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Interpretação de texto., Provas ENEM de Português (Gramática - Literatura)

Interpretação de texto sobre a educação brasileira e seus desafios.

Tipologia: Provas ENEM

2023

Compartilhado em 28/08/2023

alceu-amaral-da-silva
alceu-amaral-da-silva 🇧🇷

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bg1
Se olharmos para a educação nas últimas décadas, nos
assustaremos com tanta transformação que o setor
sofreu, após anos seguindo um modelo quase imutável.
A educação como um todo está atravessando uma fase
de profundas mudanças, mas ainda existe uma grande
distância entre as possibilidades que se apresentam e a
realidade vista em sala de aula.
Uma proposta educacional que insista em ser conteudista e transmissiva não tem mais espaço no
ambiente escolar. Entretanto, o que observamos, na grande maioria das vezes, é a repetição de estratégias
que perpetuam o aluno como um sujeito passivo na aprendizagem, a despeito das discussões sobre um novo
protagonismo em sala de aula.
Colocar o aluno como sujeito ativo no processo e autônomo na gestão de sua aprendizagem não é tarefa
fácil, até porque os cursos de formação inicial dos professores continuam, em sua maioria, não sendo
organizados e pensados nessa perspectiva. Nesse sentido, a
formação contínua dos docentes e dos gestores em educação ainda
precisa incorporar novos valores e pontos de vista que não se atenham
apenas a ações superficiais vinculadas a temas da “moda”.
Cada vez mais observamos propostas de uso de inteligência
artificial, big data, plataformas adaptativas, neuroeducação, em uma
tentativa de “pular” essa etapa de formar o professor e fazer o aluno
desenvolver seu próprio processo de aprendizagem, de forma isolada.
Ninguém duvida de que todos esses recursos são muito importantes para ampliar a efetividade do ensino e
o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Eles permitem personalizar mais a aprendizagem, respeitar o
ritmo e o perfil dos alunos no espaço virtual, nos seus tempos de estudo e assimilação dos conteúdos. Todo
esse avanço tecnológico também serve para apoiar o professor na análise de possíveis não aprendizagens e
das intervenções necessárias.
Mas, vale dizer, é preciso que o professor seja um designer desse percurso, capaz de olhar para os dados e
planejar rotas e reconhecer o impacto de suas ações, fazer mediações e perguntas importantes para
desencadear processos reflexivos de construção do conhecimento, mediar relações interpessoais e
replanejar trajetórias, sempre que necessário.
Para além de incentivar o professor a ser mais questionador e permitir que o aluno chegue às suas
próprias conclusões sobre o que está aprendendo, é cada vez mais exigido que o docente também tenha
condições de acompanhar de perto o desenvolvimento das habilidades emocionais dos seus alunos. Só
assim essas crianças e jovens terão melhores condições para lidar com uma realidade cada vez mais
complexa.
O professor tem a missão, enfim, de apoiar e incentivar seus alunos para que, no futuro, estejam prontos
para atuar de maneira responsável numa sociedade e num mundo do trabalho em constante transformação.
Por tudo isso, podemos, sem sombra dúvida, dizer que não se trata do fim da atuação do professor em sala
de aula. É apenas o começo de um novo papel a ser desempenhado por esse profissional, que se tornou
mais importante do que nunca.44
Os artigos publicados peloFórum CNN4buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os
principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo.
1) Reescreva o trecho onde a autora faz uma contextualização, para abordar o tema.
2) O substantivo “transformação” no último parágrafo tem ligação semântica com:
A) Professor, pois ele é o aríete de toda transformação.
B) Sociedade, pois este é um substantivo que concorda com outro substantivo.
C) Mundo do trabalho, pois este é sujeito e o termo em questão objeto indireto deste.
D) Sociedade e mundo do trabalho, pois ambos concordam e se ligam pela preposição “num”
3) Apalavra “transformação” resebe o mesmo tratamento de sentido do início ao fim do texto?
4) O termo “protagonismo em sala de aula.” É usado pela autora como:
A) Referência de escola avançada e que visa o futuro
B) Referência de escola destituída de contextualização com o mundo contemporâneo
C) É argumento que justifica a adversidade iniciada pelo uso da conjunção “Entretanto”
D) É exemplo de boa prática de bons professores ligados ao futuro da educação.
5) Para que a “realidade mais complexa” é argumento para a preparação dos jovens?
6) Como a autora enxergar o papel do professor diante da realidade contemporânea?

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Se olharmos para a educação nas últimas décadas, nos assustaremos com tanta transformação que o setor sofreu, após anos seguindo um modelo quase imutável. A educação como um todo está atravessando uma fase de profundas mudanças, mas ainda existe uma grande distância entre as possibilidades que se apresentam e a realidade vista em sala de aula. Uma proposta educacional que insista em ser conteudista e transmissiva não tem mais espaço no ambiente escolar. Entretanto, o que observamos, na grande maioria das vezes, é a repetição de estratégias que perpetuam o aluno como um sujeito passivo na aprendizagem, a despeito das discussões sobre um novo protagonismo em sala de aula. Colocar o aluno como sujeito ativo no processo e autônomo na gestão de sua aprendizagem não é tarefa fácil, até porque os cursos de formação inicial dos professores continuam, em sua maioria, não sendo organizados e pensados nessa perspectiva. Nesse sentido, a formação contínua dos docentes e dos gestores em educação ainda precisa incorporar novos valores e pontos de vista que não se atenham apenas a ações superficiais vinculadas a temas da “moda”. Cada vez mais observamos propostas de uso de inteligência artificial, big data, plataformas adaptativas, neuroeducação, em uma tentativa de “pular” essa etapa de formar o professor e fazer o aluno desenvolver seu próprio processo de aprendizagem, de forma isolada. Ninguém duvida de que todos esses recursos são muito importantes para ampliar a efetividade do ensino e o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Eles permitem personalizar mais a aprendizagem, respeitar o ritmo e o perfil dos alunos no espaço virtual, nos seus tempos de estudo e assimilação dos conteúdos. Todo esse avanço tecnológico também serve para apoiar o professor na análise de possíveis não aprendizagens e das intervenções necessárias. Mas, vale dizer, é preciso que o professor seja um designer desse percurso, capaz de olhar para os dados e planejar rotas e reconhecer o impacto de suas ações, fazer mediações e perguntas importantes para desencadear processos reflexivos de construção do conhecimento, mediar relações interpessoais e replanejar trajetórias, sempre que necessário. Para além de incentivar o professor a ser mais questionador e permitir que o aluno chegue às suas próprias conclusões sobre o que está aprendendo, é cada vez mais exigido que o docente também tenha condições de acompanhar de perto o desenvolvimento das habilidades emocionais dos seus alunos. Só assim essas crianças e jovens terão melhores condições para lidar com uma realidade cada vez mais complexa. O professor tem a missão, enfim, de apoiar e incentivar seus alunos para que, no futuro, estejam prontos para atuar de maneira responsável numa sociedade e num mundo do trabalho em constante transformação. Por tudo isso, podemos, sem sombra dúvida, dizer que não se trata do fim da atuação do professor em sala de aula. É apenas o começo de um novo papel a ser desempenhado por esse profissional, que se tornou mais importante do que nunca. Os artigos publicados pelo Fórum CNN buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo.

  1. Reescreva o trecho onde a autora faz uma contextualização, para abordar o tema.
  2. O substantivo “transformação” no último parágrafo tem ligação semântica com: A) Professor, pois ele é o aríete de toda transformação. B) Sociedade, pois este é um substantivo que concorda com outro substantivo. C) Mundo do trabalho, pois este é sujeito e o termo em questão objeto indireto deste. D) Sociedade e mundo do trabalho, pois ambos concordam e se ligam pela preposição “num”
  3. Apalavra “transformação” resebe o mesmo tratamento de sentido do início ao fim do texto?
  4. O termo “protagonismo em sala de aula.” É usado pela autora como: A) Referência de escola avançada e que visa o futuro B) Referência de escola destituída de contextualização com o mundo contemporâneo C) É argumento que justifica a adversidade iniciada pelo uso da conjunção “Entretanto” D) É exemplo de boa prática de bons professores ligados ao futuro da educação.
  5. Para que a “realidade mais complexa” é argumento para a preparação dos jovens?
  6. Como a autora enxergar o papel do professor diante da realidade contemporânea?