









Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Este artigo explora as semelhanças entre a série bridgerton e o contexto histórico do início do século xix, com um foco particular nas relações familiares e no papel das mulheres. O autor compara as dinâmicas familiares dos personagens principais da série com as características da nobreza do século xix, abordando questões relacionadas a casamento, terras, vida social e a resistência das mulheres contra os padrões impostos. Ao analisar as categorias de análise propostas por laurence bardin, o artigo revela que as relações familiares dos bridgerton estão inspiradas na hierarquia típica da nobreza do século xix, apresentando questões sobre casamento, terras, vida social e a relutância dos personagens frente aos modos empregados na época.
Tipologia: Trabalhos
1 / 15
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!










A série Bridgerton e o imaginário do início século XIX
Esta pesquisa tem como temática a investigação entre o imaginário apresentado na série Bridgerton e o período histórico do início do século XIX. O objetivo geral busca comparar a série Bridgerton com os comportamentos e as preocupações da nobreza no início do século XIX. Como objetivos específicos: conhecer as relações familiares dos personagens principais da série e identificar a forma como é representado o dia a dia das mulheres no início do século XIX. A metodologia empregada consiste em uma pesquisa exploratória, utilizando os recursos da pesquisa bibliográfica, tendo como principais autores de referência Hobsbawm (2015), Aries e Duby (2009) e Maffesoli (2001). Para a análise dos dados, segue-se a proposta de Laurence Bardin (2016), a partir das seguintes categorias de análise: rede de parentescos e o papel da mulher. A partir da análise dos três irmãos Anthony Bridgerton, Daphne Bridgerton e Eloise Bridgerton, pode-se perceber que as relações familiares estão inspiradas na hierarquia típica do contexto histórico da nobreza do século XIX, conforme apresentado por Hobsbawm (2015) e Aries e Duby (2009), apresentado questões sobre casamento, terras, vida social e, até mesmo, representando uma certa relutância dos personagens frente aos modos empregados na época. O filho mais velho, Anthony Bridgerton está a frente dos negócios e investimentos da família desde que seu pai faleceu, sendo também responsável por suas irmãs, para que realizem bons casamentos. A personagem Daphne apresenta as habilidades desejáveis para uma moça da época, concentrando-se nas tarefas da esfera familiar, enquanto sua irmã Eloise reflete todos os comportamentos que estabelecem uma quebra de padrões. Nesse sentido, as atitudes de Eloise parece ter sido inspirada na figura de Mary Wollstonecraft, pois queria ir além das normas vigentes para as mulheres. Ao comparar o cotidiano representado na série Bridgerton com os autores estudados, pode-se concluir que, embora a série tenha sido criada a partir de um contexto e época imaginários, está fortemente inspirada no período histórico referente ao início do século XIX, tratando alguns aspectos da época, como casamento, importância das terras e vida social, apresentando ainda a resistência das mulheres sobre os padrões impostos a elas.
Palavras-chave: Imaginário. Papel da mulher. Parentescos. Século XIX.
Tamanho: 12 a 15 páginas
1- Introdução (1 a 2) FEITO
Apresentar a série Tema Justificativa Problema Objetivos Detalhar da metodologia Esse artigo é sobre uma série que foi lançada no ano de 2020 e mostra um
romance entre um Duque que renega a sua posição social e uma filha de um visconde
que senha em um ter uma família com filhos e um amor recíproco, como aconteceu no
casamento de sua mãe, raro para o início do século XIX. Com isso, pensei em fazer essa
pesquisa, pois a série em si tem um universo imaginário, mas sabemos que sempre a
realidade molda um universo fictício (Maffesoli, 2001) e com essa ideia pensei em fazer
esse artigo focado nessa série, pois muitas coisas que acontecem e que são representadas
podem ser utilizados como um modo de aprendizado par a sociedade, claro que temos
coisas que não aconteceram e que devemos colocar aqui nesse artigo para esclarecer o
que é certo e o que foi errado.
Esse artigo tem como objetivo buscar comparar a série Bridgerton com os
comportamentos e as preocupações da nobreza no início do século XIX e aprofundando
ainda mais com as relações familiares dos personagens principais da série e identificar a
forma como é representado o dia a dia das mulheres no início do século XIX. Para fazer
essa pesquisa utilizamos a metodologia de pesquisa exploratória, utilizando os recursos
da pesquisa bibliográfica, tendo como principais autores de referência Hobsbawm
(2015), Aries e Duby (2009) e Maffesoli (2001). Para a análise dos dados empregamos
a proposta de Laurence Bardin (2016), a partir das seguintes categorias de análise da
rede de parentescos e o papel da mulher.
A rede de parentescos englobara os três irmãos que mais aparecem na série
como Anthony Bridgerton, Daphne Bridgerton e Eloise Bridgerton, pode-se perceber
que as relações familiares estão inspiradas na hierarquia típica do contexto histórico da
nobreza do século XIX, conforme apresentado por Hobsbawm (2015) e Aries e Duby
(2009), apresentado questões sobre casamento, terras, vida social e, até mesmo,
Como fala Maffesoli, o imaginário é uma coisa coletiva e podemos perceber
muito bem na série Bridgerton esse imaginário coletivo, falo mesmo de idealizações que
são projetadas no século XIX com uma forma de imaginário coletivo, pois como
aparece na série que irei analisar, temos casamentos inter-raciais e negros vivendo como
uma utopia no século XIX, mas essa utopia é a nossa, do nosso século. Isso mostra
como o imaginário do século XX é projetado no passado mostrando esse perigo de um
“anacronismo utópico”, pois a utopia do século XIX era outra coisa com outro sentido
envolvendo progresso industrial, filosofia da moral, capital etc.
José D'Assunção Barros fala que a diferença entre o imaginário e história das
mentalidades é que a história das mentalidades fala sobre a psique dos homens de
determinada época e o imaginário já é uma coisa material com símbolos, imagens, arte
etc.
Segue uma citação bem explicativa sobre o imaginário
“O imaginário volta-se para objetos mais definido: um determinado padrão de
representações, um repertorio de símbolos e imagens com a sua correspondente
interação na vida social e política, o papel político ou social de certas cerimonias ou
rituais, a recorrência de determinadas temáticas na literatura, a incorporação de
hierarquias e interditos sociais nos modos de vestir, a teatralização do poder.”
(BARROS, 28).
Fora essa citação, Barros menciona que o imaginário não é uma coisa estática e
não é um processo que demora como as mentalidades de um grupo. O imaginário é uma
coisa que pode ser imposta através de uma política de estado e a partir de representações
artísticas. Ele é um pode ser um efeito imediato, como aconteceu com o nazismo e o
fascismo com suas ideias de raça pura e suas bandeiras. (Barros, 2007)
Claro que essa situação que mencionei anteriormente pode não se encaixar muito
no que vou apresentar, mas queria muito mostrar esse lado do imaginário odioso e
ofensivo que pode ser facilmente implantado em uma politica de estado. O lado do
imaginário que vou analisar é um lado mais tranquilo e mais inofensivo, apenas vou
analisar a maneira de como o século XIX foi representado.
3- Os comportamentos e as preocupações da nobreza no início do século XIX (explicar
como era o contexto do século XIX) – (5 a 7 páginas)
Nesse capítulo irei explicar como era o mundo no início do século XIX pegando
o período de 1789 até o início do século, também irei mostrar as preocupações que se
tinha na cabeça de um nobre, pois as guerras e disputas econômicos entre os estados e o
próprio mercado fazia com que o mundo no século XIX se tornasse dinâmico e claro
que isso afetava dentro das famílias. O modo de vida e a posição social da nobreza
começou a ser afetado, já que começou a surgir a classe burguesa com um pescador bem
sucedido poderia ter mais dinheiro e mais importância do que apenas um nome de
família, e com isso, os nobres não eram mais tão importantes como no antigo regime.
Esse período de 1789 até 1815 que falarei se passa na Era Georgiana, que foi de
1714 até 1837 com o Guilherme IV assumindo e colocando fim a essa era e iniciando a
era Vitoriana, em 1837. A era Georgiana foi um reinado que aconteceu com a casa de
Hanover do Reino da Grã-Bretanha pelos reis George I, II, III e IV.
Bom, de 1789 até 1815 aconteceu diversos eventos como a Guerra dos Sete
Anos (1756 – 1763); Guerra da Independência dos EUA (1775 – 1783); período das
guerras napoleônicas ( 1803 – 1815); Revolução Francesa (1789 – 1799), mas não
iremos falar sobre todos os eventos porem só de alguns como a reforma agraria inglesa
que influenciou a revolução inglesa e ajudou a ascensão da classe burguesa fazendo
com que a velha nobreza começasse a decair e também sobre de onde vinha as riquezas
dos nobres e os novos burgueses. Também falaremos sobre a educação das mulheres
para que mais para frente faça sentido quando formos falar sobre os irmãos.
Um dos acontecimentos importantes de se pontuar é a reforma agraria inglesa.
Essa reorganização não foi uma um evento específico em um tempo específico, a
reforma agrária foi acontecendo com o tempo através de várias reformas chegando no
seu final no século 18. Com o aumento da população na Inglaterra e o fortalecimento do
sistema capitalista, isso começou a forcar a produção em maior escala na agricultura,
em especifico o produto têxtil. Com essa produção em maior escala, começou a
acontecer mais reformas e um exemplo disso é a Lei dos Cerceamentos, onde o estado
inglês pôs fim no sistema agrícola de subsistência, onde o pequeno agricultor produzisse
apenas para sobreviver e fez com que essas terras fossem dadas para os grandes
As próprias famílias se encarregavam da educação das mulheres. Os
conhecimentos eram apenas para aplicar na esfera familiar. Os idiomas que as mulheres
deveriam aprender era francês e italiano para que pudessem traduzir e cantar operas
famosas, era ensinado geografia para render discussões sobre outros países, ser uma boa
pintora também era um requisito, pois a pintura era útil para mostrar seus quadros para
as visitas, seguindo essa linha, a “bordagem” também era uma coisa importante para
mostrar as pessoas o seu talento nas artes de bordagem e junto com a pintura. Tocar
piano forte e a dança eram pontos positivos para atrair pretendentes, pois com o piano
forte se tinha um charme um a mulher seria capaz de entreter a sua visita, já a dança era
super importante, pois se criava a oportunidade e de conhecer e conversar com outros
rapazes e chamar a atenção. (ZARDINI, 2013)
Os eventos na sociedade, se tinham várias regras. Ninguém se apresentar
diretamente, só com o anfitrião da festa, se um homem e mulher quisessem socializar,
deveriam andar com acompanhantes. ( ZARDINI, 2013) EDITAR
Zardini pega um bom exemplo de Sullivan sobre a questão do casamento e o que
a mulher fica encarregada e o que ela deveria fazer dentro de casa, já que ela não
poderia trabalhar e nem exercer nenhuma atividade econômica. Lembrando que esse
tipo de atitude, se encaixa apenas nas mulheres de aristocracia e burguesia e não a classe
do proletáriado.
Segundo Sullivan (2007) quando a mulher se casava, suas obrigações se
restringiam a desenvolver uma boa relação com a empregada da casa, planejar os
cardápios das refeições diárias e dos jantares, conduzir os empregados, ajudar aos
mais pobres e doentes, decorar a casa, alfabetizar os filhos (se estes forem muito
pequenos para terem uma governanta), entre outras responsabilidades. Sob o ponto de
vista financeiro, sob o ponto de vista feminino o casamento era visto como uma tábua
de salvação para as mulheres que não possuíam renda familiar e que não queriam
viver na pobreza. Eram raros os casos de casamento por amor, prevalecendo assim, o
casamento por interesses essencialmente masculinos e econômicos. O casamento era
um “acordo” entre as famílias. As mais abastadas tinham o interesse em aumentar
ainda mais suas rendas e propriedades.
Uma das coisas que começou a acontecer entre 1789 até 1815 foi a ascensão da
classe burguesa. Como Hobsbawm fala, a aristocracia começa a perder lucros e com a
ascensão da classe burguesa, a aristocracia começa a apelar para o que sempre tiveram
que são os status de nascimento. Um burguês também poderia ganhar um título de
realiza, era apenas provar a sua extrema riqueza e suas terras que conseguiriam
conseguir um status e isso começou a incomodar a aristocracia, pois só se podia ganhar
esses status com o nascimento dentro de uma família da própria realeza.
matéria prima. FEITO
4- Análise da série Bridgerton (5 páginas)
Rede de parentescos FEITO
Papel da mulher
Nesse capítulo irei apresentar o papel da mulher e a rede de parentesco dos
personagens na série e mostrar que esses comportamentos que são apresentados para o
Uma das coisas que aparece que é muito interessante é a relação dele com Siena
Rosso, a cantora de opera. Ela é uma jovem “pobre” e artista e como o Anthony faz
parte da nobreza e que deve mostrar que tem honra e uma atitude de nobre, ele é
proibido de ver ela ou de se relacionar. Isso era um dos comportamentos que as classes
mais altas tinham, eles pregavam que todos deveriam ser sóbrios e os mais correto
possíveis para a sua sociedade, mas como falamos de seres humanos, as coisas não eram
desse jeito. Os ensinamentos da nobreza incluíam o modo puro de ser como
sexualmente e sociealmente, mas nem todos conseguiam fazer isso, saindo com amantes
e tendo relações sexuais com pessoas que não deveriam manter por causa do seu
“lugar”.
Agora iremos falar da Daphane Bridgerton que é a irmã mais velha e esta para se
casar, pois ela vai ter que levar a honra da família e seguir com a linhagem dos
Bridgerton. Ela sempre sonhou em se casar e ter filhos e uma família grande, como a
sua. É uma pessoa que segue ideais ditas progressistas na época como se casar por
amor, pois em seu tempo o amor era visto como uma coisa rara de se acontecer entre os
casais.
O seu cotidiano é como toda mulher da nobreza que está sendo treinada para a
vida de casada. A educação dela é em casa, aprende a tocar piano para mostrar que seu
talento musical, aprende a ler o mínimo para ter um pouco de conhecimento literário e
não ser completamente analfabeta, aprende a cuidar da casa, pois isso era muito
importante e ser uma mulher dócil que sabe de todos os costumes que uma mulher
deveria seguir e aprender.
A vida social de Daphane Bridgerton é as saídas para os bailes para conhecer
novas pessoas e pretendentes para que logo depois eles pudessem lhe visitar para
mostrar o quão interessados eles estão. Vai a costureira para se vestir adequadamente
nos bailes e em casa, pois não se podia usar roupas aleatórios em casa, por causa que
cada roupa tinha sua função, como uma ferramenta para cada aparelho e por causa disso
elas deveriam ter vestidos diversos e de cores diversas também para mostrar o quão a
sua família era rica, pois podiam mostrar que tinha poder aquisitivo.
por fim vamos falar sobre Eloise Bridgerton que é segunda filha mais velha da
família Bridgerton. Ela é uma adolescente que não quer se casar e sonha em ser
escritora pelo resto da vida. É uma pessoa com personalidade forte contra os costumes
que sua irmã segue. Vive fugindo de suas obrigações “de mulher” e sempre está lendo e
tentam fazer coisas que só os homens podem, como ir para universidade e escrever
colunas.
O seu cotidiano é a mesma coisa que sua irmã, mas sem os pretendentes, pois ela
vive fugindo dos bailes e ainda não esta na idade de casar.
A sua vida social é mais uma representação do que as mulheres não podiam
fazer, como escrever e tentar fazer as coisas como uma mulher independente, sem ficar
sempre atrás dos irmãos. Ela fala com a sua amiga sobre o desejo de escrita e na parte
das artes com o seu irmão mais velho e mostra o desejo gigantesco de entrar em uma
universidade, que só é para os homens.
Posso dizer que Eloise tem todos os costumes de uma mulher da época, mas ela
faz isso pois é obrigada porque o real desejo dela é fazer o que as mulheres são
proibidas.
Papel mulher:
Podemos dizer que o papel da mulher no início do século XIX era exclusivamente dentro de casa. As mulheres eram ensinadas condutas desde pequenas para apenas exercer dentro de casa, fazendo com que elas não fossem treinadas para o trabalho, pois dentro da mentalidade da nobreza, mesmo com a ascensão da classe burguesa onde o trabalho era visto como uma ação boa e com influências do protestantismo o trabalho era visto com uma salvação, o trabalho manual era uma coisa não grata, dignada de escravo ou servo. Essas mulheres ficavam a mercê das famílias para seus sustentos. A única maneira delas conseguirem um apoio financeiro era através de casamentos e heranças. Isso mostra a autora Adriana Zardini, que analisou as mulheres na sociedade inglesa no século XIX.
Como a família era a base de sustento de todas as moças pertencentes à classe média e à aristocracia daquela é poca, era de se esperar que o pai deixassem uma certa quantia após sua morte ou que os irmãos ficassem com a responsabilidade de ajudar as irmãs solteiras. A lei apoiava o direito de primogenitura, apenas se o filho fosse do sexo masculino, caso a família não tivesse varões, a heran ça seria transmitida ao parente masculino mais próximo, facilitando assim, que todas as propriedades e fontes de renda da família
ficassem sempre em nome da mesma, por várias gera ções 2
. Sendo assim, não restavam muitas op ções para as mo ças garantirem um sustento na velhice, a opçã o era se casar, até mesmo para garantir a sobrevivência básica, já que não lhes era permitido trabalhar.
e de cores diversas também para mostrar o quão a sua família era rica, pois podiam mostrar que tinha poder aquisitivo.
“Sendo assim, não restavam muitas opções para as moças garantirem um sustento na velhice, a opção era se casar, até mesmo para garantis a sobrevivência básica, já que não lhes era permitido trabalhar. Qualquer tipo de ocupação, até mesmo exercer a função de uma tutora, era considerado algo degradante.”
“Como a família era a base de sustento e todas as moças pertencentes a classe média e à aristocracia daquela época, era de se esperar que o pai deixasse uma certa quantia após sua morte ou que os irmãos ficassem com a responsabilidade de ajudar as irmãs” O casamento é uma coisa muito importante, pois as mulheres não podiam trabalhar e ainda mesmo sendo uma atividade como tutora, era vista como um coisa ruim, com isso, o casamento era visto como uma salvação, claro que essa salvação não pode ser dita para a aristocracias, mas é uma maneira de dizer, pois se uma mulher não se casava, ela não teria sustento e ficaria sempre dependendo dos irmãos e se não tive irmãos, ela dependeria de primos. O casamento além de ser um meio de sustento para as mulheres era visto como aliança familiar, pois como falei antes, era raro o momento que um casal se casava por amor, pois a maioria era arranjado com princípios econômicos, pois era a melhor maneira de uma família rica continuar rica e concentrando ainda mais as terras e o dinheiro de alugueis e outras coisas que poderiam tirar desses pedaços de terras.
“Sob o ponto de vista financeiro, sob o ponto de vista feminino, o casamento era visto como uma tábua de salvação para as mulheres que não possuíam renda familiar e que não queriam viver na pobreza. Eram raros os casos de casamento por amor, prevalecendo assim, casamento por interesses essencialmente masculinos e econômicos, O casamento era um “acordo” entre as famílias. As mais abastadas tinham o interesse em aumentar suas rendas e propriedades: já os mais pobres vislumbravam a ascensão social.”
“Elas tinham o poder de influenciar os homens, de maneira que eles a escutavam, levavam seus conselhos em consideração, ponderavam seus comentários.” – Catherine Hall “sweet home”
Mulheres viúvas podiam entrar em negócios, mas as casadas não, pois o marido era responsável por elas e apenas os homens cuidavam dos negócios – interpretação tirada de uma treco da pagina 58 – Catherine Hall
Essa quebra de padrões é basicamente tudo ao contrário do que foi explicado aqui, como é a personagem Eloise que pode ser refletida com as Mary Wollstonecraft na
época. Wollstonecraft e Eloise podem ser comparadas, pois ambas queriam ir além do que o todos esses padrões que eram estabelecidos para as mulheres. Wollstonecraft escreveu “vindication of the women's right” onde expressa todas as suas opiniões sobre os padrões da época para as mulheres, que apenas fazia a mulher se tornar um animal de estimação para os homens se vangloriarem. Esse livro pode ser uma referência do que a Eloise expressa, pois, seus interesses é apenas seguir uma vida de estudo e não ter vários filhos e se casar como a sua irmã mais velha.
Uma coisa interessante de comentar é que a mulher tinha um papel de conselheira para os homens dentro de casa e isso pode ser vista como uma maneira de quebrar um certo padrão de apenas opiniões masculinas importavam, claro que essas opiniões masculinas importavam no publico mas no privada as mulheres ajudavam a pensar em algumas coisa, ou seja, algumas mulheres mais que ajudavam, ela formavam a opinião publica de alguns homens.
5- Considerações finais (1 página)
Ao comparar o cotidiano representado na série Bridgerton com os autores estudados,
pode-se concluir que, embora a série tenha sido criada a partir de um contexto e época
imaginários, está fortemente inspirada no período histórico referente ao início do século
XIX, tratando alguns aspectos da época, como casamento, importância das terras e vida
social, apresentando ainda a resistência das mulheres sobre os padrões impostos a elas.
Referências (1 página)
ARIÈS, Philippe; DUBY, Georges. História da vida privada Da Revolução Francesa àPrimeira Guerra. São Paulo, SP: Companhia de Bolso, 2009. BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. São Paulo, SP: Edições 70, 2016. HOBSBAWM, Eric J. Era das Revoluções 1789 – 1848. Rio de Janeiro, RJ: Paz e Terra, 2015.
MAFFESOLI, Michel. O imaginário é uma realidade. Revista FAMECOS , v. 8, n. 15, p. 74-82, ago. 2001.
ZARDINI, Adriana Sales. A Identidade Feminina na Obra “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen. Uberlândia, SP: EDUFU, 2013.
https://epocaemcena.com/periodo-georgiano/
https://www.suapesquisa.com/historia/revolucao_agricola.htm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolução_agr%C3%ADcola_britânica