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Um guia para a utilização do tarot, um baralho de 78 cartas místicas utilizado para adivinhar o futuro e descobrir verdades ocultas. O guia explica as origens do tarot, como utilizar o baralho, como interpretar as cartas e como combinar o tarot com outras disciplinas, como a numerologia, a astrologia e a cabala. O documento também inclui interpretações completas para cada carta dos arcanos maiores e arcanos menores.
Tipologia: Resumos
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O Tarot é uma ferramenta insubstituível para o autoconhecimento e as escolhas relativas ao futuro.
Introdução
para encontrar um sentido para a sua vida, como no que respeita ao crescimento psicológico, à autoconsciência e às escolhas relativamente ao seu futuro. A consulta desta secção poderá ser-lhe útil quando escolher o seu baralho de cartas, pois a estrutura do baralho de Tarot é explicada em pormenor nestas páginas iniciais e há descrições dos baralhos mais populares utilizados ao longo da história.
A parte central deste livro contém um manual de utilização dividido em oito capítulos, os quais abordam tópicos diversos. «Primeiros passos» inclui instruções para a utilização do Tarot e informações sobre a forma de escolher um baralho, rituais e técnicas para baralhar cartas. Explica como as questões devem ser formuladas, e, o que
Há muitos baralhos de Tarot com designs variados. A escolha é imensa.
Primeira Parte
Noções
básicas
de Tarot
O que é o Tarot?
O Tarot é um baralho de 78 cartas místicas, 22 das quais constituem os Arcanos Maiores e representam indivíduos que personificam uma caraterística ou um arquétipo específico. As 56 cartas dos Arcanos Menores representam acontecimentos, pessoas, comportamentos, ideias e atividades que fazem parte da nossa vida. O Tarot é, desde há séculos, uma das vias místicas ocidentais mais importantes para a leitura da sina, a adivinhação e o autodesenvolvimento. Mantendo ligações com a Alquimia, a Psicologia, a Astrologia, a Numerologia, a Cabala, o Misticismo cristão, a filosofia oriental e muitas outras tradições esotéricas, o Tarot é acessível a todos e constitui um espelho da alma humana.
Cada carta possui uma imagem, um nome e um número que constituem símbolos poderosos dotados de significados específicos. Na sua aceção mais simples, o Tarot é uma linguagem universal que se expressa através de uma multiplicidade de símbolos arquetípicos. O conhecimento do significado subjacente a estes símbolos e da sua própria reação aos
Noções básicas de Tarot
inconsciente baseada nas imagens do Tarot aquando da leitura. É frequente desejarmos orientação para decidir algo, ou uma confirmação das nossas dúvidas ou da convicção relativamente a um relacionamento. O Tarot pode dar-nos pistas quanto ao género de dia que iremos ter ou relativamente à pessoa por quem nos poderemos apaixonar, embora não seja demais repetir que as cartas refletem os nossos desejos, atos e objetivos secretos. Pode também ajudar-nos a desenvolver a autoconsciência de forma a conseguirmos fazer escolhas conscienciosas, a percebermos as causas por detrás de uma situação ou orientarmo-nos quanto à etapa seguinte do nosso percurso de vida. Na verdade, o Tarot tem sempre a ver consigo.
O poder do Tarot é muito útil porque o orienta, fazendo-o valer-se das suas sensações intuitivas e «saber» o que realmente pretende da vida, para agir de acordo com esse conhecimento. As cartas revelam a energia e o estado de espírito envolventes e possibilitam-lhe a perceção de si próprio num dado momento, para que esteja recetivo à escolha e, principalmente, à autodescoberta.
O Tarot não é «sinistro» nem «diabólico», a menos que a pessoa que o utiliza decida que o é. O Tarot está para além da nossa projeção do bem e do mal e limita-se a refletir a energia do momento e a pessoa que faz a leitura, mas também podemos projetar nele a nossa bondade e maldade. A utilização do Tarot é uma forma de nos tornarmos
recetivos à sabedoria interior e ao conhecimento secreto. Devido à sensação, por parte da Igreja, de que tudo o que era esotérico cheirava a oculto, o Tarot passou a ser associado às artes mais negras e é por isso que é frequente as pessoas terem medo do seu poder. Infelizmente, esse imaginário coletivo ainda permanece gravado na nossa psique individual e coletiva. O Tarot não se posiciona intrinsecamente contra qualquer convicção ou credo. É simplesmente uma ferramenta que desvenda o que é, no sentido mais fiel do termo.
Quaisquer que sejam as origens do Tarot (ver p. 16 ), este inspirou escritores, poetas e artistas ao longo dos séculos. Trata-se de uma via simbólica que pode percorrer em qualquer momento da sua vida para descortinar, «através do espelho», a realidade acerca de si próprio. Não passa de uma série de degraus ou de percursos secretos na direção da autodescoberta.
As cartas de Tarot são meros espelhos das emoções, dos sentimentos, da alma e do ser. São reflexos num lago onde as imagens permanecem iguais, mas vibram com ondulações provocadas por energias naturais, como a do vento. O Tarot acompanha o seu movimento, para que trabalhe com a vida e não contra ela. Devolve-nos a nossa imagem, espelhada no momento em que decidimos contemplar o nosso reflexo.
O Tarot é como um espelho, refletindo uma imagem sua no momento em que o observa.
A história do Tarot
tinha o número zero, e cada um dos quatro naipes dos Arcanos Menores possuia duas vezes sete cartas (dez cartas de pintas ou numeradas e quatro cartas de figuras). O volume VIII do seu livro O mundo primitivo, analisado e comparado com o mundo moderno, publicado em 1781, incluía um capítulo sobre o Tarot e fazia-se acompanhar de 78 desenhos que se tornaram a base de muitos baralhos tradicionais posteriores. As imagens do Tarot estão também ligadas à «arte da memória», um sistema de memorização inventado pelos gregos que consiste em imprimir imagens na mente de forma a criar associações simbólicas. Os sistemas de memorização do Renascimento foram subsequentemente associados a talismãs mágicos e a práticas ocultistas, e a magos
John Dee, mago do século XVI, usou o Tarot para comunicar com «anjos».
Noções básicas de Tarot
como o astrólogo e ocultista britânico do século XVI John Dee, que desenvolveu o seu potencial, usando este sistema para falar com «anjos». Ninguém sabe ao certo a origem do termo «tarot». Algumas fontes sugerem ser um vocábulo derivado do nome do deus Tot, o deus egípcio da magia e das palavras. Outras acreditam ter origens hebraicas ou ser a deturpação da palavra «torah», o livro hebraico da lei. Há ainda alguns comentadores que creem ser um anagrama de rota, uma palavra latina que significa «roda». Embora não seja um anagrama no sentido mais rigoroso do termo, o «t» em falta ou posteriormente acrescentado constitui outra pista para desvendar o enigma universal escondido em si mesmo.
Independentemente da sua utilização como via mística, o Tarot chegou a ser usado na Idade Média como jogo. Este, denominado tarocchi ou tarocchino, foi posteriormente conhecido como Trumps e ainda hoje é jogado na Europa. As primeiras cartas foram pintadas à mão. As cartas tarocchi dos Visconti-Sforza, pintadas nos meados da década de 40 do século XV para o Duque de Milão, foram um dos primeiros baralhos. Outros baralhos muito antigos, constituídos por 40 cartas numeradas e 22 Arcanos Maiores, pertencem a François Fibba, um príncipe italiano
Tot era o deus egípcio da magia e das palavras.
personagem extravagante da sociedade britânica vitoriana. Bebendo de muitas crenças esotéricas distintas, Mathers fundiu sistemas de magia egípcios com tratados de magia medievais e crenças esotéricas orientais, de forma a criar um sistema de magia funcional que também incorporava a Cabala. Em 1903, Waite assumiu a liderança da Aurora Dourada e alterou o seu nome para Ordem Sagrada da Aurora Dourada, de forma a sublinhar as suas implicações mais cristãs. O baralho de Tarot Universal utilizado neste livro continua a ser um dos baralhos de Tarot mais populares em uso nos dias de hoje, integrando as imagens originais criadas por Waite. Este, em vez de representar os Arcanos Menores com meras pintas das cartas
O Dr. A.E. Waite mudou radicalmente o conceito de Tarot, ao conceber o seu próprio baralho.
de jogar (Paus, Espadas, Ouros ou Copas), concebeu cada carta dos quatro naipes como uma imagem simbólica em si. Na década de 40 do século XX, o ocultista britânico Aleister Crowley criou, juntamente com Lady Frieda Harris, o Tarot de Tot. Este mago controverso, famoso pelas suas bizarras práticas ocultistas e pela sua dependência em heroína, era também um iniciado da Ordem da Aurora Dourada, muito embora não granjeasse a simpatia dos restantes membros. Em 1907, apropriou-se das ideias da Aurora Dourada e formou a sua própria ordem, a Estrela de Prata, com o objetivo de incluir magia sexual e erótica. Crowley escreveu vários livros sobre práticas e teorias do oculto e, na década de 60, o seu trabalho foi alvo de um fortíssimo revivalismo. Escritas de forma inteligente, as suas obras constituem os primórdios da primeira abordagem psicológica da magia e do ocultismo. O Tarot de Crowley inclui elementos simbólicos egípcios, gregos, cristãos e orientais, para além de muitos outros pertencentes a outras vias esotéricas. Crowley acreditava que o Tarot era um conjunto de informação secreta, uma força viva e uma chave para o mundo arquetípico que habita o «eu». Desde essa altura, foram escritos e concebidos centenas de livros e baralhos de Tarot. Este tornou-se, mais do que uma mera ferramenta para ler a sina, uma viagem cabal de autodescoberta, um símbolo misterioso e antigo de tudo aquilo que somos.
Aleister Crowley, ocultista controverso, concebeu o seu próprio baralho na década de 40 do século XX.
Quando começar a praticar, usando uma «carta do dia», verá que essa carta ecoa a energia, as experiências e os acontecimentos desse dia. A ironia, obviamente, consiste no facto de o Tarot refletir o estado de espírito do consulente, limitando-se a espelhar, assim, aquilo que ele já é, consciente e inconscientemente. Muitas pessoas recorrem ao Tarot devido à significação arquetípica e simbólica que assume na sua vida, pois dá-lhes a oportunidade de desenvolverem, no verdadeiro sentido do termo, as suas escolhas e o seu percurso de vida, proporcionando-lhes igualmente maior consciência do seu propósito ou destino, ou da sua vocação. O Tarot é uma das ferramentas mais poderosas da autoconsciência. É intemporal, inspirador, abre caminhos, oferece orientação e faz a diferença no que respeita ao modo como a pessoa encara a sua vida e lida com os seus desafios. É uma ferramenta maravilhosa para a autoanálise e o autodesenvolvimento. Para além de lhe proporcionar uma compreensão renovada de uma situação quando tem de fazer escolhas e lhe permitir desenvolver a confiança nos seus instintos e na sua intuição, o Tarot também lhe abre os horizontes no que respeita a relacionamentos, assuntos profissionais e realização pessoal. Ao captar a energia do momento, estamos pura e simplesmente a captar a nossa psique e poderemos também contactar com a faceta espiritual e psicológica da nossa natureza.
Dotado de imagens e simbologia ricas, o Tarot pode ser facilmente usado para meditação.
Aprenda a lançar as cartas de Tarot e a conhecer o seu destino.
A Bíblia do Tarot é um guia essencial para conhecer profundamente as cartas e aprender a fazer lançamentos. Escrito de forma precisa e repleto de exemplos práticos, com este guia poderá aprender o significado de cada carta e o seu sentido de acordo com a posição em que se encontra num lançamento.
Independentemente da sua experiência, é possível ainda ficar a conhecer formas práticas de combinar o Tarot com a Numerologia, a Astrologia, os cristais e a Cabala, e experimentar mais de trinta lançamentos à sua escolha. Defina aquilo que quer saber, lance as cartas e tome decisões mais conscientes.
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