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Inteligência Financeira na Crise da Pandemia: Táticas para Empresas, Manuais, Projetos, Pesquisas de Matemática

Neste documento, aprenda como empresas podem sobreviver na crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. Saiba como reduzir custos, manter funcionários e se adaptar aos novos hábitos de consumo. Além disso, descubra iniciativas para diferentes segmentos de negócios.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 22/07/2021

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fernando-henrique-faria-silva-11 🇧🇷

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Introdução Inteligência Financeira nos Negócios: A tática a adotar na crise da pandemia. Considerações Finais

ÍNDICE^10

INTELIGÊNCIA

FINANCEIRA NOS

NEGÓCIOS:

A TÁTICA

A ADOTAR NA CRISE

DA PANDEMIA

FAÇA UMA REDUÇÃO EXTREMA DE CUSTOS

É o momento de “sentar” no caixa e cortar tudo o que não é necessário. Se a personalização da embalagem é um processo caro, é hora de simplificar. Com certeza, seus clientes entenderão. Renegocie TUDO e com TODOS: impostos, fornecedores, funcionários, dívidas, etc.

Atenção: cortar custos não significa destruir o valor da sua empresa. É mais fácil cortar o brinde ao cliente ou a celebração dos funcionários, mas lembre-se que estes itens geram engajamento tanto do cliente quanto do colaborador com a sua marca.

FOQUE NOS PRODUTOS/SERVIÇOS MAIS RENTÁVEIS

Diversificar produtos/serviços é a regra de sobrevivência de qualquer negócio, mas o momento pede para sermos mais racionais e darmos foco na lucratividade da em- presa.

Estude todos os seus produtos, serviços, mercados, segmentos e permaneça com os mais rentáveis. Os demais serão ELIMINADOS. Por exemplo, um restaurante excluir do menu os pratos menos pedidos.

INTERROMPA OS INVESTIMENTOS

Pare imediatamente com qualquer projeto que tenha como objetivo a expansão do seu negócio. Se você estava para lançar algum produto novo ou loja nova, este não é o momento.

Mesmo que seja controlada a disseminação do vírus, a retomada da economia será mais lenta.

A adesão ou não a movimentos como o #naodemita depende de como cada empresa foi impactada pela crise. Há três situações principais a considerar:

  1. Empresas que não tinham reservas financeiras significativas e sofreram severa redução no seu faturamento.
  2. Empresas que tiveram redução no faturamento, mas contavam com bom capital de giro ou conseguem se desfazer rapidamente de estoques e de ativos subutilizados.
  3. Empresas que se beneficiam das mudanças de comportamento no consumo.

As empresas das situações 1 e 2 devem, na medida do possível, refazer suas estratégias com criatividade, disponibilizar sua mão de obra para iniciativas emergenciais, adaptar seu trabalho e seu preço para medidas de proteção mais rigorosas (caso de quem presta serviços essenciais) e firmar parcerias com outros negócios também fragilizados, para que cada parceiro ofereça aos clientes somente os produtos ou serviços de sua especialidade (e que gerem maiores ganhos). Com essas iniciativas, consegue-se equilibrar a responsabilidade social com a sobrevivência do negócio.

As iniciativas de bancos e governos no sentido de financiar o capital de giro são fundamentais para o sucesso de movimentos como o #naodemita. Empresários devem se unir, neste momento, para disseminar essas soluções e os canais de acesso, com o objetivo de manter a saúde da teia empreendedora de sua região.

Certamente haverá situações nas quais o esforço para manter os empregos pode levar o negócio à ruína. Nesses casos, as demissões são necessárias - cortar na carne para sobreviver. Mas é importante que esse movimento de união entre empresários e empreendedores provoque também uma rápida recolocação dessa mão de obra disponibilizada, já que há aumento da necessidade de profissionais nos negócios enquadrados na situação 3.

CRIE SISTEMAS ALTERNATIVOS DE VENDA

Aproveite o momento em que o cliente está mais flexível e crie sistemas de venda online com delivery ou implante um sistema de retirada ( drive-thru ) na sua empresa. FAÇA PARCERIAS. Como disse acima, abandone os produtos menos rentáveis - mas não abandone o cliente. Talvez para um concorrente este produto seja rentável.

Este é o momento de todos darem as mãos, fazerem parcerias e proporem formas de ajuda mútua, como a distribuição de comissões, por exemplo. Num período de fragilidade, dois concorrentes fracos podem acabar ficando pelo caminho. Lembre-se de que juntos (mesmo sendo do mesmo setor) somos muito mais fortes.

FAÇA VOUCHERS, MAS TENHA CUIDADO

Para algumas profissões, principalmente as ligadas a beleza e estética, é possível antecipar receitas oferecendo vouchers (pacotes de tratamento, por exemplo).

Mas muito cuidado, pois, ao acabar a quarentena, você continuará precisando gerar faturamento. Não ocupe mais que 50% da sua agenda com clientes que compraram vouchers.

DICAS RÁPIDAS PARA ALGUNS SEGMENTOS

Para quem não pode vender online: Além dos voucher s mencionados acima, você pode educar seus clientes, dando dicas em redes sociais de como eles podem se cuidar enquanto não conseguem recorrer aos seus serviços.

Fotógrafos: Cada dia mais as pessoas estão usando seus próprios aparelhos para tirar fotos. Crie um curso online com técnicas para as pessoas encontrarem o melhor ângulo, cenário, figurino e técnica para tirar uma boa foto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Resumidamente, há dois tipos de orientações a considerar:

Primeiro, do ponto de vista estratégico, é o momento de rever todos os processos, entender as necessidades e as limitações do consumidor e adaptar seu negócio a essa nova realidade.

Digo nova realidade porque, no meu entender, as pessoas estão se adaptando a uma urgência envolvendo restrições no convívio social, home office e uma brusca redução na renda média. Esses fatores exigem a intensificação das relações online e a otimização dos gastos, o que resultará na percepção de que existem formas mais eficientes de consumir e de viver.

Após os efeitos mais drásticos da pandemia, certamente uma parte significativa da economia adotará esses novos hábitos de forma definitiva. Os negócios devem, portanto, entender que vendas online, delivery, drive-thru e atendimentos à distância são adaptações à realidade que vieram para ficar. Os ajustes devem ser feitos pensando no longo prazo e não apenas em uma situação provisória.

O segundo conjunto de orientações se baseia em ajustes na estratégia financeira dos negócios. Empresas mais impactadas pela queda no faturamento devem cortar radicalmente os custos, baixar o Ponto de Equilíbrio (arrendar ou desfazer-se de ativos), negociar com credores, se aproximar dos clientes para antecipar vendas futuras e aproveitar as linhas de crédito de incentivo. Enxugar para sobreviver.

Uma das medidas mais importantes é limitar sua operação às linhas de produtos e serviços mais rentáveis ou com maior margem de contribuição, eliminando temporariamente as linhas de menor margem. Foco na rentabilização e não no giro de estoques. Já as empresas impactadas favoravelmente pela crise (negócios online e especializados em delivery , por exemplo) devem estudar o mercado e aproveitar o bom momento de caixa para firmar parcerias com outros negócios fragilizados e ampliar o alcance de suas atividades.

Para isso acontecer, a coordenação é essencial. Empresas menos afetadas no curto prazo sentirão o impacto da recessão em um segundo momento se houver uma queda forte no emprego, na renda e no consumo. Esse efeito cascata é pior e mais duradouro do que a interrupção de negócios causada pelo isolamento social.

Os empreendedores que mais perderam tendem a ficar mais ansiosos e pouco atentos às oportunidades. Por isso, cabe principalmente aos menos afetados provocar essa coordenação e união, sugerindo caminhos e alardeando as necessidades oriundas desse processo de transformação da maneira de consumir.

Se eu fosse sugerir uma única medida a todos que vivem dos negócios, seria: compartilhe energicamente suas ideias, suas necessidades e suas soluções. O caminho para superar mais rapidamente esta crise é pela união e pelo pensamento coletivo.

Sucesso em suas escolhas.