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Documento contendo notas sobre as representações de schrödinger e heisenberg na teoria de campos. Aborda conceitos como amplitudes de probabilidade, funções de green e transformadas de lagrange. Além disso, discute a importância de derivadas espaciais dos campos e a relação entre matrizes métricas e vetores covariante e contravariante.
Tipologia: Notas de estudo
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CBPF-MO-002/
Notas de Aula
Maria Teresa Thomaz Centro Brasileiro de Pesquisas Fsicas { CBPF/CNPq Rua Dr. Xavier Sigaud, 150 22290-180 { Rio de Janeiro, RJ { Brasil
A todos aqueles que se sentem capazes de lutar para realizar seus sonhos.
{ iii { CBPF-MO-002/
a serem feitas. Se vo c^e que as ler tiver algumas correc~oes a sugerir, lhe serei muito grata, ja que esta e a primeira vers~ao das notas. No futuro proximo quando novamente eu tiver a op ortunidade de reapresentar este mini-curso, esp ero fazer novas mo di cac~oes inclusive de conte udo. Por ultimo, gostaria de agradecer a to dos que insistiram que eu apresentasse o mini- curso, p ois so assim essas notas foram resgatadas do seu futuro de amarelo-arquivo. N~ao ha como deixar de agradecer muito a to do o esforco do Toninho na digitac~ao dessas notas, e a a juda inestimavel ao Antonio, Iraziet e Onofre que zeram a segunda revis~ao de to do o texto.
Niteroi, 26 de marco de 1996. Maria Teresa Climaco dos Santos Thomaz Instituto de Fsica, UFF
{ iv { CBPF-MO-002/
Gostaria de agradecer ao Jose Ab dalla p elo convite para apresentar este mini-curso aos alunos da Co ordenac~ao de Formac~ao Cient ca do Centro Brasileiro de Pesquisas Fsicas /CNPq. Desta forma tive a op ortunidade de rever as minhas notas, no que mo di quei 40% do conte udo original. Entretanto, continua o seguinte misterio: temos um n umero nito de palavras e formulas, mas in nitos erros!!! Por favor, me avise dos erros que vo c^e encontrar nessas notas.
Niteroi, 2 de julho de 1997. Maria Teresa Climaco dos Santos Thomaz Instituto de Fsica, UFF
P.A.M. Dirac, Physik Z. Sowjetunion 3 , 64 (1933). R.P. Feynman , Rev. Mo d. Phys. 20 , 267 (1948); Phys. Rev. 80. 440 (1950)
E.S. Ab ers, B.W. Lee, Phys. Rep. 9C, 1 (1973). H.M. Nussenzveig,Integrais de Trajetoria, Escola de Ver~ao Jorge Andre Swieca, Partculas e Camp os, 1981 (pag. 127).
Obs.: Os artigos originais est~ao contidos no livro Selected Papers on Quantum Electrody- namics, editado p or J. Schwinger.
A descric~ao da Mec^anica Qu^antica (MQ) a la Schrodinger e Heisenb erg e feita atraves da hamiltoniana do sistema. Entretanto, em 1933, Dirac apresenta uma formulac~ao da Mec^anica Qu^antica usando a lagrangeana do sistema. Dirac a rma que, classica- mente, as formulac~oes lagrangeana e hamiltoniana s~ao equivalentes, e que, p ortanto, essa equival^encia deve aparecer na M.Q. Alem disso, a formulac~ao lagrangeana e covariante, uma vez que a ac~ao e um escalar de Lorentz, enquanto a formulac~ao hamiltoniana n~ao o e. A formulac~ao lagrangeana p o deria ser mais facilmente utilizada para se tratar sistemas qu^anticos relativsticos.
0 Ldt^ ; (1)
onde L e a lagrangeana do sistema, e a tra jetoria escolhida para calcular a ac~ao e a tra jetoria CL ASSICA que tenha como condic~ao de contorno as p osic~oes q (t 0 ) e q (t) como estados inicial e nal resp ectivamente. Na formulac~ao de Feynman, como iremos ver, para um intervalo de temp o nito, temos que considerar to dos os p ossveis caminhos que levam da p osic~ao q (t 0 ) em t = t 0 ate a
p osic~ao q (t), no instante t. A contribuic~ao de cada caminho para o pro cesso qu^antico e dada p or
e
0 Ldt^ ; (2)
onde a ac~ao e calculada tomando-se aquela dada tra jetoria. Na formulac~ao de Schrodinger e Heisenb erg para a MQ, trabalhamos com op eradores que agem sobre vetores de estado, enquanto que na formulac~ao de Feynman trabalharemos ap enas com func~oes. As tr^es formulac~oes (Schrodinger, Heisenb erg e Feynman) da M.Q. s~ao equivalentes.
Na MQ de op eradores existem duas representac~oes que s~ao as mais usadas: a rep- resentac~ao de Schrodinger e a representac~ao de Heisenb erg. Vamos fazer uma p equena revis~ao do que s~ao essas duas representac~oes^1.
i) Representac~ao de Schrodinger: a) Din^amica dos op eradores: Seja OS um op erador na representac~ao de Schrodinger. Na representac~ao de Schrodinger o op erador n~ao varia no temp o:
dOS dt
qu^antico na representac~ao de Schrodinger. A din^amica dos vetores de estado nesta representac~ao e dada p or:
dt
escrever formalmente que,
O ndice S esta presente para lembrar que as quantidades est~ao sendo descritas na representac~ao de Schrodinger. (^1) Estaremos, de agora em diante, usando as unidades naturais, nas quais h = c = 1.
tovalores s~ao indep endentes do temp o. O que o corre e que os op eradores variam de instante para instante, de forma que o conjunto completo de seus autovetores
sua decomp osic~ao esp ectral na base dos auto estados do op erador neste instante e
o
As representac~oes de Schrodinger e Heisenb erg est~ao ligadas atraves de uma tran- formac~ao unitaria,
e
QS = e iHt^ QH (t)eiHt^ : (15) No nosso caso, a matriz de transformac~ao unitaria e:
U (t; 0) = e iHt^ : (16)
O ob jeto que nos da informac~oes fsicas sobre o sistema s~ao as probabilidades. Entre- tanto, a MQ nos da a evoluc~ao din^amica das amplitudes de probabilidade. Vamos ent~ao obter as amplitudes de probabilidade nas duas representac~oes.Ap enas para simpli car a notac~ao, vamos tratar do problema qu^antico de uma partcula em uma dimens~ao espacial e uma dimens~ao temp oral. Seja F (q 0 ; t^0 ; q ; t) a amplitude de probabilidade da partcula, estando na p osic~ao q no instante t, ser encontrada na p osic~ao q 0 no instante t^0. Temos ent~ao
que, escrita na representac~ao de Schrodinger, ca^3
p osic~ao e completo,