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J. M. Keynes RESUMO DO CAPITULO 7, Manuais, Projetos, Pesquisas de Economia Política

Resumo tendo como base a vida de Keynes

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 18/09/2020

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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE
PROFESSOR ÁLVARO BADO
ECONOMIA POLÍTICA
ATIVIDADE 7- LIVRO “OS GRANDES
ECONOMISTAS”- Capítulo 7 J. M. KEYNES, o
reformador do capitalismo.
Ali Mohamed Chanine (TIA 32013991)
Anna Júlia de Freitas Castro (TIA 32076290)
Carolina Mendonça Navarro Guirado (TIA 32076576)
Mariana do Carmo Romanin (TIA 32086741)
Victor Duarte Balducci (TIA 32014775)
São Paulo, 08 de Junho de 2020
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UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE

PROFESSOR ÁLVARO BADO

ECONOMIA POLÍTICA

ATIVIDADE 7- LIVRO “OS GRANDES

ECONOMISTAS”- Capítulo 7 – J. M. KEYNES, o

reformador do capitalismo.

Ali Mohamed Chanine ( TIA 32013991)

Anna Júlia de Freitas Castro ( TIA 32076290)

Carolina Mendonça Navarro Guirado ( TIA 32076576)

Mariana do Carmo Romanin ( TIA 32086741)

Victor Duarte Balducci ( TIA 32014775)

São Paulo, 08 de Junho de 2020

ÍNDICE:

  • Introdução..........................................................................................................
  • Principais Obras.................................................................................................
  • Tópico I...............................................................................................................
  • Tópico II..............................................................................................................
  • Tópico III.............................................................................................................
  • Prolongamentos e Críticas.................................................................................
  • Conclusão.........................................................................................................
  • Bibliografia básica e complementar..................................................................

Tópico I – Keynes põe em questão as perspectivas dos

economistas clássicos

A abordagem de Keynes é decididamente macroeconômica: Keynes põe em questão as perspectivas dos economistas clássicos, por meio de uma abordagem macroeconômica. A revolução keynesiana trata de uma ruptura com essas abordagens, ensinando a considerar o sistema econômico em seu conjunto e a analisar as diferentes grandezas da economia global. Em sua obra Keynes também contesta a “lei dos mercados” de Jean-Baptiste Say que dizia que a oferta cria a própria demanda. Sua crítica se baseia na inadequação entre os rendimentos distribuídos duramente a produção e os gastos desses mesmos rendimentos na compra da produção. A poupança também era um argumento, já que ela rompia com a lógica da lei de Say. Na questão do subemprego Keynes destaca os efeitos perversos da poupança, incluindo o seu excesso na dinâmica da crise, já que na sua visão os consumidores ao reduzir suas despesas estariam incentivando os empresários a diminuir os investimentos o que não criaria empregos. Assim o aumento do desemprego resultaria na diminuição do consumo, piorando a situação.

Keynes contesta a teoria clássica da taxa de juros e a neutralidade da moeda: Keynes contesta a teoria clássica da taxa de juros e a neutralidade da moeda, mostrando que a taxa de juros regula menos o mercado de capitais do que a oferta e a demanda da moeda, isto é, “dinheiro liquido.” Recorre então a um novo instrumento: a preferência pela liquidez, respondendo a três motivações: um motivo de transição; um motivo de precaução; um motivo de especulação.

A moeda não é neutra em relação à evolução da conjuntura econômica. A moeda deixa de ser um veiculo de trocas, atuando sobre a economia através da taxa de juros. A diminuição dessa taxa pode estimular os empresários a aumentar seus investimentos e, assim, criar empregos.

Keynes contesta a teoria clássica do desemprego: Keynes se opõe a ideia de que o desemprego só pode ser voluntário, isto é, ligado a recusa dos trabalhadores de aceitar uma baixa em sua remuneração, pois isto para ele só pode gerar um aumento no desemprego, nenhuma alteração consegue romper o círculo vicioso do subemprego, na medida em que os salários nominais (expressos em moeda) serão iguais aos salários reais (salários nominais corrigidos pela evolução dos preços). Uma redução salarial de 10%, associada a uma baixa do nível geral dos preços de 10%, mantém inalterado o nível de lucro das empresas. Não pode haver, portanto, criação de empregos. Se a redução salarial é de 10%, ao passo que a baixa dos preços é de apenas 8%, os salários reais têm uma queda de 2%. Essa perda de poder aquisitivo traz como consequência uma redução das despesas de consumo, que por sua vez acarreta baixa do emprego e do investimento das empresas, motores da dinâmica keynesiana.

A demanda de bens de produção ou nível da demanda de investimento depende da taxa de juros e da rentabilidade, descontados os investimentos: A taxa de juros, ou seja, o empréstimo do dinheiro, é determinada pelo jogo da demanda e de oferta de moeda líquida. A demanda monetária é função da preferência pela liquidez, que corresponde às intenções de transação, precaução e especulação dos agentes do sistema econômico. A oferta da moeda provém da política monetária, onde as autoridades monetárias decidem sobre a criação de moeda em vista de sua estratégia de política econômica global. A rentabilidade dos investimentos é determinada por quatro parâmetros, que servem de orientação para as decisões dos empresários. O impulso para investir tem origem no volume dos capitais existentes no setor de produção que interessa ao empresário. O mesmo também analisa a intensidade da utilização dos capitais já presentes no setor. Se os equipamentos já são valorizados e tem capacidades de produção subempregadas, o estímulo a investir é pequeno. Ademais, a rentabilidade do investimento nunca é avaliada a curto prazo. Assim, a atividade econômica no momento, bem como a evolução da produção e do consumo, podem acelerar ou frear a decisão de investir.

Keynes toma de empréstimo a Richard Kahn a teoria do multiplicador, que se torna um elemento central da teoria geral: O aumento da demanda efetiva exerce um efeito multiplicador sobre o rendimento, ou seja, um aumento mais do que proporcional à alta inicial que lhe deu origem.

Tópico III – Keynes preconiza, em período de crise, a

intervenção do poder público.

A ampliação das funções do Estado é a única maneira de evitar uma destruição das instituições econômicas: Perante a crise econômica, a recessão e o desemprego, os poderes públicos devem acionar políticas econômicas que permitam a restauração do pleno emprego. Para isso, é preciso favorecer o aumento da propensão ao consumo, sobretudo por meio da política fiscal, e apoiar e desenvolver o investimento com a determinação da taxa de juros. Para assegurar o equilíbrio econômico e o crescimento, o Estado se substitui aos mecanismos espontâneos do mercado, mas sem eliminar a sociedade civil em favor de um sistema coletivista. Keynes não acredita no socialismo de Estado e nem no princípio das nacionalizações: o Estado não deve assumir a propriedade dos meios de produção.  As finanças públicas que associam a política fiscal e os gastos públicos, devem permitir a alavancagem da atividade econômica: Em matéria de gastos públicos, Keynes se opõe à “ortodoxia orçamentária” cara aos liberais, segundo a qual as despesas devem ser iguais às receitas fiscais, e o Estado deve dar o exemplo não gastando mais do que recebe. O economista vai abandonando essa visão na medida em que uma retratação dos gastos públicos com a finalidade de equilibrar o orçamento só pode aumentar a recessão e, portanto, o desemprego. A reabsorção da recessão e do desemprego resultará num retorno ao equilíbrio orçamentário, devido ao aumento das receitas fiscais auferidas com os rendimentos da atividade.  Deve-se buscar a baixa das taxas de juros para permitir a alavancagem do investimento e, por conseguinte, do emprego: A oferta de moeda, que é determinada pelos poderes públicos, pode ser aumentada de forma vantajosa para forçar a baixa das taxas de juros. Essa política econômica não é absolutamente inflacionária, na medida em que existem capacidades de produção ociosas nas empresas e a economia é caracterizada por uma situação de subemprego. Keynes considera que a alta dos preços é determinada essencialmente por um desequilíbrio entre a oferta e a demanda.

CONCLUSÃO:

Através da realização deste trabalho, pode-se concluir que a obra de Keynes constitui um dos monumentos do pensamento econômico. A exemplo de Smith e Marx, ele deu origem a um dos três principais paradigmas da ciência econômica: o keynesianismo.

Opondo-se à ortodoxia liberal, Keynes mostrou os limites das reflexões neoclássicas, sobretudo na questão do subemprego. Pronunciou-se também contra a teoria quantitativa da moeda, como havia sido enunciada pelo economista norte- americano Irving Fisher. Mas a essência da “revolução keynesiana” reside na interpretação da grande crise dos anos 1930. Com uma visão global das interações econômicas, Keynes, em sua Teoria Geral, propôs um modelo macroeconômico que seria o fio condutor das políticas econômicas das chamadas Trente Glorieuses, os trinta anos de reconstrução e desenvolvimento pós- guerra.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR:

OS GRANDES ECONOMISTAS, Jean-Claude Drouin, Martins Fontes

Apostila do Professor Alvaro L. Bado

Artigos do R. Heilbroner: O mundo enfermo de J.M.Keynes.