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Introdução, Teníase e Cisticercose., Notas de estudo de Parasitologia

O resumo aborda o conceito geral sobre Helmintos e o funcionamento das doenças Teníase e Cisticercose.

Tipologia: Notas de estudo

2021

À venda por 22/06/2023

giovana__oliveira
giovana__oliveira 🇧🇷

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PARASITOLOGIA
SEMESTRE
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Baixe Introdução, Teníase e Cisticercose. e outras Notas de estudo em PDF para Parasitologia, somente na Docsity!

PARASITOLOGIA

4 °SEMESTRE

INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS DOS

HELMINTOS, PLATELMINTOS E

CESTÓIDES

Helmintos

FILO PLATELMINTES

  • vermes achatados
  • classe Cestoda
  • classe Trematoda

TENÍASE & CISTICERCOSE

  • duas doenças humanas causadas:
  1. Teníase
  • verme adulto (intestino)
  • hospedeiro definitivo: homem
  • hospedeiros intermediários: Taenia solium (porco) & taenia saginata (boi)
  1. Cisticercose
  • cisticerco, forma larvária (tecidos)
  • homem é hospedeiro intermediário acidental
  • Hospedeiro definitivo: taenia solium (porco)
  • possuem corpo achatado, segmentado, com poucas ou centenas de proglotes
  • Corpo do adulto é formado por:
  1. Escólex
  • ventosas (adesão)
  • Rostro, rostelo ou acúleos (fixação)
  1. Colo
  2. Estróbilo, tronco ou corpo

TENÍASE

  • verme adulto: 5-12 (T. solium) ou 10-12 (T. saginata) semanas após a infecção
  • Geralmente 1 tênia/individuo, aderida à mucosa do jejuno
  • ovos morfologicamente idênticos entre as duas especies de Taenia spp Taenia spp. (Taenia saginata & Taenia solium)
  1. Ovo
  2. Útero
  3. Canal deferente
  4. Átrio (poro) genital
  5. Vagina
  6. Ovário
  7. Canal excretor longitudinal
  8. Vitelária
  9. Canal excretor transversal
  10. Testículos
  11. Canal eferente
  12. Receptáculo seminal
  13. Oótipo
  14. Glândulas de Mehlis TAENIA SAGINATA (boi)
  • hospedeiro definitivo: homem
PRINCIPAIS SINTOMAS
  • frequentemente assintomático, no entanto, à medida que o parasita se fica à parede intestinal e se desenvolve, podem surgir sintomas como:
  1. Diarreia frequente ou prisão de ventre
  2. Enjoo
  3. Dor abdominal
  4. Dor de cabeça
  5. Falta ou aumento do apetite
  6. Tontura
  7. Fraqueza
  8. Irritabilidade
  9. Perda de peso 10.Cansaço e insônia 11.Hemorragia 12.Produção/liberação de pouco ou muito muco e 13.Eosinofilia Em crianças → atraso no crescimento e no desenvolvimento, assim como dificuldade para ganhar peso. DIAGNÓSTICO
  • Muitas vezes realizado pelo próprio paciente ou por parentes que detectam proglótides nas fezes e nas roupas íntimas.
  • Pesquisa de proglótides (por TAMISAÇÃO): fezes desfeitas para a busca de proglótides; proglótides colocadas entre lâminas e descoradas com ácido acético; análise das ramificações uterinas (diferenciação T. saginata vs Taenia solium).
TRATAMENTO
  • Praziquantel - dose única (10-20mg/kg)
  • Albendazol - dose única (400mg)
  • ambas as drogas levam à diminuição do estoque de glicogênio
  • Só a destruição e expulsão do escólex assegura a cura
  • não ha tratamento efetivo com drogas contra os cisticercos para hospedeiros intermediários (boi e porco) INFECÇÃO
  1. Animais (bovinos & suínos) ingerem algum alimento infectado com fezes contaminadas com ovos
  2. Larva oncosfera eclode no intestino do animal
  3. Os cisticercos se instalam no músculo ou outros tecidos do animal
  4. Ocorre a ingestão da carne crua do animal com cisticercos por humanos
  5. Humano contrai Teniase
  6. Verme adulto no jejuno do humano (hospedeiro definitivo)
  7. Ovos eliminados nas fezes do humano infectado
PROFILAXIA
  • Inspeção das carcaças → localização dos cisticercos (Carcaças parasitadas devem ser tratadas ou um destino adequado, levando-se em consideração o grau de infecção)
  1. Tratamento da carne pelo frio
  2. Tratamento pelo calor (carne industrial)
  3. Salga
  4. Destruição da carcaça quando são encontrados mais de 25 cisticercos.
  • Educação sanitária → orientar a população para o consumo de carne inspecionada, diminuir consumo de carne crua ou mal passada, esclarecer sobre a importância do destino adequado dos excrementos.

CISTICERCOSE

  • Endêmica na maioria dos países em desenvolvimento: Ásia, América Latina-Central e África do Sul.
  • Geralmente muitos cisticercos, risco aumenta com idade, consumo de porco e baixa higiene.]
  • Cisticercos: 5mm, vivem 1 ano se degenera, gerando nódulos calcificados TECIDOS MAIS COMUNS PARA DESENVOLVIMENTO DAS LARVAS ONCOSFERAS
  • olhos e anexos (46%)
  • Sistema nervoso (41%)
  • Tecidos cutâneo e subcutâneo (6%)
  • Músculos (3,5%) CONTAMINAÇÃO HETEROINFECCAO
  • mais comum
  • Pela ingestão de comida ou água contaminada AUTO-INFECÇÃO EXÓGENA
  • oro-fecal AUTO-INFECÇÃO ENDÓGENA
  • eclosão interna
NEUROCISTICERCOSE HUMANA (NCC)
  • qualquer parte do SNC
  • Geralmente intracerebral, intraventricular, subaracnóideo ou cordão espinhal
  • Causa de 26.3% a 53.8% das epilepsias em países em desenvolvimento
  • Infecção parasitária mais comum no SNC, responsável por 1/3 de todos casos de epilepsia na Índia.
  • Aproximadamente 50.000 pessoas morrem/ ano. SINTOMAS
  • convulsões
  • Déficits motores
  • Distúrbios visuais
  • Cefaleia e nauseas PATOGÊNESE
  • Instalação do embrião deflagra um processo inflamatório crônico, levando à formação de uma camada fibrosa ao redor do cisticerco.
  • Após a morte do parasita, os produtos de degradação fazem com que o processo inflamatório se intensifique.
  • O cisticerco morto sofre um processo de calcificação (mais comum no tecido muscular).
  • Após a absorção do cisticerco, a reação inflamatória diminui e forma-se um nódulo cicatricial.
CONSEQUÊNCIAS
  • Hipertensão intracraniana
  • Cefaleia
  • Vômitos em jato
  • Vertigens, sonolência
  • Distúrbios respiratórios
  • epilepsia
  • Distúrbios mentais
  • Óbito OFTALMOCISTICERCOSE
  • cisticerco se aloja na região dos olhos
  • causa perturbação da visão e cegueira