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Resumo de ecologia2, Resumos de Bioquímica

comunidades, diversidades, padrão de riqueza, teoria do equilibrio, sucessão ecologica, interações, biomassa, cadeias troficas, estudo de impacto ambiental

Tipologia: Resumos

2011

Compartilhado em 18/10/2011

daniela-milreu-4
daniela-milreu-4 🇧🇷

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Ecologia
Padrão: repetição de fatos
Processo: explicação para os padrões
Comunidades
Conjunto de espécies que se interagem e coexistem em uma área e que variam no tempo;
Quantidade de espécies não homogêneas;
Como as espécies coexistem?
1) Restrição de dispersão
2) Restrições ambientais (fatores abióticos são importantes para determinar uma comunidade)
3) Interações interespecíficas (também influenciam na estrutura de uma comunidade)
Comunidades são dinâmicas. Exemplo: variação após um tempo na mesma região.
Comunidade Aberta X Comunidade Fechada
Clements (visão holística):
o Comunidades são altamente estruturadas por interações independentes das espécies;
o Comunidade evolui como um todo integrado;
o Padrões repetidos de abundância no espaço/tempo;
o SUPERORGANISMO;
o Comunidade fechada.
Gleason (visão individualista)
o Visão mais arbitrária;
o Indivíduos ocorrem em uma área independente de outros;
o Forte influencia de fatores abióticos;
o Características das espécies;
o Comunidade aberta.
Teoria mais aceita:
1) Curtis e Whittaker (1950): provaram que a ideia de Gleason era válida. Se fosse comunidade
fechada iria ter uma determinada onde teria as espécies e não de forma graduada. Porém a visão
“clementiana” é possível e como exemplos podem ser citados desertos (oásis) e ilhas.
Limite de comunidade
Ecótono: zona de transição entre comunidades. (aquático/terrestre; montanhas/desertos)
Ecótonos criam limites abruptos, mas geralmente resultam do ambiente físico e não de interações
intrínsecas entre espécies.
Tamanho da comunidade
Pode ser qualquer tamanho, é limitada pelas condições ambientais e recursos necessários para um
determinado conjunto de espécies;
Comunidade pode ser classificada em diferentes escalas espaciais (local, mesoescala, macroescala)
Os fatores que estruturam estas comunidades podem variar com a escala.
Como estudar comunidades?
Limitar a comunidade.
Critérios usados:
1) Taxocenoses: delimitar as espécies parecidas (comunidades de borboletas, comunidade de cobras)
2) Guilda: delimitar por critérios funcionais, que utilizam o mesmo tipo de recurso (morcego,beija-
flor e borboleta alimento: néctar)
3) Formas de vida: para plantas (semelhante a guilda)
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Ecologia

Padrão: repetição de fatos Processo: explicação para os padrões

Comunidades  Conjunto de espécies que se interagem e coexistem em uma área e que variam no tempo;  Quantidade de espécies não homogêneas;  Como as espécies coexistem?

  1. Restrição de dispersão
  2. Restrições ambientais (fatores abióticos são importantes para determinar uma comunidade)
  3. Interações interespecíficas (também influenciam na estrutura de uma comunidade)  Comunidades são dinâmicas. Exemplo: variação após um tempo na mesma região.

Comunidade Aberta X Comunidade Fechada  Clements (visão holística): o Comunidades são altamente estruturadas por interações independentes das espécies; o Comunidade evolui como um todo integrado; o Padrões repetidos de abundância no espaço/tempo; o SUPERORGANISMO; o Comunidade fechada.  Gleason (visão individualista) o Visão mais arbitrária; o Indivíduos ocorrem em uma área independente de outros; o Forte influencia de fatores abióticos; o Características das espécies; o Comunidade aberta.  Teoria mais aceita:

  1. Curtis e Whittaker (1950): provaram que a ideia de Gleason era válida. Se fosse comunidade fechada iria ter uma determinada onde teria as espécies e não de forma graduada. Porém a visão “clementiana” é possível e como exemplos podem ser citados desertos (oásis) e ilhas.

Limite de comunidade  Ecótono: zona de transição entre comunidades. (aquático/terrestre; montanhas/desertos)  Ecótonos criam limites abruptos, mas geralmente resultam do ambiente físico e não de interações intrínsecas entre espécies.

Tamanho da comunidade

 Pode ser qualquer tamanho, é limitada pelas condições ambientais e recursos necessários para um determinado conjunto de espécies;  Comunidade pode ser classificada em diferentes escalas espaciais (local, mesoescala, macroescala)  Os fatores que estruturam estas comunidades podem variar com a escala.

Como estudar comunidades?  Limitar a comunidade.  Critérios usados:

  1. Taxocenoses: delimitar as espécies parecidas (comunidades de borboletas, comunidade de cobras)
  2. Guilda: delimitar por critérios funcionais, que utilizam o mesmo tipo de recurso (morcego,beija- flor e borboleta – alimento: néctar)
  3. Formas de vida: para plantas (semelhante a guilda)
  1. Teia/cadeia trófica
  2. Delimitar um ambiente

Biomas  Baseado na forma de vida de organismos dominantes e no ambiente físico onde vivem;  São definidos principalmente com base na vegetação;  Em ecossistemas terrestres;  Associam a vegetação com a temperatura do bioma.

Biomas Brasileiros  Floresta Amazônica: plana, árvores altas e floresta densa.  Floresta Atlântica: alta variação de latitude, região serrana.  Caatinga: ambiente mais seco.  Cerrado: árvores baixas e retorcidas, pega fogo de tão seca.  Campos Salinos: gramíneas e herbáceas.  Pantanal: épocas do ano presença de áreas inundadas.

Diversidade  Número absoluto de espécies em uma comunidade (riqueza de espécies)  Abundância relativa das espécies (mais distribuída a abundância, maior a diversidade)  Equitabilidade: quão homogêneas são as abundâncias das diferentes espécies.  Dominância: quão representativa é uma espécie para a comunidade (maior dominância, menos diversa a comunidade).

Padrões de Riqueza  Gradiente latitudinal: Mais diverso na faixa tropical, ou seja, quanto mais próximo do equador, maior o número de espécies;  Exceções: pinguins, urso polar, leões-marinhos, papagaios do mar (este só no norte).  Gradiente Altitudinal: baixas altitudes, maior diversidade/riqueza (mas não é um padrão, então não pode dizer que a quantidade é maior em baixas altitudes)  Gradiente de Profundidade: lagos e mares (não há um padrão certo)  Área/Espécies: padrão foi mais estudado em ilhas (ambientes isolados como montanhas, lagos e fragmentos florestais, não apenas terras circundadas por água). Quanto maior a área, mais espécies. Quanto mais próxima dos continentes, maior a quantidade de espécies.

Teoria do Equilíbrio

 Mac Arthur e Wilson (1962-1963)  Área/Isolamento: taxas de imigração e extinção  O número de espécies entre a taxa de imigração e a taxa de extinção.  Como a taxa de imigração pode influenciar a riqueza nas ilhas? Quanto mais distante, menor a riqueza.  Composição de espécies não é estática podendo variar  Taxa de substituição (turnover)

 Sucessão primária: desenvolvimento da comunidade em habitats recentemente formados e inicialmente desprovidos de qualquer tipo de planta (exemplo: formação de ilhas vulcânicas, vulcão em erupção, dunas, degelo)  Sucessão secundária: regeneração de uma comunidade após a perturbação (exemplo: campos abandonados, queda de árvores, alterações climáticas, queimadas).

Características biológicas

Característica Inicial Tardia Número de sementes Muitas Poucas Tamanho das sementes Pequena Grande Dispersão Alada, presa em animais Gravidade, ingestão por animais Viabilidade da semente Longa, latente no solo Curta Taxa de crescimento Rápida Lenta Tamanho na maturidade Pequeno Grande Tolerância à sombra Baixa Alta

Banco de sementes e dormência  Seja rico;  Dormência de sementes “iniciais” quebradas por fogo ou luz;  Importância dos animais na sucessão das comunidades vegetais.

Estrutura de comunidade  Diversidade;  Níveis tróficos;  Espécies-chaves/espécies dominantes.  Teia trófica: modelos conceituais das interações entre os organismos em uma comunidade;  Cadeia trófica: simples sequência de organismos e suas interações tróficas  Rede trófica: cadeias tróficas integradas  Adicional: Espécie generalista – usa relativamente uma larga proporção ou todos os tipos de recursos disponíveis; espécie especialista - usa relativamente uma pequena proporção ou apenas um dos tipos de recursos disponíveis.

Interação direto/indireto

 Comensalismo (+): se beneficia de outro sem prejudicá-lo. Exemplo: troncos cortados por castores tinham a maior presença de joaninhas. Os brotos podem oferecer mais nitrogênio, maior concentração de defesas químicas. As joaninhas se desenvolveram mais rápido (10%) e seu tamanho era maior (20%) – (indireto)  Mutualismo (+,+): ambos se beneficiam. Exemplo: peixes limpadores e clientes  Competição aparente: parece competição, mas não é isso necessariamente. Exemplo: experimento com plantas exóticas e nativas. Com a presença de mamíferos: mamíferos se abrigavam nas plantas

exóticas e se alimentavam das nativas. Sem mamíferos: não tem variação na densidade de nativas nem exóticas. As plantas exóticas promovem o aumento da população de mamíferos que por sua vez diminui a população de plantas nativas.

 Espécie introduzida:

Estrutura das teias tróficas e a diversidade das espécies  Robert Paine (1965,1966)  Quanto maior a riqueza em uma teia, maior o número de predadores.  Espécie-chave: espécie rara que quando removida da cadeia causa grande impacto (mudança de densidades ou extinções) na comunidade.  Obs: impacto não é proporcional a sua densidade e /ou biomassa.  Exemplo:

Alternativa: translocação da população em risco de extinção para outra ilha/área.

 Alternância de abundâncias  Cascata trófica: série de interações que resultarão em alterações de energia e composição de espécies na comunidade

Lontra

Ouriço

Algas

Aumento de ouriço, baixa densidade de algas

Menos peixes e cnidários

Fatores limitantes da produtividade em ambientes terrestres  COs: 0,03% ar atmosférico  45% dos raios solares podem ser absorvidos  Temperaturas altas;  Água  Nutrientes

Fatores limitantes da produtividade em ambientes aquáticos  Radiação solar;  Disponibilidade de nutrientes  Profundidade.

Eficiência de transferência de energia  Eficiência de consumo (EC): porcentagem da procutividade de um nível trófico que é consumida pelo nível trófico superior VALORES MÉDIOS Carnívoros – vertebrados Carnívoros - invertebrados 5% floresta 50% - 100% vertebrados 25% invertebrados 25% herbácea 5% invertebrados 50% fitoplancton  Eficiência de assimilação (EA): porcentagem de energia no trato digestivo dos consumidores que é assimilada pela parede do trato digestivo e torna-se disponível para ser destinada ao crescimento ou para gerar energia. VALORES MÉDIOS 100% bactérias 20 – 50% herbívoro-detritívoros 80% carnívoros  Eficiência de produção (EP): porcentagem de energia assimilada incorporadas à nova biomassa. VALORES MÉDIOS 30 - 40% invertebrados 10% vertebrados ectodérmicos 1-2% vertebrados endotérmicos

Eficiência de transferência de energia (ETP)  ETP EC x EA x EP

Estudo de Impacto Ambiental  O que é impacto ambiental? Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas, biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que afetem diretamente ou indiretamente:

  1. A saúde, a segurança e o bem estar da população;
  2. As atividades sociais e econômicas;
  3. A biota;
  4. As condições estéticas e sanitárias ambientais;
  5. A qualidade dos recursos ambientais.

Esferas de administração  União: fixa diretrizes gerais e estabelece as responsabilidades próprias, bem como dos Estados e Municipios.  Estados e municípios: fixam normas complementares podendo ser mais restritivas (nunca o contrário)

Dispositivos legais para defesa do meio ambiente  Ação Civil Pública (ACP): ação de responsabilidade por danos ao meio ambiente que corresponde a um instrumento processual que permite que as pessoas possam propor uma Ação Civil Pública contra terceiro (causadores do dano). o Podem mover uma APC: ministério público, união, estados e municípios, autarquias, empresas publicas, fundações, etc.  Ação Popular: estabelece que qualquer cidadão pode ser parte legitima em uma ação judicial para conseguir a invalidação de atos administrativos lesivos ao meio ambiente.  Mandado de Segurança: permite que pessoas físicas ou jurídicas, ou entidades com capacidade processual, entrem com ações para proteger o direito individual ou coletivo.

Estrutura do sistema nacional do meio ambiente (SISNAMA) 1) Órgão superior : conselho do governo 2) Órgão consultivo e deliberativo: CONAMA 3) Órgão central: ministério do meio ambiente 4) Órgão executor: IBAMA 5) Órgãos seccionais: secretarias estaduais e entidades supervisionadas 6) Órgãos locais: municipais

Estudo de impacto ambiental (EIA)  Exigência da CF, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente.  Atividades que exigem a execução de um EIA:

  1. Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento;
  2. Ferrovias;
  3. Portos e terminais de minério, petróleo e produtos químicos;
  4. Aeroportos;
  5. Oleodutos, gasodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários;
  6. Linhas de transmissão de energia elétrica, acima de 230kV;
  7. Etc.  Diretrizes gerais:
  8. Contemplar todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto;
  9. Identificar e avaliar os impactos gerados na implantação e operação da atividade;