saberá avaliar os problemas e a buscar a melhor solução, enfim as possibilidades de crescimento neste sistema operacional depende do conhecimento, interesse e capacidade de cada um.
  • A interface gráfica existe, mas os melhores recursos e flexibilidade estão na linha de co- mando. Você pode ter certeza que o aprendizado no GNU/Linux ajudará a ter sucesso e menos dificuldade em usar qualquer outro sistema operacional.
  • Peça ajuda a outros usuários do GNU/Linux quando estiver em dúvida ou não souber fazer alguma coisa no sistema. Você pode entrar em contato diretamente com outros usuários ou através de listas de discussão (veja ‘Listas de discussão’ on page 125). Boa Sorte e bem vindo ao GNU/Linux!

Gleydson ().

1.2 Pré-requisitos para a utilização deste guia

É assumido que você já tenha seu GNU/Linux instalado e funcionando.

Este guia não cobre a instalação do sistema. Para detalhes sobre instalação, consulte a docu- mentação que acompanha sua distribuição GNU/Linux.

Capítulo 1. Introdução 4

1.3 Sistema Operacional

O Sistema Operacional é o conjunto de programas que fazem a interface do usuário e seus pro- gramas com o computador. Ele é responsável pelo gerenciamento de recursos e periféricos (como memória, discos, arquivos, impressoras, CD-ROMs, etc.), interpretação de mensagens e a execução de programas.

No Linux o Kernel mais o conjunto de ferramentas GNU compõem o Sistema Operacional. O kernel (que é a base principal de um sistema operacional), poderá ser construído de acordo com a configuração do seu computador e dos periféricos que possui.

1.4 O Linux

O Linux é um sistema operacional criado em 1991 por Linus Torvalds na universidade de Helsinki na Finlândia. É um sistema Operacional de código aberto distribuído gratuitamente pela Internet. Seu código fonte é liberado como Free Software (software livre), sob licença GPL, o aviso de copyright do kernel feito por Linus descreve detalhadamente isto e mesmo ele não pode fechar o sistema para que seja usado apenas comercialmente.

Isto quer dizer que você não precisa pagar nada para usar o Linux, e não é crime fazer cópias para instalar em outros computadores, nós inclusive incentivamos você a fazer isto. Ser um sistema de código aberto pode explicar a performance, estabilidade e velocidade em que novos recursos são adicionados ao sistema.

O requisito mínimo para rodar o Linux depende do kernel que será usado:

  • 2.2.x - Computador 386 SX com 2 MB de memória
  • 2.4.x - Computador 386 SX com 4MB de memória
  • 2.6.x - Computador 486 DX com no mínimo 8MB Para espaço em disco é requerido 500MB para uma instalação básica usando modo texto com suporte a rede. Claro que não é considerada a execução de ambiente gráfico ou serviços de rede em produção, que neste caso é exigido mais memória RAM e espaço em disco para ar- mazenamento de dados de programas e usuários.

O sistema segue o padrão POSIX que é o mesmo usado por sistemas UNIX e suas variantes. Assim, aprendendo o Linux você não encontrará muita dificuldade em operar um sistema do tipo UNIX, FreeBSD, HPUX, SunOS, etc., bastando apenas aprender alguns detalhes encontrados em cada sistema.

O código fonte aberto permite que qualquer pessoa veja como o sistema funciona (útil para aprendizado), corrigir algum problema ou fazer alguma sugestão sobre sua melhoria, esse é um dos motivos de seu rápido crescimento, do aumento da compatibilidade de periféricos (como novas placas sendo suportadas logo após seu lançamento) e de sua estabilidade.

Outro ponto em que ele se destaca é o suporte que oferece a placas, CD/DVD-RWs, BluRay e outros tipos de dispositivos de última geração e mais antigos (a maioria deles já ultrapassados e sendo completamente suportados pelo sistema operacional). Este é um ponto forte para

Capítulo 1. Introdução 6

  • Não precisa de um processador potente para funcionar. O sistema roda bem em com- putadores 386Sx 25 com 4MB de memória RAM (sem rodar o sistema gráfico X, que é recomendado 32MB de RAM). Já pensou no seu desempenho em um Pentium, Xeon, ou Athlon? ;-)
  • Suporte nativo a múltiplas CPUs, assim processadores como Dual Core, Core Duo, Athlon Duo, Quad Core tem seu poder de processamento integralmente aproveitado, tanto em 32 ou 64 bits.
  • Suporte nativo a dispositivos SATA, PATA, Fiber Channel
  • Suporte nativo a virtualização, onde o Linux se destaca como plataforma preferida para execução de múltiplos sistemas operacionais com performance e segurança.
  • O crescimento e novas versões do sistema não provocam lentidão, pelo contrário, a cada nova versão os desenvolvedores procuram buscar maior compatibilidade, acrescentar recursos úteis e melhor desempenho do sistema (como o que aconteceu na passagem do kernel 2.0.x para 2.2.x, da 2.2.x para a 2.4.x e da 2.4.x para a 2.6.x).
  • O GNU/Linux é distribuido livremente e licenciado de acordo com os termos da GPL.
  • Acessa corretamente discos formatados pelo DOS, Windows, Novell, OS/2, NTFS, SunOS, Amiga, Atari, Mac, etc.
  • O LINUX NÃO É VULNERÁVEL A VÍRUS! Devido a separação de privilégios entre pro- cessos e respeitadas as recomendações padrão de política de segurança e uso de contas privilegiadas (como a de root, como veremos adiante), programas como vírus tornam-se inúteis pois tem sua ação limitada pelas restrições de acesso do sistema de arquivos e execução. Qualquer programa (nocivo ou não) poderá alterar partes do sistema que pos- sui permissões (será abordado como alterar permissões e tornar seu sistema mais restrito no decorrer do guia). Frequentemente são criados exploits que tentam se aproveitar de falhas existentes em sistemas desatualizados e usa-las para causar danos. Erroneamente este tipo de ataque é classificado como vírus por pessoas mal informadas e são resolvi- das com sistemas bem mantidos. Em geral, usando uma boa distribuição que tenha um eficiente sistema de atualização e bem configurado, você terá 99.9% de sua tranquilidade.
  • Rede TCP/IP mais rápida que no Windows e tem sua pilha constantemente melhorada. O GNU/Linux tem suporte nativo a redes TCP/IP e não depende de uma camada inter- mediária como o WinSock. Em acessos via modem a Internet, a velocidade de transmis- são é 10% maior.
  • Executa outros sistemas operacionais como Windows, MacOS, DOS ou outro sistema Linux através de consagrados sistemas de virtualização como Xen, vmware, ou emu- lação como o DOSEMU, QEMU, WINE.
  • Suporte completo e nativo a diversos dispositivos de comunicação via infravermelho, Bluetooth, Firewire, USB. Basta conectar e o seu dispositivo é automaticamente recon- hecido. Raramente são necessários drivers externos, exceto no caso de dispositivos muito novos que não tenham o suporte ainda adicionado no sistema.
  • Suporte a rede via rádio amador.
  • Suporte a dispositivos Plug-and-Play.
  • Suporte nativo a pen drivers, dispositivos de armazenamento e cartões de memória.
  • Suporte nativo a dispositivos I2C
  • Integração com gerenciamento de energia ACPI e APM
  • Dispositivos de rede Wireless. Tanto com criptografia WEB e WPA PSK
  • Vários tipos de firewalls avançados de alta qualidade na detecção de tráfego indesejável,

Capítulo 1. Introdução 7

dando ao administrador uma excelente ferramenta de proteção e controle de sua rede.

  • Roteamento estático e dinâmico de pacotes.
  • Ponte entre Redes, proxy arp
  • Proxy Tradicional e Transparente.
  • Possui recursos para atender a mais de um endereço IP na mesma placa de rede, sendo muito útil para situações de manutenção em servidores de redes ou para a emulação de “múltiplos computadores”. O servidor WEB e FTP podem estar localizados no mesmo computador, mas o usuário que se conecta tem a impressão que a rede possui servidores diferentes.
  • Os sistemas de arquivos usados pelo GNU/Linux (Ext2, Ext3, reiserfs, xfs, jfs) organiza os arquivos de forma inteligente evitando a fragmentação e fazendo-o um poderoso sistema para aplicações multi-usuárias exigentes e gravações intensivas.
  • Permite a montagem de um servidor de publicação Web, E-mail, News, etc. com um baixo custo e alta performance. O melhor servidor Web do mercado, o Apache, é dis- tribuído gratuitamente junto com a maioria das distribuições Linux. O mesmo acontece com o Sendmail.
  • Por ser um sistema operacional de código aberto, você pode ver o que o código fonte (instruções digitadadas pelo programador) faz e adapta-lo as suas necessidades ou de sua empresa. Esta característica é uma segurança a mais para empresas sérias e outros que não querem ter seus dados roubados (você não sabe o que um sistema sem código fonte faz na realidade enquanto esta processando o programa).
  • Suporte a diversos dispositivos e periféricos disponíveis no mercado, tanto os novos como obsoletos.
  • Pode ser executado em 16 arquiteturas diferentes (Intel, Macintosh, Alpha, Arm, etc.) e diversas outras sub-arquiteturas.
  • Empresas especializadas e consultores especializados no suporte ao sistema espalhados por todo o mundo.
  • Entre muitas outras características que você descobrirá durante o uso do sistema (além de poder criar outras, caso seja um administrador avançado ou desenvolvedor). TODOS OS ÍTENS DESCRITOS ACIMA SÃO VERDADEIROS E TESTADOS PARA QUE TIVESSE PLENA CERTEZA DE SEU FUNCIONAMENTO.

1.5 Distribuições do Linux

Só o kernel GNU/Linux não é suficiente para se ter uma sistema funcional, mas é o principal.

Existem grupos de pessoas, empresas e organizações que decidem “distribuir” o Linux junto com outros aplicativos (como por exemplo editores gráficos, planilhas, bancos de dados, ambientes de programação, formatação de documentos, firewalls, etc).

Este é o significado essencial de distribuição. Cada distribuição tem sua característica própria, como o sistema de instalação, o objetivo, a localização de programas, nomes de arquivos de configuração, etc. A escolha de uma distribuição é pessoal e depende das necessidades de cada um.

Capítulo 1. Introdução 9

desktop, etc.), Perfis contendo seleções de pacotes de acordo com o tipo de usuário (pro- gramador, operador, etc.), ou através de uma seleção individual de pacotes, garantindo que somente os pacotes selecionados serão instalados fazendo uma instalação enxuta. Existe um time de desenvolvedores com a tarefa específica de monitorar atualizações de segurança em serviços (apache, sendmail, e todos os outros 25000 pacotes) que possam comprometer o servidor, deixando-o vulnerável a ataques. Assim que uma falha é de- scoberta, é enviado uma alerta (DSA - Debian Security Alert) e disponibilizada uma atu- alização para correção das diversas versões da Debian. Isto é geralmente feito em menos de 48 horas desde a descoberta da falha até a divulgação da correção. Como quase to- das as falhas são descobertas nos programas, este método também pode ser usado por administradores de outras distribuições para manterem seu sistema seguro e atualizado. O suporte ao usuário e desenvolvimento da distribuição são feitos através de listas de discussões e canais IRC. Existem uma lista de consultores habilitados a dar suporte e assistência a sistemas Debian ao redor do mundo na área consultores do site principal da distribuição. ftp://ftp.debian.org/ - Endereço para download.

Ubuntu http://www.ubuntu.com/ - Variante da distribuição Debian voltada a interação mais amigável com o usuário final e facilidade de instalação. Atualmente é a melhor para usuários que tem o primeiro contato com o Linux. Conta tanto com a instalação do sistema em HD e execução através de Live CD. http://www.ubuntu.com/getubuntu/download/ - Endereço para download do Ubuntu.

Slackware http://www.slackware.com/ - Distribuição desenvolvida por Patrick Volkerding, desenvolvida para alcançar facilidade de uso e estabilidade como priori- dades principais. Foi a primeira distribuição a ser lançada no mundo e costuma trazer o que há de mais novo enquanto mantém uma certa tradição, provendo simplicidade, facilidade de uso e com isso flexibilidade e poder. Desde a primeira versão lançada em Abril de 1993, o Projeto Slackware Linux tem buscado produzir a distribuição Linux mais UNIX-like, ou seja, mais parecida com UNIX. O Slackware segue os padrões Linux como o Linux File System Standard, que é um padrão de organização de diretórios e arquivos para as distribuições. Enquanto as pessoas diziam que a Red Hat era a melhor distribuição para o usuário iniciante, o Slackware é o melhor para o usuário mais “velho”, ou seja programadores, administradores, etc. ftp://ftp.slackwarebrasil.org/linux/slackware/ - Ftp da distribuição Slackware.

SuSE http://www.suse.com/ - Distribuição comercial Alemã com a coordenação sendo feita através dos processos administrativos dos desenvolvedores e de seu braço norte- americano. O foco da Suse é o usuário com conhecimento técnico no Linux (progra- mador, administrador de rede, etc.) e não o usuário iniciante no Linux. Preferencialmente a administração deve ser feita usando o Yast, mas também pode ser feita manualmente através de alteração dos arquivos de configuração.

Capítulo 1. Introdução 10

Possui suporte as arquiteturas Intel x86 e Alpha. Sua instalação pode ser feita via CD- ROM ou CD-DVD (é a primeira distribuição com instalação através de DVD). Uma média de 2000 programas acompanham a versão 10 distribuídos em 6 CD-ROMs. O sistema de gerenciamento de pacotes é o RPM padronizado. A seleção de pacotes durante a instalação pode ser feita através da seleção do perfil de máquina (developer, estação kde, gráficos, estação gnome, servidor de rede, etc.) ou através da seleção indi- vidual de pacotes. A atualização da distribuição pode ser feita através do CD-ROM de uma nova versão ou baixando pacotes de ftp://ftp.suse.com/. Usuários registrados ganham direito a suporte de instalação via e-mail. A base de dados de suporte também é excelente e está disponível na web para qualquer usuário independente de registro. ftp://ftp.suse.com/ - Ftp da distribuição SuSE.

Red Hat Enterprise Linux http://www.redhat.com/ - Distribuição comercial suportada pela Red Hat e voltada a servidores de grandes e medias empresas. Também conta com uma certificação chamada RHCE específica desta distro. Ela não está disponível para download, apenas vendida a custos a partir de 179 dólares (a versão workstation) até 1499 dólares (advanced server).

Fedora http://fedora.redhat.com/ - O Fedora Linux é a distribuição de desenvolvi- mento aberto patrocinada pela RedHat e pela comunidade, originada em 2002 e baseada em versão da antiga linha de produtos RedHat Linux. Esta distribuição não é suportada pela Red Hat como distribuição oficial (ela suporta apenas a linha Red Hat Enterprise Linux), devendo obter suporte através da comunidade ou outros meios. A distribuição Fedora dá prioridade ao uso do computador como estação de trabalho. Além de contar com uma ampla gama de ferramentas de escritório possui funções de servidor e aplicativos para produtividade e desenvolvimento de softwares. Considerado um dos sistemas mais fáceis de instalar e utilizar, inclui tradução para portugês do Brasil e suporte às plataformas Intel e 64 bits. Por basear-se no RedHat. o Fedora conta com um o up2date, um software para man- ter o sistema atualizado e utiliza pacotes de programas no formato RPM, um dos mais comuns. O Fedora não é distribuido oficialmente através de mídias ou CDs, se você quiser obte-lo terá de procurar distribuidores independentes ou fazer o download dos 4 CDs através do site oficial. http://download.fedora.redhat.com/pub/fedora/linux/core/2/i386/ iso/ - Download da distribuição Fedora.

Mandriva http://www.mandriva.com/ - Fusão da distribuição francesa Mandrake com a distribuição brasileira Conectiva contendo as características de instalação semi- automática através de DVD. Boa auto-detecção de periféricos, inclusive web-cams. http://www.mandriva.com/ - Download da distribuição.

Para contato com os grupos de usuários que utilizam estas distribuições, veja ‘Listas de dis- cussão’ on page 125.