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Resumo do capítulo 2 do livro Empreendedorismo: Transformando Ideias em Negócios, do autor José Dornelas.
Tipologia: Resumos
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Dornelas (2016, p.7) aborda o empreendedorismo como a nova revolução econômica, a qual impactará a vida da sociedade, haja vista que os países dependem de seus empreendedores e da competitividade entre eles. O empreendedor é aquele que inova, o “visionário” da sua época, o responsável direto pelas invenções e pela alteração do estilo de vida das pessoas. Desta forma, o processo empreendedor tem sido priorizado pelos países desenvolvidos, inclusive nas escolas e universidades, incentivando o pensamento inovador em todas as áreas, não somente para a abertura de um negócio, mas para qualquer área, uma vez que os empresários são a válvula de escape para a crise econômica. O movimento do empreendedorismo brasileiro começou a tomar forma na década de 1990, quando foi criado o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a SOFTEX (Sociedade Brasileira para Exportação de Software) foram criadas. A partir desta criação, programas e ações destinadas às atividades de empreendedorismo foram desenvolvidas em todo país, junto com as universidades, as quais despertaram o interesse na sociedade brasileira para o tema empreendedorismo, sobretudo para a ferramenta Plano de Negócios ( business plan ) que, até então, era ignorada. Atualmente, é um dos maiores programas de empreendedorismo do mundo, sendo superado, somente, pelos EUA. No Brasil, em cada 100 pessoas, 13 desenvolvem alguma atividade empreendedora, transformando o país no lugar com mais negócios iniciados em relação aos seus habitantes. Entretanto, dentro destes números, observamos dois contrapontos do empreendedorismo: oportunidade e necessidade. Embora muitos novos negócios se iniciem por uma oportunidade (ideia inovadora), outros (não poucos) nascem pela necessidade de levar o sustento às famílias e, estes, tendem a permanecer na informalidade, algo muito comum no Brasil, corroborando para o insucesso e mortandade destes pequenos negócios. Apesar disto, há esperanças de dias melhores aos novos empresários, conquanto ainda não se disponha de políticas públicas contínuas para consolidar o empreendedorismo no país, todavia, este papel investidor vem se tornando realidade e, cada vez mais, presente no cotidiano econômico.
No século XVII, o termo empreendedorismo foi criado, justamente para diferenciar o empreendedor do capitalista (em termos mais atuais o investidor). Ao final do século XIX, os empreendedores eram confundidos com os gerentes e administradores (o que ainda acontece nos tempos atuais). Existem diferenças entre um administrador e um empreendedor. O empreendedor deve ser um bom administrador, mas um administrador competente nem sempre é um empreendedor. “Empreendedor” significa aquele que assume riscos e começa algo novo, sendo de origem na linguagem francesa ( Entrepreneur ), nesta linha de raciocínio, conseguimos identificar as diferenças entre ele e o administrador, onde o planejamento, a organização e o controle são características administrativas, a qualidade do empreendedor lhe permite ir além: criar um negócio. Podemos destacar, ainda, as características dos empreendedores de sucesso, tais como: são visionários, sabem tomar decisões, fazem a diferença em seu meio, exploram ao máximo as oportunidades, determinados e dinâmicos, dedicados, otimistas, apaixonados pelo que fazem, independentes, bons líderes e formadores de equipes, bem relacionados, organizados, planejadores, possuem conhecimento, assumem riscos e criam valores para a sociedade. Em suma, o empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. O empreendedor conhece amplamente o negócio em que atua. Existem alguns mitos em relação aos empreendedores, como eles serem natos e nascerem para o sucesso, entretanto, o que de fato acontece é que eles nascem com um nível de inteligência aguçado e, com o passar dos anos, acumulam habilidades, experiências e contatos ( network ), além de possuírem visão e perseguirem oportunidades. Outro mito seria que eles são “jogadores” que assumem riscos altíssimos, o que não é verdade, pois assumem riscos calculados, compartilhados e divididos. Não são “lobos solitários”, mas, sim, ótimos líderes e criadores de equipes. Podemos definir o conceito do termo “empreendedorismo” como o envolvimento de pessoas e processos, os quais, em conjunto, levam à transformação de ideias em oportunidades. O ensino do empreendedorismo ajudará na formação de melhores empresários. Quando falamos a respeito do processo empreendedor, podemos citar que se deve a uma junção de fatores externos, ambientais, sociais e aptidões pessoais, as quais possibilitarão a criação de um
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 6. ed. São Paulo: Empreende, 2016.