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leandrosilva PLANTAS INVASORAS
Tipologia: Notas de estudo
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FACULDADE DE AGRONOMIA E MEDICINA VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Agronomia da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF, para obtenção do título de Mestre em Agronomia – Área de Concentração em Produção Vegetal.
Passo Fundo, maio de 2011
FACULDADE DE AGRONOMIA E MEDICINA VETERINÁRIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA
Orientador: Prof. Dr. Mauro Antônio Rizzardi
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Agronomia da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da UPF, para obtenção do título de Mestre em Agronomia – Área de Concentração em Produção Vegetal.
Passo Fundo, maio de 2011
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CIP – Catalogação na Publicação
Catalogação: Bibliotecária Marciéli de Oliveira - CRB 10/
S586m Silva, Leandro Manejo de plantas daninhas dicotiledôneas na cultura da soja (Glycine max L. Merr.) / Leandro Silva. – 2011. 105 f. : il. ; 25 cm. Orientador: Prof. Dr. Mauro Antonio Rizzardi. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Universidade de Passo Fundo, 2011.
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Às duas maiores razões
de meu viver
Thiago e Gabriela
OFEREÇO.
À minha querida “colega” de mestrado Cristiane Maria Tibola DEDICO.
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Gostaria de utilizar este espaço para agradecer às pessoas que foram fundamentais para que este projeto pessoal se tornasse realidade. Aos meus filhos Thiago e Gabriela que precisam muito mais do meu tempo, mas que mesmo assim são as pessoas mais maravilhosas do mundo. À minha namorada e colega de mestrado Cristiane Maria Tibola que vive comigo todos os momentos (bons e ruins) desta aventura. Ao meu orientador Prof. Dr. Mauro Antônio Rizzardi pela orientação. Aos colegas de empresa, Rogério Carlos Gasparin, Ernani A. Schumman e Marcos Lenz pela amizade e auxílio na condução dos experimentos à campo. Ao produtor rural Sr. Irmfried O. I. H. Schmiedt e ao seu filho, Marcos Schmiedt, pela gentileza em ceder a área onde foi realizado o experimento. Ao grandioso time Biotech Soy, Edson Corbo, Ruben Brito Silva, Gustavo Hidalgo e Marcelo Batistela grandes amigos e incentivadores. Ao amigo Marcelo Akira Naime Nishikawa, pelo incentivo, orientação e amizade. À melhor professora de estatística que tive, colega de empresa e amiga Lucimara Blumer. À empresa Monsanto do Brasil Ltda, pelo apoio e por ter me possibilitado usar boa parte do meu tempo para se dedicar à este projeto e ao mestrado.
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Figura Página 01 Precipitação pluvial (mm); Temperatura média, média das máximas e média das mínimas (ºC), entre maio de 2009 e abril de 2010. Dados: Cotrijal................................................................ 22 02 Produção de matéria seca pelas coberturas de inverno. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/2010... (^30) 03 Infestação^ por^ Euphorbia^ heterophylla^ em 16/10/2009, próximo à dessecação das coberturas de inverno (27/10/2009). Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10.......................................................... (^33) 04 Infestação^ por^ Conyza^ spp.^ em^ 16/10/2009, próximo à dessecação das coberturas de inverno (27/10/2009). Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10. (^34) 05 Infestação^ por^ Euphorbia^ heterophylla^ em 08/12/2009, logo após semeadura da soja (07/12/2009). Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10. (^36) 06 Infestação por^ Conyza^ spp. em 08/12/2009, logo após a semeadura da soja (07/12/2009). Não-Me- Toque, RS, safra 2009/10....................................... (^37) 07 Controle de^ Conyza^ spp. 28^ DAAS. Não-Me- Toque, RS, safra 2009/10................................... (^39) 08 Controle de Ipomoea spp. 28 DAAS. Não-Me- Toque, RS, safra 2009/10................................... 41
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09 Controle de Euphorbia heterophylla 28 DAAS. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10..................... 46
10 Controle de^ Raphanus^ spp. 28 DAAS. Não-Me- Toque, RS, safra 2009/10................................... (^49)
11 Controle de^ Euphorbia heterophylla^ no estádio R6 da soja. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10.. (^52)
12 Controle de^ Ipomoea^ spp. no estádio R6 da soja^. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10..................... 55
13 Estatura de plantas de soja avaliada em função do tipo de cobertura de inverno. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10............................................... (^58)
14 Estatura^ de^ plantas^ de^ soja^ em^ função^ do tratamento utilizado em pós-emergência. Não- Me-Toque, RS, safra 2009/10............................. (^59)
15 Estatura^ de^ plantas^ de^ soja^ em^ função^ do tratamento pré-semeadura e de pós-emergência. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10..................... (^60)
16 Produtividade da soja em função das coberturas de inverno e dos tratamentos de pré-semeadura. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10.................... (^62)
17 Produtividade da soja em função dos tratametos utilizados em pré-semeadura e pós-emergência. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10..................... (^64)
18 Produtividade da soja em função das coberturas de inverno e dos tratamentos de pós-emergência. Não-Me-Toque, RS, safra 2009/10.................... (^65)
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MANEJO DE PLANTAS DANINHAS DICOTILEDÔNEAS
RESUMO – Plantas daninhas dicotiledôneas, sempre foram e continuam sendo, um dos grandes desafios dos técnicos e produtores que trabalham com a cultura da soja. Este estudo tem por objetivo buscar alternativas de manejo que diminuam a pressão de seleção devido ao uso contínuo de glifosato na soja RR. O experimento foi implantado no município de Não-Me-Toque – RS no ano agrícola 2009/2010 sendo conduzido no delineamento em blocos casualizados em esquema de parcela sub-subdividida com 4 repetições, onde foram testados 5 coberturas de inverno nas parcelas, 6 controles químicos em pré-semeadura da soja nas subparcelas e 3 controles químicos em pós-emergência da soja nas sub-subparcelas. Nenhum dos tratamentos avaliados mostrou fitotoxicidade visual às plantas de soja, no entanto, as aplicações seqüenciais em pós-emergência mostraram-se com uma tendência de redução de porte das plantas, o que não impactou negativamente na produtividade das parcelas. Nos tratamentos com cobertura de aveia, trigo ou azevém, qualquer combinação de
Palavras-chave: Resistência, culturas de cobertura, herbicidas. _____________________________ 1 Engenheiro Agrônomo, mestrando do Programa de Pós-graduação em Agronomia (PPGAgro) da FAMV/UPF, Área de Concentração em Produção Vegetal. 2 Orientador, Engenheiro Agrônomo, Dr., professor da FAMV/PPGAgro/UPF – [email protected]
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aplicações em pré e pós-semeadura retornou valores de controle de buva acima de 90%. De maneira geral, os melhores tratamentos para controle de leiteiro e corda-de-viola foram as combinações de glifosato + diclosulam e glifosato + sulfentrazone em pré- semeadura da soja. O melhor tratamento para controle de nabo foi obtido em situações onde o ingrediente ativo metsulfuron-metílico foi utilizado. Quando a soja é semeada em áreas de pousio, a produtividade é em média, 8% menor do que quando semeada em áreas com cobertura de aveia ou trigo. De maneira geral, os tratamentos que retornaram as maiores produtividades foram implantados utilizando-se glifosato + diclosulam ou glifosato + sulfentrazone na pré-semeadura da soja.
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planted in fallow areas, productivity is on average 8% lower than when sown in areas with coverage of oats or wheat. In general, treatments that returned the highest yields were implanted using glyphosate or glyphosate + + diclosulam sulfentrazone in pre- planting soybeans
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1. INTRODUÇÃO
A soja é uma das culturas de maior importância econômica para o Brasil, sendo que várias espécies de plantas daninhas ameaçam sua produtividade. Dentre estas, as dicotiledôneas, conhecidas vulgarmente por folhas largas, vêm causando prejuízos significativos em lavouras de soja devido às dificuldades de seu controle, seja pela similaridade com a cultura, pela tolerância natural destas espécies aos herbicidas ou pelas recentes descobertas de plantas com resistência ao glifosato, principal herbicida utilizado atualmente em soja. Aliado à isto, soma-se o fato de que atualmente, aproximadamente 75% de toda soja cultivada no país é transgênica (CLIVE, 2010), com a característica de tolerância ao herbicida glifosato, e a base do manejo de plantas daninhas nesta cultura estar alicerçada neste princípio ativo. Este cenário gera uma pressão de seleção extremamente alta, o que acaba culminando com a seleção de espécies tolerantes e de biótipos resistentes. Indiscutivelmente, a possibilidade de uso de cultivares com a característica de tolerância ao glifosato trouxe à agricultura nacional um novo cenário em termos de facilidade de condução das lavouras de soja, no entanto, a adoção de sistemas de produção relativamente simples, gera ambiente favorável ao surgimento de plantas daninhas resistentes e mudança da flora daninha (BUHLER, 2002). Decorrente disto, o manejo destas espécies vai muito além da simples utilização de produtos químicos para o
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2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA CULTURA DA SOJA
No Brasil, a soja é uma das principais culturas agrícolas, apresentando grande importância econômica. A história desta cultura no país é marcada por pelo menos três grandes marcos. O primeiro data de 1914, sendo o ano de registro do primeiro cultivo de soja no Brasil no município de Santa Rosa, RS (EMBRAPA, 2004). As décadas de 60 e 70 marcam a importância da região Sul na produção de soja para o país. Foi na década de 1960, que a soja se estabeleceu como cultura economicamente importante para o Brasil. Nessa década, a sua produção multiplicou-se por cinco, passou de 206 mil para 1,056 milhão de toneladas e 98% desse volume era produzido nos três estados da Região Sul. Apesar do significativo crescimento da produção no decorrer dos anos 60, foi na década seguinte que a soja se consolidou como a principal cultura do agronegócio brasileiro, passando de 1,5 milhões de toneladas para mais de 15 milhões de toneladas. Mais de 80% do volume produzido na época ainda se concentrava nos três estados da Região Sul do Brasil (EMBRAPA, 2004). O terceiro grande marco, ocorre nas décadas de 80 e 90, repetindo-se, na região tropical do Brasil, o explosivo crescimento da produção ocorrido nas duas décadas anteriores na Região Sul. Em 1970, menos de 2% da produção nacional de soja era colhida no centro-oeste. Em 1980, esse percentual passou para 20%, em
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1990 já era superior a 40% e em 2010 está próxima dos 46%, com tendências à ocupar maior espaço a cada nova safra (EMBRAPA, 2004; IBGE, 2011). Essa transformação promoveu o Estado do Mato Grosso, de produtor marginal a líder nacional de produção e de produtividade de soja. Atualmente, o Brasil é um dos maiores produtores mundiais de soja, com produção anual de cerca de 68 milhões de toneladas (CONAB, 2010). A distribuição percentual da produção obtida de cereais, leguminosas e oleaginosas aponta que a soja corresponde a 46,8% da produção no Brasil na safra 2009/ (CONAB, 2010), sendo que sua participação (grãos e derivados) é de 27,8% no mercado de exportação do país (BRASIL, 2010). Os maiores produtores mundiais de soja são os Estados Unidos, com 91,4 milhões de toneladas (USDA, 2010) e Brasil com 68,7 milhões de toneladas (CONAB, 2010). O maior produtor brasileiro é o Mato Grosso com 18.787.783 t, vindo a seguir: Paraná (14.091.829 t), Rio Grande do Sul (10.218.800 t) e Goiás (7.304.075 t) (IBGE, 2011).
2.2 PLANTAS DANINHAS DICOTILEDÔNEAS EM SOJA
No Brasil, inúmeros são os relatos de plantas daninhas causando perdas de produtividade em soja. Dentre as plantas daninhas dicotiledôneas, destacam-se: Euphorbia heterophylla (leiteiro), Conyza spp. (buva), Ipomoea spp. (corda-de-viola), e Raphanus spp. (nabo) (VARGAS & ROMAN, 2008).