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Resumo sobre o que é a HDA, como fazer uma HDA produtiva e o porquê de suas aplicações no contexto clínico.
Tipologia: Resumos
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História da Doença Atual (HDA) A história da doença atual (HDA) é um registro cronológico e detalhado do motivo que levou o paciente a procurar assistência médica, desde o seu início até a data atual. A HDA, abreviatura já consagrada no linguajar médico, é a parte principal da anamnese e costuma ser a chave mestra para chegar ao diagnóstico. Normas para se Obter uma Boa HDA Deixe que o paciente fale sobre sua doença. Identifique o sintoma-guia. Descreva o sintoma-guia com suas características e analise-o minuciosamente. Use o sintoma-guia como fio condutor da história e estabeleça as relações das outras queixas com ele em ordem cronológica. Verifique se a história obtida tem começo, meio e fim. Não induza respostas. Apure evolução, exames e tratamentos realizados em relação à doença atual. Resuma a história que obteve para o paciente, a fim de que ele possa confirmar, corrigir ou acrescentar alguma informação esquecida. Algumas histórias são simples e curtas, constituídas de poucos sintomas, facilmente dispostos em ordem cronológica, cujas relações entre si aparecem sem dificuldade. Outras histórias são longas, complexas e compostas de inúmeros sintomas, cujas inter-relações não são fáceis de se encontrar. Sintoma-Guia Designa-se como sintoma-guia o sintoma ou sinal que permite recompor a história da doença atual com mais facilidade e precisão. Exemplos: Febre na malária Dor epigástrica na gastrite ou úlcera péptica Convulsões na epilepsia Edema na síndrome nefrótica Diarreia na colite ulcerativa
Contudo, isso não significa que haja sempre um único e constante sintoma-guia para cada enfermidade. O encontro de um sintoma-guia é útil para todo médico, mas para o estudante adquire especial importância. Sem grandes conhecimentos clínicos e sem experiência, acaba sendo a única maneira para ele reconstruir a história de uma doença. Considerações sobre o Sintoma-Guia Não é necessariamente o sintoma mais antigo, mas tal atributo deve ser sempre considerado. Não precisa ser a primeira queixa relatada pelo paciente, mas esse fator também não pode ser menosprezado. Nem sempre é o sintoma mais realçado pelo paciente. Na prática, não existe uma regra fixa para determinar o sintoma-guia. Como orientação geral, o estudante deve escolher a queixa de mais longa duração, o sintoma mais salientado pelo paciente ou a chamada "queixa principal". Etapas para Análise do Sintoma-Guia