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boa introduçao de pavimentaçao
Tipologia: Notas de estudo
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APOSTILA RESUMO
Recife, 2004
misturas de betumes com solos de diferentes origens (argilas, siltes, areias, impurezas orgânicas, etc.).
Caso o asfalto seja encontrado naturalmente no solo é classificado como nativo (CAN – cimento asfáltico natural), e caso obtido pela destilação do petróleo é classificado como asfalto de petróleo, ou pirogenado (CAP – cimento asfáltico de petróleo).
Os CAP utilizados atualmente em impermeabilização apresentam dureza de 85-100, 50-60 e 30- 40, todos com ponto de amolecimento na faixa de 40ºC a 50ºC (estas propriedades estão descritas no item 2.1.12).
Os CAP podem ainda sofrer um tratamento durante a fabricação, por meio da passagem de corrente de ar através de uma massa de asfalto destilado, de modo a torná-los mais sólidos e duros, menos sensíveis às variações de temperatura e às intempéries, porém com menor poder de adesividade e menos aglutinantes. São os chamados asfaltos oxidados , mais indicados à impermeabilização que os CAP comuns e classificados em quatro tipos (tabela 2.1), conforme normalização brasileira específica (NBR 9910). A sua aplicação ocorre com aquecimento a temperatura da ordem de 200ºC.
Tabela 2.1. Classificação dos asfaltos oxidados para impermeabilização (NBR 9910)
TIPO (^) APLICAÇÕES
Ponto de amolecimento (ºC)
Penetração (mm/10)
Ductilidade (cm)
Perda por aquecimento
I Estruturas enterradas 60 – 75 25 - 40 5 1%
II 75 - 95 20 - 35 - 1%
Sistemas de impermeabilização moldados no local e colagens em sistemas pré fabricados (mantas asfálticas) 95 - 105^ 15 - 25^ -^ 1%
IV Câmaras frigoríficas e isolação térmica
Obs.: Fazem parte ainda da especificação técnica deste produto o ponto de fulgor, a solubilidade em CS 2 e a penetração de resíduo.
Por se apresentarem sólidos ou praticamente sólidos à temperatura ambiente normal, os asfaltos puros são de difícil aplicabilidade. Neste sentido, são normalmente dissolvidos para torná-los líquidos nas temperaturas normais, formando os asfaltos diluídos (ou solução asfáltica), nos quais são utilizados solventes orgânicos, ou as emulsões asfálticas (ou hidrasfalto), onde o asfalto é dissolvido em água. As emulsões para impermeabilização são classificadas quanto ao teor de inerte presente.
Os alcatrões são materiais resultantes da destilação de materiais orgânicos (hulha, turfa, madeira) normalmente utilizados para a fabricação de mastiques ou material para enchimento de juntas, especialmente devido ao seu bom desempenho quanto à ação de agentes agressivos. Em comparação com os asfaltos, os alcatrões destilados apresentam maior sensibilidade à temperatura (mais moles quando aquecidos e mais duros quando resfriados), menor resistência às intempéries e maior poder aglomerante.
1.1.2. Propriedades básicas
Para um adequado conhecimento do comportamento dos materiais betuminosos, é fundamental o entendimento das propriedades básicas que norteiam estes materiais, cujos métodos de avaliação são determinados pela normalização brasileira:
1.2. Sistemas de impermeabilização
A escolha quanto ao sistema de impermeabilização a ser utilizado deve ser realizada a partir da avaliação dos seguintes aspectos:
Representa a susceptibilidade do componente da base à ocorrência de fissuras e trincas. A depender da distribuição dos elementos estruturais de suporte presentes na base, pode-se prever o surgimento de trincas, tais como peças sujeitas a alterações dimensionais provenientes de aquecimento e resfriamento, recalques, lajes passando sobre vigas, marquises em balanço,
A NBR 9952 classifica as mantas asfálticas com armadura para impermeabilização de acordo com a relação entre a capacidade de carga do material e o seu respectivo alongamento, conforme apresentado na tabela 2.2.
Tabela 2.2. Classificação das mantas asfálticas para impermeabilização (NBR 9952) VALORES MÍNIMOS CLASSE Carga de ruptura (N) / 50mm de largura
Alongamento na ruptura (%)
Produto N x %
Classe 1 (^) 290 4 2.
Classe 2^780 8 14.
Classe 1 especial - - 19.
A depender das características encontradas em cada caso, deve-se optar pelo tipo de armadura mais indicado, cujas características básicas comparativas estão a seguir apresentadas:
As mantas asfálticas devem atender a exigências normativas específicas, avaliadas de acordo com metodologias de ensaio normalizadas, dentre as quais: espessura mínima nominal de 3mm; massa por metro quadrado indicada pelo fabricante; estanqueidade, medida em corpos de prova submetidos a uma coluna de água de 500mm durante 16 horas; carga de ruptura e alongamento, de acordo com a tabela 2.2; absorção de água máxima de 3% (imersão em banho a 50ºC por 5 dias); flexibilidade a baixa temperatura (-5ºC), por meio de ensaios de dobramento seguidos da verificação da ocorrência de fissuras; resistência ao impacto, devendo a amostra não apresentar mossas ou cortes após a aplicação de peso sobre base padronizada; resistência ao puncionamento, por meio da aplicação de peso de 25kg durante 1 hora a 23ºC de temperatura, devendo a amostra permanecer estanque; resistência ao envelhecimento acelerado, com ensaio em 168 horas em estufa a 70ºC com ventilação forçada.
Conforme anteriormente comentado, existem ainda as mantas pré fabricadas de borracha butílica (poli-isobutileno-isopreno) e as de PVC, cujas principais características estão apresentadas na tabela 2.3.
Tabela 2.3. Requisitos de desempenho de mantas de borracha e de PVC
VALORES MÍNIMOS PARA MANTAS COM 1MM DE ESPESSURA
Armadura Carga de ruptura (N) / 50mm de largura
Alongamento na ruptura (%) Produto N x %
Borracha 210 300 63.
PVC 400 250 100.
As mantas de PVC e de borracha são geralmente utilizadas com espessura muito delgada, em torno de 1mm, de modo que se tornam facilmente perfuradas quando aplicadas sobre bases com
protuberâncias formadas por grãos de areia, por exemplo, devido ao atrito originado pela movimentação entre as camadas. Por este motivo recomenda-se a preparação da base com uma camada de regularização e outra também de proteção, na camada superior, as quais recebem a denominação de camada de berço (inferior) e camada de amortecimento (superior).
Esta camada protetora é recomendada em todos os casos, podendo-se empregar argamassa de cimento e areia com dosagem de 1:6 (cimento : areia úmida) e mínimo de 15mm de espessura. A camada de berço pode ser feita também com betume asfáltico, mastiques, feltros, etc.
As mantas asfálticas, por apresentarem asfalto dúctil na sua composição, em geral não se opõem à penetração de grãos de areia cuja altura das pontas não seja excessiva. Quanto menor a espessura da manta, maiores os cuidados a serem tomados no tocante a este aspecto.
A execução da impermeabilização com mantas pode ser efetuada por três tipologias diferentes, em função da aderência à base:
1.2.3. Impermeabilização laminar
Utilizadas em casos extremos de necessidade de elasticidade e deformação da base, sendo executadas com asfaltos ou elastômeros intercalados de materiais rígidos, com feltros, tecidos de nylon ou lâminas de alumínio.