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IntroducaoAlgebraVetorial.pdf
Tipologia: Notas de aula
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Não perca as partes importantes!





























































































10.7.2 Angulo entre Reta e Plano....................... 214ˆ
10.7.3 Distˆancia entre Reta e Plano...................... 215 10.8 Exerc´ıcios.................................... 218
v
Como exemplos deste tipo de grandeza podemos citar:
Assim temos que, por defini¸c˜ao, as grandezas que podem ser completamente definidas por sua magnitude s˜ao chamadas de grandezas escalares. As grandezas escalares, como vimos pelos exemplos, s˜ao onipresentes em nosso dia- a-dia. Trabalhar com grandezas escalares ´e simples e j´a estamos bastante acostumados a trabalhar com elas. Realizar opera¸c˜oes aritm´eticas envolvendo este tipo de grandeza ´e realizar opera¸c˜oes aritm´eticas envolvendo n´umeros reais.
Exemplo:
A = h · l
Portanto:
A = h · l = 20, 0 × 18 , 0 = 360m^2
Portanto, a ´area do terreno comprado por Jo˜ao para fazer a casa de seus sonhos ´e de 360 m^2.
vm = ∆ ∆st onde ∆s ´e a distˆancia percorrida e ∆t ´e o tempo gasto para percorrer essa distˆancia. Assim, como ∆s = 42195 m e ∆t = 7408 s, temos que a velocidade m´edia de Patrick na maratona em bateu o recorde mundial foi de:
vm = ∆s ∆t
∼= 5, 70 m/s
Portanto, a velocidade m´edia de Patrick na prova em que conseguiu o recorde mundial da maratona foi vm ∼= 5, 70 m/s
Diversos outros problemas e exemplos envolvendo apenas grandezas escalares aparecem em nosso cotidiano e j´a estamos acostumados a trabalhar com esse tipo de grandeza matem´atica. Por outro lado, na maioria dos problemas de F´ısica, Matem´atica e Engenharia, al´em das grandezas escalares, temos que trabalhar com as grandezas vetoriais. Por isto pre- cisamos entender o que s˜ao esse tipo de grandeza matem´atica e aprender a trabalhar com elas.
Diferente das grandezas escalares, h´a grandezas que precisam de mais que uma inten- sidade ou magnitude para serem descritas. Estas precisam de uma intensidade (associada a uma unidade), de uma dire¸c˜ao e de um sentido para serem totalmente caracterizadas. Estas grandezas s˜ao chamadas grandezas vetoriais. Para come¸carmos a entender estas grandezas, vamos a um exemplo.
Como pudemos perceber pelo exemplo acima, para especificar completamente uma grandeza vetorial precisamos explicitar:
⋄ a intensidade ou o tamanho ou o comprimento ou a magnitude ou a norma;
⋄ a dire¸c˜ao; e
⋄ o sentido.
Neste livro usamos, indiferentemente, as palavras intensidade, tamanho, comprimento, magnitude e norma para nos referirmos `a mesma grandeza: o tamanho de um vetor. Podemos citar v´arias grandezas vetorias presentes em nosso dia-a-dia. Vejamos alguns exemplos simples.
Exemplos:
Ap´os entendermos, nesta se¸c˜ao, o que s˜ao grandezas vetoriais e observarmos a sua onipresen¸ca em nosso cotidiano, precisamos classificar e estudar os tipos de grandezas vetoriais. Na verdade, vamos estudar e trabalhar com dois tipos de grandezas vetoriais: segmentos orientados; e vetores. Nosso objetivo principal neste livro ´e aprender a trabalhar com os vetores, mas n˜ao vemos sentido em atingir este objetivo sem entendermos, tamb´em, o que s˜ao segmentos orientados e quais as diferen¸cas entre vetores e segmentos orientados. Assim, nas pr´oximas se¸c˜oes deste cap´ıtulos vamos estudar os conceitos de segmentos orientados e de vetores. Explicitamente, vamos definir segmento orientado para, a partir deste conceito, definir vetor.
Segmento orientado ´e um segmento de reta ou um peda¸co de reta com um sentido fixado. Um segmento de reta liga dois pontos do plano ou do espa¸co tridimensional.
Observa¸c˜oes:
AB ´e diferente do segmento orientado
BA. Eles tem a mesma dire¸c˜ao, e o mesmo comprimento, mas tem sentidos diferentes. Dizemos que − AB→ e − BA→ tem sentidos opostos ou que s˜ao vetores opostos.
No conjunto dos segmentos orientados vamos definir uma rela¸c˜ao. Dizemos que dois segmentos orientados se relacionam se eles tem a mesma dire¸c˜ao, o mesmo sentido e o mesmo comprimento. Se o segmento orientado − AB→ se relaciona com o segmento orientado − GH−→ escrevemos − AB→ ∼ − GH−→.
Esta rela¸c˜ao tem propriedades bastante interessantes. Dados os segmentos orientados − AB→, − CD−→ e − EF→ , temos as seguintes propriedades:
Quando uma rela¸c˜ao tem as propriedades reflexiva, sim´etrica e transitiva dizemos que esta rela¸c˜ao ´e uma rela¸c˜ao de equivalˆencia. A rela¸c˜ao entre segmentos orientados, definida acima ´e uma rela¸c˜ao de equivalˆencia. Esta rela¸c˜ao de equivalˆencia ‘divide’ ou par- ticiona o conjunto dos segmentos orientados em subconjuntos que s˜ao chamados classes de equivalˆencia ou classes de equipolˆencia. Esta ‘divis˜ao’ ´e uma ‘boa’ divis˜ao pois, cada segmento orientado pertence a uma, e somente uma, classe de equivalˆencia. As rela¸c˜oes de equivalˆencia foram apresentadas aqui apenas como uma curiosidade para maiores detalhes vocˆe pode consultar um livro de mais avan¸cado de Algebra.´
Um vetor ´e o conjunto de todos os segmentos orientados do espa¸co que tem mesma dire¸c˜ao, mesmo sentido e mesmo comprimento. Neste caso, cada segmento orientado ´e chamado de representante do vetor. Chamamos de espa¸co vetorial e denotamos por V o conjunto de todos os vetores no plano ou no espa¸co tridimensional. Em geral, usaremos letras min´usculas, do nosso alfabeto, com uma seta em cima para designar um vetor. Por exemplo, as grandezas a seguir s˜ao vetores: −→v , −→u e −→w. Alguns autores usam letras min´usculas, do nosso alfabeto, em negrito para designar vetores. Nesse caso ter´ıamos como exemplo de representa¸c˜ao de vetores v, u e w. Em nosso livro, n˜ao vamos usar nota¸c˜ao de vetores em negrito por entendermos que causa causa confus˜ao e problemas ao estudante tentar representar vetores usando essa nota¸c˜ao ao escrever ‘`a m˜ao’ em cadernos de anota¸c˜oes, testes e provas.
O conceito de vetor ´e, em algum sentido, parecido e algumas vezes at´e confundido com o conceito de segmento orientado. Mas, existem diferen¸cas. As principais diferen¸cas entre segmentos orientados e vetores est˜ao listadas a seguir:
i. Um segmento orientado tem lugar fixo no plano ou no espa¸co. Enquanto um vetor n˜ao tem lugar fixo no plano ou no espa¸co.
ii. Um segmento orientado n˜ao ´e totalmente caracterizado por sua dire¸c˜ao, seu sentido e seu comprimento. J´a um vetor ´e totalmente caracterizado por sua dire¸c˜ao, seu sentido e seu comprimento.
iii. Um segmento orientado est´a totalmente caracterizado por seu ponto inicial e por seu ponto final. E um vetor n˜ao tem ponto inicial fixo ou ponto final fixo no espa¸co.
iv. Um segmento orientado n˜ao ‘anda’ no espa¸co, o segmento orientado est´a fixado no espa¸co, tem um ponto inicial A e um ponto final B fixos no plano ou no espa¸co. E um vetor ‘anda’ no espa¸co, ou seja, fixado um vetor e dado um ponto A existe um representante deste vetor que tem ponto inicial em A, e dado um ponto B existe um representante deste vetor que tem ponto inicial em B.
Que um segmento orientado com:
Assim:
Do exposto at´e o momento, podemos apresentar o seguinte conceito para vetor. Vetor: ´e o conjunto de todos segmentos orientados de mesma dire¸c˜ao, mesmo sentido e mesmo comprimento. E com a rela¸c˜ao de equivalˆencia que definimos no conjunto dos segmentos orientados, na se¸c˜ao anterior, podemos completar a defini¸c˜ao de vetor definindo um vetor como uma classe de equivalˆencia ou classe de equipolˆencia. Esta ´e uma defini¸c˜ao, matematicamente, mais precisa. Com esta defini¸c˜ao, vetor, por ser uma classe de equivalˆencia, j´a tem v´arias propriedades. Mas, para um primeiro curso de gradua¸c˜ao podemos ficar com a defini¸c˜ao de vetor como conjunto de segmentos orientados com mesma dire¸c˜ao, mesmo sentido e mesmo comprimento.
Exemplos
Resposta: Destacando com cores diferentes os diferentes vetores (ver figura a seguir) vemos que h´a 5 vetores na figura.
Resposta: Marcando os vetores diferentes com cores diferentes (ver figura a seguir), percebemos que h´a 7 vetores na figura.
Vamos querer fazer opera¸c˜oes com vetores, assim vamos estudar e estruturar melhor o conjunto V de todos os vetores no espa¸co.
⋄ Sentido: O sentido do vetor −→v ´e o sentido de um dos representantes deste vetor.
⋄ Norma: A norma ou m´odulo de −→v ´e o comprimento ou tamanho de um dos representantes deste vetor. A nota¸c˜ao que vamos usar para norma do vetor −→v ´e |−→v |.
Exemplo: Considere o cubo da figura abaixo com v´ertices ABCDEFGH.
i) Os segmentos orientados − AB,→ − DC,−→ − EF ,→ − HG−→ s˜ao alguns dos representantes de um vetor que denotaremos por −→u.
ii) Os segmentos orientados − BA,→ − CD,−→ − F E,→ − GH−→ s˜ao alguns dos representantes de um vetor que denotaremos por −→w.
iii) Os segmentos orientados − AE,→ − CG,→ − DH,−→ − BF−→ s˜ao alguns dos representantes de um vetor que denotaremos por −→ t.
iv) Os segmentos orientados − EC,−→ − GA→ n˜ao s˜ao representantes de um ´unico vetor, eles representam vetores distintos. Tamb´em n˜ao confundir os segmentos orientados − HB−→ e − F D−→. Estes vetores s˜ao destacados nos cubos da figura abaixo.