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Introdução à Utilização do Linux com Interface Gráfica KDE, Notas de estudo de Sistemas de Informação

Este documento fornece uma introdução à utilização do linux, com ênfase na interface gráfica kde, gerenciador de arquivos konqueror e programas básicos para acesso à internet. Além disso, aborda conceitos básicos sobre sistemas operacionais, segurança e configuração de hardware e software.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 30/01/2010

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sidney-soares-6 🇧🇷

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Apostila de Linux
Uma Primeira Impressão
Por: Ricardo Rabelo Mota
Técnico em Informática
Montes Claros
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Baixe Introdução à Utilização do Linux com Interface Gráfica KDE e outras Notas de estudo em PDF para Sistemas de Informação, somente na Docsity!

Apostila de Linux

Uma Primeira Impressão

Por: Ricardo Rabelo Mota Técnico em Informática Montes Claros

Durante anos em que venho utilizando o Linux, sempre procurei encontrar uma literatura, em português, que pudesse me orientar na utilização do mesmo. Notem que isso, hoje em dia, já melhorou bastante. Temos o já famoso “Focalinux” (http://focalinux.cipsga.org.br), além do livro, disponível em pdf no site (http://www.guiadohardware.net), de Carlos Morimoto, o não menos conhecido “Entendendo e Dominando o Linux”. Estas duas obras que me ocorrem no momento, são de livre acesso, podendo qualquer pessoa baixál os pela internet, ou consultar online. Além disso, o Carlos Morimoto recentemente publicou o seu livro para ser vendido em livrarias, o que já é uma boa ajuda para quem não quer gastar com impressão e prefere ler em papel. Porém, a minha dificuldade inicial se transformou: hoje não mais procuro documentação em português para aprender, mas sim para passar para os usuários leigos, que também desejam aprender este maravilhoso sistema operacional. Vejam bem, não querendo menosprezar a literatura já disponível, a grande dificuldade que encontro é que elas são muito grandes, servindo mais como consulta, ou um livro de cabeceira. O que eu procuro é um livro, ou apostila, que disponibilize, de maneira didática, informações relevantes para as pessoas que nada entendem de sistema operacional, ou, mais precisamente, sobre ESTE sistema operacional. Para quem já está acostumado com a interface gráfica do Windows, alguns conceitos sobre diretório, sistemas de arquivos, montagem destes, permissões, fazem parte do básico a ser entendido. Agora, para quem não tem nenhum costume com sistema operacional, a necessidade passa a ser maior. A bem da verdade, o que muitos precisam, e o que a maioria dos cursos que se vê por aí procuram oferecer é: ● Formatar disquetes ● Configurar impressora (impressora padrão, instalação com wizards gráficos, etc.) ● Utilizar um processador de textos, planilha, etc. ● Imprimir um texto. ● Salvar documentos. ● Acessar internet. Ok, com raras exceções, existem alguns cursos mais completos, que abrangem conceitos menos comuns, como utilizar scandisk, desfragmentador de arquivos, etc. Mas, convenhamos, poucos são os que se lembram destes pequenos, mas essenciais cuidados que devem ser dispensados ao sistema como um todo. Portanto, o meu objetivo com relação a este curso que agora iniciamos é bastante direto: levando em consideração que o Linux é uma poderosa ferramenta, que, em relação ao outro SO mais popular, é mais estável, menos atingido por vírus, e que possui uma grande quantidade de interfaces gráficas, procurarei trabalhar com o que podemos considerar padrão em boa parte das distribuições Linux atuais: a interface gráfica KDE, o gerenciador de arquivos Konqueror, além dos programas básicos para acesso internet. Serão considerados aqui, para efeito ilustrativo, alguns outros programas que são também de uso comum, tipo aplicativos de multimídia (vídeo e som), visualizadores de imagens, dentre outros. Colabore conosco através das suas sugestões, enviando os seus comentários e suas impressões a respeito deste trabalho, pelo email [email protected].

Segurança

Esta palavra lhe soa familiar? Pode ter certeza que, pelo menos uma vez, você já ouviu falar nela no mundo da informática. Vírus, worms, trojans, invasão por hackers, dentre outros termos andam freqüentando fontes de notícias especializados e, às vezes, até os nem tão especializados assim. Neste item, o Linux tem algo que agrada tanto empresas quanto usuários comuns: o suporte nativo à segurança. Isto porque as principais características desejáveis de segurança estão presentes no kernel do Linux, ou seja, no núcleo do SO. Uma das coisas que manteremos contato logo de início e com o esquema de "permissões". Tratase de um item de segurança do Linux, onde, cada usuário tem definido, pelo administrador ou mesmo pelo usuário principal da máquina, o que pode ou não pode ser feito no sistema. Desta maneira, um usuário comum não poderá instalar/remover programas aleatoriamente, apagar arquivos de outros usuários, nem desconfigurar o sistema, deixando o instável e sujeito a travamentos. Pode parecer chato, não é? Mas se você pensar bem, isso evita também que, caso você esteja acessando a internet, por exemplo, caso a sua máquina seja invadida, o invasor dificilmente poderá danificar o sistema, prejudicando o desenvolvimento do seu trabalho. Dessa forma, um usuário de um SO como o Windows 98, por exemplo, pode até mesmo perder todos os dados de sua máquina neste caso, mas o usuário do Linux não. Além disso, a sua máquina pode ser utilizada por mais de um usuário, cada um com a sua configuração (papel de parede, ícones, etc.), e um não poderá interferir na configuração/documentos de outro. Interessante, não? Por falar em usuário, cada um terá os seus arquivos salvos em uma pasta (diretório), o que lhe permitirá ter um melhor controle sobre aquilo que é seu.

Acesso a unidades de Disquete, CD ROM e outros

Algo que também utilizamos com freqüência, são os disquetes e CDROM's. Também no Linux, apesar de bem mais fácil hoje em dia, é bem diferente que no Windows. Por padrão, qualquer mídia para ser acessada (com exceção dos CD's de áudio) necessita ser montada. O que vem a ser isso? "Montar" uma determinada mídia significa simplesmente torná la acessível com um comando. Não existe no Linux a unidade a: c: d: e similares, tais como no Windows. Existe, isso sim, diretórios onde você poderá acessar o conteúdo da mídia depois que a mesma estiver montada. Esses diretórios podem receber qualquer nome que se queira dar a eles, e estar situados em qualquer lugar. Por padrão, eles estão situados dentro do diretório /mnt. Assim, para montar o cdr om, utilizamos: mount /mnt/cdrom Para se acessar o disquete, utilizamos: mount /mnt/floppy Veja bem, o disquete, em inglês, chama se floppy. Por isso o diretório vem com esse nome. Mas bem poderia ser: mount /mnt/disquete Entendeu? O que importa não é o nome do diretório, mas sim para onde ele aponta. Hoje em dia, utiliza se com freqüência o automont, um programa que, executado em

background, fazia o papel do comando mount, ou seja, monta automaticamente as mídias selecionadas. Veremos como fazer isso mais adiante, quando falarmos do ambiente KDE.

Ambiente Gráfico

Algo que pode, a princípio incomodar algumas pessoas, mas, com o passar do tempo, a tendência é se acostumar. Do que estou falando? Simples: falo de opções. É isso aí. No Linux, não existe um só ambiente gráfico. Existem dezenas. É certo que, na maioria das distribuições reinam soberanos o KDE e o GNOME. Mas há outras opções, mais leves, e igualmente eficientes. Neste curso, estudaremos o ambiente KDE, uma vez que é a interface que mais se desenvolveu durante todos os anos de vida do Linux.

KDE

Significa basicamente, K Desktop Enviroment. O K não tem função especial, a não ser por ser a letra que vem imediatamente antes de L, de Linux. Tem amplo suporte a temas, além de diversos aplicativos escritos especialmente para ele. Ele é mais ou menos assim: Simpático, não? O tema, como se pode observar, é retratando o ambiente do Windows XP. Muitos preferem utilizar este tema, com o intuito de não ser traumático a migração do Windows para o Linux. Para quem já tem familiaridade com o sistema Linux, pode parecer uma aberração, ou mesmo uma afronta. Mas, no intuito de facilitar a vida dos usuários Windows, tal concepção se faz presente no Desktop de vários usuários. Como se pode perceber, assim como no Windows, o KDE possui uma barra onde ficam

Impressionante, não? Pois é, isso é só uma amostra. Conforme a vontade do dono, é possível transformar radicalmente o visual. Agora, você pode estar se perguntando: como é que eu faço tudo isso? Bom, no próximo item, iremos conhecer o responsável por tanta mudança. É o Centro de Controle do KDE.

CENTRO DE CONTROLE DO KDE

Não é tão semelhante quanto ao já manjado Painel de Controle do Windows, mas é também tão intuitivo quanto. O motivo, é que o Centro de Controle do KDE possui muitas, mas muitas opções mesmo. Tantas, que trataremos aqui somente das mais relevantes. Visão Geral O Centro de Controle do KDE, ao ser iniciado pela primeira vez, tem seguinte aparência:

Vale lembrar que, esta imagem foi conseguida levando se em considerações os temas que foram aplicados no ambiente. Os ícones, por exemplo, são do Mac OS X, e não os que vem por padrão no Conectiva. Porém, a descrição dos atalhos permanece a mesma. Portanto, vejamos: o primeiro item nos remete à administração do sistema. Ao clicar nesse item, abrirs e á nova coluna de ícones, assim: Estes caminhos informam ao sistema onde estão localizados, respectivamente: A área de trabalho, a lixeira, o diretório onde estarão os atalhos para os programas que deverão iniciar automaticamente e, é claro, o caminho que o KDE irá procurar os documentos salvos (arquivos de texto, planilhas, desenhos, etc.). Este último servirá, a priori, para os programas que forem gerados por softwares que o KDE reconheça, ou seja, extensões que, como no Windows, possam ser abertas diretamente pelo navegador de arquivos. O segundo item é algo bem particular, que não está presente em todas as distribuições do Linux; tratas e de configuração do laptop Sony Vaio, aliás, uma das empresas que reconhecem a importância do Linux como alternativa para desktop. Logo após, vem o item que permite ao usuário fazer duas alterações: mudar o nome real com

Quanto à última opção... Bom, digamos que a finalidade é proporcionar uma busca mais detalhada do que se está procurando. Por exemplo, você pode procurar por uma determinada imagem, informando uma imagem similar como exemplo. O KDE irá procurar uma imagem similar, ou seja, a procura é feita pelo conteúdo, e não só pelo título da imagem. Legal, não?

Ambiente de Trabalho

Nesse setor, poderemos configurar diversas opções, a saber: Barra de Tarefas É aquela que, geralmente, se encontra na parte inferior do monitor. Bem parecida com a barra do Windows e Mac, mantém atalhos para aplicações, lista de janelas abertas, etc.

Comportamento Permite programar diversas funções, tais como: exibir ícones na área de trabalho, mostrar dicas, ativar menu suspenso, dentre outras. Comportamento da Janela Configura a atuação da janela que exibe o programa, permitindo alterar, por exemplo, a ação do duplo clique do mouse sobre o enfeite superior da janela, entre enrolar, maximizar, etc. Configuração do Menu O KDE possui uma interessante ferramenta que procura, no disco rígido, programas que estão instalados, conhecida como "kappfinder". Não obstante, você pode querer editar diretamente o menu, para incluir alguma aplicação que não foi incluída por um motivo qualquer. Além disso, esse item permite que você defina como o menu será exibido, com uma série de recursos interessantes. Múltiplos Ambientes de Trabalho. O Linux tem uma característica bastante interessante: permite que, em uma mesma máquina, possa haver diferentes ambientes de trabalho. Desta maneira, você pode manter separados diversos processos que estiverem em andamento, em janelas separadas. Muito útil para quem, por exemplo, está navegando na internet e ripando um cd de áudio ao mesmo tempo. Desta maneira, uma atividade não interfere na outra e você pode optar por qual das duas você irá se dedicar e qual ficará a cargo da máquina, sem lhe incomodar. Painéis Aqui você define a forma e ações do Painel, ou Kicker, como é mais conhecido. Posição, tamanho, ocultação, dentre outras opções disponíveis.

Estilo Estilo (botões, barra de carga (porcentagem), etc. Fontes Define as fontes a serem utilizadas pelo ambiente KDE. Os demais ambientes (como o GNOME, WindowMaker, etc., possui ferramentas próprias para isso, ou utilizam o que o sistema gráfico disponibiliza por padrão. Fundo de Tela É o que conhecemos como "Papel de Parede" em outros sistemas. Obviamente, a definição dada pelo KDE é mais lógica. Lançador Rápido Histórico Habilita a ação do mouse quando um programa está carregando, além da indicação na barra de tarefas. Protetor de Tela Muito conhecido também como "screensaver", permite definir o protetor, quando este irá funcionar, etc.

Tela de Apresentação É aquela tela que aparece enquanto o KDE está sendo carregado. Também conhecido como "splash". É possível também adicionar novas telas. Ícones Permite definir quais ícones você irá utilizar e, ainda, adicionar novos ícones.

Componentes do KDE

Assim como qualquer outro programa, o KDE é composto de várias peças, que podem ser configuradas pelo usuário. Veja: Veremos, a seguir, um por um:

Performance do KDE Lhe permite ter um melhor desempenho em cada sessão. Se a sua máquina é potente, você pode experimentar mais opções. Seletor de Componentes Você pode escolher os programas que serão padrão no sistema aqui. Verificador Ortográfico Defina aqui qual o verificador ortográfico o KDE utilizará. Controle de Energia Energia hoje em dia não é brinquedo. Temos que economizar o máximo. E o KDE permite que façamos isso. É possível configurar regras para um computador portátil (laptop) ou mesmo para um micro de mesa (desktop). Veja as possibilidades abaixo: Bateria do Laptop Como o nome sugere, permite monitorar a bateria do seu laptop, indicando, inclusive, quando é hora de recarregá la. Controle de Energia do Monitor Caso o seu monitor seja compatível com os recursos avançados de economia de energia, você poderá habilitar esta função aqui.

Internet e Rede

Como o Linux foi um sistema gerado a partir da internet, não poderia faltar a configuração deste item que é tão importante nos dias de hoje. Da conexão discada, à rede sem fio, tudo pode ser configurado no Centro de Controle. Veremos, a seguir, como fazer isso. Bluetooh Para quem não conhece, o Bluetooh é um método de comunicação utilizado por dois ou mais hardwares, onde se dispensa a utilização dos fios. O mais conhecido é o protocolo 802.11b. Permite também a comunicação entre dois micros, em uma rede sem fio e, desta com a internet. O KDE permite a configuração dessa rede através desse item. Bate Papo em Rede Local Tratas e de um recurso utilizado geralmente por empresas. Muitas vezes temos a necessidade de contactar colegas de trabalho e, para poupar a utilização de telefone, lanças e mão do recurso do bate papo, mais conhecido como chat.

Firewall Pessoal Conectiva Um bom SO deve disponibilizar um firewall, hoje ferramenta indispensável para uma navegação tranqüila na internet ou mesmo em uma rede interna. O Firewall da Conectiva é uma interface para configuração do iptables, programa em modo texto que cuida da segurança da rede. Navegação em Rede Local Às vezes, para se ter acesso a um determinado computador em uma rede, mesmo sendo esta local, é solicitado uma senha. Isso é muito utilizado quando se utiliza o samba, protocolo utilizado pelo Linux para se conectar a uma máquina Windows. Preferências Define preferências diversas, não comtempladas nos demais tópicos. Proxy Servidor proxy é aquele que, em uma rede, define políticas de acesso dos usuários à internet. Desta maneira, podes e filtrar conteúdo, sites, dentre outras coisas para se evitar abusos e perda de tempo no trabalho. Rede sem Fio Permite conectar um computador a outro sem a utilização de cabos.

Periféricos

Periféricos são o hardware que, conectados a cpu, nos permite a interação com o computador. Exemplos são o mouse, teclado, impressora, câmera digital, etc. Auto execução da Mídia Item recente no Centro de Controle, permite identificar o conteúdo de um cd, por exemplo, e ativar automaticamente o programa que irá executar o arquivo presente no cd. Pode ser um cd de áudio, ou mesmo um filme, que será executado automaticamente. Controles Remotos Mais conhecido como infra vermelho, caso você tenha um hardware que possa ser ativado à distância com um controle.