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Injeção eletronica automotiva
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!










1. Introdução A finalidade dos motores de combustão é transformação da energia química contida no combustível em energia mecânica. Esta transformação ocorre devido a queima da mistura ar combustível que ocorre dentro da câmara de combustão. Porém, esta queima não ocorre de forma otimizada em sistemas carburados, emitindo grande quantidade de poluentes a atmosfera. A injeção eletrônica surgiu devido à necessidade das montadoras se adequarem às exigências gorvenamentais com relação ao índice de emissão de poluentes. A injeção eletrônica trouxe outras vantagens, tais como aumento de potência do motor, diminuição do consumo de combustível, diagnóstico do veículo através de sinalizadores no painel de instrumentos, etc. A injeção eletrônica possui um sistema de gerenciamento composto de uma Central Eletrônica (Centralina ou E.C.U.), que recebe informações de sensores instalados no motor e controla, entre outros sistemas, a injeção de combustível e a ignição. Para que o motor funcione corretamente, sem falhas, e com o melhor rendimento, é necessário que se misture uma quantidade específica de combustível ao ar que entra no motor. Como esta quantidade é determinada em massa, a central eletrônica calcula a massa de ar que é admitida pelo motor e comanda a injeção de combustível. Esta tecnologia leva em conta a rotação do motor e a densidade do ar aspirado. Através da rotação do motor, levando-se em conta a sua capacidade volumétrica, a central calcula o volume de ar admitido, e para o cálculo da densidade utiliza os valores da temperatura e da pressão do ar, que são informados à Central através de sensores. Tendo a massa de ar admitida pelo motor, a central comandará uma válvula, que chamamos de eletroinjetor, e esta permitirá a passagem da quantidade exata de combustível para realizar a combustão. Com esta mistura comprimida no cilindro, a Central atuara sobre o circuito de ignição, definindo o tempo de início da combustão. Os principais sistemas de injeção e ignição eletrônica não necessitam de ajustes ou regulagem, porém, por se tratar de sistemas eletroeletrônicos precisam ser constantemente avaliados, pois fornecem informações sobre seus componentes, além de informar se ocorreram defeitos ou anomalias durante seu funcionamento. 2. Central Eletrônica A Central Eletrônica (ECU) é o principal elemento de um sistema de injeção eletrônica. A central eletrônica A partir da interpretação dos sinais enviados pelos sensores e identificação da condição de operação do motor, o programa envia comandos para os atuadores como, por exemplo: tempo de abertura da válvula de injeção e avanço de ignição. A central verifica continuamente estes sinais dos sensores e corrige os valores comparando-os com os limites permitidos para cada um. Se os limites forem superados, o sistema reconhece a avaria acendendo uma lâmpada indicativa no painel (luz espia).
O BJT é um dispositivo bastante apropriado para uso como sensor de temperatura. Tanto a tensão entre seus terminais Base e Emissor (VBE), como a diferença entre os VBEs de dois transistores (AVBE), são variáveis normalmente utilizadas para representar uma medida da temperatura em que o sensor se encontra. A relação que há entre AVBE e a temperatura é linear, o que favorece o uso de um par de transistores BJT como sensor de temperatura. Outro elemento que também pode ser utilizado como sensor de temperatura, onde não é requerida boa sensibilidade, é o diodo. O diodo polarizado diretamente exibe uma queda de tensão de 0,1 V/°C de aquecimento. Como desvantagem ele requer um bom milivoltímetro para a leitura direta, ou então de um amplificador linear. Já as Termoresistências obedecem o Princípio do Efeito Termomecânico, que consiste em uma alteração da dimensão de um determinado material, não necessariamente um condutor elétrico, causada por uma determinada variação de temperatura. Ou seja, em condições normais de temperatura e pressão, um aumento de temperatura causa um aumento nas dimensões físicas do material. O efeito Termoresistivo consiste em explorar a variação da resistência elétrica produzida por uma determinada variação de temperatura. Os "termômetros de resistência elétrica" funcionam baseados no fato de que a resistência de uma grande gama de materiais varia com a temperatura; de um modo geral, os metais tem um aumentam a resistência elétrica com o aumento de temperatura, ao passo que os semicondutores diminuem a resistência elétrica com o aumento da temperatura. Os termistores mais utilizados são: o Termistor de Coeficiente Positivo (PTC) e o Termistor de Coeficiente Negativo (NTC). O PTC, como o próprio nome sugere, exibe um aumento da resistência com o aumento da temperatura. A variação da resistência é maior que a de um NTC na mesma faixa de operação. Já o NTC, é mais conhecido e é encontrado no mercado com uma variedade grande no tipo construtivo e nos valores de resistência. Tem resistência inversamente proporcional à temperatura. Curva característica do NTC e PTC 3.2. Sensores de rotação e Ponto Morto Superior (PMS)
A função dos rotores de rotação e Ponto Morto Superior PMS é informar a rotação do motor e a referencia do ponto morto superior dos pistões. O sensor é excitado por uma roda dentada. 3.2.1. Tipos de Sensores
presente, o sensor gera um nível de sinal alto na saída. A alternância dos sinais depende da seqüência das aberturas. 3.4. Medidor de Massa Esse sensor, também conhecido como medidor do fluxo de ar (e vulgarmente como debímetro) mede a massa de ar admitida pelo motor , conforme pode ser visto na Figura. Este medidor é do tipo a "membrana aquecida", e seu funcionamento se baseia numa membrana aquecida interposta num canal de medida, através do qual flui o ar que entra no motor. A membrana é mantida a uma temperatura constante (aproximadamente 120°C além da temperatura do ar admitido) pela resistência de aquecimento colocada em contato. A massa de ar que atravessa o canal de medida retira calor da membrana. Para que esta se mantenha a temperatura constante, certa corrente deve passar pela resistência. Esta corrente é medida por uma Ponte de Wheatstone. A corrente é proporcional à massa de ar que flui. Assim a massa (não o volume) é medida diretamente, o que elimina problemas de temperatura, altitude, pressão e etc. O funcionamento correto do medidor depende do estado do filtro de ar que deve ser submetido a manutenções freqüentes. 3.4.1. Principio de Funcionamento A ponte de Wheatstone esta em equilíbrio quando RX se encontra em equilíbrio 120°C acima da temperatura do ar. O ar que atravessa a membrana subtrai o calor ao resistor RC e, desse modo, a ponte se equilibra. A Figura 8 mostra o principio de funcionamento da Ponte de Wheatstone Princípio de funcionamento Ponte Wheatstone 3.5. Sensor de posição da boboleta Sua função é a de identificar a posição angular da válvula de aceleração (borboleta), permitindo identificar a carga aplicada sobre o motor e o tempo de carga. Medidor de fluxo de ar.
É a partir do sinal deste sensor que é feito o corte de injeção de combustível (Cut-Off), quando central eletrônica monitora que a rotação do motor não está em marcha lenta e a posição da borboleta está totalmente fechada à mesma processa está informação reduzindo assim a injeção de combustível pelos bicos injetores. 3.5.1. Tipos de Sensores São classificados conforme os princípios de funcionamento:
E também, pela forma como são aterradas, definindo uma quantidade de fios de ligação elétrica diferenciado:
elevada pressão na câmara de combustão. Quando o sensor de detonação identifica a ocorrência do fenômeno o ponto de ignição é atrasado até que a pressão na câmara de combustão atinja níveis que permitam a ocorrência de combustão normal. Após, gradativamente o avanço é restabelecido. 3.7.1. Principio de Funcionamento Nos sensores piezoelétricos, quando os materiais são submetidos a um esforço mecânico, surge uma polarização elétrica no cristal que os compõe e suas faces tornam- se eletricamente carregadas; a polaridade dessas cargas é invertida, caso a compressão seja convertida em tração. Em contra partida, a aplicação de um campo elétrico ao material faz com que ele se expanda ou contraia, de acordo com a polaridade do campo. Sensor de detonação 3.8. Sensor de pressão Os sensores de pressão, possuem diferentes aplicações. Medem a pressão absoluta no tubo de aspiração (coletor) e informam à unidade de comando em que condições de pressão o motor está funcionando, determinar qual o volume de combustível deve ser injetado. 3.8.1. Tipos de Sensores Existem diversos sensores para linha automotiva, suas versões variam em função da faixa de pressão que o componente suporta na análise. Estes sensores também podem ser classificados
As estratégias de controle da injeção têm o objetivo de fornecer ao motor a quantidade de combustível correta e no momento certo, em função das condições do motor. A quantidade de ar admitido por cada cilindro e para cada ciclo do motor, depende, além da densidade do ar, da cilindrada unitária, e também da eficiência volumétrica. A densidade do ar é calculada em função da pressão absoluta e da temperatura, ambas detectadas no coletor de admissão. A eficiência volumétrica é o parâmetro referente ao coeficiente de enchimento dos cilindros, detectado com base em experimentos feitos no motor em todo o campo de funcionamento, e depois memorizados na central eletrônica. Estabelecida à quantidade de ar admitido, o sistema deve fornecer a quantidade de combustível em função da relação de mistura desejada. Há sistemas que não utilizam o valor de pressão absoluta, estes sistemas trabalham com um sensor de fluxo de massa (vulgarmente conhecido como debímetro) que envia diretamente um sinal que corresponde à quantidade de ar admitido. A fase de distribuição, que é o instante final do processo de injeção, consta num mapa memorizado na central eletrônica e varia em função do regime do motor e da pressão no coletor de admissão. Na distribuição, a central comanda a atuação dos eletros injetores, por um tempo estritamente necessário para formar a mistura ar combustível mais próxima da relação estequiométrica. O combustível é injetado diretamente no coletor, perto das válvulas de admissão, com a pressão especifica para o tipo de sistema usado. A relação ar/combustível necessária para cada condição de funcionamento do motor é obtida utilizando a sonda lambda, que analisa constantemente a quantidade de oxigênio presente nos gases de escapamento. Com esta informação a central eletrônica, baseada em dados memorizados, corrige em tempo real a relação de mistura.
7. Autoadaptação A central eletrônica possui a função de auto-adaptação da mistura, que permite memorizar os desvios entre o mapeamento de base e as correções impostas pela sonda lambda que podem aparecer de maneira persistente durante o funcionamento. Estes desvios, devido ao envelhecimento dos componentes e do próprio motor, são memorizados permanentemente, permitindo à adaptação do funcionamento do sistema as progressivas alterações. Uma outra função de autoadaptação corrige a abertura do atuador de marcha lenta do motor durante a fase de marcha lenta, com base nas variações ocorridas devido às infiltrações de ar no corpo de borboleta e ao envelhecimento natural do motor. 8. Bibliografia
Opera com valores mínimos de tensão em torno de 6 Volts, e com valor máximo de 16 Volts. Possui programas para armazenar e reter códigos de falhas, mesmo se a bateria for desligada. Corta a alimentação das válvulas injetoras alternadamente quando a rotação limite é ultrapassada. O sistema é de injeção múltipla de combustível seqüencial, que opera em conjunto com o sistema de ignição eletrônica digital com distribuição e avanço de centelha de forma estática. A lógica do controle de injeção ocorre de forma seqüencial, sincronizada em 1-3-4-2, contados a partir da roda fônica com falha de dois dentes. O sistema possui parâmetros auto-adaptativos que se ajustam ao envelhecimento do motor e aos desgastes das peças. O sistema possui um software SFS que permite a multiplicidade de combustível e trabalha com qualquer mistura de álcool ou gasolina no tanque. A letra E após o M do sistema identifica que o sistema possui controle de aceleração motorizado. Essa informação é valida para todos os sistemas Bosch que utilizam essa legenda - ME. Com as informações provenientes da Sonda Lambda o sistema se adapta e aprende a compensar as variações do desgaste do motor de acordo com o resultado da queima dos gases. A posição de repouso do pedal é lida constantemente pela UCE com valor mínimo para adaptação de referencia inicial. A variação de intervenções na válvula de purga do Cânister acontece devido ás alterações dos mapas de adaptação da mistura. O sensor de detonação informa as detonações de acordo com a queima da mistura na câmara, que é um fator relacionado com o combustível utilizado. O conector de diagnose esta localizado entre os bancos dianteiros e sob a alavanca do freio de estacionamento. A transferência de dados é padrão EOBD II, que permite comunicação com as centrais do motor/câmbio automático, Airbag, Abs e Imobilizador. O sistema do conector é protegido pelo Fusível F28 de 7,5 A, localizado na central interna no painel esquerdo. O sistema de multiplicidade de combustível permite abastecer com álcool, gasolina ou com a mistura dos dois combustíveis, em qualquer proporção. Essa condição é possível devido a um Software instalado no interior da UCE com um programa especifico que percebe a variação do volume de combustível no tanque, pelo terminal 30 da UCE, e o tipo de combustível que esta sendo queimado na câmara de combustão através da analise dos gases feita pela Sonda e informações do sensor de Detonação. PROCESSO DE RECONHECIMENTO DO COMBUSTÍVEL Para reconhecer o combustível utilizado a UCE avalia as seguintes condições: · Massa e temperatura do ar admitido (Sensor MAP). A partir deste valor a UCE determina a quantidade exata do combustível a ser injetado, para que a queima seja completa, baseada no ultimo valor de A/F obtido com o motor em funcionamento. · Após o processo da queima, a Sonda Lambda, envia sinaisde leitura dos gases para que o programa inicie a aprendizagem do valor A/F da mistura existente no tanque. · Caso os sinais da Sonda indiquem que a mistura se mantém rica ou por outro lado, sempre pobre, maior ou menor presença de oxigênio nos gases de escapamento o programa inicia o processo para alterar os parâmetros de A/F. *Se em meio às correções, a Sonda Lambda informar que o resultado dos gases queimados é uma mistura próxima ao valor estequiométrico, a UCE fixa os parâmetros, pois reconheceu o combustível existente no tanque.
· Assim com o sistema adequado ao combustível, a UCE corrige somente os valores adaptativos e ajusta o avanço da ignição para manter a mistura próxima ao A/F. Esta mistura é definida pelo fator Lambda 1. APRENDIZAGEM DO A/F A estratégia se inicia na seguinte condição: