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Ignição convencional e eletrônica
Tipologia: Notas de estudo
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Eletromecânica automotiva - Eletricidade
Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira
Presidente
Diretoria Corporativa Operacional
Augusto César Franco de Alencar
Diretor
SENAI - Rio de Janeiro
Paulo Roberto Gaspar Domingues
Diretor Regional do SENAI - RJ
Diretoria de Educação
Regina Maria de Fátima Torres
Diretora
Gerência de Educação Profissional
Luis Roberto Arruda
Gerente
Eletromecânica automotiva - Eletricidade
SENAI
Eletricidade
Apresentação
Uma palavra inicial
Sistema de alimentação em veículos
injetados
Ignição convencional e eletrônica
Introdução 17
Injeção eletrônica 21 Conceituação Classificação Constituição Funcionamento
Sistemas de ignição
convencional e eletrônica 40 Função Ignição convencional (com platinado) Ignição transistorizada Ignição eletrônica Ignição eletrônica mapeada Ignição estática
Bibliografia 43
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Apresentação
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Uma palavra inicial
Meio ambiente... Saúde e segurança no trabalho... O que é que nós temos a ver com isso? Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que merecem destaque: a relação entre o processo produtivo e o meio ambiente; e a questão da saúde e segurança no trabalho. As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produzem os bens e serviços necessários, e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio ambiente muito freqüentemente decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz. É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o ambiente. Estamos sempre retirando materiais da natureza, transformando-os e depois jogando o que “sobra” de volta ao ambiente natural. Ao retirar do meio ambiente os materiais necessários para produzir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgotamento de diversos recursos naturais que não são renováveis ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É necessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impactos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as indústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao redor dessas indústrias. Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em determinadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou. A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois as emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condições ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos, quando lançam efluentes sem tratamento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao meio ambiente. O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica de nosso sistema produtivo: ele opera em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos de produção desperdiçadores e que produzem subprodutos tóxicos. Fabricam- se produtos de utilidade limitada que, finalmente, viram lixo, o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável.
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S E N A I - R J
Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de “lixo”) são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma capacidade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de receber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos praticamente não existe. Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter procedimentos éticos que considerem a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar práticas que incluam tal preocupação, introduzindo processos que reduzam o uso de matérias-primas e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição. Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que a conservação de recursos é importante. Deve haver crescente preocupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e vida útil dos produtos. As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição, como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo. É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as empresas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e trabalhar com elas. Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios — sejam estes financeiros, para sua reputação ou para sua segurança. A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens e serviços de forma sustentável. Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios à saúde humana provocados pela poluição do ar, dos rios e mares, assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é uma
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Introdução
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S E N A I - R J
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S E N A I - R J
Constituição
De modo geral, um sistema de injeção de combustível é constituído, basicamente, pelos componentes, observáveis na fig. 2.
Funcionamento
Para organizar o estudo e facilitar a análise, os sistemas de injeção podem ser divididos em três (03) subsistemas, a saber: · subsistema de ar; · subsistema de combustível; · subsistema elétrico e de con- trole.
Subsistema de ar
Componentes e funções O circuito de admissão do ar é constituído por vários componentes (fig. 3) que efetuam o transporte correto da quantidade de ar necessária para o motor, nas diferentes condições de funcionamento. 1 - Filtro de ar 2 - Coletor de admissão 3 - Corpo de borboleta 4 - Sensor de temperatura do ar aspirado 5 - Borboleta de aceleração 6 - Sensor de posição de borboleta 7 - Atuador de ajuste da marcha lenta do motor 8- Sensor de pressão absoluta
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fig. 3
23 S E N A I - R J
Filtro de ar
Retém as impurezas do ar que é admitido pelo motor.
Coletor de admissão
Serve apenas como condutor do ar, porque o combustível é injetado dire- tamente no cilindro.
Corpo de borboleta
É montado sobre o coletor de admissão (no lugar que ocuparia o carburador); estão montados nesse corpo, como se observa na fig. 4:
1 - aquecedor do corpo de bor- boleta 2 - sensor de temperatura do ar aspirado 3 - borboleta de aceleração 4 - sensor de posição da borboleta 5 - atuador de ajuste da marcha lenta do motor 6 - eletroinjetor.
O corpo de borboleta tem a função de dosar a quantidade de ar fornecida ao motor em função da exigência do motorista, através do acelerador. Com o pedal completamente rela- xado (motor parado ou marcha lenta), o ar suplementar necessário é for- necido pelo atuador de marcha lenta do motor. Nestas condições, a alavanca de abertura da borboleta entra em contato com um parafuso batente que impede o bloqueio da borboleta em posição fechada. Para evitar eventuais fenômenos de condensação e formação de gelo que poderiam aparecer em determinadas condições externas de baixa tempe- ratura e/ou alta taxa de umidade, o corpo de borboleta está equipado com um aquecedor elétrico específico.
Aquecedor do corpo de borboleta O aquecedor está situado na parte superior do corpo de borboleta e cons- titui-se de um resistor alimentado pela
fig. 4
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