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INSTRUMENTAÇÃO
INDUSTRIAL
MÓDULO BÁSICO
CURSO DE
APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL
Instrumentação
IndustrIal
módulo BásIco
curso de
aperfeIçoamento profIssIonal
Rio de Janeiro
2010
Instrumentação
IndustrIal
módulo BásIco
curso de
aperfeIçoamento profIssIonal
© 2010 – Curso de AperfeiçoAmento profissionAl
instrumentAção industriAl
módulo BásiCo
E ducação a distância
SENAI – Rio de Janeiro GPR – GERêNcIA dE PRoJEtoS Em EducAção Rua mariz e Barros, 678 - tijuca 20270-903 - Rio de Janeiro - RJ
FIcHA tÉcNIcA Este material foi elaborado pela Gerência de Projetos em Educação do SESI/RJ e SENAI/RJ.
GERêNcIA dE PRoJEtoS Em EducAção
L uis A rrudA
cooRdENAção PEdAGóGIcA
MAriA serrAte tostes L eite
AutoR dE coNtEúdo
J osé MAnueL G onzALez tubio P erez
coNSultoRIA E REvISão tÉcNIcA
J osé MAnueL G onzALez tubio P erez
MAnoeL CAsiMiro soAres
REdAção PEdAGóGIcA
L eiLA MAriA ribourA de oLiveirA
REvISão PEdAGóGIcA
diAnA A thAyde M onteiro rAMos
MAriA serrAte tostes L eite
REvISão GRAmAtIcAl E EdItoRIAl
rosy de F reitAs LAMAs
PRoJEto GRáFIco, PRoGRAmAção vISuAl E dIAGRAmAção
in -F óLio – P rodução editoriAL, G ráFiCA e P roGrAMAção visuAL
SiStema FiRJaN DiviSão De NoRmaS e DocumeNtação – BiBlioteca
S474c
SeNai-RJ curso de aperfeiçoamento industrial : instrumentação módulo básico. Rio de Janeiro : SeNai-RJ , 2010. 141 p.
- instrumentação. i. título
cDD 620
Selagem com diafragma
Selagem sem diafragma
Líquido de selagem
Traceamento
Selo remoto
Transmissor DP Cell capacitivo
Temperatura / 43
Medição
Termômetro
Termômetro tipo bulbo
Tipo bimetálico
Termômetro de pressão: fluidos utilizados e compensação
da temperatura ambiente
Termopares
Junção termopar
Cabos de extensão
Cabos de compensação
Termopares convencionais e de isolação mineral
Construção de termopares: convencionais e
de isolação mineral
Tipo de termopares
Termorresistências
Bulbo de resistência com bainha de isolação mineral
Resposta de termorresistência com isolação mineral
Nível / 57
Medição de nível direta
Indicador de nível tipo régua/bóia Visor de Nível (LG)
capítulo 3
capítulo 4
Medidor magnético
Indicador de nível magnético (LG)
Visor de nível (LG)
Medição de nível Indireta
Medidor por empuxo
Medidor de nível por pressão
Medidor por ultrassom ou ultrassônico
Medidor por radar de onda guiada (GWR):
tipos de guias de onda
Sensores de nível por capacitância
Montagem de medidores de nível
Placa de orifício / 87
Medição de vazão
Grupos de medição de vazão
Medição de vazão por placa de orifício
Vantagens
Desvantagens
Rangeabilidade
Tipos de placas quanto ao orifício
Aplicações de cada tipo de placa
Tipos de montagem
Tomadas
Dimensionamento de uma placa de orifício
Princípios de funcionamento da Placa de Orifício
Vazão / 101
Instrumentos de Vazão por Diferencial de Pressão
Tubo Venturi
capítulo 5
capítulo 6
Prezado (a) participante
variedade dos processos industriais, como a fabricação dos de-
rivados do petróleo, produtos alimentícios, fabricação de aço e
outros, exige o controle e a manutenção de algumas variáveis, tais co-
mo pressão, vazão, temperatura, nível etc. São os instrumentos de me-
dição e controle que permitem manter constantes as variáveis do pro-
cesso para a melhoria em qualidade do produto, para o aumento em
quantidade do produto e para a segurança do processo. Portanto, o
estudo da instrumentação utilizada nos mais diversos processos in-
dustriais é importante para que avanços nas ciências, nas tecnologias
e na indústria sejam possíveis. Então, é fundamental que você saiba
que Instrumentação é a ciência que aplica e desenvolve técnicas pa-
ra adequação de instrumentos de medição, transmissão, indicação,
registro e controle de variáveis físicas em equipamentos nos proces-
sos industriais.
A instrumentação industrial é, pois, o conjunto de equipamentos (sen-
sores, transmissores e hardware/software para procedimentos de vali-
dação) que possibilita a medição, a monitoração e o controle de variáveis
de processo, propriedades físicas dentro de um processo industrial.
Nesta apostila iremos distinguir as arquiteturas dos sistemas de con-
trole industriais e a simbologia usada nos documentos que compõem
os projetos de instrumentação, segundo suas normas. E conheceremos
as principais variáveis que perpassam a ação de controle durante o pro-
cesso de produção, como pressão, temperatura, nível, vazão e ainda es-
tudaremos as placas de orifício, sua estrutura e funcionamento.
O objetivo do curso é proporcionar a você o conhecimento necessá-
rio da instrumentação básica, abordando as arquiteturas e variáveis
que interferem no processo de produção industrial.
Esperamos que o programa contribua de modo significativo para o
seu crescimento profissional.
Bom estudo!
apresentação
a
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – APRESENTAÇÃO
arquitetura e simbologia
A instrumentação assume importantes funções em uma planta industrial.
Entre estas, estão a segurança e o controle com menor variabilidade de
processo.
Requisitos mínimos
É necessário que se observem alguns requisitos para que ocorra um bom de-
sempenho operacional, tais como:
Equipamentos e sistemas dimensionados adequadamente: bombas, com-
pressores, tubulações, vasos, torres, tanques, trocadores de calor, fornos,
reatores.
Seleção de instrumentos de medição adequados, especialmente os me-
didores de vazão.
Instrumentos instalados e calibrados de forma adequada.
Controladores bem sintonizados.
Válvulas de controle operando dentro das faixas para as quais foram pro-
jetadas.
Controle local
No passado, no início da era industrial, havia muitas pessoas atuando no cam-
po. O projeto era simples, os operários controlavam manualmente as variá-
veis. E como os instrumentos
eram outros, não tão comple-
xos, os processos também eram
simplificados. O controle era to-
talmente distribuído, com cus-
to bem reduzido, as informa-
ções eram transmitidas e não
havia integração com as outras
variáveis de processo. O ajuste
da operação era feito no local.
FIQUE POR DENTRO
Histórico dos
sistemas de controle
Esquema de operação utilizada no passado
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – ARQUITETURA E SIMBOLOgIA
vado dos computadores, uma configuração complexa e controladores com
circuito de memória em caso de falhas do computador.
Controle Digital Direto – CDD
Este sistema mantém as características do DAS e do SPC , elimina os contro-
ladores e os painéis, tendo as seguintes desvantagens:
Custo elevado dos computadores
Configuração complexa
Perda total de controle do processo em caso de falha do computador
Centro de controle integrado
Controle Digital Distribuído
Atualmente, a arquitetura dos Sistemas de I/A adquire uma nova configura-
ção, em que a descentralização é a base de um projeto. Dessa forma, as fun-
ções de controle são distribuídas em estações remotas com comunicação di-
gital entre as estações de controle e monitoração. Há economia nas instala-
ções com fiação e suporte para instalação elétrica e os projetos têm como ba-
se microprocessadores modernos de baixo custo e grande confiabilidade.
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – ARQUITETURA E SIMBOLOgIA
elementos de um sistema de
Instrumentação/automação – I/a
Conheça os elementos de um sistema de I/A:
Sensores
São os elementos primários que recebem os sinais das variáveis com pro-
priedades físicas e propriedades químicas.
Arquitetura de uma rede industrial
São exemplos de propriedades
Propriedades físicas
temperatura
Termopares, RTD, bimetálicos...
pressão
Tubo de Bourdon, capacitivo...
Vazão
Placa de orifício, vortex, coriólis...
nível
Displacer, radar, ultrassônico...
Propriedades químicas
Analisadores
servidor
outros níveis banco de dados
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – ARQUITETURA E SIMBOLOgIA
CONHECENDO MAIS
DICA Redes industriais
existem diversos padrões para as redes industriais,
conforme sua aplicação.
para cada classe de redes industriais, há várias
organizações que padronizam, regulamentam,
controlam e certifi cam equipamentos para aquele padrão.
a norma iec-61158 está tentando padronizar
internacionalmente as redes de campo Fieldbus.
Arquitetura Fieldbus
Nesta arquitetura:
As funções centralizadas são transferidas para
o instrumento de campo (ex: blocos de cálculo,
controlador) e a função do transmissor deixa de
existir.
Há alteração da interligação ponto a ponto por
rede digital de comunicação.
A função de diagnóstico é disponibilizada para
todos os instrumentos.
Ocorre mudança nas práticas de projeto de de-
talhamento (diagramas de malha, lista de ca-
bos, plantas de encaminhamento, painéis de
rearranjo etc.).
Há mudança nas práticas de configuração.
Há eliminação de conversores A/D e D/A.
Quanto ao protocolo de mestres ativos: se o mes-
tre ativo falhar, sua função é passada para outro
integrante da rede e assim sucessivamente.
A Foundation FieldBus é a organização que su-
porta o protocolo FieldBus (associação com
mais de 150 empresas).
Verificam-se duas redes de comunicação:
Rede H1 – Baixa velocidade (31,25 kbits/seg)
Rede HSE – Alta velocidade (Ethernet)
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – ARQUITETURA E SIMBOLOgIA
As arquiteturas dos sistemas podem ser abertas ou dedicadas :
Arquiteturas abertas
Requerem serviço de integração entre os sistemas de aquisição de da-
dos e controle com os sistemas de supervisão que realizam a interface
com a operação (IHM – Interface homem/máquina).
Arquiteturas dedicadas
São características dos SDCDs, utilizados principalmente nas plantas
do refino devido à complexidade das funções de controle regulatório.
Padrão Fieldbus Foundation
Existe uma tendência a se utilizar o padrão Fieldbus Foundation pa-
ra as redes de campo na indústria de processamento.
Serviços da área de segurança (intertravamento) mantêm a arquite-
tura de ligação ponto a ponto para um PES (Sistema Eletrônico Pro-
gramável) ou PLC (Controlador Lógico Programável) dedicado para
funções de segurança.
O que são os Sistemas SCADA?
São sistemas de monitoração cobrindo longas distâncias e são imple-
mentados por meio de arquiteturas utilizando enlaces de rádio, linhas
privativas de telefonia, ou satélites. Estes sistemas são conhecidos co-
mo Sistemas SCADA.
RESUMINDO
DICA arquiteturas baseadas em rede são uma tendência para serviços de monitoração e malhas mais simples de controle regulatório.
ATENÇÃO
! as fi losofi as de comunicação entre equipamentos,
incluindo aspectos de redundância, variam de acordo
com as culturas dos segmentos de e&p (exploração e
produção), transporte e refino, sendo estas definidas em
conjunto com o projetista e o cliente fi nal, mediadas
eventualmente por especialistas da área corporativa.
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INSTRUMENTAÇÃO INDUSTRIAL – MÓDULO BÁSICO – ARQUITETURA E SIMBOLOgIA