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Interpretação de textos, Manuais, Projetos, Pesquisas de Língua Portuguesa

AaaaaApostila de intepretação de textos para concursos

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 04/02/2020

alvaro-caldeira-6
alvaro-caldeira-6 🇧🇷

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bg1
Curso Cód. 2.815 - 2006
Apostila De Língua Portuguesa
Conteúdo:
1. Interpretação de textos
2. Tipologia textual
3. Paráfrase, perífrase, síntese e resumo
4. Significação literal e contextual de vocábulos
5. Processos coesivos de referência
6. Coordenação e subordinação
7. Emprego das classes de palavras a) Substantivo b) Adjetivo c) Artigo d) Numeral
e)Pronomes f) Verbo g) Advérbio h) Preposição i) Interjeição
8. Estrutura, formação e representação das palavras
9. Ortografia oficial
10. Pontuação
11. Concordância nominal
12. Regência verbal e nominal
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Curso Cód. 2.815 - 2006

Apostila De Língua Portuguesa

Conteúdo:

  1. Interpretação de textos
  2. Tipologia textual
  3. Paráfrase, perífrase, síntese e resumo
  4. Significação literal e contextual de vocábulos
  5. Processos coesivos de referência
  6. Coordenação e subordinação
  7. Emprego das classes de palavras a) Substantivo b) Adjetivo c) Artigo d) Numeral

e)Pronomes f) Verbo g) Advérbio h) Preposição i) Interjeição

  1. Estrutura, formação e representação das palavras
  2. Ortografia oficial
  3. Pontuação
  4. Concordância nominal
  5. Regência verbal e nominal

INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

ORIENTAÇÃO PARA AS QUESTÕES DE TEXTO

  1. Ler d uas v ez es o te xto. A pri meira p ara ter no çã o do a ssu nto , a se gun da p ara p re sta r ate nçã o às p artes.

Lembrar-se de que cada parágrafo desenvolve uma idéia.

  1. Ler duas vezes o comando da questão, para saber realmente o que se pede.

  2. Ler duas vezes cada alternativa para eliminar o que é absurdo. Geralmente um terço das afirmativas o

são.

  1. Se o comando pede a idéia principal ou tema, normalmente deve situar-se no primeiro ou no último

parágrafo - introdução ou conclusão.

  1. Se o comando busca argumentação, deve localizarse nos parágrafos intermediários - desenvolvimento.

  2. Durante a leitura, p od e - s e s ublinhar o qu e for mais significativo e/o u faz er ob ser vaç õe s à marge m d o

texto.

Texto 1

Sinhá Vitória falou assim, mas Fabiano resmungou, franziu a testa, achando a frase extravagante. As

aves matarem bois e cabras, que lembrança! Olhou a mulher, desconfiado, julgou que ela estivesse tresvariando.

(GR. Vidas Secas.)

  1. Co m relaç ão à tipologia e estrutura textuais, julgue os iten s ab aixo.

a) Trata-se de um texto predominantemente narrativo.

b) Não há quaisquer índices de descrição.

c) Há no texto a presença do narrador externo ou com visão exterior, apenas.

d) Percebe-se no texto a presença do discurso indireto livre.

e) O vocábulo tresvariando traduz a idéia de inferioridade.

Leia os textos seguintes.

Sujeito sem predicados

Objeto

Sem voz

Passivo

Já meio pretérito

Vendedor de artigos indefinidos

Procura por subordinada

Que possua alguns adjetivos Nem

precisam ser superlativos Desde

que não venha precedida De

relativos e transitivos

Para um encontro vocálico

Com vistas a uma conjugação mais que perfeita

E possível caso genitivo

Pausa Poética

Texto 2

(S.P)

Sou divorciado - 56 anos

desejo conhecer uma mulher,

desimpedida, que viva só, que

precise de alguém muito sério

para juntos serem felizes.

800.0031 (discretamente falar com Astrogildo)

Texto 3

(O Popular. Goiânia, 25/9/99.)

  1. Com base na leitura dos textos 2 e 3, julgue os itens subseqüentes.

a) No texto 2, o eu-lírico usa da metalinguagem para caracterizar o sujeito e o objeto de sua procura.

b) Nos dois textos percebemos a utilização do aspecto descritivo.

c) Há no texto 3 a presença da função referencial da linguagem.

d) A expressão meio pretérito, do texto 2, fica explicitada cronologicamente na linguagem referencial do texto 3.

e) Na leitura dos dois textos, pode-se afirmar que ambos expressam a mesma visão idealizada e poética do amor.

  1. Ainda e m rela ção à leitura do s tex tos 2 e 3 , julgue os itens.

a) A expressão "Desde que não venha precedida de relativos e transitivos", no texto 2, tem seu correlato em

"mulher desimpedida, que viva só", do texto 3.

b) No texto 2 tem-se a presença ela linguagem metafórica.

c) O vocábulo por (texto 2) estabelece idéia de causalidade.

d) A função poética da linguagem está presente apenas no texto 3.

e) A expressão "desde que" (texto 2) estabelece idéia de causalidade.

Texto V

ARC* e o ódio Entre os Povos

Arc, o marciano, andou lendo que "os povos

judeu e palestino se odeiam".

  • Como dois povos podem se odiar se nem todos

se conhecem de um lado e do outro?

  • Como assim?

5

  • Todos os palestinos odeiam todos os judeus?
    • Claro que não, marciano. Até porque VEJA

disse que são 7 milhões de palestinos de um lado e 6

milhões de judeus do outro.

  • Que absurdo dois povos se odiarem sem se

10 conhecer! Como é que se pode odiar alguém que não

se conhece?

  • Essa não, marciano. Tem umas pessoas que eu

não conheço pessoalmente, mas não gosto nada

delas...

15

  • Tudo bem, mas você sabe alguma coisa delas,

pela imprensa, porque lhe contaram. Não é o caso dos

judeus e dos palestinos.

  • Como assim?
  • Como assim? Como é que se pode odiar al-

20 guém que você nunca viu, que podia ser seu amigo

mas você não sabe nem o nome?

  1. Com base na leitura do texto e informações nele contidas, julgue os itens.

a) O texto apresenta o diálogo entre Arc, o marciano, e os palestinos.

b) Percebe-se no texto a presença do discurso direto.

c) É correta gramaticalmente a re-escritura do trecho: "Arc, o marciano, lera que os povos judeus e o palestino se

odeiam..."

d) Mantém-se o sentido e a correção gramatical a re-escritura das linhas (13 a 15 ). Essa não marciano. Têm

pessoas que eu pessoalmente não conheço, mas nada delas eu gosto.

e) A progressividade da argumentação do texto é marcada por elementos lingüísticos como: "Como assim? Claro

que não, marciano; Essa não, marciano; Tudo bem".

Texto VI

Helicóptero da Operação Verão ficará em Santa Catarina

Terça, 12 de março de 2002 , 19h 16.

O helicóptero de resgate aéreo da Polícia Rodoviária Federal permanecerá em Santa Catarina durante

todo o ano, mes mo a pós o t ér mino d a O p era çã o Ver ão. A n ec essida de foi co mprova da à A d ministra çã o Geral e m

Brasília, tendo como base o relatório de atendimentos.

No período de 5 de dezembro do ano passado até o último dia 7 de março, a equipe de resgate aéreo foi

acionada 110 vezes e atendeu acidentes de trânsito, casos clínicos e afogamentos. Neste verão, foram

registrados 2.409 acidentes nas estradas federais de Santa Catarina, que deixaram 1.637 feridos e 123 mortos,

20% a menos do que na última temporada.

(JB On-Line.)

  1. Com base nas estruturas morfossintáticas e semânticas, julgue os itens a seguir.

a) Na paráfrase: O relatório de atendimentos foi comprovado pela Administração Geral em Brasília, tendo como

base a necessidade, houve manutenção do sentido original.

b) O elemento coesivo "mesmo”estabelece idéia de confirmação.

c) Na releitura: Acionaram 110 vezes a equipe de resgate aéreo, atenderam acidentes de trânsito, casos clínicos e

afogamentos, houve a manutenção do sentido original.

d) A expressão

“ do que" restabelece idéia de comparação.

e) Verifica-se ao longo do texto o uso da função referencial.

Leia o texto abaixo e faça o que se pede.

Texto VII

Língua morta

Uma nova ameaça paira sobre a língua portuguesa.

Depois de os economistas e cientistas poluírem a última

flor do lácio com termos estrangeiros de necessidade

duvidosa, vêm agora os especialistas em informática

5 com expressões como "deletar", "ressetar”(com um ou

dois esses?), "backup" et cetera. Por que não usar os

simples e portugueses equivalentes "apagar", "religar" e

"cópia de segurança"'?

É evidente que as línguas evoluem recebendo

10 influências umas das outras. De outro modo. o próprio

português não existiria, e nós ainda estaríamos falando o

indo-europeu.

Sem cair no extremo xenófobo dos franceses que,

por força de lei, pretendem eliminar os anglicismos, há

15 que se reconhecer que devem existir certos limites para

a incorporação de termos de outros idiomas. Em primeiro

lugar, é preciso que não exista um equivalente

vernáculo, ou seja, que a nova palavra de fato enriqueça

a língua e não a deturpe dando-lhe apenas um sotaque

20 estrangeiro.

Não se trata de purismo ou amor incontido pelo

passado, mas sim de preservar um léxico que permita a

comunicação entre os mais variados setores da

sociedade. Quem chegar a um trabalhador rural, por

25 exemplo, e pedir-lhe que "delete”alguma coisa, cer-

tamente não se fará compreender. Já o bom e velho

"apagar" é termo conhecido de todos os que dominam

minimamente o português. Tentar preservar a língua

adquire, assim, um caráter socializante.

30 A batalha contra o "inforrmatiquês" deve ser tra-

vada enquanto é tempo, ou o idioma português correrá o

sério risco de tornar-se a mais viva das línguas mortas.

(Folha de S. Paulo)

  1. Com base na leitura do texto e informações nele contidas, julgue os itens.

a) Predomina no texto a linguagem objetiva.

b) Temos a linguagem metafórica nas linhas 2 e 3.

c) Percebe-se no texto índice de subjetividade.

d) Da leitura do texto depreende-se um tom questionador e niilista.

e) O vocábulo "informatiquês" é exemplo de neologismo.

  1. Julgue os itens abaixo quanto aos aspectos morfossintáticos e semânticos.

a) Em "Depois de os economistas e cientistas poluírem a última flor do lácio..." pode-se dizer: "Depois dos

economistas poluírem a última flor do lácio”.

b) Na linha 4, o verbo vir pode ser utilizado na terceira pessoa do singular.

c) Pode substituir "devem existir" (l. 16) por devem haver certos limites, conforme as regras de concordância

verbal.

d) Pode-se inserir o acento indicativo de crase na linha 25, de acordo com os padrões da norma culta.

e) A expressão "ou seja" (l. 19) estabelece no texto idéia de oposição.

  1. Julgue o s ite ns ab aixo qu anto à releitura e co rre çã o gra matical de de termi nad as p ass ag ens d o tex to.

a) Linhas 7 a 9. Porque não usar os equivalentes e portugueses simples "apagar", "religar" e "cópia de

segurança".

b) Linhas 10 e 11. Recebendo influências umas das outras, é evidente que as línguas evoluem.

c) De outro modo, estaríamos falando a hindu-europeu, o próprio português não existiria ainda. (ls. 11 a 13 )

d) Linhas 22 a 25. Não se trata de purismo ou amor incontido pelo passado, mais sim preservar o léxico que

permi te à co m u nica çã o d e s etores mais priv ad os da so cied ad e.

e) Já o bom e velho "apagar" é termo conhecido por todos aqueles que dominariam minimamente um português.

  1. Com base na leitura do texto, julgue os itens e assinale a alternativa correta.

I - Verifica-se o predomínio da linguagem denotativa - objetiva.

II - A idéia central da passagem gira em torno da cobrança de água no vale do Paraíba.

III - A cartilha relata sobre o desperdício de águas pela população e apresenta orientações a fim de reduzir o

consumo.

IV - Pela leitura do trecho, é correto dizer que a cobrança do uso de água constitui-se um ato ilegal.

a) Todos os itens estão corretos.

b) Os itens I, II e III estão corretos.

c) Somente o item I está correto.

d) Os itens I e IV estão corretos

e) Os itens II e III estão corretos.

Texto X

Ao sobrevir das chuvas, a Terra, (...), transfigura-se em mutações fantásticas, contrastando com a

desolação anterior. Os vales secos fazem se rios. Insulam-se os cômoros escalvados, repentinamente

verdejantes. A vegetação recama de flores, cobrindo-os, os grotões escancelados, e disfarça a dureza das

barrancas (...). Cai a temperatura. Com o desaparecer das soalheiras anulase a secura anormal dos ares. Novos

tons na paisagem: a transparência do espaço salienta mais ligeira, em todas as variantes da forma e da cor.

(Euclides da Cunha. Os Sertões.)

  1. Com base na leitura do texto, julgue os itens e assinale a alternativa correta.

I - Trata-se de um trecho predominantemente descritivo.

II - Os vocábulos "vales", cômoros", "grotões" pertencem ao mesmo campo semântico.

III - Percebe-se que o articulados do texto utilizouse um tom apaixonado e irônico ao descrever a terra.

IV - A idéia central do trecho gira em torno da trans formação ocorridas na natureza após as chuvas.

V - Por ser um texto de natureza informativa, não há qualquer índice de subjetividade.

A quantidade de itens corretos é equivalente a

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

e) 5.

Texto XI

Saiu na Imprensa Exportação de água doce abre mercado

promissor para o Brasil no século XXI

Tal crença está fundada, sobretudo, no rápido

crescimento do consumo de água engarrafada registrado nas

últimas três décadas, alcançando uma taxa anual média de

7% e criando um mercado que já movimenta entre US$ 20

5 bilhões^ e^ US$^30 bilhões^ anualmente.^ Em^ muitos^ países

onde os suprimentos são insuficientes para atender a

demanda, o preço da água engarrafada já supera o da

gasolina. Nos Estados Unidos, por exemplo, o mercado para

o produto registra um crescimento acima da média mundial:

10 em^ 2001,^ chegou^ a^ 10,6%^ em^ relação^ ao^ ano^ anterior,

movimentando US$ 6,5 bilhões com a venda de 20,5 bilhões

de litros.

O setor já é um dos que mais se expandem na indústria

de bebidas do país - entre 1991 e 2001, o consumo anual per

15 capita^ de^ água^ engarrafada^ nos^ EUA^ subiu^ de^35 litros^ para

76 - levando tradicionais fabricantes de refrigerantes, como

Coca-Cola e Pepsi, a se lançarem na conquista de uma fatia

do mercado.

Vários fatores explicam esse crescimento acelerado do

20 consumo,^ entre^ eles^ a^ mudança^ cultural^ acarretada^ pela

conscientização cada vez maior das pessoas sobre a

importância de ter uma vida saudável. Uma recente pesquisa

na Califórnia indicou que 70% dos residentes do estado não

bebem água das torneiras. "Quando se pergunta por que não

25 bebem^ água^ das^ torneiras,^ eles^ geralmente^ respondem^ ter

medo de que haja algo prejudicial nela", explicou num artigo

Steven Hall, diretor da Associação das Agências de Água da

Califórnia. E depois dos atentados de 11 de setembro, o

medo de atos de terror em massa direcionados contra o

30 suprimento^ de^ água^ potável^ entrou^ na^ lista^ de^ preocupações,

fazendo mais consumidores migrarem da água de torneira

para a água engarrafada nos Estados Unidos e em outros

países.

O crescimento vultoso do mercado está levando nações

35 detentoras^ de^ grandes^ reservas^ de^ água^ doce^ a^ se^ lançarem

na exploração econômica de seus recursos hídricos com

vistas à exp ort aç ão. O Ca na dá, c ujo território é reco rta do por

lagos, assinou um contrato de 25 anos de fornecimento de

água com a China. A Turquia, por sua vez, construiu uma

40 platafo rma^ se melhan te^ às^ de^ petróleo^ para^ facilita^ r^ o

abastecimento de navios/tanques.

Dentro desse quadro, as imensas reservas de água doce

do Brasil põem o país numa situação invejável. - Se o Brasil

não de r u ma d estina çã o s ocial à águ a, est ar á d es per diçan do

45 uma^ riqueza^ incalculável^ -^ alerta^ João^ Metello^ de^ Matos,

consultor de recursos hídricos do Centro de Gestão de

Recursos Estratégicos (CGEE), em Brasília.

Ele propõe a criação de "fazendas de água" nos rios da

Amazônia, onde as populações ribeirinhas e os barcos que

50 cruzam a região já se abastecem de água potável natural.

Segundo o pesquisador, é necessário delimitar o espaço de

cada microbacia que pode ser transformado numa "fazenda"

e estudar uma for ma de captar a água em navios-cisterna

para levá-la ao local de engarrafamento.

(O Globo, 7 de agosto de 2002)

Texto XII

Alguém faltou do outro lado

...A tão aguardada Terceira Guerra Mundial

começou na semana passada. É irônico que, durante

todo o período da chamada Guerra Fria, ela não tenha

dado o ar de sua graça. O panorama nunca lhe fora

(^5) tão propício. Havia duas superpotências, cada uma

arrastando como aliados metade do mundo, e ambas

detentoras de um arsenal nuclear que as fazia

cap aze s de des truir u ma à outra, e ao res to, cen ten a s

de vezes. Também não faltaram as ocasiões de

(^10) enfrentamento: a crise de Berlim (1961), a dos

foguetes de Cuba (1962). Nesses dois episódios, os

Estados Unidos de Kennedy e a União Soviética de

Kru che v es tivera m à beira do gran de e mb ate. A gu err a

do Vietnã, em que um lutava de um lado e o outro

(^15) apoiava o lado contrário, foi outra excelente ocasião

para o choque. No entanto, a Terceira não veio, em

nenhuma dessas oportunidades. É irônico, irônico e

paradoxal, que ela não tenha vindo durante toda a era

de concorrência entre as superpotências, para

(^20) finalmente eclodir no reinado absoluto de apenas uma

delas, época de um mundo apaziguado e de fim da

história.

Veio no momento errado, mas que veio, veio. Não

estava, nas cenas levadas de um extremo a outro do

(^25) planeta, o conjunto dos elementos com que ela

sempre foi pintada'? O choque apocalíptico no céu, a

mortandade em massa, o terror... Não há dúvida, era a

Terceira. A grande esperada. A grande temida. No

entanto, apesar da evidência das cenas na TV, resto, é

(^30) de rigor reconhecer, a sensação de que ficou faltando

algo. Está bem, não se vai duvidar aqui de que se

tratava da grande guerra. O cenário correspondia,

descontados alguns exageros a mais, outros a menos,

àq uele c o m qu e inú m er os fil me s n os a co stu mara m, ao

(^35) pensar nela. No entanto...

No entanto, ainda que mal se pergunte - e é este

o item que transmite a sensação de que algo está

faltando: trata-se de guerra contra quem? Eis o

problema. É uma guerra em que falta o outro lado. Se

(^40) o leitor tem em mente os palestinos, que raio de

adversários são esses - pouco mais que um bando de

favelados, armados mais freqüentemente de paus e

pedras que de outra coisa? Se tem em mente o

Afeganistão, que raio de adversário é esse, cujas lutas

(^45) tribais o situam a um degrau da Idade da Pedra? Não.

Não dá para imaginar a Terceira tendo como

oponentes, de um lado, a super e invencível América,

e do outro os esfarrapados palestinos, ou os obscuros

afegãos. Eis outro paradoxo, o maior, dos eventos da

(^50) semana passada. Ao desencadear a Terceira Guerra

Mundial, o outro lado faltou. Foi como um encontro

marcado em que um dos lados, na hora H, não dá as

caras. Ou como a noiva que deixa o noivo só no altar.

Um dos lados ficou sangrando sozinho, por isso

(^55) mesmo mais tonto ainda, e mais perplexo.

(Roberto Pompeu de Toledo in: Veja

19/set/2001, com adaptações.)

  1. Com base na leitura do texto XII, julgue os itens abaixo.

a) Trata-se de um texto predominantemente de natureza objetiva.

b) Não há, no texto, quaisquer exemplos de linguagem conotativa.

c) Verifica-se, ao longo do texto, o uso da função referencial da linguagem, porém, sem índice de subjetividade.

d) Percebe-se, no texto, a presença da interlocução entre o articulador do texto e os leitores.

e) Há nas linhas 3 e 4 a presença da ironia.

  1. Com base na leitura do texto e informações nele contidas, julgue os itens

a) A terceira guerra surgiu devido a uma reação contra os palestinos, de acordo com o articulador do texto.

b) Da leitura do texto, pode-se dizer que a idéia central gira em torno da miséria dos países do oriente.

c) Na paráfrase do trecho: Na semana passada, começou a Terceira Guerra Mundial tão aguardada (Is. 1 e 2);

houve a manutenção do sentido original.

d) Em: Ao desencadear o outro lado, faltou a Terceira Guerra Mundial: na releitura do texto, manteve-se o sentido

original.

e) De acordo com o articulador do texto, a guerra veio no momento errado, enigmático - o que podemos

comprovar com o fragmento: "O choque apocalíptico no céu, a mortandade em massa, o terror..."

  1. Quanto aos aspectos morfossintáticos e semânticos julgue os itens abaixo.

a) Nas linhas 2 e 3 as vírgulas se justificam pela presença de adjunto adverbial deslocado.

b) Em "Havia duas superpotências cada uma arrastando como aliados metade do mundo..." (Is. 5 a 7) Na

substituição do verbo destacado obteríamos: Podiam existir duas superpotências.

c) Em "... trata-se de guerra contra quem'? (l. 38) Se flexionarmos o substantivo no plural, o verbo também irá

para o plural.

d) No trecho: "... descontados alguns exageros a mais..." (ls. 33 e 34) Se substituirmos o vocábulo destacado por

bastante, teremos: "descontados bastantes exageros a mais..."

e) No trecho: "Ou como a noiva que deixa o noivo só no altar. Um dos lados ficou sangrando sozinho, por isso

mesmo mais tonto ainda, e mais perplexo (Is. 53 a 55 )”.Se colocarmos a sentença no plural as palavras só e

sozinho permanecerão invariáveis.

  1. Quanto aos aspectos morfossintáticos e semânticos, julgue os itens.

a) No trecho: "A Guerra do Vietnã, em que um lutava de um lado e o outro apoiava o lado contrário, foi outra

excelente ocasião para o choque." (ls. 13 a 16) As vírgulas podem ser retiradas sem alteração de sentido visto que

se trata de uma restritiva.

b) Em: "Ao desencadear a Terceira Guerra Mundial, o outro lado faltou."(ls. 50 e 51) A vírgula se justifica por

antecipar oração adverbial.

c) No trecho: "Nesses dois episódios, os Estados Unidos de Kennedy e a União Soviética de Kruch ev estivera m à

beira do grande embate." (Is. 11 a 13) O verbo destacado poderia ser flexionado no singular a fim de concordar

com o núcleo mais próximo.

d) Na passagem: "os esfarrapados palestinos, ou os obscuros afegãos." (ls. 48 e 49) Caso tivéssemos a estrutura:

os esfarrapados palestinos e afegão. Teríamos as seguintes possibilidades de concordância:

  • Os esfarrapados palestino e o afegão. - O esfarrapado palestino e afegão.

e) No trecho: "... e ambas detentoras de um arsenal nuclear que as fazia capaz es de d estruir u ma à ou tra ..." (ls.

7 e 8). Se acrescentarmos o vocábulo meio antes do adjetivo capazes, teremos uma variação de gênero.

Leia o trecho a seguir e faça o que se pede.

Texto XIII

A Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças

Mudas telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

5 Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Mas oh não se esqueçam

10 Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

15 A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada

2 1. Com base na leitura do texto e informações nele contidas, julgue os itens.

a) Percebe-se, no texto, a presença da função conotativa da linguagem, além da poética.

b) Os adjetivos presentes no texto marcam a presença do aspecto descritivo.

c) Em: "Como rosas cálidas" - temos a presença da comparação.

Texto XIV

Contra a Ditadura da Beleza

Depila, malha, arranca, opera, fura. Passa fome,

sente dor, chora de angústia. Ser gente nesses tem-pos

é tarefa nada fácil de cumprir. A busca pelo corpo-

biônico-inatingível virou mercado. Cremes, tratamentos, 5

remédios, vitaminas, cirurgias e roupas viraram moeda.

A mulher quer virar Gisele Bündchen - o homem quer ser

Paulo Zulu. Em troca disso, gastamos horrores de

dinheiro. Do lado de lá, multinacionais, médicos,

este ticistas e tantos ou tro s fatu ra m à s p a mpa s. Do lad o 10

de cá, milhares de com petições dessa maratona da

beleza caem pelo caminho - doentes de corpo e alma.

"As pessoas estabelecem objetivos muito difíceis,

que não são naturais. Daí, o organismo simplesmente

não suporta!", explica a endocrinologista, que trabalha 15

com distúrbios alimentares há 22 anos. Rosemary

Mariliére. Amparado pela mídia, esse mercado encontra

o espaço perfeito para expandir-se. Mas tem gente que

está incomodada. Prova disso é a iniciativa - um tanto

tímida, é verdade - de produções que têm procurado 20

fazer uma inversão de valores. Filmes como Shrek, O

Professor Aloprado, O Diário de Bridget Jones e o novo

O Amor é Cego são alguns exemplos. Neles, o mocinho

ou mocinha teve um fim diferente do previsto em 99,9%

dos enredos hollywoodianos - escolheram pessoas que 25

não têm corpo perfeito como companheiras, que fogem

totalmente ao padrão de beleza ditado pela mídia.

Até a tevê brasileira, pródiga em exibir formas

perfeitas, suntuosas e musculosas, está entrando nessa:

a talentosa e gorduchinha personagem de Cláudia 30

Gimenez faturou o modelo e garanhão interpretado pelo

mesmíssimo Reynaldo Gianechinni na última novela das

sete da Rede Globo, As Filhas da Mãe. Não dá para

deixar de citar o caso da empresária de 27 anos,

Alessandra, que participou do Big Brother Brasil. Dentro 35

de uma casa com loiraças malhadas a moça passou a

apresentar crises de bulimia - distúrbio em que a pessoa

come pra valer e, por culpa, força vômito para pôr tudo

para fora. A magreza faz o organismo se ressentir de

várias formas. "Podem ocorrer distúrbios hormonais, 40

aumento da incidência de câncer e diminuição da

longevidade", avisa Rosemary.

De onde veio isso?

A busca da bela forma está em todas as socieda-

des. Só que hoje vivemos num mundo bastante di- 45

ferente, onde imperam o capitalismo e o individua-lismo.

"Nesse contexto, o corpo ganha cada vez mais mais

importância", analisa a antropóloga e filósofa, Ondina

Pereira. Segundo ela, que é professora da pós-

graduação de psicologia da Universidade Católica de 50

Brasília, a paranóia, também pode estar ligada à falsa

ilusão de que vivemos em uma democracia. "Me diga o

que distingue uma mulher que usa a burka (vestimenta

usada no Afeganistão) de uma brasileira que vive em

função de se encaixar na máscara exigida pelo padrão 55

atual?", provoca Ondina.

A pesquisadora ainda sugere o motivo pelo qual o

Brasil e outros países latinos são os que mais se curvam

a essa exigência. "Nosso país tem a auto estima muito

baixa, pois somos colonizados e queremos parecer com

os colonizadores", explica. "Um exemplo disso é que há

um processo de branqueamento pelo qual as brasileiras

passam. Todas querem ficar loiras".

(Correio Web. Correio Braziliense 20/2/02, com adaptações.)

  1. A respeito do texto, julgue os itens subseqüentes.

a) "Filmes como Shrek, O Professor Aloprado, O Diário de Bridget Jones e o novo O Amor é Cego são alguns

exemplos" (ls. 22 a 24) de que o homem contemporâneo sacrifica-se em busca de um corpo perfeito.

b) As expressões "do lado de lá" (l. 8) e "do lado de cá" (l. 8) fazem referência a elementos não explicitados no

texto.

c) O deslocamento do pronome oblíquo átono "me" (l. 55) para depois do verbo dizer tornaria o enunciado

ad eq ua do à s e xigê ncias da n orma pa dr ão d o p or tu gu ês.

d) Na releitura: "As pessoas que não são naturais estabelecem objetivos muito difíceis" (ls. 13 e 14), houve

manutenção do sentido original.

e) No terceiro parágrafo, o articulador utilizou expressões próprias da linguagem coloquial para tornar seu texto

mais informal.

  1. Com base na leitura do texto e nas informações neles contidas, julgue os itens.

a) O texto é aberto por uma seqüência lógica de idéias que se relacionam aos procedimentos adotados para se

obter um corpo perfeito.

b) Infere-se da leitura do texto que a sociedade contemporânea cultua a beleza da forma física com intenções

mercadológicas.

c) Percebe-se uma oposição semântica entre o primeiro e o segundo parágrafo do texto.

d) Bulimia e anorexia são distúrbios alimentares típicos de pessoas que procuram se encaixar no estereótipo de

beleza descrito no texto.

e) O texto classifica-se como dissertativo-argumentativo.

Texto XV

A Seca

Aproxima-se a seca.

O sertanejo adivinha-a e prefixa-a graças ao ritmo

singular com que se desencadeia o flagelo.

Entretanto, não foge logo, abandonando a terra pouco

a pouco invadida pelo limbo candente que irradia do Ceará.

Buckle, em página notável, assinala a anomalia de se

não a feiço ar nu nc a, o h o me m, às cala mid ad es na tu rais que

o rodeiam. Nenhum povo tem mais pavor aos terremotos

que o peruano; e no Peru as crianças ao nascerem têm o

berço embalado pelas vibrações da terra. Mas o nosso

sertan ejo faz exce ção à reg ra. A sec a nã o o ap avo ra. É u m

co mple mento à sua vida torme ntos a, e molduran do - a e m

cenários tremendos. Enfrenta-a estóico. Apesar das

dolorosas tradições que conhece através de um sem-

número de terríveis episódios, alimenta, a todo o transe,

esperança de uma resistência impossível.

Com os escassos recursos das próprias observa-ções

e das dos seus maiores, em que ensinamentos práticos se

misturam a extravagantes crendices, tem procurado

estudar o mal, para o conhecer, suportar e suplantar.

Aparelha-se com singular serenidade para a luta. Dois ou

três meses antes do solstício de verão, especa e fortalece

os muros dos açudes, ou limpa as cacimbas. Faz os

roça dos e arre goa as estreitas faixas de solo arável à orl a

dos ribeirõ es. Está pre parad o pa ra as planta çõ es ligeiras à

vinda das primeiras chuvas.

Texto XVII

A ânfora de argila

... et vinum effunditur..

(MAT., IX, 7)

1 Está cheia demais minha ânfora de argila.

Transborda a essência: és pobre e eu posso reparti-Ia

contigo, ó tu que vens de tão longe e tão perto

4 passas de mim! É longo e estéril o deserto...

Meu vinho é puro e toca os bordos do meu vaso:

antes que o beba o chão Peregrino do Acaso,

(^7) chega-te, e vem matar no bocal generoso

a eterna sede do teu cântaro poroso!

Enche-o e parte! Depois, olha atrás... e recorda!

(^10) Todo amor não é mais do que um "eu" que transborda.

(Guilherme de Almeida, Livro de horas de Sóror Dolorosa. Meus

Versos mais Queridos. Rio de Janeiro: Ediouro, s.d., p. 52.)

  1. Co m r elaçã o às idéias d o tex to X VII, julgue os itens abaixo.

a) As funções emotiva e conativa da linguagem podem ser identificadas no poema.

b) O eu-lírico é generoso ao oferecer o seu vinho, e sua ânfora está transbordando.

c) A leitura dos versos 2 e 10 permite a interpretação de "essência" como amor.

d) No texto, há uma relação de complementaridade entre poeta e interlocutor, que pode ser constatada nos

fragmentos mostrados na tabela abaixo.

poeta interlocutor

“ânforade argila”(v. 1)

“cheiademais minha ânfora”(v. 1 )

“cântaroporoso”(v. 8)

“aeterna sede do teu cântaro”(v. 8 )

e) De acordo com o verso 9, com o transcurso do tempo, as trocas afetivas vivenciadas transformam se em

lembranças.

  1. Julgue os itens que se segu e m, co m referê ncia às idéias explícitas ou i mplícitas no texto XVII.

a) Como a argila é matéria bruta, a "ânfora de argila" (v. l) representa, no poema, a falta de amor.

b) No verso 3, em "tão longe e tão perto", há uma coordenação de adjuntos adverbiais de "vens".

c) O pronome "te", em "chega-te" (v. 7), refere-se a "Peregrino do Acaso" (v. 6), vocativo dirigido ao interlocutor.

d) Se a forma de tratamento utilizada para o interlocutor fosse "você", então o verso 9 estaria assim escrito:

Encha-o e parta! Depois, olhe atrás... e recorde!

Texto XVIII

A voz dos escritores

José Saramago e Wole Soyinka compartilham o fato

de terem sido ambos agraciados com o Nobel de

Literatura: Saramago em 1998, o nigeriano Soyinka em

  1. Os dois fizeram parte de um grupo de escritores que

(^5) esteve em Ramallah, examinando as condições locais e

entrevistando-se com Yasser Arafat. Soyinka escreveu que

sente, por um lado, arrepios quando escuta os árabes

chamarem de mártires os terroristas suicidas. Mas, por

outro, conta que ouviu relatos em que "tanques arrombam

(^10) e atraves sa m pare des à noite, des pejando esco mbro s

sobre membros da família adormecidos" - e, diante disso,

concluiu ser impossível "continuar, visceralmente

desengajado ou não se sentir moralmente agredido". Eis o

escritor em sua nobre dimensão de servir - para os leitores,

(^15) para seu próprio povo e para o mundo em geral - de

reservatório de consciência.

Saramago comparou o que viu na Cisjordânia a

Auschwitz. Cometeu não só um exagero, mas também o

pecado de se ter rebaixado - ele tão digno e tão bom

(^20) escritor - à vulgaridade dos paralelos de mag ógicos. E m

bom português do Brasil, "apelou". O.k., Hitler é alguém

que habita esfera única na es cala da degradação humana.

Mas outras comparações são cabíveis. Milosevic, por

exemplo, ou Pinochet. Milosevic está sendo julgado por um

(^25) tribunal internacional. Pinochet foi denunciado na Espanha

e preso na Inglaterra. São dois casos que introduziram a

moda de julgar chefes de Estado em outros países que não

os seus. Ariel Sharon seria candidatíssimo a igual destino.

30 (Roberto Pompeu de Toledo.

Veja, 17/4/2002, p. 126, com adaptações.)

  1. Considerando as idéias do texto XVIII,julgue os itens abaixo.

a) A posição do escritor nigeriano Soyinka acerca do conflito no Oriente Médio é ambígua, uma vez que não

defende os interesses dos árabes nem os interesses dos judeus.

b) A comparação feita por Saramago entre a Cisjordânia e Auschwitz permite concluir que ele considera o território

ára be atual co mo u m ca mpo de con ce ntr açã o on de os jud eus esta ria m repro du zindo situa çõ es se melha nte s às

sofridas por seus ancestrais durante a Segunda Guerra Mundial.

c) Infere-se do texto que, se Hitler ainda estivesse vivo, ele provavelmente seria julgado por seus crimes de guerra

em um tribunal internacional.

d) Para o autor do texto, servir de "reservatório de consciência" (l. 16) é tarefa para os líderes das comunidades

em confronto.

e) Ariel Sharon seria candidato a ser julgado por um tribunal internacional devido ao massacre étnico que vem

praticando nos campos da Cisjordânia, principalmente após a perda do apoio dos setores religiosos e do governo

dos Estados Unidos da América.

  1. Qu anto à ade qua ção à s idéias ge rais do tex to XV III e à c or re çã o gra matical, julgue o s ite ns a s eg uir.

a) O único elo de ligação comum entre José Saramago e Wole Soyinka é o fato que ambos os dois receberam o

Nobel de Literatura.

b) Se, segundo o jornalista, "Em bom português do Brasil", Saramago "apelou", diria-se no português culto que ele

pecou ao traçar "paralelos demagógicos".

c) Deduz-se pelo texto e pode ser comprovado nos dados históricos que Hitler, Pinochet e Milosevic são

personalidades que muito mal causaram a Humanidade.

d) Nas linhas 20 e 21, o trecho entre travessões é uma intercalação e, portanto, pode ser retirado do texto sem

nenhum prejuízo para o texto.

Texto XVIX

Ação e engajamento

Quem vê o Dalai Lama falando em meditação não pressupõe que ele considere a ação e o engajamento

fundamentais. E que ambos, para ele, devam andar de mãos dadas com a espiritualidade. Para o Dalai, rezar é

importante, mas não basta. É preciso arregaçar as mangas, deixar de lado a preguiça e o eterno álibi da falta de

Texto XXI

Amar

(^1) Que pode uma criatura, senão,

entre criaturas, amar'?

amar e esquecer,

4 amar e malamar,

amar, desamar, amar?

sempre, e até de olhos vidrados, amar?

7 Que pode, pergunto, o ser amoroso,

sozinho, em rotação universal,

senão rodar também, e amar?

(^10) amar o qu e o ma r tra z à praia ,

o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

(^13) Amar solenemente as palmas do deserto,

o que é entrega ou adoração expectante,

e amar o inóspito, o áspero,

16 um vaso sem flor, um chão de ferro,

e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de

rapina.

19 Este o nosso destino: amor sem conta,

distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

doação ilimitada a uma completa ingratidão,

(^22) e na concha vazia do amor a procura medrosa,

paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa

amar a água implícita, e o beijo tácito, c a sede infinita.

(Carlos Drummond de Andrade. Claro Enigma. In: Poesia

Completa e Prosa. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1973, p. 247)

  1. Considerando os textos XX e XXI, julgue os itens a seguir.

a) O texto XXI expressa o amor romântico, idealizando a figura do parceiro.

b) No texto XXI, a expressão "de olhos vidrados" (v. 6) é um exemplo de linguagem denotativa.

c) A s i ma ge ns m a ríti ma s d o te xto X XI po de m s er as so ciad as à vida e à mo rte, de mo do a e vide nciare m qu e a ma r

é gesto universal, ilimitado e instável como a água.

d) De acordo com o texto XXI, embora nem sempre o objeto amado seja merecedor do nosso amor, o ato de amar

é inerente ao ser humano.

e) Nas estrofes finais do texto XXI, o eu-lírico retoma o tema central do texto XVII, A ânfora de argila.

  1. Com referência aos elementos formais, temáticos e estilísticos do texto XXI, julgue os itens subseqüentes.

a) O verbo amar, tema do poema, é sempre em pregado intransitivamente, como ilustrado no título.

b) No verso 15, os vocábulos "inóspito" e "áspero" são empregados como substantivos.

c) No verso 19, verifica-se o emprego estilístico de "Este", que poderia, sem prejuízo dos mecanismos de

referencial idade do trecho, ser substituído por Esse ou Aquele.

d) No poema, o eu-lírico explora a função expressiva da linguagem.

Texto XXII

O livro é fruto de um trabalho coletivo: começa com

o responsável pelo texto verbal, e supõe o empresário e

o editor, a que se somam revisores, capistas,

ilustradores, tradutores, cada um convocado em um

(^5) dado momento da produção; depois de pronta a obra,

interferem distribuidores e livreiros. Um objeto dessa

espécie tem, pois, vários donos, destacando-se pelo

menos três: dois associam-se ao mundo do capital - o

impressor, que transforma a matéria-prima em objeto

(^10) manufaturado, e o mercador, que tenta vendê-lo; o

terceiro - o redator do texto - ocupa o lugar da mão-de-

obra, ao lado dos demais trabalhadores mencionados.

Os três figurantes, por seu turno, buscam obter

rendimentos graças ao exercício de suas tarefas

particulares.

(Regina Zilberman. “Idéias".

In: Jornal rio Brasil. 28/10/2000, p. 1, com adaptações.)

  1. No texto XXII, o livro é visto como um

a) produto que tem um valor no mercado consumidor.

b) objeto que possui poder transformador da sociedade.

c) fenômeno que representa um risco para as estruturas sociais conservadoras.

d) portador de mensagens que alargam os horizontes dos leitores.

e) fenômeno revolucionário no processo de produção de bens duráveis.

  1. Assinale a opção correta a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto XXII

a) Se, em lugar da palavra "coletivo" (l. 1), tivesse sido usada a expressão sinônima de todos, a forma verbal

"começa" (l. 1) deveria ter sido substituída por começam.

b) Se a expressão "o responsável" (l. 2) fosse utilizada no plural, seria obrigatória a utilização de começam em

lugar de "começa" (l. 1).

c) Nas linhas 3 e 4, se os termos "revisores, capistas, ilustradores, tradutores" fossem empregados no singular, a

forma verbal "somam" também deveria ser empregada no singular.

d) Caso a expressão "cada um" (l. 4) fosse substituída por todos, o termo "convocado" (l. 4) deveria ser

substituído por seu plural.

e) Na linha 14, a palavra "graças" está empregada no plural para concordar com "rendimentos".

  1. O direito de propriedade, contudo, foi uma conquista dos escritores, responsáveis pela elaboração do texto

escrito. A luta tomou alguns séculos, _________________________ , originalmente, tipógrafos se consideravam

os senhores cio produto que vendiam; depois, editores e livreiros reclamaram esse posto, que,

____________________ , acabou tornando-se atributo do autor.

(Idem, ihidem)

Na ordem em que aparecem, as lacunas do texto acima serão preenchidas de forma coesa e coerente pelos

termos

a) por qual e por conseguinte.

b) por que e consoante.

c) porque e todavia.

d) porquê e conquanto.

e) pelos quais e porquanto.

  1. Os fragmentos a seguir constituem um texto, mas estão ordenados aleatoriamente.

I - Explicando melhor: primeiro, foi a criação elos cites, depois a possibilidade de compra via rede e agora a

criação dos livros eletrônicos e de uma tecnologia de suporte para facilitar sua produção e divulgação, além do

incre mento à s relaç õe s edi to riais.

II - Hoje, por exemplo, já existem os chamados reeditores (re-publishers), que transformam livros de papel em

livros eletrônicos e comercializam-nos via Internet.

III - Os livros eletrônicos e seus correlatos navegam no que tem sido chamado de a terceira onda da Web.

(Fragmentos adaptados de Cláudia Nina: "Idéias" In: Jornal do Brasil, 28/10/2000, p.4, com adaptações.)

Considerando que a organização de um texto pressupõe a ordenação lógica e coerente de seus fragmentos,

assinale a opção cuja seqüência, aplicada aos fragmentos acima, atende ao referido pressuposto.

a) I, II e III

b) I, III e II