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Levantamento Solos, Notas de estudo de Agronomia

Levantamento Solos

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 05/05/2010

lc-ar-8
lc-ar-8 🇧🇷

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LEVANTAMENTO DE SOLOS
INTRODUÇÃO
Envolve etapas de gabinete, campo e laboratório;
Registra de observações, análises e interpretações de aspectos do meio
físico;
Determinando as características morfológicas, físicas, químicas,
mineralógicas e biológicas dos solos;
Objetivando à sua caracterização, classificação e principalmente
cartografia.
É um prognóstico da distribuição geográfica dos solos, determinados por um
conjunto de relações e propriedades observáveis na natureza.
O elo entre a classificação de solos e o levantamento fica estabelecido no
momento em que solos semelhantes quanto às propriedades consideradas
são reunidos em classes.
As classes de solos combinadas com informações e relações do meio
ambiente constituem a base fundamental para composição de unidades de
mapeamento.
A unidade de mapeamento é o grupamento de área de solos.
OBJETIVOS
Geral: é subdividir áreas heterogêneas em parcelas mais homogêneas, que
apresentem a menor variabilidade possível, em função dos parâmetros de
classificação dos solos.
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LEVANTAMENTO DE SOLOS

INTRODUÇÃO

 Envolve etapas de gabinete, campo e laboratório;  Registra de observações, análises e interpretações de aspectos do meio físico;  Determinando as características morfológicas, físicas, químicas, mineralógicas e biológicas dos solos;  Objetivando à sua caracterização, classificação e principalmente cartografia. É um prognóstico da distribuição geográfica dos solos, determinados por um conjunto de relações e propriedades observáveis na natureza. O elo entre a classificação de solos e o levantamento fica estabelecido no momento em que solos semelhantes quanto às propriedades consideradas são reunidos em classes. As classes de solos combinadas com informações e relações do meio ambiente constituem a base fundamental para composição de unidades de mapeamento. A unidade de mapeamento é o grupamento de área de solos. OBJETIVOS Geral: é subdividir áreas heterogêneas em parcelas mais homogêneas, que apresentem a menor variabilidade possível, em função dos parâmetros de classificação dos solos.

  1. uso agrícola;
  2. conservação e recuperação dos solos;
  3. decisões localizadas em construção civil, expansão urbana;
  4. irrigação e drenagem;
  5. Taxação de impostos;
  6. previsão de safras;
  7. planejamento de uso racional do solo em nível de propriedades;
  8. seleção de áreas para colonização,
  9. zoneamentos diversos (pedoclimáticos, socioeconômico-ecológicos, etc), 10.indenização de áreas inundadas por represas hidrelétricas; 11.subsídios aos Estudos de Impactos Ambientais e Relatórios de Impactos. UNIDADES BÁSICAS DE REFERÊNCIA Pedon e polipedon: unidades básicas de referência taxonômica. É a junção da concepção teórica do solo para o reconhecimento, no campo, de unidades taxonômicas e por fim, unidades de mapeamento. Pedon: é uma unidade básica de referência, tridimensional, com limites e dimensões arbitrárias. Não possuem limites concretos e muitas características se superpõem as de outros pedons. Polipedon: é uma área de solos constituída por agrupamento de pedons semelhantes, cujos limites laterais coincidem com os limites de outros conjuntos de pedons. Para fins de mapeamento, o polipedon é o elemento de ligação entre a classe de solo e a paisagem.

Unidade taxonômica = classe de solo Unidade de mapeamento = é um conjunto de áreas de solos com relações e posições definidas na paisagem. Classificação das unidade de mapeamento:

  1. unidade simples; e
  2. unidade combinada. Numa unidade simples, há predominância de uma classe de solos com no mínimo 70% dos pedons pertencentes a mesma unidade taxonômica. Em unidades combinadas, são de maior relevância, para os levantamentos pedológicos, as associações, os complexos e os grupos indiferenciados de solos. Associação de solos - é um grupamento de unidades taxonômicas definidas, associadas geográfica. É constituída por classes de solos distintos, com limites nítidos ou pouco nítidos entre si, que normalmente podem ser separados em levantamentos de solos mais pormenorizados. [(+) e o percentual de abrangência].

Complexo de solos - é uma associação de solos, cujos componentes taxonômicos não podem ser individualmente separados. As unidades taxonômicas que compõem um complexo deverão ser, necessariamente, identificadas, descritas, coletadas e caracterizadas analiticamente. [(-) precedidos da palavra complexo].

FASES DE UNIDADES DE MAPEAMENTO

A fase não é uma unidade de classificação. É um recurso utilizado para separação das classes de solos, visando a prover mais subsídios à interpretação. É utilizada para indicar mudanças nas feições do meio físico.

1. Fase de vegetação primária SNLCS Floresta Equatorial Perúmida Perenifólia e Subperenifólia Subcaducifólia Higrófila de Várzea Hidrófila de Várzea 2. Fase de relevo RELEVO DECLIVIDADE Plano 0 – 3% Suave-Ondulado 3 – 8% Ondulado 8 – 20% Forte Ondulado 20 – 45% Montanhoso 45 – 75% Escarpado Acima de 75% 3. Fase de drenagem  Excessivamente drenado;  Fortemente drenado;  Acentuadamente drenado;  Bem drenado;  Moderadamente drenado;  Imperfeitamente drenado;  Mal drenado; e  Muito mal drenado 

4. Fase pedregosidade Fase % de calhaus e distância Não pedregosa - Ligeiramente pedregosa 0,1% e 10-30m Moderadamente pedregosa 0,1 até 3% e 1,5 até 10m Pedregosa 3 até 15% e 0,75 até 1,5m Muito pedregosa 15 até 50% e até 0,75m Extremamente pedregosa 50 até 90% 5. Fase rochosidade Fase % de rocha e distância Não-rochosa Menos que 2% Ligeiramente rochosa 2 até 10% e 30 a 100m Moderadamente rochosa 10 até 25% e 10 a 30m Rochosa 25% a 50% e 3 a 10m Muito rochosa 50 até 90% e menos que 3m Extremamente rochosa Mapeada como superfície de terreno 6. Fase erodida e assoreada MÉTODOS DE PROSPECÇÃO Métodos utilizados para a coleta das informações no campo e a determinação dos limites entre as unidades. Transeções; Levantamento em áreas piloto; Topossequências; Sistema de malhas; Caminhamento livre.

  1. Sistema de malhas: as caracterizações se processam a espaços prefixados de modo a formar um reticulado denso (malha) em toda a extensão da área.
  2. Caminhamento livre: pedólogos usam a própria experiência, o conhecimento sobre a área, a interpretação da imagem e as correlações para definir os pontos de observação e amostragem representativos, de modo que cada observação ou amostra coletada forneça o máximo de informações para o mapeamento e caracterização dos solos.

DENSIDADE DE OBSERVAÇÕES

Objetivo identificar e verificar a extensão territorial de tipos de solos ou variações deles, para efeito de mapeamento. Fatores que influenciam na densidade das amostras

  1. grau de heterogeneidade;
  2. escala final do mapa de solos,
  3. objetivos do levantamento;
  4. interpretação do material de sensoriamento remoto;
  5. experiência de campo;
  6. conhecimento prévio da área por parte da equipe executora. Detalhado  0,2 a 4 observações/ha Semi-detalhado  0,02 a 0,2 observações/ha Reconhecimento  0,04 a 2 observações/km² Exploratório  < 0,04 observações/km² Esquemático  sem especificação TIPOS DE AMOSTRAGEM Perfil completo - fins taxonômicos (caracterização e classificação de solos) caracterização analítica. Amostra extra - tem o objetivo de complementar as informações de campo e dirimir dúvidas, por meio de determinações analíticas.

ÁREA MÍMIMA MAPEÁVEL

Determinada pelas menores dimensões que podem ser legivelmente delineadas num mapa, sem prejuízo da informação gerada nos trabalhos de campo. Níveis de levantamentos Escalas usuais Distância no terreno em km, para cada 1 cm no mapa Área mínima mapeável ha km^2 Ultradetalhados 1:500 0,005 0,001 0, 1:1 000 0,01 0,004 0, 1:2 000 0,02 0,016 0, 1:5 000 0,05 0,10 0, Detalhados 1:7 000 0,07 0,19 0, 1:8 000 0,08 0,25 0, 1:10 000 0,10 0,4 0, 1:15 000 0,15 0,9 0, 1:20 000 0,20 1,6 0, Semidetalhados 1:25 000 0,25 2,5 0, 1:30 000 0,30 3,6 0, 1:50 000 0,50 10 0, Reconhecimento de alta intensidade 1:60 000 0,60 14,4 0, 1:75 000 0,75 22,5 0, 1:100 000 1 40 0, Reconhecimento de média intensidade 1:150 000 1,5 90 0, 1:200 000 2,0 160 1, 1:250 000 2,5 250 2, Reconhecimento de baixa intensidade 1:300 000 3 360 3, 1:500 000 5 1.000 10 Exploratórios 1:750 000 7,5 2.250 22, 1:1 000 000 10 4.000 40 1:2 500 000 25 25.000 250 Esquemáticos 1:5000 000 50 100.000 1. 1: 000 100 400.000 4. 1: 000 150 900.000 9.

CLASSIFICAÇÃO DOS LEVANTAMENTOS

Demanda  tipo de levantamento Sensores  escalas e/ou resoluções apropriadas. Melhora na escala  não é melhora da informação Objetivo  Escala  Tipo do Levantamento  Unidades de Mapeamento  Métodos de prospecção  densidade de observações Características taxonômicas a serem utilizadas.

Levantamentos Exploratório Finalidade de identificar áreas de maior ou menor potencial, prioritárias para o desenvolvimento em caráter regional. Informação qualitativa. Os materiais básicos: cartas planialtimétricas, imagens, radar e fotoíndices. Mapas variam entre 1:750 000 e 1:2 500 000, AMM = 22,5km e 250km. A densidade de observações de no mínimo 0,04 observação por km². 1 perfil complementarpor componente principal de associações. A extrapolação é largamente utilizada. As unidades de mapeamento são normalmente constituídas por amplas associações. As vezes até 5 unidades de mapeamento. As classes de solos subdivisões de “ordem” e “subordem”.

2. Levantamentos de Reconhecimento Avaliação qualitativa e semiquantitativa de solos (potencial de uso agrícola) A seleção do material de acordo com a escala de reconhecimento. Levantamentos do tipo reconhecimento atendem a uma ampla faixa de objetivos e necessidades, estão compartimentados em alta, média e baixa intensidade. Baixa intensidade  Caráter genérico  Material base: 1:100.000 a 1:500.  Escala: 1:250.000 a 1:750.  AMM: entre 2,5 e 22,5 km  Unidades de mapeamento simples ou associações de até 4 componentes chegando a grande grupo.  A freqüência de amostragem é de um perfil completo ou complementar por componente de associação.

3. Levantamentos Semidetalhados  Informações implantação de projetos agrícolas, pastoris e florestais;  Áreas pequenas;  Material base: ≥ 1:60.000 ;  Escala: até 1:100.000, preferencial 1:50.000;  AMM: entre ≤ 40 ha;  Unidades de mapeamento simples, associações e complexos até o nível de Família.  Freqüência de amostragem são calculadas em função da heterogeneidade da área.  Um perfil completo e um perfil complementar por classe de solo componente de unidade de mapeamento simples ou de associação.  Os limites entre unidades de mapeamento são verificados no campo. 4. Levantamentos Detalhados  Informações de áreas pequenas, decisões localizadas  Material base: ≥ 1:20.  Escala: ≥ 1:20.  AMM: ≤ 16ha  Unidades de mapeamento simples, podem complexos de solos.  Família e Séries  A freqüência de amostragem deve ser suficiente para detectar diferenças de solos em pequenas áreas,  No mínimo 1 (um) perfil completo e 2 (dois) perfis complementares para caracterização das classes de solos identificadas no nível taxonômico mais baixo.

5. Levantamentos Ultradetalhados  Problemas específicos de áreas muito pequenas  Material base: cartas topográficas com curvas menores que 1m  Escala: ≥ 1:5.  AMM: ≤ 0,1ha  Unidades de mapeamento simples  A unidade básica de mapeamento corresponde à fase de série de solos.