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Interpretação de texto, Exercícios de Língua Portuguesa

Texto para alunos de ensino médio, para disciplina de Protuguês

Tipologia: Exercícios

2024

Compartilhado em 24/06/2024

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Leia o texto e responda às questões 1 17.
PODER PÚBLICO INDIFERENTE E INCAPAZ É O
GRANDE CULPADO PELAS ENCHENTES NO RS
Por: J.R. Guzzo
O governador do Rio Grande do Sul,
comentando a tragédia que devasta o seu estado
nestes dias, entendeu que deveria passar para a
população e as autoridades uma mensagem de
harmonia. “Não é hora de procurar culpados”, disse ele.
O governador provavelmente f alou com boas
intenções. É possível, perfeitamente, que tenha razão
não é com bate-boca e fazendo cara de bravo que a
água vai baixar.
Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus
bens e pessoas de suas famílias, fica uma impressão
bem amarga. Quando, então, vão encontrar os
culpados? Ano após ano os gaúchos, e muitos outros
brasileiros, têm suas vidas arruinadas em episódios
equivalentes. Mas nunca é hora de identif icar os
culpados e é óbvio que alguém tem culpa.
Os responsáveis são as pessoas com nome e
CPF que mandam na máquina do Estado, hoje, ontem
e sempre. Não têm culpa pela chuva mas têm culpa
pela extensão dos desastres que ela provoca.
Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro, com
consequências dramaticamente diferentes. Onde o
Estado tem responsabilidade concreta perante o
cidadão, como em geral é o caso no Primeiro Mundo,
os efeitos são suportáveis; a Holanda, por exemplo,
está abaixo do nível do mar e não tem inundações. Em
lugares como o Brasil, a última coisa que passa pela
cabeça dos governantes é a vida real dos governados.
Não é por acaso. Todos eles sabem que jamais terão
de sofrer as consequências das decisões que tomam.
A devastação que as enchentes estão
causando no Rio Grande do Sul é o resultado de um
século, ou mais, da inação, da inépcia e da indif erença
do poder público, em todos os níveis, para lidar com o
fenômeno elementar da chuva. Não é possível fazerem
com que as chuvas obedeçam aos limites do
meteorologicamente correto, porém, sabem com 100%
de certeza que elas vão cair e têm a obrigação, com
os impostos que cobram e que estão hoje entre os
maiores do mundo, de trabalhar para que seus efeitos
sejam minimizados.
A catástrofe do Rio Grande do Sul prova mais
uma vez que esta obrigação continua sendo ignorada.
Ou não fazem as obras que deveriam fazer, ou fazem
as obras erradas o que é tão ruim quanto. O fato é
que o gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso, que
paga muito mais imposto do que pagava em
compensação, sof re muito mais com as enchentes.
Não há perspectivas reais de que a coisa possa
melhorar. As cheias do Guaíba, pelo que indica a
maioria dos registros, foram as piores desde 1941
quando o presidente do Brasil ainda era Getúlio Vargas.
Estamo s agora com Lula e a nova ideologia do “clima”
[...]. Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo
tamanho, ou quase. A causa, na época, era a chuva.
Hoje se diz que a causa é a “mudança”, ou a “crise”, ou
até a “emergência” climática.
Eles que estão nos governos acham uma
maravilha quando ouvem esse tipo de coisa. Sua
conclusão unânime, certificada como verdadeira pela
mídia, é: “A culpa não é nossa”. A culpa, então, é do
“homem”, do “estilo de vida”, do “capitalismo”.
https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder-
publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs/
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COMPREENDENDO O TEXTO
1. Quais razões você pode apresentar para corroborar
a classificação do texto como um artigo de opinião?
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2. Qual o tema principal abordado pelo autor do texto?
a) A comparação entre as políticas de prevenção de
enchentes no Brasil e em outros países.
b) A f alta de medidas eficazes por parte do governo
para prevenir as enchentes no Brasil.
c) A indif erença da população em relação aos
desastres causados pelas enchentes.
d) A incapacidade do poder público em resolver os
problemas causados pelas enchentes no RS.
3. No texto, qual recurso argumentativo é mais evidente
na elaboração da posição defendida pelo autor sobre o
tema?
a) Argumento explicativo, pois ele destaca as
evidências que colaboram com as enchentes.
b) Argumento de comparação, pois enfatiza as falhas
do governo como causa das enchentes.
c) Argumento de autoridade, pois cita especialistas que
corroboram sobre as enchentes.
d) Argumento de exemplificação, pois apresenta casos
concretos de cidadãos afetados pelas enchentes.
4. Qual trecho do texto, no segundo parágrafo , foi
empregado pelo autor para contrapor a declaração do
governador? Que palavra desse trecho foi utilizado
para introduzir essa oposição à fala?
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Leia o texto e responda às questões 1 – 17. PODER PÚBLICO INDIFERENTE E INCAPAZ É O GRANDE CULPADO PELAS ENCHENTES NO RS Por: J.R. Guzzo O governador do Rio Grande do Sul, comentando a tragédia que devasta o seu estado nestes dias, entendeu que deveria passar para a população e as autoridades uma mensagem de harmonia. “Não é hora de procurar culpados”, disse ele. O governador provavelmente f alou com boas intenções. É possível, perf eitamente, que tenha razão

  • não é com bate-boca e f azendo cara de bravo que a água vai baixar. Mas para o cidadão que perdeu sua casa, seus bens e pessoas de suas f amílias, f ica uma impressão bem amarga. Quando, então, vão encontrar os culpados? Ano após ano os gaúchos, e muitos outros brasileiros, têm suas vidas arruinadas em episódios equivalentes. Mas nunca é hora de identif icar os culpados – e é óbvio que alguém tem culpa. Os responsáveis são as pessoas com nome e CPF que mandam na máquina do Estado, hoje, ontem e sempre. Não têm culpa pela chuva – mas têm culpa pela extensão dos desastres que ela provoca. Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro, com consequências dramaticamente dif erentes. Onde o Estado tem responsabilidade concreta perante o cidadão, como em geral é o caso no Primeiro Mundo, os ef eitos são suportáveis; a Holanda, por exemplo, está abaixo do nível do mar e não tem inundações. Em lugares como o Brasil, a última coisa que passa pela cabeça dos governantes é a vida real dos governados. Não é por acaso. Todos eles sabem que jamais terão de sof rer as consequências das decisões que tomam. A devastação que as enchentes estão causando no Rio Grande do Sul é o resultado de um século, ou mais, da inação, da inépcia e da indif erença do poder público, em todos os níveis, para lidar com o f enômeno elementar da chuva. Não é possível f azerem com que as chuvas obedeçam aos limites do meteorologicamente correto, porém, sabem com 100% de certeza que elas vão cair – e têm a obrigação, com os impostos que cobram e que estão hoje entre os maiores do mundo, de trabalhar para que seus ef eitos sejam minimizados. A catástrof e do Rio Grande do Sul prova mais uma vez que esta obrigação continua sendo ignorada. Ou não f azem as obras que deveriam f azer, ou f azem as obras erradas – o que é tão ruim quanto. O f ato é que o gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso, que paga muito mais imposto do que pagava – em compensação, sof re muito mais com as enchentes. Não há perspectivas reais de que a coisa possa melhorar. As cheias do Guaíba, pelo que indica a maioria dos registros, f oram as piores desde 1941 quando o presidente do Brasil ainda era Getúlio Vargas. Estamos agora com Lula e a nova ideologia do “clima” [...]. Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase. A causa, na época, era a chuva. Hoje se diz que a causa é a “mudança”, ou a “crise”, ou até a “emergência” climática. Eles que estão nos governos acham uma maravilha quando ouvem esse tipo de coisa. Sua conclusão unânime, certif icada como verdadeira pela mídia, é: “A culpa não é nossa”. A culpa, então, é do “homem”, do “estilo de vida”, do “capitalismo”. https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/poder- publico-indiferente-incapaz-culpado-pelas-enchentes-rs/
     **COMPREENDENDO O TEXTO** 
    1. Quais razões você pode apresentar para corroborar a classif icação do texto como um artigo de opinião?





    1. Qual o tema principal abordado pelo autor do texto? a) A comparação entre as políticas de prevenção de enchentes no Brasil e em outros países. b) A f alta de medidas ef icazes por parte do governo para prevenir as enchentes no Brasil. c) A indif erença da população em relação aos desastres causados pelas enchentes. d) A incapacidade do poder público em resolver os problemas causados pelas enchentes no RS.
    2. No texto, qual recurso argumentativo é mais evidente na elaboração da posição def endida pelo autor sobre o tema? a) Argumento explicativo, pois ele destaca as evidências que colaboram com as enchentes. b) Argumento de comparação, pois enf atiza as f alhas do governo como causa das enchentes. c) Argumento de autoridade, pois cita especialistas que corroboram sobre as enchentes. d) Argumento de exemplif icação, pois apresenta casos concretos de cidadãos af etados pelas enchentes.
    3. Qual trecho do texto, no segundo parágraf o, foi empregado pelo autor para contrapor a declaração do governador? Que palavra desse trecho f oi utilizado para introduzir essa oposição à f ala?





  1. Releia: “É possível, perfeitamente, que tenha razão – não é com bate-boca e fazendo cara de bravo que a água vai baixar.” No trecho acima, o autor expressou uma crítica implícita através de uma f igura de linguagem para transmitir uma mensagem ao leitor. Observando os aspectos linguísticos, qual f igura de linguagem foi utilizada nesse trecho? a) Euf emismo. b) Sarcasmo. c) Hipérbole. d) Metáf ora.
  2. O uso das aspas em: “Não é hora de procurar culpados” (1º parágraf o) tem a f unção de a) destacar uma expressão f ormal. b) enf atizar a importância da f rase no texto. c) indicar a f ala direta do governador. d) sinalizar uma citação de outra f onte.
  3. Indique se os trechos a seguir apresentam f ato ou opinião. a) “... e é óbvio que alguém tem culpa.”

b) “Calamidades naturais ocorrem no mundo inteiro...”


c) “O gaúcho de carne e osso sente, no seu bolso...”


d) “... o que é tão ruim quanto.”


e) “As cheias do Guaíba, pelo que indica a maioria dos registros, f oram as piores desde 1941...”


f ) “Eles que estão nos governos acham uma maravilha...”


g) “Havia, há mais de 80 anos, inundações do mesmo tamanho, ou quase.”


  1. Classif ique os termos sublinhados nos f ragmentos retirados do texto de acordo com a f unção que eles estabelecem, colocando a numeração indicada entre parênteses. ( 1 ) Tempo ( 2 ) Lugar ( 3 ) Oposição ( 4 ) Finalidade ( 5 ) Conclusão ( 6 ) Intensidade ( 7 ) Negação ( 8 ) Alternância a. ( ) “Onde o Estado tem responsabilidade...” b. ( ) “... prova mais uma vez que esta obrigação...” c. ( ) “... desde 1941 quando o presidente...” d. ( ) “... de trabalhar para que seus ef eitos sejam...” e. ( ) “... mas têm culpa pela extensão...” f. ( ) “Ou não f azem as obras que deveriam...” g. ( ) “Todos eles sabem que jamais terão...” h. ( ) “... o que é tão ruim quanto.” i. ( ) “A culpa, então, é do homem...” j. ( ) “... porém, sabem com 100% de certeza...”
    1. Qual exemplo o autor do texto usou para evidenciar ao leitor que as enchentes no Brasil podem ser prevenidas?




    1. O autor sugere ser o motivo principal das enchentes no Rio Grande do Sul a a) negligência do governo em realizar as obras necessárias. b) mudança climática causada pelo estilo de vida capitalista. c) f alta de interesse dos governantes em resolver o problema. d) intensidade das chuvas, que estão além do controle humano.
    2. Para você, por que o autor do texto escolheu a expressão "carne e osso" (5º parágraf o) para descrever o cidadão gaúcho?



    1. No trecho: “Sua conclusão unânime...” (último parágraf o), a palavra grif ada signif ica a) debate unif icado. b) concordância plena. c) discussão acalorada. d) discordância conjunta.
    2. Segundo o texto, quem são os verdadeiros responsáveis pelas consequências das enchentes no Brasil?


    1. De acordo com o autor, por que as enchentes no Rio Grande do Sul continuam sendo um problema recorrente?



    1. Indique a que / quem as expressões destacadas de ref erem. a) “... pela extensão dos desastres que ela provoca.”

    b) “Todos eles sabem que jamais terão de sof rer...”
    1. Em: “... é o resultado de um século, ou mais, da inação, da inépcia e da indif erença do poder público...”, as três palavras grif adas visam transmitir um único signif icado, que pode ser resumido pela palavra a) compromisso b) insensibilidade. c) passividade. d) negligência.
    2. Você concorda com a opinião do autor do texto sobre o assunto abordado? Por quê?