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A pele, apresenta diversos mecanismos imunológicos muitas vezes desconhecidos, além de ser importante regulador de água e sal
Tipologia: Resumos
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A pele, apresenta diversos mecanismos imunológicos muitas vezes desconhecidos, além de ser importante regulador de água e sal. A função imunológica da pele está associada ao contingente de células imunológicas presentes em sua superfície, como: Células de Langerhans (imunovigilância dentro da pele) e mastócito (envolvido na alergia). Sabe-se também que os queratinócotos apresentam papel imunológico importante ao secretarem citocinas e quimiocinas. Além disso, existem receptores nas células para antígenos linfocíticos cutâneos (permitindo a infiltração dos linfócitos). Neste módulo de doenças, trataremos daqueles distúrbios de pele gerados por uma disfunção desse sistema imunológico, permitindo o desenvolvimento de doenças autoimunes. A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele de origem autoimune, que produz lesões escamosas espessadas e inflamadas, com ampla variabilidade clínica e evolutiva. Além da suscetibilidade genética, são adicionados fatores ambientais, além de gênero e idade. Recentemente, certos desequilíbrios nos mecanismos reguladores epigenéticos são indicados como elementos causadores da psoríase. A inflamação é mediada pelo linfócito T CD4 + que libera citocinas proliferativas (juntamente com o queratinócito), que estimulam a proliferação de células epidérmicas. A resposta inflamatória é do tipo celular, contra um auto-antígeno ainda desconhecido ou contra um super- antígeno estreptocócico no caso de psoríase pós-infecciosa, A psoríase se manifesta, na maioria das vezes, por placas eritemato-escamosas, mal delimitadas, frequentemente pruriginosas, em áreas foto expostas na pele. É importante ressaltar: a doença não é contagiosa e o contato com pacientes não precisa ser evitado. É frequente a associação de psoríase e artrite psoriática, doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor. A patogênese das comorbidades em pacientes com psoríase permanece desconhecida. Entretanto, há hipóteses de que vias inflamatórias comuns, mediadores celulares e susceptibilidade genética estão implicados. A psoríase é doença inflamatória comum, afetando cerca de 1% da população brasileira. Os linfócitos T auxiliares (Th17 e Th1) estão envolvidos na imunopatogênese da psoríase. Existe também a interação entre a imunidade inata (especialmente células dendríticas e queratinócitos) e adquirida (linfócitos T) na patogênese da psoríase. Doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente. Sua causa é desconhecida, mas se sabe que pode estar relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. Acredita-se que ela se desenvolve quando os linfócitos T (células responsáveis pela defesa do organismo) liberam substâncias inflamatórias e formadoras de vasos. Iniciam-se, então, respostas imunológicas que incluem dilatação dos vasos sanguíneos da pele e infiltração da pele com células de defesa chamadas neutrófilos, como as células da pele estão sendo atacadas, sua produção também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com consequente grande produção de escamas devido à imaturidade das células. A psoríase é causada pelo sistema imunológico. O sistema imunológico é o responsável por proteger o corpo contra infecções e doenças. O paciente com psoríase possui células T (um tipo de glóbulo branco) que atacam erroneamente as células de sua pele. As células da pele então se multiplicam rapidamente e incham.
Na derme os LTh se encontram e interagem com as CD e macrófagos, formando novas “sinapses imunológicas”. A interação entre essas células leva a produção de inúmeras citocinas, que mantêm e amplificam o processo inflamatório. Os LT ativados migram para a pele através da ligação de moléculas de adesão expressas na sua membrana plasmática (CLA e LFA-1) às moléculas de adesão presentes na membrana da célula endotelial cutânea ativada (E-selectina e ICAM-1). Os LTc1 concentram-se na epiderme e os LTh na derme Na psoríase as CD dérmicas mais abundantes são do tipo mieloide (CD11c+).1,5 Estas células funcionam como APC para os LT e também como células inflamatórias (CDi), grandes produtoras de IL-20, síntese indutora da produção de óxido nítrico (iNOS), bem como de IL-23 e TNF-α. 1,5 A IL-20 estimula a proliferação dos queratinócitos e o óxido nítrico a vasodilatação. A IL-23 favorece a proliferação dos LTh17 e consequente produção de IL22 e IL6 (que estimulam a proliferação dos queratinócitos), além de IL-17 e TNF-α. A IL-17 estimula o queratinócito a produzir defensivas (proteínas que impedem a infecção das lesões) e IL-8. O TNF-α estimula no queratinócito a produção de IL-8 e IP-10 (proteínas quimiotáticas para neutrófilos e LT respectivamente), de IL-1 e do próprio TNF-α, além de fatores de crescimentos que favorecem a angiogênese. Assim, as citocinas Th17 estimulam os queratinócitos a proliferar e a produzir inúmeras proteínas inflamatórias. Psoríase Causa É uma doença inflamatoria. Não é uma doença emocional mais vira um problema emocional.Não é uma doença contagiosa. Sua causa é desconhecida, mas sabe-se que pode ter causas relacionadas ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. O que se acredita até agora é que em nosso sistema imunológico existe uma célula conhecida como célula T, que percorre todo o corpo humano em busca de elementos estranhos, como vírus e bactérias, com o i ntuito de combatê-los. Se a pessoa tem psoríase, as células T acabam atacando células saudáveis da pele, como se fosse para cicatrizar uma ferida ou tratar uma infecção. Isso costuma trazer várias consequências, como a dilatação de vasos sanguíneos e o aum ento no número de glóbulos brancos, para combater a infecção – como as células da pele estão sendo atacadas, a produção das mesmas também aumenta, levando a uma rapidez do seu ciclo evolutivo, com conseqüente grande produção de escamas devido à imaturidade das células. Esse ciclo faz com que ambas as células mortas não consigam ser eliminadas eficientemente, formando manchas espessas e escamosas na pele. Normalmente, esta cadeia só é quebrada com tratamento. que avançam para camadas mais externas da pele de forma muito rápida, provocando lesões avermelhadas. Trata-se de um ciclo ininterrupto, que só tem fim com o tratamento adequado. Acredita-se que a genética tem um papel determinante em boa parte dos casos de psoríase, mas, que fatores ambientais também estejam envolvidos. Uma em cada 3 pessoas com psoríase relata ter um parente com a doença, e acredita-se que até 10% da população geral possa herdar um ou mais genes que predisponham o desenvolvimento da psoríase. No entanto, somente 2% a 3% de fato desenvolvem a doença. Alguns fatores que podem desencadear em psoríase, são: -Infecções de garganta e de pele -Lesões na pele, como feridas, machucados, queimaduras de sol ou outras de natureza física, química, elétrica, cirúrgica ou inflamatória -Variações climáticas; - Fumo; -Consumo excessivo de álcool; -Medicamentos, como alguns prescritos para transtorno bipolar, pressão alta e malária; -Alterações bioquímicas, ou seja, do metabolismo
provocando lesões avermelhadas. Trata-se de um ciclo ininterrupto, que só tem fim com o tratamento adequado. Acredita-se que a genética tem um papel determinante em boa parte dos casos de psoríase, mas, que fatores ambientais também estejam envolvidos. Uma em cada 3 pessoas com psoríase relata ter um parente com a doença, e acredita-se que até 10% da população geral possa herdar um ou mais genes que predisponham o desenvolvimento da psoríase. No entanto, somente 2% a 3% de fato desenvolvem a doença. Alguns fatores que podem desencadear em psoríase, são: -Infecções de garganta e de pele -Lesões na pele, como feridas, machucados, queimaduras de sol ou outras de natureza física, química, elétrica, cirúrgica ou inflamatória -Variações climáticas; -Fumo; -Consumo excessivo de álcool; -Medicamentos, como alguns prescritos para transtorno bipolar, pressão alta e malária; -Alterações bioquímicas, ou seja, do metabolismo de algumas substâncias na pele; -Histórico familiar: talvez este seja o fator de risco mais significativo para psoríase. Quanto mais parentes diagnosticados com a doença o paciente tiver, mais chances de desenvolver a doença; -Infecção bacteriana ou viral: pessoas com quadros constantes de infecção têm igualmente mais