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Leptospirose, Manuais, Projetos, Pesquisas de Agronomia

artigo sobre leptospirose

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2015

Compartilhado em 01/01/2015

mateus-valdir-muller-6
mateus-valdir-muller-6 🇧🇷

4.6

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Leptospirose - Controle para aumentar o lucro
A Leptospirose é uma doença comum aos animais e ao homem de
distribuição mundial causada por uma bactéria do gênero Leptospira.
É mais comum em áreas com solos alcalinos e abundância de água, ou
época de clima quente e úmido.
A doença está presente em quase todo o território Brasileiro.
Foi primeiramente estudada no homem recebendo diversos nomes, dentre
eles: Febre dos 7 dias; Febre dos Pântanos; Doença dos Arrozais; Febre dos
Alagados e Síndrome de Weil.
Suas principais características são: febre, icterícia, alterações hepática e
renal. Alguns países consideram a Leptospirose como doença ocupacional
para magarefes(açougueiros), fazendeiros e
veterinários.
A entrada do microrganismo se dá por lesões, contaminando os animais
através da pele, mucosa (oral, vaginal, ou prepucial), por ingestão de água
e alimentos ou durante a
monta.
A bactéria tem como principais reservatórios os roedores silvestres e
urbanos.
Em 1998 o pesquisador Oliveira, fez estudo comparativo entre os anos de
1975 e 1994, mostrando um aumento signicativo no índice de infecção nos
bovinos, que passou de 19,85% em 1975 para 68,39% em 1994. Por isso
você deve estar atento com esta enfermidade.
O interesse econômico levou ao estudo da doença nos bovinos.
A mortalidade provocada pela enfermidade é baixa, mas taxa de
abortamento pode ser de 30 % e a perda da produção de leite é alta.
A leptospirose apresenta-se crônica e sem sintomas, principalmente em
animais que não estão produzindo leite e não
gestantes.
Os pesquisadores notaram que o bovino pode ser apontado como
reservatório importante da doença. Os animais com a doença crônica, ou
sem sintomas, elimina a bactéria por longo período, contaminando as
pastagens. A transmissão pode ser através da urina, parto, leite, abortos;
mas principalmente através de roedores e animais silvestres
infectados.
A doença manifesta-se clinicamente através do aborto, fetos prematuros e/
ou fracos, subfertilidade ou
infertilidade.
Bovinos de ambos os sexos são acometidos, mas devido ao manejo, as
perdas mais signicativas são em fêmeas de rebanhos leiteiros. A produção
de leite diminui, com secreção avermelhada, ou amarelo-alaranjado, ou com
coágulos sangüíneos(sangue no leite). O úbere pode car frouxo e
amolecido à palpação, podendo a mastite estar presente na
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Leptospirose - Controle para aumentar o lucro

A Leptospirose é uma doença comum aos animais e ao homem de distribuição mundial causada por uma bactéria do gênero Leptospira.

É mais comum em áreas com solos alcalinos e abundância de água, ou época de clima quente e úmido.

A doença está presente em quase todo o território Brasileiro.

Foi primeiramente estudada no homem recebendo diversos nomes, dentre eles: Febre dos 7 dias; Febre dos Pântanos; Doença dos Arrozais; Febre dos Alagados e Síndrome de Weil.

Suas principais características são: febre, icterícia, alterações hepática e renal. Alguns países consideram a Leptospirose como doença ocupacional para magarefes(açougueiros), fazendeiros e veterinários.

A entrada do microrganismo se dá por lesões, contaminando os animais através da pele, mucosa (oral, vaginal, ou prepucial), por ingestão de água e alimentos ou durante a monta.

A bactéria tem como principais reservatórios os roedores silvestres e urbanos.

Em 1998 o pesquisador Oliveira, fez estudo comparativo entre os anos de 1975 e 1994, mostrando um aumento significativo no índice de infecção nos bovinos, que passou de 19,85% em 1975 para 68,39% em 1994. Por isso você deve estar atento com esta enfermidade.

O interesse econômico levou ao estudo da doença nos bovinos.

A mortalidade provocada pela enfermidade é baixa, mas taxa de abortamento pode ser de 30 % e a perda da produção de leite é alta.

A leptospirose apresenta-se crônica e sem sintomas, principalmente em animais que não estão produzindo leite e não gestantes.

Os pesquisadores notaram que o bovino pode ser apontado como reservatório importante da doença. Os animais com a doença crônica, ou sem sintomas, elimina a bactéria por longo período, contaminando as pastagens. A transmissão pode ser através da urina, parto, leite, abortos; mas principalmente através de roedores e animais silvestres infectados.

A doença manifesta-se clinicamente através do aborto, fetos prematuros e/ ou fracos, subfertilidade ou infertilidade.

Bovinos de ambos os sexos são acometidos, mas devido ao manejo, as perdas mais significativas são em fêmeas de rebanhos leiteiros. A produção de leite diminui, com secreção avermelhada, ou amarelo-alaranjado, ou com coágulos sangüíneos(sangue no leite). O úbere pode ficar frouxo e amolecido à palpação, podendo a mastite estar presente na

leptospirose.

A doença nos bezerros é de maior gravidade que nos animais adultos. O crescimento, sempre ficará retardado em relação aos bezerros que não sofreram a doença. PREVENÇÃO: Em rebanhos de incidência alta, a vacinação de todos os animais. A partir dos bezerros de 4 a 6 meses de idade, reforço após 45 dias, seguidas por vacinação semestral e anual; sempre com vacinas que sejam específicas para o grupo de leptospiras existentes na propriedade. A vacinação preventiva anual é super eficiente e dá proteção sólida.

No Brasil, as leptospiras (sorovariantes) mais importantes em bovinos são: pomona, wolfii, sejroe, hardjo e bradislava, segundo alguns pesquisadores.

A hardjo, além de ser eliminada pela urina, seu principal meio de transmissão, também é eliminada pelo genital de vacas durante um período de oito dias após o abortamento e é detectada no útero até por 90 dias após a infecção em vacas doentes.

A vacinação estratégica, pode ser realizada 1 (um) mês antes da estação de monta.

DIAGNÓSTICO: A confirmação é obtida através de testes laboratoriais, mas o principal meio de diagnóstico é o clínico, apesar da dificuldade em sua realização, principalmente em bovinos adultos e nas formas crônicas da doença.

TRATAMENTO: O objetivo do tratamento em todas as infecções por leptospiras é o controle da infecção antes que ocorram lesões irreversíveis no fígado, rins e no aparelho genito-urinário, principalmente em bezerros. A melhor maneira de se prevenir essas lesões é através de um diagnóstico precoce com tratamento preferencial com estreptomicina e tetraciclina.

CONTROLE: O controle deve ser feito através do diagnóstico precoce, com tratamento e isolamento dos animais doentes. Os animais devem ser retirados de áreas alagadas e os depósitos de alimentos devem ser protegidos dos roedores. Fetos abortados e restos placentários precisam ser retirados do pasto e enterrados.