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Leptospirose, Notas de estudo de Enfermagem

ARQUIVO SOBRE A LEPTOSPIROSE

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/09/2010

danilo-coronel-9
danilo-coronel-9 🇧🇷

4.7

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Leptospirose
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Leptospirose

ETIOLOGIA

É uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave, causada por uma bactéria espiroqueta Leptospira interrogans. O agente é sensível à luz solar direta, aos desinfetantes comuns, à dessecação, às variações de pH e a temperaturas superiores a 40ºC. Todavia, pode sobreviver por vários dias em água com pH neutro e em solos com alta saturação de água, demonstrando sua preferência por locais úmidos.

PATOGENIA

Fase de leptospiremia Fase de multiplicação do agente na corrente circulatória e em vários órgãos (fígado, baço e rins, principalmente). Ocorrem lesões mecânicas em pequenos vasos, causando hemorragias e trombos, que levam à infartos teciduais. A icterícia ocorre principalmente devido à lesão hepática, e não à destruição de hemácias. O rim começa a ter problemas de filtração. A duração desta fase é de aproximadamente quatro dias.

PATOGENIA

Fase de leptospirúria É a fase de imunidade é caracterizada pela formação crescente de anticorpos com estabelecimento das leptospiras em locais de difícil acesso aos mesmos. Formam massas nos túbulos contornados renais, na câmara anterior do globo ocular, no sistema reprodutivo. A leptospirúria pode ser intermitente e durar de meses a anos.

SINTOMAS

Em humanos a leptospirose causa uma vasta gama de sintomas, sendo que algumas pessoas infectadas podem não ter sintoma algum. Os sintomas da leptospirose incluem febre alta, dor de cabeça forte, calafrio, dor muscular e vômito. A doença também pode causar os seguintes sintomas: olhos e pele amarelada, olhos vermelhos, dor abdominal, diarréia e erupções na pele.

SINTOMAS

Se a leptospirose não for tratada, o paciente pode sofrer danos nos rins, meningite (inflamação na membrana ao redor do cérebro e cordão espinhal), falha nos rins e problemas respiratórios. Muitos desses sintomas podem ser confundidos com outras doenças, de modo que a leptospirose é confirmada através de testes laboratoriais de sangue ou urina.

TRATAMENTO

Quando o diagnóstico é feito até o quarto dia de doença, devem ser empregados antibióticos (doxiciclina, penicilinas), uma vez que reduzem as chances de evolução para a forma grave. Pessoas com leptospirose sem icterícia podem ser tratadas no domicílio. As que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internadas.

PREVENÇÃO

A leptospirose é problema de saúde pública. A falta de controle dos ratos e as más condições de vida da população estão ligados à maioria dos casos no Brasil. O risco de adquirir leptospirose pode ser reduzido ao não nadar em águas que podem estar contaminadas com urina animal. Roupas e calçados que ofereçam boa proteção devem ser usados por aqueles expostos, em virtude do seu trabalho ou atividades, a água ou solo contaminado.

MITOS E VERDADES

Existe o risco da pessoa pegar leptospirose bebendo cerveja ou refrigerantes em latinhas? Apesar da transmissão ocorrer principalmente pela penetração da Leptospira através da pele ou mucosas, já foi descrita pela ingestão de água ou alimentos contaminados com a urina de ratos, apesar de muito raramente. Geralmente, ao ser ingerida, a bactéria morre ao entrar em contato com o suco gástrico.

MITOS E VERDADES

 A possibilidade do contágio ao beber em latinhas contaminadas com a urina de ratos é possível, principalmente se houver ferida na boca, passando a bactéria diretamente para a circulação sanguínea. Por isso é recomendado que se lave bem com água limpa e sabão qualquer latinha, garrafa ou vasilhame antes de ser levado à boca, para correr o risco de contaminação.