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INTRODUÇÃO PARASITOLOGIA, Resumos de Parasitologia

RESUMO PARASITOLOGIA RESUMO PARASITO PARASITOLOGIA PATOGENOS

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 29/08/2021

usuário desconhecido
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Unidade funcional de base e ecologia, representando uma
comunidade ecológica ou um ambiente natural onde há um
estreito relacionamento entre as varias espécies de
animais, vegetais, microrganismos e também minerais.
Ciência que estuda as relações ecológicas dos seres vivos
entre si e meio ambiente.
SIMBIOSE
:
Termo que abrange a mais ampla das relações
ecológicas. Significa “vivendo junto”. Tecnicamente, simbiose
é toda associação interespefica entre duas espécies
diferentes da qual existe um grau variado de dependência e
essa dependência pode ser reciproca. Em alguns casos,
chega a tal ponto que nenhuma das duas espécies consegue
viver isolada da outra.
FORESIA OU FORESE: É uma associação interespefica na
qual o individuo de uma espécie transporta o individuo de
outra espécie, sem que ningm saia prejudicado. Ao
capturar o néctar de uma flor, a abelha suja as patas com
o pólen e ao voar ao encontro de outra flor, ela vai
carregar o pólen e permitir a realização da polinização.
Outro exemplo é a veiculação de ovos de Dermatobia
Hominis por moscas do gênero Fannia. Em voo, ela entra em
contato com uma mosca de outro gênero e vai depositar
seus ovos no abdômen da Fannia. A fannia pode entrar em
contato com o animal (gato ou o homem) e ao pousar na
pele desse animal, o calor da temperatura desse hospedeiro
vai estimular a eclosão dos ovos de dermatobia com a
liberação de larvas que vao migrar em direção a pele do
animal. E contato com a pele, ela promove lesão que da
origem á mase
As relações ecológicas também podem atingir níveis tróficos
variados. Pode haver interação trófica direta ou indireta.
Comensalismo (indireta): Termo utilizado para designar um
tipo de relação ecológica harmônica e interespefica, na
qual uma espécie aproveita-se dos restos alimentares de
outra. EX: Candida Albicans Fungo habitante comensal da
pele ou mucosa e faz parte da microbiota, eventualmente,
essas leveduras podem se transformar e deixar de serem
comensais, causando destruição do tecido da pele ou
mucosa, dando origem a uma micose/infecção como
candidíase oral, por exemplo.
Mutualismo: Possui o caráter alimentar, de proteção ou
transporte, na qual ambas as espécies se favorecem.
Exemplo: Líquens (associação entre algas e cianobactérias
que eso em contato físico com fungos filamentosos. Os
fungos fornecem proteção ás algas e também auxiliam a
fixação da estrutura em m substrato. As algas fornecem
carboidratos para os fungos.
Exploração (direta): Dano.
Ciência que estuda o parasitismo
Relação entre seres vivos onde existe uma unilateralidade
de benefícios, mas que tende para o equilíbrio. É toda
relação ecológica desenvolvida entre indivíduos de espécies
diferentes em que se observa, além de uma associação
intima e duradoura, uma dependência metabólica d egrau
variado
O parasita é aquele que tem como profissão viver às
custas de seu vizinho, e cujo trabalho consiste em
explorá-lo com economia, sem colocar a sua vida em
risco. É um pobre que tem necessidade de socorro
para não morrer na rua, mas que tem como política
não matar a galinha para conseguir os ovos. ... O
carnívoro mata a sua presa para se alimentar; o
parasita não a mata, ele se aproveita de todas as
vantagens que o hospedeiro lhe oferece.
Introdução à parasitologia
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Unidade funcional de base e ecologia, representando uma comunidade ecológica ou um ambiente natural onde há um estreito relacionamento entre as varias espécies de animais, vegetais, microrganismos e também minerais.

Ciência que estuda as relações ecológicas dos seres vivos entre si e meio ambiente.

SIMBIOSE : Termo que abrange a mais ampla das relações ecológicas. Significa “vivendo junto”. Tecnicamente, simbiose é toda associação interespecífica entre duas espécies diferentes da qual existe um grau variado de dependência e essa dependência pode ser reciproca. Em alguns casos, chega a tal ponto que nenhuma das duas espécies consegue viver isolada da outra.

FORESIA OU FORESE : É uma associação interespecífica na qual o individuo de uma espécie transporta o individuo de outra espécie, sem que ninguém saia prejudicado. Ao capturar o néctar de uma flor, a abelha suja as patas com o pólen e ao voar ao encontro de outra flor, ela vai carregar o pólen e permitir a realização da polinização. Outro exemplo é a veiculação de ovos de Dermatobia Hominis por moscas do gênero Fannia. Em voo, ela entra em contato com uma mosca de outro gênero e vai depositar seus ovos no abdômen da Fannia. A fannia pode entrar em contato com o animal (gato ou o homem) e ao pousar na pele desse animal, o calor da temperatura desse hospedeiro vai estimular a eclosão dos ovos de dermatobia com a liberação de larvas que vao migrar em direção a pele do animal. E contato com a pele, ela promove lesão que da origem á miíase

As relações ecológicas também podem atingir níveis tróficos variados. Pode haver interação trófica direta ou indireta.

Comensalismo (indireta): Termo utilizado para designar um tipo de relação ecológica harmônica e interespecífica, na qual uma espécie aproveita-se dos restos alimentares de outra. EX: Candida Albicans – Fungo habitante comensal da pele ou mucosa e faz parte da microbiota, eventualmente, essas leveduras podem se transformar e deixar de serem comensais, causando destruição do tecido da pele ou

mucosa, dando origem a uma micose/infecção como candidíase oral, por exemplo.

Mutualismo: Possui o caráter alimentar, de proteção ou transporte, na qual ambas as espécies se favorecem. Exemplo: Líquens (associação entre algas e cianobactérias que estão em contato físico com fungos filamentosos. Os fungos fornecem proteção ás algas e também auxiliam a fixação da estrutura em m substrato. As algas fornecem carboidratos para os fungos.

Exploração (direta): Dano.

Ciência que estuda o parasitismo

Relação entre seres vivos onde existe uma unilateralidade de benefícios, mas que tende para o equilíbrio. É toda relação ecológica desenvolvida entre indivíduos de espécies diferentes em que se observa, além de uma associação intima e duradoura, uma dependência metabólica d egrau variado

“O parasita é aquele que tem como profissão viver às custas de seu vizinho, e cujo trabalho consiste em explorá-lo com economia, sem colocar a sua vida em risco. É um pobre que tem necessidade de socorro para não morrer na rua, mas que tem como política não matar a galinha para conseguir os ovos. ... O carnívoro mata a sua presa para se alimentar; o parasita não a mata, ele se aproveita de todas as vantagens que o hospedeiro lhe oferece.”

Introdução à parasitologia

  1. Sacculina (tipo de craca, pertencente ao grupo cirripedia)

Forma larvas que são microscópicas (larva macho e femea). Ao ser liberada, a larva fêmea vai nadar e vai encontrar um novo caranguejo. Ela vai se ligar nesse caranguejo e através de uma estrutura parecida com uma seringa, ela vai injetar algumas células (slug) através da antena ou dobras que vao se depositar próximas ao intestino e a partir disso, as células vao começar a se desenvolver e se alimentar da comida do caranguejo. Ao longo do tempo são formadas projeções por todo o corpo do caranguejo e durante esse processo ela vai produzir substancias que vai fazer com que o caranguejo pare de crescer. Se for um caranguejo macho, ele vai passar a se comportar como uma fêmea. A sacculina então desenvolve uma estrutura externa onde irão albergar crustáceos machos que vão fertilizar os ovos que ali permanecerão protegidos ate o fim do desenvolvimento. A sacculina também vai controlar o comportamento do caranguejo, que vai cuidar dos ovos como se fossem seus

  1. Formiga Zumbi

Um fungo chamado ophiocordyceps unilateralis vai entrar em contato com a formiga e vai emitir hifas que vao ser capazes de penetrar a carapaça dessa formiga e atingir a hemolinfa. Uma vez atingida a hemolinfa, o fungo passa a produzir substancias que vao começar a mudar o comportamento da formiga. A formiga para de fazer suas funções de colônia e começa a andar fora do trilho pela floresta. A tendência é que ela suba em uma arvore onde a temperatura é ideal para o desenvolvimento do fungo, morda a levedura central de uma folha e morra. Em seguida o fungo continua se desenvolvendo e forma um pedúnculo em que haverá a formação de um peritécio contendo muitos esporos. O fungo altera a fisiologia e a musculatura da mandíbula da formiga

  1. Toxoplasma Gondii

É um parasita intracelular obrigatório, ele tem que entrar em ua célula para completar seu ciclo de vida. O hospedeiro definitivo é o gato porque é nele que ocorre a fase sexuada. O gato elimina em suas fezes, cistos do parasita e esses cistos podem ser ingeridos por roedores e nesses animais eles vão se desenvolver formando cistos teciduais. Eventualmente, o gato vai caçar um desses animais e vai adquirir o toxoplasma que passa pela fase sexuada dentro do gato. Os cistos também podem contaminar alimentos, agua e outros animais como porcos e cabras. A carne mal passada e o alimento contaminado pode conter cistos que podem levar ao desenvolvimento da toxoplasmose no ser humano.

Nível de exigência do parasito em relação ao seu hospedeiro.

 Parasito Obrigatório: Em condições naturais não podem prescindir da vida parasitária. Exemplo: protozoários e helmintos.

 Parasito Facultativo: Habitualmente livres, podem se implantar em outros seres vivos e tornarem-se parasitas/patógenos. Exemplos: fungos.

Número de hospedeiros necessários para completar o ciclo evolutivo:

 Parasito Monoxênico: Só possui hospedeiro definitivo.

 Parasito heteroxênico: Possui hospedeiro definitivo e intermediário.

Localização habitual:

 Parasito Cavitário: Encontrado em cavidades naturais do organismo e lúmen de órgãos como os intestinos grosso e delgado. Exemplos: vermes e protozoários.

 Parasito Tecidual: Encontrado no sangue, líquor, linfa, líquidos intersticiais e diferentes tecidos.

 Parasito Superficial: Encontrado na superfície da pele, unhas ecabelos.

O desenvolvimento de um parasito se inicia pela instalação no hospedeiro e obedece a um programa regular de acontecimentos- CicloBiológico.

O ciclo biológico também envolve a passagem (transmissão) do parasito de um hospedeiro para outro hospedeiro e o seu desenvolvimento neste último.

Conhecer o ciclo biológico do parasito permite que se entenda a sua biologia e sua(s) relação (ões) com o(s) hospedeiro(s) e, consequentemente, a sua patogenicidade.

Fornece uma visão de pontos de prevenção, tratamento e controle das parasitoses (profilaxia).

Patogenicidade: É a habilidade/capacidade do agente etiológico (parasito) emprovocar lesões/danos e

parasito causa lesões/danos e doenças/infecção.

Profilaxia: É o conjunto de medidas que visam à prevenção, controle ou erradicação das lesões/danos e doenças/infecções causadas pelos parasitos.

Parasito e Hospedeiro: Incluem os eucariotos (protozoários, artrópodes, helmintos (acantocéfalos, platelmintos, nematódeos), fungos).

Observação: Vírus e bactérias também podem ser parasitas, mas estes não serão estudados.

Observação: Viva aonde viver, esteja onde estiver o homem sempre está exposto as infecções parasitárias em maior ou menor grau. Contudo, a severidade da doença causada pelas parasitoses depende de vários fatores que se relacionam, tais como: - A(s) espécie(s) do(s) parasito(s);- A carga parasitária;- A idade do hospedeiro;- O estado nutricional e imunológico do hospedeiro.

Fatores que predispõem à infecção grave por parasitos:

 O parasito se adapta a cada nicho do hospedeiro;  Ocorre a formação de uma relação íntima.

 Dependência metabólica;  Muitas adaptações podem ser observadas;  Ocorre uma relação duradoura (crônica)

 No parasitismo endêmico, quando ele está restrito a uma determinada região do país ou do planeta.

 Existe um reservatório de infecção;  Vias de transmissão entre hospedeiro/vetor.  Capacidade reprodutiva garantida.

Geralmente o parasito mais bem adaptado é também o menos patogênico (o que menos causa danos).

 Educação;  Condições socioeconômicas;  Tratamento adequado;  Bom diagnóstico.