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Instrumentação, Notas de estudo de Mecatrônica

Apostila de Instrumentação Eletrônica

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/12/2010

ademir-augusto-leme-2
ademir-augusto-leme-2 🇧🇷

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NANA CAPÍTULO I - MEDIDA ELETRÔNICA rec cidasnletrondea! = Sol ci. acais elo (o o afeto olaioio) alo alo ia ola ia ndo e foo ic BIN CLOQUÇÃO ale fire pn mp aca é ÉS ajetave sra (a té aNa fereio ra] O ara e ARG GO CAPÍTULO II - O INSTRUMENTO DE BOBINA MÓVEL 2 = O “instrumento ide bobina móvel «jeis oielsio 0 exslo'sie aloe 6 Ge oleo Rio line Introdução "tato! eigio dieino logo pela otaiá io o 2 ao o a ol oo 2 a (aa e tao = Cabvanometro cer qaimpipild a é 5 pique ia ao pie a a e o) CIDA e Vo ae «3 - Resistência da bobina móvel - Sensibilidade ........ Ens Calibração da escala sa. sé samba iai crops nte CAPÍTULO III - MEDIDA DE CORRENTE 3 — Medida de corrente v.c.csestes pese ea é é Luva ria é ereraiateio Sol esARperimetro CL cc. esmpsmsno so essas 3.2 - Cálculo dos resistores shunts .. 3530» Precisão: e: Efeito de Carga ..wenía sous um ielsia oe eisioio jo CAPÍTULO IV - MEDIDA DE TENSÃO Amei medida de, tensão”. . saimos » a/eioiajnloça a] b e lojo-siolio mjoialo olal opa ia oo WE IR=EVOLCIMetro opor ai suscbsas saca sas a PO ee 4.2 - Cálculo das resistências multiplicadoras ........... 4.3 - Sensibilidade e Efeito de carga .........ccrccrecero CAPÍTULO V - MEDIDA DE TENSÃO E CORRENTE ALTERNADA 5 - Medida de tensão e corrente alternada ............. ao 5.1 - Introdução - Retificação de um sinal alternado ..... - Linearização de escala - Sensibilidade AC .......... 5.3 - Efeito da forma de onda na medida ......ccccccsorecse 5.4 - Troca de Faixas - Medida de corrente AC .....ccccvive CAPÍTULO VI - MEDIDA DE RESISTÊNCIA pociMedida de resistência spa isauprias cada une RE in CrOduÇãO! «saulo arafe feio eia sa, sisininia il o og Ses pisigio) p a ade a atol 2 - Leitura de resistência pelo método E/I... 3 — Princípio de funcionamento; «cestas seimucvs «4 - Ohmimetro básico - Troca de faixas ........cccvese ro 6.5 = Utilização do Onmimetro .eeme aequo e prarsiaajo so dnidiia sfin joio e! CAPÍTULO VII - VOLTÍMETROS ELETRÔNICOS (VE's) Th -'voltimetros Eletronicos sis ee scsssla a orgiataiata crio SIE Sia/odo co toiae e RE nr odução) erp elecelncoloje o 0 2.0 sunin 8/06 8 67p siledola ia ala a aqalaite pico aê Mis2 = Caracteristiças Gerais .«pesaerascecasspo ae a apa era e aa 7.3 - Amplificadores .......... ERES ERR 5 Rosario 7.4 - VE para tensão contínua ........ "5 7.5 - VE para tensão alternada .. à 7.6 - Pontas de prova para um VE 7.7 - Ohmímetro do VE .eccecscitoros soares cns ro cores asc cass «8 - Utilização do VE «sveseranssiscansesacucsacaraaasass «4 - Polaridade - Linearidade de escala .....ccecrcccoreso Em di ia di ; ÍNDICE eos c ao» DL sia euetaçe OM oie e é eia o 02 ExIS SSÊ - 02 aba jo Jotafa to 102 socssas 04 ano mia OS aja a a aisis 06 vio» els OU nv é siso a DF casaco 16 2 vs ewa LO aje ajeaioao | Es RO 20 EO Eee snrero PAT pd 27 e ocassal Dr a ab ie nao Ras AAA 36 o 0/0 iai ata SM OR REM | FR Co ga . 44 52 ossos 53 corso 54) 36 . as) 48). | o, 1 E Estes [| 8.3 /| 8.4 - Níveis de Referência (dBm, dBu, dBr e áBmo) '1 8.5 - Diagrama de níveis .......cccccrcos /1 8.6 - Adaptação para medida de decibéis .. CPcaDITULO 1X E -“ostiioscórros ca '“Intródução !.! :Tubo:de Raios:Catódicos (T.R.C.) ei. Funci Õ E fios) fase e corrente Osciloscópio Traço Duplo - Noções it cápirvio' x e DIOboS ZENER il-go i 1 | 10. Dídics Zone i ! | 10,1 - Introdução ns | CARTTULO RE = ça LADORES DE TENSÃO chibóm sã t “= hi Reguladores de tensão .. ! Ji. i- introdução O E 1 TOS a 11.3 - Princípio de funcionamento ........ 11.5 - Circuito estabilizador com transistor em série CAPÍTULO XII - EXERCÍCIOS Exercícios NEBER quis >> mamas a aaliiga o dd aodibio o do A onamento geral do, osciloscópio ....cucsecca, ] Caracteristicas do Osciloscópio cenceero nro sse aca ca nene pego 85 Unico do osciloscópio - Medidas se tensão, frequência, i cececcecearanana aceno nc roconcanosc coorte B9 “* Acessórios para o osciloscópio mundi d 4 ornniMnE aos d afomiaeganeis & cererreero rs ccr cesso so 97 es vom oo À 11.2 - Classes de fontes estabilizadas acesacaers a ejeracace meiose om à oroteisiero LOB] | 11.4 - Circuito estabilizador em paralelo usa é xcenpenais à catar 112] cocosccnsccr so secas o ssa cuvcs o season asa seas ares 121 t i i í asdniup d auleio “HZ ; 93 coa - (108) ess 108] DE ere RELGA ARDE ho + Es! ença fer a$a al o tersiçr agr it o cr É É no . ” no ME essa Ia dus d Te DE ibBined * ubê +: “iovôm guia sa o MT AvBÉDÃS MT! usa de qaSdndiaDio dm poresa lis q fd E copo Fgm cv titÓnas Lages y > qreteonsio sboqit outro .o guns Rd pt cet gli dDe Ghibnsos ELAS corpo 15 vulto bes dh canto SÊ fadigo Eidáisico É o 1% "a gasant o obsbpims sios Cup cor iy tes nd ' PERA! ! =G3OLS LO MOS Errar quo sos ES Soa + 1 ' =gorttis Pta blame sr Eus u 5 qvizatua Qin Ênio Ca tuto bei pe] mem alinea SOL: a Re EAdtaro ão Eri e Odipo srs ERC ds Lo TEME & esaquy a a burro qu BOT Puto SPRado DEP ut api cio vã 000 Cite ti em ca em mm t she goUup EE tattusa afago cur ade Fudnetsou ab galen Gu mo gire wrote bas giuanias AGE Eai Ob GEGLUÁl dam cd não cego pd os al broque bo cód rr by iteo acoes e os Vita a! cat a UP Da-rsneretgoo edu tuas voe to Pesto = g Los Cor pe posch or pesto qa! "onjáuh sOsigzasa Sb w)pcui vos mimo cita cá a =cupobs 4 zidamasG tas 36 à do qaiboco aoSBv Pads oim doses so vibe sp nsocmm É Rrcapêm ara ds gta D a qo Ea VON SADM 8 cg doy “ LÃ O BODBDO bis uuifsis lato o CENVARTR ES avamafouxa gun NGNr ty Pam nseaal aido quórh Jét af c MT LE o 3 PR TR aee ra; ua ah i ã Po | ea ny E tjs = vinas VERILhE Guga doc acertos area COMIDO antlgo ELI E Edo tea Pam giro capo atitoszei nu gras pra TeGnLod Caizatesta Cao Sabusdto me ointssicado ml or NETTO É btdpa to A em Ca Sp eb ONO mi) ud rentes at e PIS! ca cado tati TÊNITAI O ca a 9 aSgam na quadro gra GOA EG edit ht 2a Beda ariedo culo q contato! 245 ancião qoraitintê iara SO GOO VOO 0000000 CURSO CAPÍTULO o. INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA at O INSTRUMENTO DE BOBINA MÓVEL Página 02 N. (GALVANÔMETRO) EA 2. O INSTRUMENTO DE BOBINA MÓVEL (Galvanômetro) 2.1 - INTRODUÇÃO: O primeiro capítulo deste curso focaliza o "instrumento de bo bina móvel" também chamado "medidor de bobina móvel", "medidor de D'ARSONVAL" ou mesmo "medidor de weste". Este tipo de dispositivo é amplamente usado na técnica da medida elétrica e eletrônica, a seu estudo qualitativo é necessário para que seja compreendido seu empre go, como será visto em capítulos posteriores. Entretanto, embora neste capítulos sô seja estudado o instru mento de bobina móvel, outros medidores existem, embora com caracte- rísticas, de uso inferiores. Uma definição geral de "medidor" torna- se então necessária, para generalização de entendimento relativo à u tilização deste tipo de dispositivo. Como "medidor", entende-se por- tanto o dispositivo proporcional à corrente que nele circula. Nesta definição podem ser verificados dois pontos a chamar a atenção: uma corrente aplicada ao medidor faz com que haja uma res posta no sistema ponteiro-escala, de modo que um ponto qualquer da escala, indicando pelo ponteiro, corresponde um só valor de corrente" Este correspondência traz uma grande faixa de utilização do medidor, pois depreende-se que &ê possível medir, sobre a escala calibrada co- mo bem se desejar, qualquer grandeza física possível de ser traduzi- da na corrente elétrica necessária ao movimento do ponteiro. Muitas! vezes hã necessidade de externo ao medidor para permitir a adequa- ção do valor da corrente, proporcional à grandeza a medir as caracte rísticas elétricas do medidor. Estas como serã visto a seguir, são bem determinadas. Inclusive, mudando-se tal sistema, hã possibilida- de de com um só medidor efetuarem-se diversas medidas de grandezas di ferentes em tipo e valor. Como já foi dito, dos medidores atualmente empregados, omais usado ê o instrumento de bobina móvel, por suas excelentes caracte- rísticas de precisão e sensibilidade. 2.2 - GALVANÔMETRO O galvanômetro que vamos descrever é do tipo radial, sendo mais conhecido como galvanômetro d'Arsonval. A figura 1 ilustra seu desenho em corte. Ao centro temos nú- cleo cilíndrico de material ferro-magnético, em torno do qual se a- cha uma bobina que pode girar livremente ao seu redor. Finalmente en contramos, ainda na Figura 1, os dois polos de um imã. no A Não só as peças polares como também o núcleo é confec- 04 E cionado em ferro-doce. A usinagem deve ser feita com bastante precisão pois estas peças delimitam o.entreferro. A espessura deste último deve ser a menor possível para se obter uma pequena relutância do circuito magnético. S ! Passamos, então, ao conjunto móvel, o Es éxtremamente de licado, devendo ser bastante leve; porém de certo modo robusto. Ê constituído pela bobina, molas espirais, pivôs e: DOR EELrO A bobina* “pode ser enrolada em fbtma de “alumínio (que além de suporte funciona como: amortecedor, como veremos mais. adiante). Alguns aparelhos utilizam bobinas do tipo auto-suportados: os fios são aglo merados e enrijecidos por meio de verniz e resinas Uma das funções das duas molas espirais já foi explicada an- teriormente. A outra consiste em servir como contactos externos para a bobina: quando o instrumento é ligado a um circuito externo, a cor rente a ser medida entra por um dos terminais externos do instrumen- to,. circula pela mola, passa pela bobina, vai para a outra mola e dai im sendo, as molas. para, o outro terminal externo do instrumento. As além de suas características mecânicas devem ser confecç onados. “com E a Cum Xf “0 Eb material que seja bom condutor. k de perita i Como a corrente circulando pela bobina môvel haverã movimen- to da mesma, e a força que agirã sobre a bobina é dada por: ( ) = NSIB, onde: = número de espiras N S'= ârea da espira I = corrente circulante B = campo magnético Como N, S e B são constantes e dado pelo fabricante, natural- mente que o torque total (força) dependerã da corrente que circulará! pela bobina môvel. Como na bobina teremos preso o ponteiro este 'deflexionarã mais ou menos dependendo da corrente circulante pela bobina móvel. Essa corrente será muito útil futuramente e recebe a denomina ção de IM (correnté” máxima “que leva 6 “ponteiro ao fundo de: escalar)” fo do ai ' 14 34 Dipo 2:3 - RESISTÊNCIA DA BOBINA MÓVEL '> - NOÇÃO DE SENGTHTLIDADE “de ima Cortidntê EIPANLAn, comó hã necéssidade perdicio 'de energia. das, te Belo medidor (particilaitimente “pela bobina móvel), ts Ei não é possi vel no “caso “Teal. Dé fato,” hã uid perda Far, já que E resistência “da bobina móvel xisto “o melhor que se “fará, entao 'é “que “cada vez Henio- úIOs res valores E Ta sejam conseguidos para que à Potência Perdida! pelo m “cada vez de menores' valores. Desta “Forma,” adini te medidor 'seja tam se que 'a sensibilidade do medidor também “áeja "cada vez maior” com “méno TÃO te O e pe a ver res valores as 1 pa que “Cdaa ver mais é médidor, aóstaVrótms, se Ah 28 ge peace na amem desnio sis ia ennpica do dd próxima do casó' ideal 5d altm Bs vEuizi 194 Du Lig O quosslom Bru “Fato, medidores cujo valor" ge pia a apenas dlguns microam- peres já são comuns. Atualmente já se ps medidores, de alta tec “e de construção, com valor Ia igual a 1(uA). se A equação no caso do medidor, torna-se: G=NISB Nesta equação verifica-se que para aumentar a sensibilidade! do medidor ê necessário um grande valor de S, ou um grande valor de B, ou mesmo de um grande valor de N. Evidentemente que S e B são li- mitados pela física construtiva do medidor, deixando para aumentar a sensibilidade um aumento do número de espiras da bobina móvel, ou se ja, N. Mas este aumento compreende um aumento de peso da bobina môó- | vel, com consequente aumento de atrito do eixo nos mancais. i Adotam-se por isso, muitas espiras do fio finíssimo, mesmo ! com isto aumentando a resistência da bobina móvel. Pode-se aqui enunciar então outro valor importante na utili- zação dos medidores: é o valor de resistência interna do medidor, de nominada Ri, que devido à explicação do parâgrafo anterior, realmen- te cresce a medida que diminui o- valor: de Im" como bem mostra a tabe la 1.1. H -.500uA 100uA 50uA 25uA 1duA R. 150-200 500-2K A 700-3K A 2K-6K 1 5K-15KM Tabela 1.1 - Valores típicos, de medidores comerciais, de Im e Rj Fica bem claro que Ri; depende quase que exclusivamente da re sistência da bobina móvel, porque resistência dos fios de ligação aos terminais externos e das molas é desprezível. 2.4 - POLARIDADE DO MEDIDOR - LINEARIDADE DE ESCALA A figura 1.1 deixa bem claro que se for alterado o sentido de circulação de corrente na bobina móvel serã alterado também o sen tido das forças, fazendo então com que o ponteiro tenda a se deslocar no sentido anti-horário, para fora da escala. Disto depreende-se que o medidor de bonina móvel tem uma polaridade determinada, ou seja, de ve ser ligado ao circuito externo de modo que propicie à corrente na bobina móvel no sentido correto. A polaridade do medidor vem usualmente marcada na própria car caça ao lado dos terminais de ligação. Caso especial é do chamado “galvanômetro de zero central" que é um medidor da bobina móvel cujo ponteiro, em repouso, situa-se no centro da escala. Desta forma, um ou outro sentido de corrente na bo- bina móvel apenas provocará indicações de um outro sentido de corren- te na bobina môvel lado do zero central. mete tipo de medidor & usado, justamente, em situações que o "balanceamento" entre duas correntes deve ser verificado. £ o caso, por exemplo, dos amperímetros usados em automóveis, que embora não) Ne Ed E nú E ar e A da a TAS D9IDISDO NADA ADO ano 0) na a 000 0) 0a 0 0 0 a na dana ) nos º = É ja E E E | É j NE: a o E q] o “o E E = ms = = o =. ros Te & | Eq E a . os « =. dd nt 2 sk Em! $ ed E À ma as +: H eu E É firma Cs Ê 4, E R q» E E g & sã = % E + e - 4 - oa E * ao a + Ra º : “o a o % e - , E. dE É É % E à r i 2 E os - - é E 4 e & Ge sz E & od E 4 a O E 5, É & E Es RE E os z a rs Der La SU a is e sr e OM a in ai H + CAPÍTULO N INSTRUMENTAÇÃO ELETRÔNICA EEE MEDIDA DE CORRENTE Página 07 rd É. MEDIDA DE CORRENTE = 3.1 - INSTRUMENTO DE BOBINA MÓVEL TRABALHANDO COMO AMPERÍMETRO Fazer o medidor de bobina móvel medir a grandeza "corrente e létrica" é bastante simples, visto que o dispositivo já trabalha com corrente. Em corrente contínua o problema ainda simplifica-se mais, pois realmente o medidor já trabalha com corrente unidirecional. Só haverá problema quando se desejar medir com o medidor de bobina móvel uma corrente maior que o seu valor de Ih Neste caso,co mo já foi falado, haverá a necessidade de um sistema exterior ao me- didor para a medida de um sistema. Este item tratará mais deste ponto. Para medir correntes inferiores ao valor de Ia do medidor bas ta aplicar o medidor ao circuito, respeitando sua polaridade, como mostra a figura 3.1. me - + ) sms I Figura 3.1 - Circuito simples de medida de corrente. Neste caso I 100 (347) 1 m e não se trata de amperímetro de precisão (3.8) se torna apenas: E Ron = —>———— (3.8) n EXEMPLO 1: Adaptar um medidor de In = I(ma) e R; = 100(n), para medir em fundo de escala (corrente máxima possível de ser medi- da), 6(maA). SOLUÇÃO: Calcula-se primeiramente o valor de n: . - — S(ma) ç 1 - (mA) Finalmente, calcula-se: 100 (MN) . = +00 med 5 A resposta será então: Ron = 20 (n) Para calibrar a escala, basta multiplicar os valores origi nais da escala por n. Assim, onde estã representado 1 (mA), que é o va lor de Im passa a ser 6(mA). E assim por diante. Com um sô medidor é possivel, desde que haja possibilidade de trocar resistores de "shunt" através de chaves, efetuar medidas em di “|versas faixas de valores de corrente. Basta prever na escala possibi- lidade de uma leitura nestas faixas, nas diversas escalas. Isto pode ser verificado na figura 2.3 abaixo: A Rsh 1 O na] ” s1% Rsh 2 ER 5 <=" a 3 terminais de medidas * Pis Rsh 3 pontas de prova = O, Figura 3.3 - Amperímetro de três escalas. ”, N N dá Atravês da comutação de Sl, altera-se o valor de shunt| 10 conseguindo se efetuar medidas em três faixas de valores de cor rentes. Construtivamente, entretanto, tal amperimetro de múltiplas '! escalas oferece alguns problemas. Verifica-se que a mudança de Sl de um "shunt" para outro, com o amperímetro ligado ao circuito, pode ins tantaneamente aplicar toda a corrente a ser medida (geralmente bem mai or que Ig) ao medidor, danificando-o. a! guinte antes que seja desligado o anterior. deve ser constituido de tal forma que conecte o "shunt" se Mas o problema mais com tal tipo de amperimetro reside no fa to de que a própria resistência parasita do contato de Sl é compará - vel, em grandeza com o valor de "shunt". Isto porque, em amperimetro' usuais, tais valores de "shunt" chegam a alcançar até frações de ohm. Com a variação da resistência parasita do contato, com o envelhecimen to da chave, pode-se chegar a tornar imprecisa a leitura, visto haver alteração da resistência total paralelo com o medidor. Estes problemas são resolvidos atravês da utilização do cha- mado "shunt de Ayrton", "shunt universal", ou mesmo "shunt em anel". b) "Shunt de Ayrton" O amperimetro de escala múltiplas por "shunt de Ayrton", es- tã representado na figura 3.4, abaixo: AL) No Rsh 1 Rsh 2 Rsh 3 [ ) [ ; 1 ) 2 1 f 3 o Terminais de Medidas ("Pontas de prova") Figura 3.4 - Amperimetro de três escalas, em "Shunt de Ayr- ton". Nota-se que este tipo de circuito resolve muitos dos proble- mas do circuito anterior. A resistência dos contatos de Sl não altera o valor do "shunt" total, e apenas influi, em valor mínimo, na corren te a medir; a transposição da posição da chave Sl de uma posição para outra, com a corrente ligada, não sobrecarrega o medidor, pois este fil ca totalmente desligado na posição intermediária da chave. Além do mais, a não ser quando se utiliza a escala mínima de corrente (que é sempre maior em Io) sempre estarão resistências de "shunt" em série com o medidor, dando-lhe alguma proteção adicional. Para desenvolver um método de calcular o "shunt de Ayrton", & necessário generalizar o caso do circuito de escalas múltiplas da fi- gura 3:4, Admitlhdosse que um amperímetro em "shunt de Ayrton", em qualquer escala pode ser resumido ao circuito da figura 3.5, torna-se mais fácil deduzir uma expressão para o cálculo. q | / (á Para calcular o "shunt de Ayrton" através de (3.12) é| 12 necessário utilizar uma metodologia de trabalho determinado. É ela: a) Calcula-se o "shunt" para a escala mais baixa de corrente, como se fosse um "shunt" isolado, isto é, através de (3.5) ou (3.8), conforme o caso. Aliãs o "shunt de Ayrton", colocado na posição de mais baixa corrente, é equivalente ao próprio "shunt", individual. Es te valor, calculado neste item, constitui o valor R, sendo a soma de todos os resistores individuais de "shunt". b) Conhecendo-se R e Rj, já que este último & característica" do medidor empregado, calcula-se atravês de (3.12) os valores de r pa ra escala separadamente. c) Com todos os valores cbtidos, acertam-se os resultados pa- ra que, conforme o item (a): R=R + R + Ron 3 TP! usena (3.13) O exemplo 2 procurará ilustrar esta sistemática de trabalho. EXEMPLO 2 - Calcular um amperimetro para as seguintes escalas a) 100 (mA); Db) 250 (ma); c) 500 (mA). Utilizar um medidor' de 0 - 10(mA) e 100 (1n.). SOLUÇÃO: O circuito do amperímetro estã ilustrado na figura Du6s A menor das escalas é a de 100(mA). O cálculo deve começar, ! normalmente, por este valor de corrente. A menor das escalas é a de 100(mA), quando a chave estã liga- da a A. Portanto, o valor de R será: Para n = E + conforme (3.6), vem: n = —100 (ma) $ T 10 JmA) n = 10 Logo, conforme (3.5) n= 11(0) Rn R=—> RE 00 (NM) n- 1 9 É conveniente lembrar aqui, que, conforme (3.13) 10 940) =Rn4 + Rn2*+Ron3 Para as outras escalas, basta calcular por (3.12): Escala de 250 (mA) n --250(MA) 429 10 (ma) tia at cg q EAD à, 4 E cui n é as as á “Escala de 500 (ma) at e 2500(mA) lis 50 N 10 (ma) E 2,2 (n) ja! I Comparando-se as figuras 3.6 e 2.5, verifica-se imediatamente que: Rn 35 (para 500 (mA) ou seja Ren 4 E 2,240) Para calcular Ron 2" tem-se: Ron 27r (para 250 (mA) - Rsh 3 Ou seja: Rn q E 4,4 (0) — ne (Ar) Rop E 2,2(n) Finalmente: Roni Ro (no tRna) o Rn Mo Hi frd) R$n 15 6:60) a Rsh 1 Ss 8 e ad A-I o =lo(ma Rsh 2 (3) E . Ar Rq = 100(n) Rsh 3 o Figura 2.3.6 - Circuito do exemplo 2. 3.3 - PRECISÃO, EFEITO DE CARGA E LIGAÇÃO DE AMPERÍMETROS Alguma coisa sobre a precisão dos amperímetros jã foi falada, quando comentou-se a respeito do problema da resistência rasita do contato da chave comutadora. Realmente, embora em amperímetros comuns sem grandes requisitos de precisão, são aceitáveis erros de leitura da etro de ordem de +5%, todo o cuidado no projeto e construção Se emperi ve ser considerado. No cálculo da potência dissipada nos "shunts" por exemplo, deve ser considerado em cálculo super-dimensicnado, devido o fato de haver necessidade de se conservar o valor do "shunt" constan- te mesmo em regime de dissipação de potência. De fato, devido ao bai- xos valores de “shunt" geralmente utilizados, com a circulação das cor rentes relativamente altas do circuito, o aumento da temperatura no fio resistivo do "shunt" igoraimente níquel crcno, ou constantan) po- de alterar, mesmo eve moda pousa, o sou valór rapiszivo, Com isto, po fle alterar, mesmo que seja pouco, o seu valor resistivo. na Pd de segurança. Isto pode ser visto na figura 3.7. a Dad Tor Le o RL Ex [ RL, ; a; On af + Figura 3.7 - Disposição típica de medida com amperimetro. Na figura 3.7 nota-se que tanto A, como A, medem a mesma cor- rente, que é a corrente total do circuito. Entretanto, o amperimetro corretamente ligado será Agr pois estã colocado em menor potencial.Da mesma forma entre A, e A, (que medem a corrente por RL), o mais cor- reto é A,. As polaridades de ligação podem ser verificadas também, e 2 na ligação real devem ser estritamente obedecidas. 3909000099000000009900900000000909000099000000000000050 O sa: pregam ess ques si mer e ti ra id a exis) TM 1 ES caso Egas É. me! Ot ro rasas raia Eanes Go 0 cando io mai se 0 Cp A q cr o ni ii a ia et E