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Interferência de Ondas: Comprimento de Onda e Índice de Refração, Manuais, Projetos, Pesquisas de Cultura

Este documento fornece informações sobre a interferência de ondas, especificamente sobre o comprimento de onda e o índice de refração em meios diferentes. Ele inclui problemas relacionados aos valores de fase e a natureza da interferência observada em diferentes situações.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2014

Compartilhado em 08/05/2014

carlos-augusto-bezerra-de-deus-8
carlos-augusto-bezerra-de-deus-8 🇧🇷

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bg1
LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 4 de Janeiro de 2004, `as 12:36
Exerc´
ıcios Resolvidos de ´
Optica F´
ısica
Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de ısica te ´
orica,
Doutor em ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituto de ısica
Mat´eria para a TERCEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a SEXTA edic¸˜ao do livro
“Fundamentos de ısica”, Halliday, Resnick e Walker.
Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/
jgallas
Conte´
udo
36 Interferˆ
encia 2
36.1 A luz como uma onda . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
36.2 O experimento de Young . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3
36.3 Intensidade das franjas de interferˆencia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
36.4 Interferˆencia em filmes finos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
36.5 O interferˆometro de Michelson . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Coment´arios/Sugest ˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br
(listaq3.tex)
http://www.if.ufrgs.br/
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Exerc´ıcios Resolvidos de ´Optica F´ısica

Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de f´ısica te´orica,

Doutor em F´ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha

Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Instituto de F´ısica

Mat´eria para a TERCEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a SEXTA edic¸ ˜ao do livro

“Fundamentos de F´ısica”, Halliday, Resnick e Walker.

Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conte´udo

36 Interferˆencia 2

36.1 A luz como uma onda......................................... 2

36.2 O experimento de Young....................................... 3

36.3 Intensidade das franjas de interferˆencia................................ 5

36.4 Interferˆencia em filmes finos..................................... 6

36.5 O interferˆometro de Michelson.................................... 9

Coment´arios/Sugest˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br

(listaq3.tex)

36 Interferˆencia

36.1 A luz como uma onda

E 36-1 (40-1/

edic¸ ˜ao)

O comprimento de onda da luz amarela do s´odio no ar

´e de

nm. (a) Qual ´e a freq¨uˆencia da luz? (b) Qual

´e o comprimento de onda da luz em um vidro com um

´ındice de refrac¸˜ao de 

? (c) Use os resultados dos

itens (a) e (b) para calcular a velocidade da luz no vidro.

(a)

  Hz

(b)

nm



nm

(c)

 *^

  m/s

P 36-7 (40-11/

edic¸ ˜ao)

Na Fig. 36.3, duas ondas luminosas no ar, de compri-

mento de onda de ,^ nm, est˜ao inicialmente em fase.

A primeira atravessa um bloco de vidro de espessura -

e ´ındice de refrac¸˜ao ' 

 .. A segunda atravessa

um bloco de pl´astico com a mesma espessura e ´ındice

de refrac¸˜ao '0/ 

. (a) Qual ´e o (menor) valor de -

para que as ondas saiam dos blocos com uma diferenc¸a

de fase de

rad? (b) Se as ondas forem superpostas

em uma tela, qual ser´a o tipo de interferˆencia resultante?

(a) Suponha a fase de ambas ondas como sendo ze-

ro antes de atingir a superf´ıcie dos meios com diferen-

tes ´ındices de difrac¸˜ao. A fase da primeira onda na su-

perf´ıcie de tr´as do vidro ´e dada por 1 

onde

´e o n´umero de onda e

´e o com-

primento de onda no vidro. Analogamente, a fase da

segunda onda na superf´ıcie de tr´as do pl´astico ´e dada

por 1 /

=4>698 , onde

e o n´´ umero de

onda e

/ e o comprimento de onda no pl´´ astico.

As freq¨uˆencias angulares s˜ao as mesmas pois as ondas

tem o mesmo comprimento de onda no ar e a freq¨uˆencia

da onda n˜ao muda quando ela entra em outro meio. A

diferenc¸a de fase ´e

A;CB 

D

E

Temos que

(^) ar &A' 

, onde

(^) ar ´e o comprimento de

onda no ar e ' 

´e o ´ındice de refrac¸˜ao do vidro. Analo-

gamente,

(^) ar &(' /, onde ' / ´e o ´ındice de refrac¸˜ao

do pl´astico. Isto tudo fornece-nos uma diferenc¸a de fase

A;

ar

E

O valor de - que torna tal diferenc¸a igual a

´e

(^) ar A; ) ' 

,   ^ *

A; )

 .F4G

 IH^ m

(b)

rad ´e menor do que

A;

rad, que ´e

a diferenc¸a de fase para interferˆencia completamente

construtiva, e maior do que

J, rad, a diferenc¸a de

fase para interferˆencia completamente destrutiva. A in-

terferˆencia ´e portanto intermedi´aria, nem completamen-

te construtiva, nem completamente destrutiva. Ela est´a,

entretanto, mais perto de ser completamente construtiva

do que de ser completamente destrutiva.

P 36-8 (40-12/

edic¸ ˜ao)

As duas ondas na Fig. 36.3 tˆem um comprimento de

onda de

 nm no ar. Determine a diferenc¸a de fase

em comprimento de onda, depois de as ondas atraves-

sarem os meios  e

, se (a) ' 

e '0/ . e

LK

m; (b) ' 

e '0/ 

e -

LK

m;

(c) ' 

e '0/^ 

e -  

MK

m; (d) Su-

ponha que em cada uma destas trˆes situac¸ ˜oes as ondas

sejam superpostas numa tela. Descreva os tipos de in-

terferˆencia resultantes.

A soluc¸˜ao do problema baseia-se na seguinte ex-

press˜ao para a diferenc¸a de fase:

N

A;

OQPPP

P

P

P

A;

OQPPP

P

P

P

A;

R

R

(a)

N 1

A;

 H

 .F4G

E 36-13 (40-18/

edic¸ ˜ao)

O experimento de Young ´e executado com luz azul-

esverdeada de comprimento de onda de

 nm. A

distˆancia entre as fendas ´e de 

mm e a tela de

observac¸˜ao est´a a

, m das fendas. Qual ´e o

espac¸amento entre as franjas claras?

A condic¸˜ao de m´aximo ´e

j sen h i

, onde

j ´e a

separac¸˜ao das fendas,

o comprimento de onda, i e um´

inteiro, e h ´e o ˆangulo feito pelos raios que interferem e o

eixo perpendicular `a superf´ıcie contendo as fendas. Se h

´e pequeno, sen h pode ser aproximado por h, em radia-

nos. Neste caso temos h

j i

e a separac¸˜ao angular

dos m´aximos adjacentes, um associado ao inteiro i e o

outro associado ao inteiro i Z

, ´e dada por

N

h

j .

Com isto, a separac¸˜ao sobre uma tela a uma distˆancia l

´e dada por

N[m l

N

h

(^) l j

   I *

 cIn

 

 In^ m

mm

E 36-14 (40-21/

edic¸ ˜ao)

Em um experimento de Young, a distˆancia entre as fen-

das ´e de  vezes o valor do comprimento de onda da

luz usada para ilumin´a-las. (a) Qual ´e a separac¸˜ao an-

gular em radianos entre o m´aximo de interferˆencia cen-

tral e o mais pr´oximo? (b) Qual ´e a distˆancia entre es-

tes m´aximos se a tela de observac¸˜ao estiver a

 cm de

distˆancia das fendas?

(a) O m´aximo adjacente ao m´aximo central ´e o que

corresponde a i  de modo que

h 

sen  

B

"i

j D

P

P

P

o

e



sen  

B

D

  rad

(b) Como

m



l sen h 

cm* sen

Y^ Y^ rad*

mm

`

a separac¸˜ao ´e

Npm m



mVC m



\

mm

P 36-19 (40-24/

edic¸ ˜ao)

Em um experimento de Young, a distˆancia entre as fen-

das ´e

mm e as fendas est˜ao a  m da tela de observac¸˜ao.

Duas figuras de interferˆencia podem ser vistas na tela,

uma produzida por uma luz com comprimento de onda

de ,

 nm e outra por uma luz de comprimento de onda

de . nm. Qual ´e a distˆancia na tela entre as franjas

de terceira ordem (i ) das duas figuras de inter-

ferˆencia?

Os m´aximos de um padr˜ao de interferˆencia de fenda

dupla aparecem em ˆangulos h dados por

j sen h i

,

onde

j ´e a separac¸˜ao das fendas,

o comprimento de

onda, e i um n´unero inteiro. Se h for pequeno, sen h

pode ser substituido por h em radianos. Neste caso, te-

mos mais simplesmente que h

j i

.

[Perceba que EVITAMOS escrever

j h i

para mini-

mizar a possibilidade de confus˜ao com algum elemento

diferencial de ˆangulo

j h. Uma notac¸˜ao coerente e apro-

priada salva muita gente na hora da prova.... :-) ]

A separac¸˜ao angular dos dois m´aximos associados com

comprimentos de onda diferentes mas com o mesmo va-

lor de i e´

N

h

i j

e a separac¸˜ao

N

pm observada numa tela localizada a uma

distˆancia l e´

Npm l tan

N

h[q5l

N

h

B

"i l j D

Como usamos a aproximac¸˜ao tan hq

N

h, observe que N h deve estar em radianos.

Em n´umeros, temos,

Npm

]

 cn

^

F4r,

  Is (^) m  

mm

LK

m

P 36-20 (40-27/

edic¸ ˜ao)

Na Fig. 36.29, t 

e t / s˜ao fontes que produzem ondas

em fase, de mesma amplitude e com o mesmo compri-

mento de onda

. A distˆancia entre as fontes ´e

j 

.

Determine a maior distˆancia a partir de t 

, ao longo do

eixo u, para a qual as duas ondas se anulam totalmente

por interferˆencia destrutiva. Expresse esta distˆancia em

comprimentos de onda.

Chamemos tal distˆancia de u. Ent˜ao

R

N

1 R

wvyx

j /

Z

u

o

4 ru o Fz

i Z

;a`

onde i 

`

`

|c`  dd. Consequentemente,

u o

j/

) i Z

i Z

O maior valor de u o

´e obtido para i :

u

VC

j /

 4

P 36-21 (40-28/

edic¸ ˜ao)

Um fino floco de mica (' 

) ´e usado para cobrir

uma das fendas em um experimento de Young. O pon-

to central da tela passa a ser ocupado pelo que era a

s´etima franja clara (i

) quando a fenda estava livre.

se

nm, qual ´e a espessura do floco de mica?

( Sugest˜ao : Considere o comprimento de onda da luz no

interior do floco de mica.)

Considere as duas ondas, uma de cada fenda, que pro-

duzem a s´etima franja clara na ausˆencia da mica. Elas

est˜ao em fase nas fendas e viajam distˆancias diferen-

tes at´e a s´etima franja clara, onde a diferenc¸a de fase ´e A; i  d,

. Quando um floco de mica de espessura u

´e colocada na frente de uma das fendas e as ondas n˜ao

est˜ao mais em fase nas fendas. Nas fendas, suas fases

diferem de

A;

u 

o

A;

u 

A;

u 

U *

onde

o

e o comprimento de onda na mica,´ ' e o ´´ ındice

de refrac¸˜ao da mica, e usamos relac¸˜ao

o

sendo o comprimento de onda no v´acuo.

Como as ondas est˜ao agora em fase na tela, devemos ter

A; u 

U * d,

a`

donde tiramos que

' 4 G

U

. .,   IH^ m .Y .,

K

m

P 36-22 (40-32/

edic¸ ˜ao)

A luz de um laser com comprimento de onda de .

nm passa por duas fendas localizadas em um tela na par-

te da frente de uma sala de aula, ´e refletida por um es-

pelho situado a

 m de distˆancia, no fundo da sala, e

produz uma figura de interferˆencia na mesma tela que

cont´em as fendas. A distˆancia entre duas franjas cla-

ras adjacentes ´e  cm. (a) Qual ´e a distˆancia entre

as fendas? (b) O que acontece com a figura de inter-

ferˆencia quando o professor cobre uma das fendas com

um pedac¸o de celofane, aumentando de

o n´umero

de comprimentos de onda percorridos pela luz no traje-

to que passa pelo celofane?

(a) Aqui, use

N

[m l

j obtendo

j

l Npm

 ^ *

Y

mm

Observe o fator

acima: ele ´e devido ao fato da luz ir

e voltar atrav´es da sala! O “D” refere-se ao caminho

´optico total.

(b) Neste caso a figura de interferˆencia ser´a deslocado.

Por exemplo, como no local do m´aximo central original

a diferenc¸a de fase ´e agora

N

N ):

2 N

A;a`

existir´a ali um m´ınimo em vez de um m´aximo.

36.3 Intensidade das franjas de inter-

ferˆencia

E 36-24 (40-41/

edic¸ ˜ao)

Determine a soma

m ) 8 * das seguintes func¸ ˜oes:

m



8 *  sen 698 e

m /

sen

Z

 k*

[Nota: perceba que neste enunciado escrevemos explici-

tamente a dependˆencia temporal de cada grandeza, com

o intuito de distinguir mais claramente as grandezas que

variam no tempo daquelas que n˜ao variam.]

Seguimos aqui o problema resolvido 36.3. Num ins-

tante de tempo 8 qualquer temos

m ) 8 *

m



Z

m /

Escolhendo

m



8 * como referˆencia, para 8  temos as

seguintes componentes horizontal e vertical de

m ) *

m€  9ƒ‚„c k Z

ƒ‚„ k  Z

`

m

  sen k Z

sen k  Z

A onda resultante tem uma amplitude

m † [que ´e cons-

tante no tempo] dada por

m† x

Z

`

pela superf´ıcie posterior n˜ao muda na reflex˜ao, uma vez

que o meio fora dela ´e o ar, cujo ´ındice de refrac¸˜ao ´e me-

nor do que o ´ındice da pel´ıcula de sab˜ao. Chamando de

  • a espessura da pel´ıcula, tal onda viaja uma distˆancia 
    • a mais do que a onda refletida na superf´ıcie anterior.

A diferenc¸a de fase ´e

, onde

e o com-´

primento de onda no filme. Sendo

o comprimento de

onda no v´acuo e ' o ´ındice de refrac¸˜ao da pel´ıcula de

sab˜ao, ent˜ao

&A' e a diferenc¸a de fase ´e

B

A;

D

   H^ *

B

 D

rad

Como a diferenc¸a de fase ´e um m´ultiplo par de

, a in-

terferˆencia ´e completamente construtiva.

Note que 

, fornecendo-nos i

, como

acima obtido.

Perceba que as duas maneiras de tratar o problema

prov´em de podermos colocar a ˆenfase ou na diferenc¸a

de fase ou na diferenc¸a entre as distˆancias percorridas ,

conforme a Eq. 36.28 [Eq. 40-25] do livro texto:

Œ diferenc¸a

de fase 

A;

diferenc¸a entre as

distˆancias percorridas

E 36-33 (40-48/

edic¸ ˜ao)

Uma onda luminosa de comprimento de onda de.

, nm

incide perpendicularmente em uma pel´ıcula de sab˜ao

(com '   ) suspensa no ar. Quais as duas meno-

res espessuras do filme para as quais as ondas refletidas

pelo filme sofrem interferˆencia construtiva?

Para interferˆencia construtiva usamos a Eq. 36.34 [40-

27]:

i Z

Os dois menores valores de - s˜ao aqueles correspon-

dentes a i  e i , ou seja,

V

nm

,

 ^ *

nm YJ

ŽK

m

`

e, para i ,

Q

YJ

ŽK

m*  

K

m

Perceba a utilidade e conveniˆencia de estabelecer-se

analiticamente que - 

V

: evita-se refazer con-

tas j´a feitas, reduz-se a possibilidade de errar, e ganha-

se noc¸˜ao da magnitude relativa das grandezas em jogo.

Acostume-se sempre a fazer ´algebra (treinar seus neu-

rˆonios!!) antes de precipitar-se para a calculadora!

E 36-34 (40-50/

edic¸ ˜ao)

Uma lente com ´ındice de refrac¸˜ao maior do que   e´

revestida com um filme fino transparente de ´ındice de

refrac¸˜ao 

para eliminar pr interferˆencia a reflex˜ao de

uma luz de comprimento de onda

que incide perpen-

dicularmente `a lente. Qual a menor espessura poss´ıvel

para o filme?

Como a lente tem um ´ındice de refrac¸˜ao maior que o

filme fino, existe um deslocamento de fase de

na re-

flex˜ao da interface lente-filme, que cancela com o des-

locamento de fase de

devido a reflex˜ao da interface

filme-ar. Portanto n˜ao existe nenhum deslocamento de

fase efetivo e a condic¸˜ao para interferˆencia destrutiva ´e

i Z

O menor valor de - e obtido para´ i :

  • min

Y

E 36-35 (40-52/

edic¸ ˜ao)

Os diamantes de imitac¸˜ao usados em j´oias s˜ao feitos de

vidro com ´ındice de refrac¸˜ao de 

. Para que reflitam

melhor a luz, costuma-se revesti-los com uma camada

de mon´oxido de sil´ıcio de ´ındice de refrac¸˜ao igual a

.

Determine a menor espessura poss´ıvel da camada para

que uma onda de comprimento de onda de

. nm e in-

cidˆencia perpendicular sofra interferˆencia construtiva ao

ser refletida pelas suas duas superf´ıcies.

A reflex˜ao na superf´ıcie anterior muda a fase de

, en-

quanto que a reflex˜ao na superf´ıcie posterior n˜ao muda-

a. Portanto a natureza da interferˆencia depender´a apenas

da mudanc¸a de fase sofrida dentro da pel´ıcula de reves-

timento cujo ´ındice de refrac¸˜ao ´e '

, menor que o

´ındice 

do ‘diamante’.

Reconhecemos que o problema ´e semelhante ao pro-

blema 36-31 (40-47) acima, com a natureza da inter-

ferˆencia sendo regida pelas express˜oes

construtiva Š

  • ' vi Z

z

`

destrutiva Š

  • ' i

`

Para termos interferˆencia construtiva, com i  ve-

mos que a espessura do revestimento deve ser dado por

   m

 nm

Perceba que a situac¸˜ao mudaria radicalmente se em vez

de lidar com um diamante falso, com '‘

, esti-

vessemos lidando com um diamante real, para os quais

'\’

A luz refletida pela superf´ıcie frontal do revestimento

sofre uma mudanc¸a de fase de

rad, enquanto que a luz

refletida pela superf´ıcie de tras n˜ao muda a fase. Sendo

  • a espessura do revestimento, a luz refletida pela su-

perf´ıcie de tras viaja uma distˆancia

  • a mais do que a

luz refletida pela superf´ıcie frontal.

A diferenc¸a de fase das duas ondas ´e

"“^

,

onde

´e o comprimento de onda da luz no revestimen-

to. Se

for o comprimento de onda no v´acuo, ent˜ao  “C  & (' , onde ' e o ´´ ındice de refrac¸˜ao do revestimen-

to. Portanto a diferenc¸a de fase ´e

B

A;

D

Para interferˆencia totalmente construtiva tal diferenc¸a de

fase deve ser um m´ultiplo de

A;

, ou seja,

B

A;

D

i

a`

onde i e um n´´ umero inteiro. Esta equac¸˜ao ´e um rear-

ranjo da Eq. 36.34 [40-27]. A soluc¸˜ao procurada ´e

i Z

Para determinar a menor espessura do revestimento bas-

ta tomar i . Neste caso, obtemos

   m

 nm

Perceba que as duas maneiras de tratar o problema

prov´em de podermos colocar a ˆenfase ou na diferenc¸a

de fase ou na diferenc¸a entre as distˆancias percorridas ,

conforme a Eq. 36.28 [Eq. 40-25] do livro texto:

Œ diferenc¸a

de fase 

A;

diferenc¸a entre as

distˆancias percorridas

P 36-43 (40-65/

edic¸ ˜ao)

Na Fig. 36.33, uma fonte de luz (de comprimento de on-

da de.

 nm) ilumina perpendicularmente duas placas

de vidro de 

 mm de largura que se tocam em uma das

extremidades e est˜ao separadas por um fio de Y ,

mm

de diˆametro na outra extremidade. O ar entre as placas

se comporta como um filme fino. Quantas franjas cla-

ras s˜ao vistas por um observador que olha para baixo

atrav´es da placa superior? [Nota: na ,

edic¸˜ao do livro

usa-se

 nm.]

Considere a interferˆencia das ondas refletidas pelas

superf´ıcies superior e inferior do filme de ar. A onda

refletida pela superf´ıcie superior n˜ao muda a fase na re-

flex˜ao, mas a onda refletida pela superf´ıcie de baixo mu-

da a fase em

rad. Num lugar onde a espessura do filme

de ar ´e - a condic¸˜ao para interferˆancia totalmente cons-

trutiva ´e

i Z

, onde

e o comprimento de´

onda e i ´e um n´umero inteiro.

O maior valor de i para o qual - e menor do que´ Y ,

mm ( ,

MK

m) ´e i d, , pois para tal valor de i

encontramos

i Z

p  ^ * 

,Y

A

 Is^ m ,

EK

m

Para i ,Y j´a encontramos mais que  ,

mm

( ,

EK

m):

i Z

,Y

p   * 

,Y

M^  Is^ m ,

K

m

Na extremidade mais fina do filme de ar existe uma fran-

ja branca associada com i  e, assim sendo, no total

temos , Z

 d," franjas claras.

P 36-49 (40-72/

edic¸ ˜ao)

A Fig. 36.34a mostra uma lente com raio de curvatura ” pousada em uma placa de vidro e iluminada de cima

por uma luz de comprimento de onda

. Associadas `a

espessura vari´avel

j do filme de ar, aparecem franjas de

interferˆencia circulares (os chamados an´eis de Newton ),

como mostra a Fig. 36.34b. Determine os raios • dos cir-

culos que correspondem aos m´aximos de interferˆencia,

supondo que •&

.

Considere o padr˜ao de interferˆencia formado pelas

ondas refletidas nas superf´ıcies superior e inferior da cu-

nha de ar. A onda refletida da superf´ıcie de baixo sofre

uma mudanc¸a de fase de

rad enquanto que a onda re-

fletida pela superf´ıcie superior n˜ao muda a fase. Num

distˆancia

j , o caminho ´optico muda de

j pois a luz atra-

vessa duplamente o brac¸o que cont´em o espelho. Cha-

memos de § a quantidade de franjas deslocadas. Ent˜ao j §

, donde tiramos

j

p^  n^ * +A

 ¨^ m

nm

P 36-57 (40-80/

edic¸ ˜ao)

Uma cˆamara selada, com

cm de comprimento e jane-

las de vidro ´e colocada em um dos brac¸os de um inter-

ferˆometro de Michelson, como na Fig. 36.36. Uma luz

de comprimento de onda

 nm ´e usada. Quan-

do a cˆamara ´e evacuada, as franjas se deslocam de .

posic¸ ˜oes. A partir destes dados, determine o ´ındice de

refrac¸˜ao do ar `a press˜ao atmosf´erica.

Seja 1 

a diferenc¸a de fase das ondas nos dois brac¸os

quando a cˆamara contiver ar e 1 / a diferenc¸a de fase

quando a cˆamara ´e evacuada. Estas quantidades s˜ao dis-

tintas pois o comprimento de onda no ar ´e diferente do

comprimento no v´acuo. Sendo

o comprimento de on-

da no v´acuo, o comprimento de onda no ar ´e

&(' , onde

' e o ´´ ındice de refrac¸˜ao do ar. Isto significa que

]

A;

A;

^

G *-

`

onde - ´e o comprimento da cˆamara. O fator

aparece

pois a luz atravessa a cˆamara duplamente, primeiro indo

para o espelho e depois voltando, ap´os a reflex˜ao.

Cada deslocamento de  franja corresponde a uma

mudanc¸a na fase de

A;

rad. Assim, se o padr˜ao de in-

terferˆencia desloca-se de § franjas quando a cˆamara ´e

evacuada, temos

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donde tiramos

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