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Aspectos Conceituais e Históricos
Tipologia: Trabalhos
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Trabalho de pesquisa solicitado como recurso avaliativo para obtenção de nota semestral. Professor (A) e Orientador (A): MSc. Fernanda Gabriela de Souza Pires. MANAUS-AM 2018
Sabe-se através de registros que a Universidade Federal do Rio de Janeiro foi uma das instituições que mais utilizou computadores em atividades acadêmicas, através do despertamento cientifico criado em 1966, o qual deu origem ao núcleo de computação eletrônica. Em 1973, o Núcleo de Tecnologia Educacional Para Saúde e o Centro Latino-Americano de Tecnologia Educacional iniciaram pesquisas sobre o uso da informática como tecnologia educacional na disciplina de química. Imagem 01: Cronologia da Informática Educativa no Brasil Fonte: Cronologia da Informática Educativa no Brasil. Disponível em: <http://www.timetoast.com/timelines/cronologia-da-informatica-educativa-no- brasil>. Em 1975 foi inscrito um documento chamado “Introdução dos Computadores nas escolas de 2º grau”, que foi financiado pelo banco interamericano em convenio com o programa de reformulação do ensino. Também nesse ano a UNICAMP foi visitada por dois grandes cientistas; Seymour Papert e Marvin Minsky. No ano seguinte foi a vez de pesquisadores da UNICAMP visitarem a MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) nos Estados Unidos, onde foi possível criar um grupo de estudos interdisciplinares envolvendo especialistas de diversas áreas da computação, linguística,
especialistas das áreas de educação, psicologia, informática e sociologia. Esse seminário de suma importância, pois importantes recomendações norteadoras da política de informática na educação originaram-se dele. Em 1983 foi desenvolvido o marcante e grande Projeto EDUCOM - primeiro projeto oficial de Informática na Educação. O projeto teve como um dos objetivos principais capacitar professores, interessados em uma melhor prática pedagógica através do uso de tecnologias computacionais. Depois de alguns anos, na década de 90, houve o I Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (I SBIE), que ocorreu no Rio de Janeiro, organizado pela COPPE/ Sistemas/ UFRJ e pelo Departamento de Educação da PUC-Rio, tendo o apoio da IBM Brasil. Já em novembro de 1991, foi realizado o II SBIE organizado pelo Instituto de Informática da UFRGS, com o apoio da IBM Brasil, CNPq e FAPERGS. Dessa forma, nos anos seguintes o uso da tecnologia na educação passou à ser mais consolidado, e atualmente existem muitos órgãos educacionais públicos e privados que utilizam a informática na educação. Imagem 03: Cronologia da Informática Educativa no Brasil Fonte: Cronologia da Informática Educativa no Brasil. Disponível em: <http://www.timetoast.com/timelines/cronologia-da-informatica-educativa-no- brasil>.
Imagem 05: Ciclo Construcionista Fonte: VALENTE, José Armando. Informática na Educação: instrucionismo x construcionismo. 1997. 3.2. Linguagem de Programação LOGO A linguagem de programação Logo foi desenvolvida por um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT-USA), a qual foi liderada pelo Prof. Seymour Papert, que tinha como principal objetivo colaborar em processos educacionais, e demonstrar sua teoria construcionista. Por ser simples e sofisticada ao mesmo tempo, essa linguagem pode ser de grande acessibilidade, podendo ser usada por crianças (Seu principal foco) e pessoas de todas as idades. Tecnicamente, a Logo possui três paradigmas computacionais diferentes: procedural, orientado a objetos e funcional. Porém, ela é mais conhecida pelo paradigma procedural, especialmente, o Logo Gráfico 9. É uma grande ferramenta de aprendizagem, pois a criança pode explorar vários conceitos, tais como: noções espaciais, operações aritméticas, geometria, estimativa, reversibilidade, entre outras várias coisas. Como Papert afirma:
No ambiente Logo, a criança, mesmo em idade pré-escolar, está no controle – a criança programa o computador. E, ao ensinar o computador a “pensar”, a criança embarca em uma exploração sobre a maneira como ela própria pensa. O foco dos estudos de Piaget foi o “sujeito epistêmico”, ou seja, o estudo dos processos de pensamento presentes no indivíduo desde a infância até a idade adulta. Pensar sobre modos de pensar faz a criança tornar-se um epistemólogo, uma experiência que poucos adultos tiveram (PAPERT, 198 6 :25).
Imagem 8: Código binário nos dedos. Fonte: Tim Bell, I. H. W. e M. F. (2011). Computer Science Unplugged: Ensinando Ciência da Computação sem o uso do computador.
É imprescindível que se definam as metas a serem atingidas com a utilização do computador, baseando-se numa filosofia pedagógica que busque transformar uma educação centrada no ensino na transmissão de informação, para uma educação em que o aluno possa realizar atividades através do computador e, assim, aprender (DE CARLO, 2001). Porém, para Valente (1998), o uso da tecnologia na educação pode ser um importante recurso didático, contudo é necessário que o professor compreenda que o aprender não deve ocorrer unicamente e exclusivamente por meio do uso da tecnologia, cabe ao professor o papel de programador, mediador, e avaliador, desse recurso na sala de aula. Sendo assim, a importância da informática na educação também encontra-se na qualificação dos profissionais, para que estes possam ser bons mediadores desses novos recursos didáticos que a informática proporciona. Para Almeida (2000): O computador é uma ferramenta que irá propiciar ao aluno condições de explorar o seu potencial intelectual, desenvolvendo idéias nas mais diferentes áreas do conhecimento e realizando sucessivas ações, reflexões e abstrações, criando assim seus próprios modelos intelectuais (ALMEIDA, 2000:33).
Atualidades em Informática na Educação De acordo com Tajra (2001), a informática na educação pode ser usada de três maneiras principais:
Informática como um fim: prevalece à parte técnica onde são aprendidos os conceitos e o manuseio da computação.
Informática como apoio disciplinar: Onde são utilizados softwares e aplicativos de com foco no aprendizado de disciplinas especificas.
satisfatórios. Para Papert (1986), “Aquilo que se aprende através do processo de construção, tem raízes mais profundas no subsolo da mente humana, do qualquer coisa que alguém possa lhe contar”. Diante disso, conclui-se que a informática na educação é de suma importância para o desenvolvimento dos processos de aprendizagem, das inteligências múltiplas, do raciocínio lógico, e da educação como um todo. Através dela, informações são transformadas em conhecimento. Referências Bibliográficas ALMEIDA, Maria Elizabeth. Informática e formação de professores. Brasília: Ministério da Educação, SEED, 2000. ANDRADE, P. F.& Albuquerque Lima, M.C.M. (1993). Projeto EDUCOM. Brasília: MEC/OEA. BELL, Tim., I. H. W. e M. F. (2011). Computer Science Unplugged: Ensinando Ciência da Computação sem o uso do computador. BELL, T., Alexander, J., Freeman, I., & Grimley, M. (2009). Computer Science Unplugged: School Students Doing Real Computing Without Computers. Journal of Applied Computing and Information Technology. DE CARLO, Melissa Gularte. Plano de Aula: Poluição Ambiental. 2001. KARINE, Charlene Junges.; ORLOSKI, Regiane. A Importância da Informática na Educação: Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – Faculdade Guairacá. MEC, Profuncionário: Curso Técnico de formação para os Funcionários da Educação. Informática Aplicada à Educação. Universidade de Brasília, 2007. PAPERT, Seymour. (1986). Constructionism: A new opportunity for elementary science education. A proposal to the National Science Foundation, Massachusetts Institute of Technology, Media Laboratory, Epistemology and Learning Group, Cambridge, Massachusetts. PAPERT, Seymour. A Máquina das Crianças: Repensando a Escola na Era da Informática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. PAPERT, Seymour. Logo: computadores e educação. Tradução de José Armando Valente, Beatriz Bitelman. Afira V. Ripper. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1986.
RODRIGUES, Nara Caetano. (2009). “Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação: Um Desafio na Prática Docente”. Florianópolis. SCHAFF, A. A sociedade informática: As consequências sociais da segunda revolução industrial. 4ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1995. TAJRA, Sanmyra Feitosa. Informática na Educação: Novas Ferramentas Pedagógicas para o Professor da Atualidade. 3ª ed. São Paulo: Ética, 2001. VALENTE, José Armando. Computadores e Conhecimento: representando a educação. 2ª Ed., Campinas, SP: UNICAMP (NIED), 1998. VALENTE, José Armando. Informática na Educação: Conformar ou Transformar a Escola, 1995. VALENTE, José Armando. Informática na Educação: instrucionismo x construcionismo. 1997.