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O principal objetivo dos sistemas de IA, é executar funções que, caso um ser humano fosse executar, seriam consideradas inteligentes. É um conceito amplo, e que recebe tantas definições quanto damos significados diferentes à palavra Inteligência.[4]
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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17/11/2017 às 05h
Um dos assuntos que mais tem despertado interesse atualmente no mundo diz respeito aos impactos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho no futuro. Como os avanços nessa área têm sido notáveis nos últimos anos, vários estudos tentam estimar quantos empregos os robôs irão roubar dos humanos no futuro. O que farão as pessoas que forem substituídas por esses robôs? Como deve ser a educação das nossas crianças para prepará-las para esse futuro? O professor Richard Freeman, um dos mais respeitados economistas do trabalho de Harvard, tem pesquisado esse assunto há vários anos e apresentou algumas de suas ideias em seminários recentes aqui Brasil. Segundo ele, há realmente motivos para nos preocuparmos, pois os robôs estão realizando muitas tarefas que atualmente são desempenhadas por Por Naercio Menezes Filho Naércio Aquino Menezes Filho é professor titular da Cátedra IFB, coordenador do Insper, professor associado da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) consultor da Fundação Itaú Social. Formado pela USP e doutor em economia pela Universidade de Londres, Naércio atua principalmente nas áreas de educação, mercado de trabalho, distribuição de renda, produtividade, tecnologia e desemprego. É organizador dos livros “Mercado de Trabalho no Brasil” e “Microeconomia e Sociedade no Brasil”. Fale com Naércio Menezes Filho
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Dificilmente os robôs e máquinas inteligentes entrarão em massa no país. A tendência é que fiquemos para trás humanos de forma mais rápida e eficiente. Quais as consequências disso para a nossa sociedade? A China é o país que mais produz robôs industriais multiuso atualmente, com cerca de 87 mil unidades em 2016. Enquanto isso, as empresas americanas produziram 30 mil robôs, as japonesas e coreanas 40 mil cada e as alemãs 20 mil. Já o Brasil produziu somente 1.200 robôs em 2016. Em termos de utilização, as empresas coreanas usam 5 robôs para cada 100 trabalhadores empregados, as japonesas e alemãs vem a seguir com 3, enquanto as americanas empregam 2 robôs para cada 100 trabalhadores. Porém, o mais preocupante para o trabalho humano são as máquinas inteligentes. A inteligência artificial trabalha sem parar na produção de máquinas que desempenham tarefas como reconhecimento de faces e de vozes, tradução, cálculos, interpretação de exames médicos e várias outras tarefas de forma mais eficiente que os humanos. Além disso, elas começam a aprender a tomar decisões por conta própria, sem analisar o que os humanos fizeram antes. Estudos indicam que nos próximos 50 anos essas máquinas irão superar os humanos na condução de operações no mercado financeiro, realização de cirurgias, elaboração de artigos de jornal, pesquisas em matemática e produção de best-sellers, sem o sofrimento que os grandes autores normalmente passam ao olhar para a primeira folha em branco. Os robôs poderão conduzir negociações entre empresas ou entre patrões e empregados, pois não têm emoções e já sabem qual será o resultado eficiente. Provavelmente, muitos dos chefes dos nossos filhos serão máquinas inteligentes. Como lidar com elas? Em breve essas máquinas também farão monografias de graduação e dissertações de mestrado, pois elas farão a revisão de todos os trabalhos acadêmicos já publicados sobre qualquer assunto em todas as línguas num curto espaço de tempo. Será que elas também farão teses de doutorado originais? Mensagens dos leitores Corrupção no Rio O que mais espanta nesta crise ética e moral 2 of 5 18/11/17, 10:
Mas não devemos nos preocupar muito com essas coisas aqui no Brasil, pois provavelmente nosso futuro será bem diferente. No nosso capitalismo patrimonialista, governos, empresas e trabalhadores se unirão para impedir a entrada dessas inovações disruptivas. Vale lembrar que a lei da informática proibiu a importação de computadores por vários anos e reduziu enormemente o crescimento da nossa produtividade. Os gastos com P&D realizados pelas nossas empresas é tímido e não cresceu nem mesmo após décadas de incentivos fiscais. Assim, dificilmente os robôs e máquinas inteligentes entrarão em massa no nosso país. A tendência é que fiquemos cada vez mais para trás. Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, é professor associado da FEA-USP, membro da Academia Brasileira de Ciências e escreve mensalmente às sextas-feiras. [email protected] Compartilhar 2 Tweet Share 31 () Algumas fantasias sobre as reservas e o crédito
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