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Um caso de estudo sobre a gestão ambiental em uma empresa que atua na área de coleta de resíduos sólidos, representando 80% de sua faturamento. O documento aborda as questões ambientais relevantes para a empresa, identifica as atividades que causam impactos ao meio ambiente, os requisitos legais e outros, objetivos e metas, e apresenta um programa de gerenciamento ambiental. O texto também discute as leis federais e normas relevantes para a área de coleta de resíduos.
Tipologia: Notas de estudo
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Aluno - Wilson Roberto Cancian Lopes
Sandra Sulamita, Dra
ABSTRACT - Este projeto tem como finalidade simular a implantação do Sistema de Gestão Ambiental em uma empresa de Limpeza Urbana - Setor de Coleta de Resíduos Sólidos. Esta empresa atua na área de coleta de resíduos sólidos, representando 80% de seu faturamento. Nesse estudo aplicaremos na empresa os fundamentos da ISO série 14000, mais especificamente a ISO 14001, Especificação do Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA), que será a norma em relação ao qual os sistemas de gerenciamento ambiental da empresa será julgado. Este trabalho abordará superficialmente cada passo da implantação do Sistema de Gestão Ambiental, requerendo o envolvimento de toda a organização e demandando um tempo relativamente grande, no caso da real implantação do programa e da pretensão de buscar a certificação pela ISO 14001.
Este projeto seguirá os seguintes passos para a implantação do SGA, sendo: 1- Diretrizes Gerais; 2 - Política Ambiental, 3 - Planejamento Ambiental, 3.1 - Aspectos Ambientais, 3.2 - Requisitos Legais e Outros, 3.3 - Objetivos e metas, 3.4 - Programa de Gerenciamento Ambiental, 4 - Implementação e Operação, 4.1 - Estrutura e Responsabilidade, 4.2 - Treinamento, Conscientização e Competência, 4.3 - Comunicação, 4. -) Documentação do Sistema de Administração Ambiental, 4.5 - Controle de Documentos, 4.6 - Preparação e resposta para situações de emergências, 5 - Verificação e Ação Corretiva, 5.1 - Monitorização e Medição, 5.2 - Não Conformidade e Ação Preventiva e Corretiva, 5.3 - Registros, 5.4 - Auditoria do Sistema de Administração Ambiental, 6 - Análise Gerencial.
1 - Diretrizes Gerais
Durante os trabalhos de implantação do Programa de Qualidade Total e dos estudos para o Planejamento Estratégico da Cia., verificou-se que o comprometimento da empresa com a questão ambiental do município é muito íntima. No momento da
exposição dessa problemática pelo grupo responsável do Programa de Qualidade à Alta Direção da Cia., esta sensibilizou-se da importância de assumir, a sua parcela de responsabilidade, na condução da implantação do SGA. Este projeto, alcançará um duplo objetivo, pois irá tratar as questões relativas aos processos internos e externos para viabilizar o seu trabalho, e deverá agir e influenciar àqueles que fazem uso de seus serviços. Este comprometimento duplo dar-se-á pois o cliente da empresa, que é o poder público municipal, outorga para a Cia. todas as responsabilidades sobre esse setor, inclusive questões relativas aos programas de educação, conscientização ambiental e programas alternativos de coleta. Com este comprometimento solidificado nas gerências da Cia., a mesma delegou o comando da implantação do SGA ao responsável pela coordenação do Programa de Qualidade Total na Cia.. A empresa tem anos de experiência na área de coleta e sabe que deverá refletir sobre vários aspectos durante a implantação desse SGA, entre eles ressaltamos: os aspectos sociais, culturais e participativos da comunidade; educação, saúde e saneamento; poluição do ar, água e do solo.
1.1 - Avaliação da Desempenho Ambiental da Cia.
Para que possamos identificar na Cia. oportunidades de melhoria do desempenho ambiental, primeiro situaremos a empresa em relação as questões pertinentes ao meio ambiente. Foram distribuídos nos vários setores da Cia. questionário cujo conteúdo está baseado nas diretrizes do SGA da ISO série 14000. Este questionário foi respondido por gerentes e técnicos das diversas áreas como: setor de trafego, compras, administrativo, manutenção e de segurança e medicina do trabalho. Abaixo mostraremos como os profissionais pesquisados, vêm o comprometimento da empresa frente a questão proposta.
1 - Política Ambiental - A Cia. não possui uma política definida e voltada para o meio ambiente. Não têm conhecimento do comprometimento da alta direção.
2 - Aspectos Ambientais - Vêm que a empresa necessita identificar as atividades que causam impactos ao meio ambiente, mas não têm conhecimento se todos os serviços considerados críticos foram levantados.
3 - Requisitos Legais e outros - Sabem que a empresa tem identificado grande parte da Legislação Ambiental, mas não possui um sistema capaz de atualizar as leis periodicamente, sendo necessário recorrer muitas vezes aos organismos especializados.
4 - Objetivos e Metas - Vêm que os planejamentos realizados pela empresa contemplam em muito pouco realizações voltadas a preservação do meio ambiente.
5 - Programa de Gerenciamento Ambiental - A empresa não mantém programas voltados para o controle das emissões atmosféricas nem para a qualidade das águas que é lançada nos receptores. Há uma ação no que tange a economia com gastos com energia elétrica e também ela sabe da necessidade de se reduzir os resíduos produzidos, mas não há nenhum planejamento efetivo para esta questão, apenas ações que visão mitigar o problema. Os produtos perigosos recebem um tratamento
Após a sensibilização da alta gerência sobre a necessidade de investirmos em um Sistema de Gerenciamento Ambiental, a direção da Cia. viu-se imbuída de estabelecer uma política, voltada, a posicionar a empresa na busca da excelência ambiental. Sendo a mesma descrita abaixo :
A Cia acredita ser seu compromisso compatibilizar suas atividades com a conservação do Meio Ambiente, procurando diminuir os impactos gerados pela produção de resíduos sólidos no município. Propiciando a todos que a aqui residem e aqueles que aqui vêm em busca das suas belezas naturais, produtos e serviços em harmonia com o Meio Ambiente. Buscando seu desenvolvimento sustentável, conservação e melhorias na qualidade de vida das gerações futuras.
A Cia. compromete-se a incorporar o pleno compromisso com a qualidade ambiental em todas as suas atividades. Para isto, estabelecerá e manterá um Sistema de Gestão Ambiental, que assegure atender a legislação e os requisitos legais e entusiasmar os nossos empregados a formarem uma consciência ecológica dentro e fora da Cia.
A Cia buscará os recursos tecnológico disponíveis no mercado nacional e que estejam dentro de suas possibilidades de investimento, reduzindo os efeitos de seus processos sobre o meio ambiente. Nesse sentido formaremos parcerias com fornecedores e clientes, unindo-os em torno de um mesmo comprometimento.
A Cia. entende ser sua função promover o esclarecimento de seus clientes, para tanto, buscará formas de manter constantemente um canal de comunicação aberto com a população. Procurará uma sintonia com os responsáveis pelo meio ambiente no município e no estado, compondo parcerias na construção do conhecimento sobre o meio ambiente e os impactos ambientais que afectam o equilíbrio harmonioso da região.
3 - Planejamento Ambiental
3.1 - Aspectos Ambientais
Aspectos Ambientais - Environmental Aspects é definido pela ISO 14001 como sendo: " Elementos das atividades organizacionais, produtos e serviços que podem interagir com o ambiente ". Para identificarmos esses elementos deveremos conhecer o conjunto de atividades que são necessárias para que os processos de coleta possam ocorrer.
Processo macro da coleta de resíduos:
a - O munícipe/comércio produzem resíduos, colocando-os na lixeira a sua frente.
b - O Veículo coletor é preparado para realizar o serviço.
c - A equipe da coleta realiza o serviço. Colocando o lixo para dentro do compartimento carga, compactando-o. Faz-se as anotações devidas, em ficha própria pelo motorista.
d - Os resíduos são transportados até a estação de transbordo, onde é realizado a transferência para caminhões especiais.
e - O veículo ao retornar é vistoriado e lavado. A equipe entrega as fichas ao setor de tráfego, que processa e gera os relatório para análise da gerência.
Conhecendo-se o conjunto de atividade que compõem o serviço de coleta serão identificadas as matérias primas utilizadas nesse processo e as saídas resultantes do serviço.
Entradas: Lixo produzido e colocado na lixeira; óleo diesel; óleo lubrificante para motor e outros agregados; óleo hidráulico para movimentação do sistema de compactação do lixo; graxas; peças de reposição; papéis para o preenchimento de fichas e relatórios; água para lavação dos caminhões, oficina e pátio; energia elétrica.
Saídas : Sobra de resíduos nas lixeira, odor e/ou chorume, chorume produzido durante a compactação e derramado pelas vias públicas ou jogado nas bocas de lobo quando o coletor possui sistema de captação do chorume; emissões atmosféricas a devido a combustão do óleo diesel, emissões provenientes dos gazes produzidos do processo de solda elétrica, quando da reforma e/ou manutenção dos equipamentos compactadores, emissões de nuvens poeira oriundas do processo de pintura dos equipamentos; efluentes líquidos proveniente da lavação dos equipamentos coletores, rampa de lubrificação e do chão da oficina; resíduos provenientes de filtros lubrificantes usados, sobras de elétrodos, pneus radiais, peças danificadas, papéis da atividade administrativa.
CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente
portos e aeroportos. bem como a necessidade de estender tais exigências aos terminais ferroviários e rodoviários.
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas
Gerais
NBR 10.004 - Resíduos Sólidos - Classificação
NBR 10.005 - Lixiviação de Resíduos Procedimento
NBR 10.006 - Solubilização de resíduos - Procedimentos
NBR 10.007 - Amostragem de resíduos - Procedimentos
Aterros Sanitários/Industriais
NBR 10157 - Aterros de Resíduos Perigosos - Critérios para Projeto, Construção e Operação.
Esta norma fixa as condições mínimas exigíveis para projetos e operação de aterros de resíduos perigosos, de forma a proteger adequadamente as coleções hídricas superficiais e subterrâneas próximas, bem como os operadores destas instalações e populações vizinhas.
NBR 8418 - Apresentação de projetos de aterros de resíduos industriais perigosos.
NBR 8419 - Apresentação de Projetos de Aterros Sanitários de Resíduos Urbanos.
Tratamentos de Resíduos
NB 1265/ NBR 11175 - Dezembro/89 Incineração de resíduos sólidos perigosos - Padrões de desempenho. Esta norma fixa as condições exigíveis de desempenho do equipamento para incineração de resíduos sólidos perigosos exceto aqueles assim classificados apenas por patogeneidade ou imflamabilidade.
Armazenamento/Transporte
NB 1183 - Novembro/88 - Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos.
Capítulo II - Seção IV Do Controle de Sons e Ruídos
3.3 - Objetivos e Metas
Objetivos
1 - A Cia entende ser que uma opção viável para o aumento na geração de resíduos a separação do mesmo na fonte geradora. Por isso, estimulará a coleta seletiva e outras formas alternativas de separação dos resíduos sólidos urbanos e comercial.
2 - A Cia promoverá um sistema de gestão que procurará fomentar a instalação de empresas que têm como objetivo reciclar os resíduos produzidos pelos municípios da região.
3 - Promover através dos meios de comunicação programas de conscientização à população, estimulando-a na separação dos resíduos domésticos.
4 - Implantar programas de manutenção preventiva nos motores dos caminhões, visando com isto, reduzir a emissão de gazes para a atmosfera e proporcionar uma economia no consumo de óleo diesel e óleos lubrificantes. Visando o controle das emissões para o meio ambiente.
5 - Implantar sistemas para tratamento das águas contaminadas, separando água do óleo e dos resíduos provenientes da lavação dos coletores, atendendo aos padrões da legislação.
6 - Promover programas de qualidade nos setores que manuseiam os óleos lubrificantes e graxas, educando esses empregados a não poluírem o seu local de trabalho. Separando com os devidos cuidado os óleos provenientes dos veículos, armazenando-os em local apropriado, até o momento da venda às empresas recicladoras. Evitando a contaminação do solo.
7 - Promover programas de conscientização dos empregados, à economizarem os recursos energéticos que a empresa consome. Ex.: Energia elétrica, gás, gasolina, etc...
8 - Promover programas de redução, reutilização e reciclagem dos materiais de consumo administrativo. Formando um grupo específico para trabalhar neste sentido. Aplicando estes princípios em seus processos.
9 - Na aquisição de novos equipamentos coletores, serão buscados aqueles que apresentem menor impacto ambiental (ruídos, odores, vazamentos de líquidos e emissão de poluentes atmosféricos).
10 - Constituir na Cia, grupo de estudo e pesquisa, que possibilite colocá-la na vanguarda, da busca de alternativas, de sistemas de gestão para os resíduos sólidos e implantação de sistemas de gestão ambiental.
Metas
1 - Formar cooperativas de catadores de papéis no município e nos demais que compõem esta região. No prazo de 01 ano deveremos ter instalado a cooperativa do município.
2 - Promover intensivos programas de conscientização da população dos problemas gerados ao o meio ambiente, com a produção de resíduos. Elaboração de vídeos, panfletos e treinando uma equipe que disseminará em escolas, associações comunitárias, as idéias da reciclagem. Estimulando a população no desenvolvimento de soluções alternativas para o tratamento de seus resíduos domésticos. Alcançar em 12 meses até 50 % da população do município.
3 - Triplicar o número de veículos destinados a coleta seletiva. Possibilitando atender a todos os bairros que hoje já são atendidos pela coleta convencional e aumentando para duas vezes, a assiduidade desta coleta em no mínimo 50 % das comunidades que hoje já são atendidas. Prazo 12 meses.
4 - Reduzir o consumo de óleos lubrificantes em 20% em um prazo de 8 meses.
5 - Atender aos requisitos legais quanto dos padrões exigidos para lançamentos de óleo. Prazo 8 meses.
6 - Reduzir em 20% o consumo de energia elétrica, em 15% o consumo de gasolina, em 10% o consumo de óleo diesel e em 30% o consumo de papel na empresa. Prazo 10 meses.
7 - Instalar num prazo de um ano coletores de chorume em todos os equipamentos coletores.
Esta preocupação da Cia. na melhoria continua da manutenção de sua frota, procurando reduzir ao máximo os efeitos gerados pelos gazes expelidos pela combustão interna dos motores e também conseguir aumentar os índices de economia de combustível, vem de encontro aos estudos realizados há dez anos, em São Paulo, pelo professor José Zatz. Ele mostrou que uma manutenção realizada, dentro dos parâmetros fornecidos pelos fabricantes, aos moldes de como ocorre na manutenção dos aviões, geraria uma economia de 7 % de combustível, o suficiente para empregar um mecânico por caminhão (Sachs 1996). O petróleo importado seria assim substituído por empregos, com a vantagem adicional na melhoria dos níveis de poluição do ar. Esta pesquisa reforça nosso intuito de investir na manutenção, pois acreditamos que conseguiremos dentro do gasto anual, economias significativas.
2 - Gerenciamento da Qualidade da Água
Realização de estudos para a verificação do estado e localização de todas as redes hidráulicas existentes na planta da empresa, afim de detectarmos para onde os nossos efluentes líquidos estão indo. Montar um sistema de controle na lavação dos equipamentos coletores, devendo os mesmos vir para a garagem com um mínimo possível de resíduos resultantes da coleta. Devendo os garis promover na estação de transbordo uma limpeza prévia do equipamento, jogando estes resíduos nos caminhões que fazem o transporte dos mesmos. No setor de lavação deverão ser projetados grelhas que evitem a passagem, junto com a água, de particulados sólidos, resultantes desta atividade. Estes efluentes se juntarão àqueles resultantes da lavação da rampa de lubrificação e da oficina, sendo conduzidos a estação de tratamento a ser implantada no pátio da empresa, que promoverá a separação do óleo da água. A água resultante deste tratamento deverá possuir, no mínimo os padrões de qualidade exigidos pelo órgão ambiental competente. Neste momento implementaremos sistemas de controle no setor de lubrificação e oficina, que reduzirá a parâmetros ínfimos, as quantidades de óleos derramadas no piso.
Neste intuito já começamos dois programas de melhorias, sendo eles: a) Um de conscientização dos empregados, através da aplicação do princípio do " 5 S " onde os empregados ao aplicarem as etapas de descarte, organização, limpeza, higiene e ordem mantida, já estarão promovendo a mitigação deste problema. b) Trabalhos voltados a padronização nos setores da manutenção, procurando estabelecer uma ordem correta na execução das tarefas, bem como o uso adequado dos equipamentos, estes já disponíveis na Cia.. Possibilitando reduzir em quase sua totalidade, o derramamento de óleos e graxas no piso.
Os efluentes oriundos dos esgotos sanitários também deverão sofrer um tratamento adequado, ou seja, a sua condução à rede apropriada ou o seu tratamento através das técnicas adequadas dentro da planta da Cia. Hoje grande parte dos empregados desconhecem os graves problema que os nossos efluentes líquidos estão causando ao meio ambiente. Os recursos para conseguirmos êxito nesta etapa não serão problemas, pois o maior trabalho será o de conscientização dos empregados afetados. Para isto, temos empregados treinados pelo programa de qualidade para conduzirem os trabalhos. Contamos hoje com equipamentos para a coleta dos óleos resultantes das manutenções e material de construção para a elaboração da estação
de tratamento dos efluentes líquidos. Esta tarefa será executada por engenheiros e pedreiros do setor responsável pelas obras civis da Cia. Paralelamente trabalharemos a questão da redução do consumo de água, pois não havendo a sujeira, não haverá necessidade de lavação, propiciando uma redução no consumo de água. Acreditamos com estas medidas chegarmos a uma redução em torno de 40% no consumo de água.
3 - Gerenciamento de Resíduos Sólidos e Perigosos
Como a Cia. neste ponto têm uma certa ambiguidade, pois ao mesmo tempo que ela tem que preocupar-se com os resíduos provenientes de seu processo de trabalho e de todas as atividades que a envolvem, ela tem que preocupar-se em implementar medidas que visem reduzir a quantidade dos resíduos sólidos coletados e que são depositados em aterro sanitário.
A nível interno implantaremos, latas padronizadas para coletarmos os papéis oriundos das atividades administrativas. Sendo estes coletados diariamente pelos empregados encarregados da limpeza e depositados na área , agora denominada de, área de descartados. Onde serão pesados e colocados nos containeres destinado aos materiais recicláveis. A nível externo a Cia. como já foi frisado, assume a sua condição de responsável pelo desencadeamento de todo o processo de reciclagem. Para tanto, já constitui um departamento, com colaboradores altamente especializados a desenvolverem trabalhos nessa área. Hoje já mantemos convênios com instituições de ensino superior e técnico, afim de em conjunto realizarmos pesquisas no âmbito dos resíduos sólidos, como por exemplo a sua caracterização, origem entre outros.
Seguindo o que esta estabelecido em nossa política e nos objetivos ambientais, estaremos implantando a coleta seletiva. Transformaremos os veículos coletores com mais de 08 anos de uso em veículos dotados de baús (serão 5 na primeira etapa), ampliado-se a frequência para duas vezes por semana e aumentado a área de abrangência aos balneários que produzem até 5 % do total coletado pelo sistema convencional de coleta. Para viabilizar a instalação de novas empresas de triagem e empresas beneficiadoras de reciclados, serão feitos convênios com as prefeituras que comporão a futura região metropolitana. Reativaremos através do processo de terceirização, a usina de resíduos sólidos que hoje encontra-se parada. Este processo deverá se dar dentro de 6 meses, tempo suficiente para que os procedimentos legais, estudos dos novos roteiros, trabalho de divulgação e o treinamento de novos empregados sejam concluídos.
O grupo formado para a gestão das políticas e dos objetivos ambientais deverá estudar: novas e melhores formas de acondicionamento e armazenagem dos resíduos; deverão incentivar a população a participação do programa de coleta seletiva e outros programas alternativos que possam surgir da própria comunidade. Dentro desta óptica a pedagoga da Cia. desenvolverá trabalhos na área da educação ambiental focando os processos realizados dentro da Cia. e suas interfaces com a comunidade e o meio ambiente. Atendendo as instituições que nos procuram, no intuito de conhecer o processo de reciclagem e o funcionamento da própria coleta convencional, após levaremos o programa até a comunidade e os centros educacionais. A coleta convencional não será esquecida, pois ainda representa, o processo de maior peso na
todos mestrando do curso de Engenharia de Produção e Sistemas, com projetos direcionados para área de gestão ambiental e 01 assistente administrativo, que responderá pela organização da documentação do SGA. A condução desse trabalho estará a cargo do Engenheiro que coordena o setor de garantia da qualidade, que possui curso de Pós-Graduação em Qualidade e Produtividade e mestrando do curso de Engenharia de Produção e Sistema.
Os recursos financeiros aos investimentos na área ambiental, passam a incorporar, o orçamento anual da Cia.. O montante dos investimentos serão relativos aos projetos apresentados, com previsão de instalação para cada período (anual). A prioridade dar-se-á, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo DQMA, aos projetos considerados mais emergências, isto é, aqueles que apresentam maior risco ao meio ambiente e/ou aqueles que envolvam a comunidade atendida pela empresa. Nessa primeira fase do programa, será destinado 20 % dos recursos destinados aos investimentos em projetos ambientais.
Os recursos físicos também estarão garantidos, como: local para instalação do departamento; equipamentos para o monitoramento dos níveis de poluição entre outros. As aquisições, seguirão ao cronograma de compra e os valores estabelecidos no orçamento.
As responsabilidades para com as questões ambientais, serão dividas entre todo o corpo gerencial e empregados. Cada departamento assumirá as responsabilidades das questões ambientais pertinentes ao seu setor. Os gerentes receberão do DQMA os relatórios dos aspectos ambientais e impactos associados, dos processos a ele subordinado. Constando os passos necessário a implantação das melhorias requisitadas. Fica sob a responsabilidade de cada gerente o acompanhamento, execução, monitoramento e documentação do processo de melhoria implantado em seu setor de trabalho. A documentação deverá ser enviada ao DQMA para conferência e elaboração dos relatórios que são enviados a alta direção da Cia.
4.2 - Treinamento, Conscientização e Competência
Objetivando que todo o corpo gerencial e demais empregados da Cia. tenham plena ciência, dos objetivos e metas ambientais, o DQMA promoverá internamente programas de treinamento, com início imediato, conforme cronograma já estabelecido. Este treinamento estimulará os empregados, a construírem os conhecimentos necessários para busca de soluções aos problemas que apresentam-se nesse momento no seu ambiente de trabalho e que os mesmos tenham condições técnicas de resolvê- las. O treinamento se dará em varias fases: na primeira realizaremos em toda a Cia. seminários, workshops e palestras com o intuito de iniciar ao maior número de empregados, os conceitos sobre as questões ambientais, relativas a empresa e aquelas que fazem parte de seu cotidiano (tempo necessário 12 meses). Paralelamente realizaremos cursos aos gerentes a ao seu grupo, que irá trabalhar diretamente com as questões ambientais, a fim de que tenham condições de identificar os aspectos e avaliar os impactos ambientais. Estes cursos serão realizados no centro de treinamento da Cia. utilizando-se de recursos próprios. Em uma segunda fase proporcionaremos aos empregados, que assumirão a responsabilidade de implantação ao programa
ambiental, cursos aplicados por consultores especializados de, inventários de poluentes, minimização dos impactos adversos ao meio ambiente, formação de auditores, conhecimento da legislação ambiental e em relação as metodologias e técnicas de medição e monitoramento.
4.3 - Comunicação
O dever de publicidade - A Carta Mundial da Natureza da ONU, de 28.10.1982, estabeleceu em seu art. 18: "Todo o planejamento compreenderá, entre seus elementos essenciais, a elaboração de estratégias de conservação da natureza, o estabelecimento de inventários dos ecossistemas e a avaliação dos efeitos das política e atividades projetadas; todos estes elementos serão trazidos ao conhecimento do público pelos meios apropriados e de forma tempestiva, para que o público possa efetivamente ser consultado e participar das decisões." Também Paulo Afonso Leme Machado dedica especial atenção ao dever de publicidade, afirmando que "a publicidade prévia não retira da Administração seu poder de decisão. Pelo contrário, faz com que ela possa comunicar-se não só com quem está pretendendo construir, instalar-se e realizar uma determinada atividade, mas também com aqueles que possam sofrer as conseqüência da pretensão".
No sentido de garantirmos qualidade e eficiência ao processo de informação, essa atividade ficará sob a responsabilidade do empregado responsável pela assessoria de imprensa da Cia., que é formado em jornalismo. A comunicação interna chegará a todos os setores, através do sistema interno de auto-falantes já instalado e através do jornal impresso pela empresa a cada dois meses. Focaremos também no clipping distribuído diariamente aos departamentos, as questões ambientais. Divulgando no mesmo a política ambiental, os objetivos e metas ambientais que a Cia. estará desenvolvendo. Como este trabalho será em caráter permanente reforçaremos o aprendizado e a concientização de nossos empregados, iniciada durante os seminários e sua importância de sua participação no processo de preservação do meio ambiente.
No âmbito externo comunicaremos os nossos fornecedores as políticas estabelecidas, colocando que contaremos com a participação dos mesmos nesse processo, pois adotaremos medidas restritivas a produtos e empresas que estiverem agredindo o meio ambiente e/ou em conflito com os organismos fiscalizadores. Aos nossos clientes, peças fundamentais para realização, do que consideramos o programa maior, que é reduzir o impacto gerado pelos resíduos sólidos sobre a natureza. Dedicaremos 80 % do orçamento reservado a propaganda ao programa de divulgação ambiental. Serão intensificados os contatos com a mídia local, que sempre divulgou as iniciativas da empresa, realizando reportagens sobre o desenvolvimento desse programa e sua repercussão na qualidade de vida de cada cidadão.
Renovaremos os convênios com instituições de ensino, visando a contratação de estagiários que divulgarão porta a porta a coleta seletiva distribuindo os panfletos explicativos dos novos dias e horários e das ampliações implantadas e a importância que é a participação da coletividade no sucesso do programa de coleta seletiva. Far- se-á uso do sistema de alto-falantes já instalados nos caminhões da coleta seletiva
Apesar da empresa não ter vivenciado até o momento nenhuma situação de emergência e nem possuir relatórios de outras empresa que atuem nessa área, sobre possíveis acidentes, será formado e treinado internamente uma equipe que receberá vários treinamentos específicos destinados a agir em casos excepcionais. Tais cursos podem ser de primeiros socorros, coordenação de voluntários, conhecimento de técnicas de combate a incêndios entre outros. Todos que trabalham nos locais onde foi identificado problemas relativos a impactos ao meio ambiente, serão treinados e receberão um manual com os procedimentos a serem adotados caso uma situação de emergência se apresente. Receberão uma relação de telefones que poderão ser acionados, dependendo do tipo de emergência, sua gravidade e extensão. Haverá uma equipe básica, coordenada pelo DQMA, que se encarregará dos trabalhos de gerenciamento das situações de emergências, onde teremos 3 engenheiros (Segurança, Sanitarista e Civil), 01 médico clínico, 1 enfermeira, 2 operadores de máquinas com conhecimento de operação de pelo menos 5 tipos de equipamentos, 2 motoristas e 10 auxiliares operacionais. A Cia. está preparando através da assessoria de imprensa material que será utilizado no caso da população ser atingida por um acidente ou incidente provocado por alguma área da Cia., além de distribuir aos empregados os procedimentos que devem ser adotados em caso de emergência.
5 - Verificação e Ação Corretiva
5.1 - Monitoramento e Medição
A equipe coordenada pelo DQMA realizará o monitoramento constante das melhorias que estão sendo alcançadas e a aferição do grau de evolução obtido em relação aos seus objetivos e metas ambientais. Serão monitorados os seguintes aspectos: - quantidade de resíduos sólidos coletados pela coleta convencional versus a quantidade de resíduos recicláveis coletados pela coleta seletiva. - quantidade de material reciclável que será triado pelas várias empresas do ramo na região por mês. - quantidade de óleo lubrificante vendido para empresas recicladoras versus a quantidade de óleo consumida pelos veículos. - consumo de óleo diesel em relação as toneladas de resíduos coletados. - medição do grau de contaminação das águas provenientes da lavação dos veículos e pátio. E o acompanhamento do consumo mensal de água em relação a quantidade de veículos lavados. - quantidade de papéis reciclados no setor administrativo versus a quantidade comparada mensalmente destes materiais. - número de reclamações mensais da comunidade.
5.2 - Não Conformidade e Ação Preventiva e Corretiva
O DQMA de posse das análises e medições realizadas do desempenho ambiental da Cia., proporá ações para que os objetivos e metas estabelecidos sejam
alcançados. As análises dos indicadores serão feitas mensalmente e documentadas nos formulários desenvolvidos para este fim , pelos responsáveis na condução do programa ambiental de cada setor. No 1º trimestre será aferido o índice de incremento na coleta de resíduos sólidos, que deverá ser de 10 % do planejado, caso contrário será intensificado e/ou revisto a forma de propaganda. Caso a análise da águas provenientes da lavação, não alcancem os índices necessários devemos: verificar se a coleta do material esta sendo feita conforme o especificado no manual de procedimentos; realizar análises em outros laboratório para comparação das análises; implementar modificações necessárias no mecanismo e/ou método utilizado para a separação(segregação) da água do óleo.
5.3 - Registros
Todos os documentos elaborados para o DQMA, deverão ser usados pelos responsáveis ambientais de cada setor. Neles deverão ser anotados todos os dados relativos ao desempenho ambiental do setor, observando a evolução conseguida. Estes documentos passarão pela análise dos gerentes, que incrementarão os registros com dados relevantes a atuação de seu setor, enviando-os ao departamento responsável pelo programa ambiental. Esses registros serão mantidos arquivados no DQMA e posteriormente lançados no software desenvolvido para o gerenciamento das informações. Este banco de dados estará instalado nos computadores de todos os setores, inclusive no da alta gerência, afim de que todos possam acompanhar sistematicamente a evolução do desempenho da empresa. Os registros originais terão sua guarda, na biblioteca da empresa, de modo a tornar fácil, o acesso àqueles que deles precisarem fazer uso. Neste setor teremos arquivados todas as Leis e requisitos que a Cia. necessita para orientar-se, além de literaturas relativas ao estudo do Direito Ambiental e temas ligados ao meio ambiente. Teremos também neste local o controle e a guarda de todas as licenças que a empresa necessita para a realização de suas atividades. O DQMA cobrará dos setores o coreto registro das informações, lembrando que todas as anomalias deverão ser registradas, pois muitas vezes fatos não relevante no momento poderão, se providências não forem tomadas, tornarem-se grandes fatores de agressão ao meio ambiente.
5.4 - Auditoria do Sistema de Administração Ambiental
Como a Cia. esta iniciando o processo de implantação do SGA, as duas primeiras auditorias serão feitas anualmente, passando depois a serem feitas a cada período de dois anos. A responsabilidade do gerenciamento das auditorias caberá ao DQMA, que juntamente com a equipe de auditores, formada por profissionais com conhecimento individual, que se somados atingem todos os processos da Cia.. O gerente do DQMA assumirá a condição de coordenador da equipe formada por: um Engº de Segurança, um Engº Sanitarista, um Administrador e um empregado de cada setor, que nesse caso não participará da auditoria em seu local de trabalho. A equipe de auditores estabelecerá um cronograma para as auditorias e seguirão as seguintes