Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


integral de linha, Notas de estudo de Engenharia Informática

Arquivos com assunto sobre integrais de linha.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 09/02/2011

maria-alice-disgu-12
maria-alice-disgu-12 🇧🇷

5

(1)

6 documentos

1 / 20

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Capítulo 5
INTEGRAIS
5.1 Integrais sobre Trajetórias
Sejam f:R3 Reγ: [a, b] R3uma parametrização da curva Cde classe C1, tais que
fγ: [a, b]R
é uma função contínua.
Definição 5.1. A integral de fao longo de γé denotada e definida por:
ZC
f=Zb
a
f(γ(t)) kγ(t)kdt
A definição é valida se γéC1por partes ou fγé contínua por partes. De fato, subdividamos o
intervalo original num número finito de subintervalos fechados tal que f(γ)kγké uma função
contínua em cada subintervalo. Consideremos a=t0< t1< ........ < tn=ba partição tal que
γié a restrição de γao subintervalo Ii= [ti, ti+1]. Denotando por Ci=γi(Ii), temos:
ZC
f=ZC1
f+ZC2
f+......+ZCn
f.
Esta integral é a generalização natural do comprimento de arco para curvas. Se f(x, y, z) = 1
para todo (x, y, z ), a integral de linha é o comprimento de arco da curva C.
ZC
1 = Zb
akγ(t)kdt.
Se Cé uma curva plana parametrizada por γef(x, y)0, a integral de fao longo de γ
representa a área da "cerca"de base Ce altura fγ, em cada (x(t), y(t)) γ.
123
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14

Pré-visualização parcial do texto

Baixe integral de linha e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia Informática, somente na Docsity!

Capítulo 5

INTEGRAIS

5.1 Integrais sobre Trajetórias

Sejam f : R^3 −→ R e γ : [a, b] −→ R^3 uma parametrização da curva C de classe C^1 , tais que

f ◦ γ : [a, b] → R

é uma função contínua.

Definição 5.1. A integral de f ao longo de γ é denotada e definida por:

C

f =

∫ (^) b

a

f (γ(t)) ‖γ′(t)‖ dt

A definição é valida se γ é C^1 por partes ou f ◦γ é contínua por partes. De fato, subdividamos o

intervalo original num número finito de subintervalos fechados tal que f (γ) ‖γ′‖ é uma função

contínua em cada subintervalo. Consideremos a = t 0 < t 1 < ........ < tn = b a partição tal que

γi é a restrição de γ ao subintervalo Ii = [ti, ti+1]. Denotando por Ci = γi(Ii), temos:

C

f =

C 1

f +

C 2

f +...... +

Cn

f.

Esta integral é a generalização natural do comprimento de arco para curvas. Se f (x, y, z) = 1

para todo (x, y, z), a integral de linha é o comprimento de arco da curva C.

C

∫ (^) b

a

‖γ′(t)‖dt.

Se C é uma curva plana parametrizada por γ e f (x, y) ≥ 0 , a integral de f ao longo de γ

representa a área da "cerca"de base C e altura f ◦ γ, em cada (x(t), y(t)) ∈ γ.

124 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

γ

f( γ )

z

y

x

Figura 5.1: "Cerca"de base C.

Exemplo 5.1.

[1] Calcule

γ

f se γ(t) = (t^2 , t^3 , 0) tal que t ∈ [− 1 , 1] e f (x, y, z) = 1 + x y z.

f (γ(t)) = f (t^2 , t^3 , 0) = 1, γ′(t) = (2 t, 3 t^2 , 0) e ‖γ′(t)‖ = t

4 + 9 t^2 , logo:

γ

f =

− 1

t

4 + 9 t^2 dt =

Figura 5.2: Exemplo [1].

[2] Calcule

γ

f se γ(t) = (t, 3 t, 2 t) tal que t ∈ [1, 3] e f (x, y, z) = y z.

f (γ(t)) = f (t, 3 t, 2 t) = 6 t^2 , γ′(t) = (1, 3 , 2) e ‖γ′(t)‖ =

14 , logo:

γ

f = 6

1

t^2 dt = 52

[3] Calcule

γ

f se γ(t) = (1, 2 , t^2 ) tal que t ∈ [0, 1] e f (x, y, z) = e

√ z (^).

f (γ(t)) = f (1, 2 , t^2 ) = et, γ′(t) = (0, 0 , 2 t) e ‖γ′(t)‖ = 2 t; logo:

γ

f = 2

0

t et^ dt = 2.

126 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

i

0

i+

γ n

γ

γ

γ

x

z

y

Figura 5.3:

Se n é grande (n → +∞), a poligonal aproxima-se da curva C = γ(I), ∆ti = ti+1 − ti é pequeno

e o deslocamento da partícula de γi até γi+1 é aproximado pelo vetor:

~vi = γi+1 − γi.

γ 0

γ n

ti

v

γ i+

γ i

’ (^) γ i

x

z

y

Figura 5.4:

Para n grande, da definição de vetor tangente:

v ~i ∼= γ

′ i ∆ti.

Por outro lado, F (γ(t)) é quase constante no intervalo [ti, ti+1] e:

F (γi) · v~i ∼= F (γi) · γ

′ i ∆ti.

A soma de Riemann:

Wn(F ) =

∑^ n

i=

F (γi) · γ

′ i ∆ti

5.2. INTEGRAIS DE LINHA DE CAMPOS DE VETORES 127

é uma boa aproximação do trabalho total realizado pela força F para deslocar a partícula; então,

é natural definir o trabalho realizado por F para deslocar a partícula ao longo de C de γ(a) = A

até γ(b) = B por:

W (F ) = lim |∆ti|→ 0

∑^ n

i=

F (γi) · γ

′ i ∆ti,

que é a integral de Riemann da função contínua (F ◦ γ)(t) no intervalo [a, b]; então:

W (F ) =

∫ (^) b

a

F (γ(t)) · γ

′ (t) dt,

se o limite existe. É possível provar que se o limite existe, independe da escolha da partição e

da parametrização.

Sejam F : A ⊂ Rn^ −→ Rn^ um campo de vetores contínuo e γ : [a, b] −→ Rn^ uma parame-

trização da curva C de classe C^1 tal que γ

[a, b]

⊂ A e F ◦ γ : [a, b] −→ Rn^ seja uma função

contínua.

Definição 5.2. A integral de linha de F ao longo de C é denotada e definida por:

C

F =

∫ (^) b

a

F (γ(t)) · γ′(t) dt

onde F (γ(t)) · γ′(t) é o produto escalar em Rn^ dos vetores F (γ(t)) e γ′(t).

A definição é valida se F ◦ γ é contínua por partes. A integral de linha de F ao longo de C

poder ser calculada como uma integral de trajetória para uma f apropriada. De fato, seja ~t(t)

o vetor tangente unitário a γ(t), que suporemos não nulo para todo t; então:

f (γ(t)) = F (γ(t)) · ~t(t) = F (γ(t)) ·

γ′(t)

‖γ(t)‖

que é a componente de F tangente à curva, ou equivalentamente, a componente de F é a

projeção de F sobre o vetor tangente unitário à curva; logo:

C

F =

∫ (^) b

a

F (γ(t)) ·

γ′(t)

‖γ(t)‖

‖γ

′ (t)‖ dt.

Notações

É comum usar as seguintes notações:

No Espaço

Sejam F 1 , F 2 e F 3 as componentes do campo F e a curva γ(t) = (x(t), y(t), z(t)); então:

F (γ(t)) · γ′(t) = F 1 (γ(t))

dx

dt

  • F 2 (γ(t))

dy

dt

  • F 3 (γ(t))

dz

dt

logo: ∫

C

F =

C

F 1 dx + F 2 dy + F 3 dz =

∫ (^) b

a

F 1 (t) dx + F 2 (t) dy + F 3 (t) dz

5.2. INTEGRAIS DE LINHA DE CAMPOS DE VETORES 129

Logo, t = 0 e t =

π

6

. Então, a parametrização da curva é: γ(t) = (3 cos(t), 3 sen(t)), 0 ≤ t ≤

π

6

x

y

Figura 5.6: Exemplo [2].

O vetor tangente a γ é γ′(t) = 3 (−sen(t), cos(t)), F (γ(t)) =

(−sen(t), cos(t)); logo temos que

F (γ(t)) · γ′(t) = 1; então: ∫

C

F =

∫ π 6

0

dt =

π

6

[3] Calcule

C

cos(z) dx + ex^ dy + ey^ dz, se C é dada por:

γ(t) = (1, t, et), 0 ≤ t ≤ 2.

0.0 0. 1.0 1.

2

4

6

Figura 5.7: γ do exemplo [3].

Temos

dx

dt

dy

dt

= 1 e

dz

dt

= et, logo:

C

cos(z) dx + e

x dy + e

y dz =

0

(0 + e + e

2 t )dt = 2 e +

e^4

2

130 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

[4] Calcule

C

sen(z) dx + cos(z) dy − 3

x y dz, onde C é a curva parametrizada por:

γ(t) = (cos

3 (t), sen

3 (t), t), 0 ≤ t ≤

7 π

2

Figura 5.8: γ do exemplo [4].

Temos

dx

dt

= − 3 cos

2 (t) sen(t),

dy

dt

= 3 sen

2 (t) cos(t) e

dz

dt

= 1, logo:

C

sen(z) dx + cos(z) dy − 3

x y dz = −

∫ 7 π 2

0

cos(t) sen(t)

dt = −

[5] Calcule

C

x^2 dx + x y dx + dz, se C é dada por γ(t) = (t, t^2 , 1), 0 ≤ t ≤ 1.

Figura 5.9: γ do exemplo [5].

F (x, y, z) = (x^2 , x y, 1), F (γ(t)) = F (t, t^2 , 1) = (t^2 , t^3 , 1) e γ′(t) = (1, 2 t, 0); então:

132 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

Figura 5.11: Gráficos de C+^ e C−, respectivamente.

No espaço:

Figura 5.12: Gráficos de C+^ e C−, respectivamente.

Exemplo 5.3.

[1] Seja C o segmento de reta ligando a origem e o ponto (1, 1); então C pode ser parametrizado

por:

γ : [0, 1] −→ R^2 tal que γ(t) = (t, t).

Fazendo h(t) = 1 − t, então γ−(t) = γ(h(t)) = (1 − t, 1 − t), γ−(0) = (1, 1) e γ−(1) = (0, 0)

1

1

1

1

Figura 5.13: Gráficos de C+^ e C−, respectivamente.

5.3. INTEGRAIS DE LINHA E REPARAMETRIZAÇÕES 133

[2] Seja C o círculo unitário; então C pode ser parametrizado por:

γ(t) = (cos(t), sen(t)), t ∈ [0, 2 π];

fazendo h(t) = 2 π − t, então:

γ−(t) = γ(h(t)) = (cos(2 π − t), sen(2 π − t)) = (cos(t), −sen(t)).

Note que γ′(t) = (−sen(t), cos(t)) e γ′−(t) = (−sen(t), −cos(t)).

Figura 5.14: Gráficos de C+^ e C−, respectivamente.

A escolha de um sentido para o vetor tangente a uma curva é chamada orientação da curva;

logo, toda curva diferenciável tem duas possíveis orientações. De fato, Seja C uma curva dife-

renciável parametrizada por γ = γ(t), t ∈ [a, b]. Podemos definir o campo (contínuo) tangente

unitário, por:

T (p) =

γ′(t)

‖γ′(t)‖

onde γ(t) = p, t ∈ (a, b) e tal que lim t→a+^

T (p) e lim t→b−^

T (p) existem. No caso de uma curva fechada,

estes limites devem ser iguais.

−T também é uma orientação de C; por continuidade, temos que uma curva possui duas ori-

entações possíveis. As mudanças de orientação são refletidas na integral de linha.

Teorema 5.1. Sejam F um campo de vetores, C uma curva de classe C^1 com parametrização γ tal que

F ◦ γ é contínua e σ uma reparametrização de C_._

1. Se σ preserva orientação e σ(I) = L , então:

C

F =

L

F

2. Se σ inverte orientação, então:

C

F = −

L

F

5.3. INTEGRAIS DE LINHA E REPARAMETRIZAÇÕES 135

Exemplo 5.4.

[1] Calcule

C

F , onde F é o campo de quadrado inverso e C é parametrizada por:

γ(t) =

( (^) t^4

4

, sen

π t

, t ∈ [1, 2].

Sabemos que F é um campo gradiente com potencial f (x, y, z) =

−k √ x^2 + y^2 + z^2

; por outro

lado P = γ(1) =

e Q = γ(2) = (4, 0 , 0); logo:

C

F = f (4, 0 , 0) − f

15 k

4

[2] Sejam F (x, y) = (x^2 , x y) e C a curva formada pelo arco de parábola y = x^2 , 0 ≤ x ≤ 1 e

pelo segmento de reta que liga (1, 1) e (0, 0). Calcule

C

F.

1

1

Figura 5.15: Exemplo [2].

A curva C admite uma decomposição em 2 curvas C 1 e C 2 , com parametrizações dadas por

γ 1 (t) = (t, t^2 ) e γ 2 (t) = (1 − t, 1 − t), 0 ≤ t ≤ 1 , então:

C

F =

C 1

F +

C 2

F =

C 1

F −

C 2 −

F =

C

F =

0

(−t

2

  • 2t

4 ) dt =

onde γ

− 2 (t) = (t, t),^0 ≤^ t^ ≤^1.

[3] Seja F o campo radial de quadrado inverso, para k = − 1. Calcule:

C

F , onde C é a curva

obtida pela interseção das superfícies x^2 + y^2 = 1 e z = 4.

A superfície x^2 + y^2 = 1 é um cilindro circular reto; logo a interseção do cilindro com o plano

z = 4 é um círculo de raio 1 , que pode ser parametrizado por

γ(t) = (cos(t), sen(t), 4), t ∈ [0, 2 π].

136 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

  • 1

0

1

  • 1

0

1

0

2

4

6

Figura 5.16: Exemplo [3].

γ′(t) = (−sen(t), cos(t), 0) e F (γ(t)) · γ′(t) = 0; então

C

F = 0.

[4] Seja F (x, y) = (x y, x^2 ). Calcule

C

F , onde C é a seguinte curva:

1

1

Figura 5.17: Exemplo [4].

Parametrizamos a curva por 5 segmentos de reta:

γ

1 (t) = (0,^2 t^ −^ 1),^ γ

2 (t) = (t,^ 1)^ γ

3 (t) = (1^ −^ t,^1 −^ t),^ γ

4 (t) = (t,^ −t)^ e γ 5 + (t) = (1 − t, −1), t ∈ [0, 1].

Então: (^) ∫

C

F =

C 1 +

F +

C 2 +

F +

C 3 +

F +

C 4 +

F +

C 5 +

F,

donde obtemos:

C

F =

0

0 dt +

0

t dt − 2

0

(1 − t)

2 dt − 2

0

t

2 dt +

0

(1 − t) dt = −

[5] Determine o trabalho realizado pela força F (x, y) =

x + 2

y + 3

para deslocar uma par-

tícula ao longo da trajetória C dada por:

138 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS

Figura 5.19: Exemplo [6].

Parametrizamos a curva C = C 1 ∪ C 2 ∪ C 3 por γ, β, η : [0, 1] −→ R^2 , onde γ(t) = (t, 0 , 0),

β(t) = (1, t, 0) e η(t) = (1, 1 , t). Por outro lado γ′(t) = (1, 0 , 0), β′(t) = (0, 1 , 0) e η′(t) = (0, 0 , 1);

F (γ(t)) = (t^2 , 0 , 0), F (β(t)) = (1 + t, 0 , 0) e F (η(t)) = (2, −t, t^2 ); então: ∫

C

F = 2

0

t^2 dt =

[7] Calcule

C

F , onde F (x, y, z) = (x, y, z) e C é a curva obtida pela interseção das superfícies

x^2 + y^2 − 2 y = 0 e z = y.

  • 2
    • 1

0

1

2

x

  • 1

0

1

2

y

  • 1

0

1

2

z

Figura 5.20: Exemplo [7].

A superfície definida por x^2 + y^2 − 2 y = 0 é um cilindro circular reto de raio igual a 1 ; de fato,

x^2 + y^2 − 2 y = x^2 + (y − 1)^2 − 1 e z − y = 0 é um plano passando pela origem. A interseção é a

solução do sistema: (^) {

x^2 + y^2 − 2 y = 0

y = z,

donde obtemos a curva fechada x^2 + (z − 1)^2 = 1. O campo F é conservativo, com potencial

f (x, y, z) =

(x

2

  • y

2

  • z

2 ); logo: ∮

C

F = 0.

5.4. APLICAÇÃO 139

5.4 Aplicação

Seja F um campo de vetores contínuo que representa a força que move uma partícula ao longo

de uma curva C de classe C^2 , parametrizada por γ = γ(t), t ∈ [a, b] e tal que γ(a) = A e

γ(b) = B. Pela segunda lei de Newton, a força F agindo ao longo de C é dada por:

F (γ(t)) = m γ′′(t),

onde m é a massa da partícula; logo o trabalho realizado pela partícula é:

W =

C

F =

∫ (^) b

a

m γ′′(t) · γ′(t) dt =

m

2

∫ (^) b

a

d

dt

γ′(t) · γ′(t)

dt =

m

2

∫ (^) b

a

d

dt

‖γ′(t)‖^2 dt,

aplicando o teorema fundamental do cálculo:

W =

m

2

‖γ

′ (b)‖

2 − ‖γ

′ (a)‖

A energia cinética de uma partícula Q de massa m é dada por K(Q) =

m

2

‖v

′ (t)‖

2 , onde v = v(t)

é a velocidade da partícula; logo,

(3) W = K(B) − K(A).

Se F é um campo gradiente, isto é, F = ∇f , para alguma f de classe C^1 , a energia potencial de

uma partícula Q é P (Q) = −f (Q); logo, F = −∇P ; então:

(4) W =

C

F = −

C

∇P = −

P (B) − P (A)

De (3) e (4), temos:

P (A) + K(A) = P (B) + K(B).

Logo, se uma partícula se move de um ponto A ao ponto B, com um campo de força conserva-

tivo, a soma da energia potencial e da cinética permanece constante. Isto é conhecido como lei

da conservação da energía mecânica. O resulatado anterior pode ser estendido para sistemas

compostos por um número N de partículas como gases, fluidos, etc.

5.5 Exercícios

  1. Calcule

C

f , onde:

(a) f (x, y) = 2 x y^2 e C é parametrizada por γ(t) = (cos(t), sen(t)), 0 ≤ t ≤

π

2

(b) f (x, y) = x^2 + y^2 e C é o círculo x^2 + y^2 = 4 de A = (2, 0) a B = (0, 2).

(c) f (x, y) = x^2 + y^2 e C é a reta que liga os pontos A = (2, 0) a B = (0, 2).

(d) f (x, y) =

x^2 − y^2

x^2 + y^2

e C é o círculo x^2 + y^2 = 4 de A = (2, 0) a B = (− 1 ,

5.5. EXERCÍCIOS 141

  1. Verifique que

C

F é independente do caminho, achando seu potencial, em caso afirma-

tivo:

(a) F (x, y) = (3 x^2 y, x^3 + 4 y^3 )

(b) F (x, y) = (2 x sen(y) + 4 ex, cos(y))

(c) F (x, y) = (− 2 y^3 sen(x), 6 y^2 cos(x) + 5)

(d) F (x, y, z) = (y + z, x + z, x + y)

(e) F (x, y, z) = (y sec^2 (x) − z ex, tg(x), −ex)

(f) F (x, y, z) = (2 x x + y^2 , 2 x y + 3 y^2 , ez^ + x^2 ))

  1. Determine as constantes para que as integrais sejam independentes do caminho:

(a)

C

(y

2 − x y) dx + k (x

2 − 4 x y) dy.

(b)

C

(a z

2 − y

2 sen(x)) dx + b y cos(x) dy + x z dz.

  1. Seja F (x, y) = (x^2 y, y^2 ) e a curva C formada pela reunião dos segmentos de reta C 1 , C 2 ,

C 3 e C 4 , como na figura:

1 2 3 4

1

2

3

C 1

C 2

C

C

3

4

Figura 5.21:

(a) Parametrize a curva.

(b) Calcule

C

F.

142 CAPÍTULO 5. INTEGRAIS