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artigo sobre leptospirose
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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A Leptospirose é uma doença comum aos animais e ao homem de distribuição mundial causada por uma bactéria do gênero Leptospira.
É mais comum em áreas com solos alcalinos e abundância de água, ou época de clima quente e úmido.
A doença está presente em quase todo o território Brasileiro.
Foi primeiramente estudada no homem recebendo diversos nomes, dentre eles: Febre dos 7 dias; Febre dos Pântanos; Doença dos Arrozais; Febre dos Alagados e Síndrome de Weil.
Suas principais características são: febre, icterícia, alterações hepática e renal. Alguns países consideram a Leptospirose como doença ocupacional para magarefes(açougueiros), fazendeiros e veterinários.
A entrada do microrganismo se dá por lesões, contaminando os animais através da pele, mucosa (oral, vaginal, ou prepucial), por ingestão de água e alimentos ou durante a monta.
A bactéria tem como principais reservatórios os roedores silvestres e urbanos.
Em 1998 o pesquisador Oliveira, fez estudo comparativo entre os anos de 1975 e 1994, mostrando um aumento significativo no índice de infecção nos bovinos, que passou de 19,85% em 1975 para 68,39% em 1994. Por isso você deve estar atento com esta enfermidade.
O interesse econômico levou ao estudo da doença nos bovinos.
A mortalidade provocada pela enfermidade é baixa, mas taxa de abortamento pode ser de 30 % e a perda da produção de leite é alta.
A leptospirose apresenta-se crônica e sem sintomas, principalmente em animais que não estão produzindo leite e não gestantes.
Os pesquisadores notaram que o bovino pode ser apontado como reservatório importante da doença. Os animais com a doença crônica, ou sem sintomas, elimina a bactéria por longo período, contaminando as pastagens. A transmissão pode ser através da urina, parto, leite, abortos; mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados.
A doença manifesta-se clinicamente através do aborto, fetos prematuros e/ ou fracos, subfertilidade ou infertilidade.
Bovinos de ambos os sexos são acometidos, mas devido ao manejo, as perdas mais significativas são em fêmeas de rebanhos leiteiros. A produção de leite diminui, com secreção avermelhada, ou amarelo-alaranjado, ou com coágulos sangüíneos(sangue no leite). O úbere pode ficar frouxo e amolecido à palpação, podendo a mastite estar presente na
leptospirose.
A doença nos bezerros é de maior gravidade que nos animais adultos. O crescimento, sempre ficará retardado em relação aos bezerros que não sofreram a doença. PREVENÇÃO: Em rebanhos de incidência alta, a vacinação de todos os animais. A partir dos bezerros de 4 a 6 meses de idade, reforço após 45 dias, seguidas por vacinação semestral e anual; sempre com vacinas que sejam específicas para o grupo de leptospiras existentes na propriedade. A vacinação preventiva anual é super eficiente e dá proteção sólida.
No Brasil, as leptospiras (sorovariantes) mais importantes em bovinos são: pomona, wolfii, sejroe, hardjo e bradislava, segundo alguns pesquisadores.
A hardjo, além de ser eliminada pela urina, seu principal meio de transmissão, também é eliminada pelo genital de vacas durante um período de oito dias após o abortamento e é detectada no útero até por 90 dias após a infecção em vacas doentes.
A vacinação estratégica, pode ser realizada 1 (um) mês antes da estação de monta.
DIAGNÓSTICO: A confirmação é obtida através de testes laboratoriais, mas o principal meio de diagnóstico é o clínico, apesar da dificuldade em sua realização, principalmente em bovinos adultos e nas formas crônicas da doença.
TRATAMENTO: O objetivo do tratamento em todas as infecções por leptospiras é o controle da infecção antes que ocorram lesões irreversíveis no fígado, rins e no aparelho genito-urinário, principalmente em bezerros. A melhor maneira de se prevenir essas lesões é através de um diagnóstico precoce com tratamento preferencial com estreptomicina e tetraciclina.
CONTROLE: O controle deve ser feito através do diagnóstico precoce, com tratamento e isolamento dos animais doentes. Os animais devem ser retirados de áreas alagadas e os depósitos de alimentos devem ser protegidos dos roedores. Fetos abortados e restos placentários precisam ser retirados do pasto e enterrados.