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Apostila de Limites - Cálculo 1
Tipologia: Notas de estudo
1 / 32
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Muitas da idéias básicas do cálculo podem ser motivadas pelos três problemas seguintes.
Problema da Reta Tangente
Problema da Área
A idéia é de aproximar a área da região por um número de retângulos inseridos de larguras iguais sob a curva, e somar a área desses retângulos. A intuição sugere que se repetirmos este processo de aproximação com cada vez mais retângulos, então eles tenderão à preencher os vazios sob a curva e a aproximação ficará cada vez mais próxima da área exata sob a curva. Isso sugere que podemos definir a área sob a curva como sendo o valor limite dessas aproximações.
no seu gráfico, achar a equação da reta que é tangente ao gráfico em P. Para obter uma definição de reta tangente que se aplique a qualquer curva em um ponto P, vamos usar a idéia a seguir: Seja Q um ponto da curva, distinto de P. A reta que passa por P e Q é chamada de reta secante à curva em P. A intuição sugere que se movermos o ponto Q em direção à P, então a reta secante irá girar em direção à uma posição limite. A reta nesta posição limite é o que consideraremos ser a reta tangente em P.
Problema de Velocidade Instantânea
Intuitivamente, percebe-se que não deve haver muita diferença entre velocidade instantânea num instante de tempo t = t 0 e a velocidade média num intervalo de tempo de t = t 0 a t = t 1 , desde que o intervalo de tempo seja curto. Isto sugere que podemos aproximar vi como:
1 0
1 0 t t
s s vi vm −
Observa-se que à medida que t 1 se aproxima de t 0 , a inclinação da reta secante irá tender à inclinação da reta tangente à curva no instante t = t 0. Então, pode-se definir a velocidade instantânea da partícula no instante t = t 0 como sendo a inclinação da reta tangente à curva posição versus tempo, naquele ponto.
Aproximação por valores menores que 2. x 1 1,5 1,8 1,9 1,99 1,999 1,9999 1, 2x+1 3 4 4,6 4,8 4,98 4,998 4,9998 4, Aproximação por valores maiores que 2 x 3 2,5 2,2 2,1 2,01 2,001 2,0001 2, 2x+1 7 6 5,4 5,2 5,02 5,002 5,0002 5,
Dada a curva posição versus tempo para uma partícula movimentando-se ao longo de um eixo coordenado, acha a velocidade da partícula no instante de tempo especificado. Se uma partícula desloca-se ao longo de um eixo s, então a sua velocidade média vm, no intervalo de tempo t 0 para t 1 , é:
1 0
1 0 t t
s s t
s vm −
Geometricamente vm é a inclinação da reta
Inclinação vi
Inclinação vm
s 1 – s 0 S (^0) t 1 – t 0
S 1
t 0 t 1
Consideremos uma função f definida pela equação
x
x x f x. Esta função f está
definida para x ≠ 2. Vamos analisar o que acontece com esta função para valores próximos de 2 tanto por valores maiores como por valores menores que 2.
0
1
2
3
4
5
6
7
-1 0 1 2 3
Seja f uma definida num intervalo aberto contendo a (exceto possivelmente o próprio a) e seja L um número real. O limite de f(x) quando x aproxima-se de a é L, que pode ser escrito como: f x L x a
→ lim ( )
Obs.: não é necessário que a função seja definida para x = a, a fim de que lim f(x) x→ a exista.
Para provar que f x L x a
→ lim ( ) , podemos fazer:
Graficamente, temos:
a
L − ε L L+ ε
a − δ a a+ δ
L − ε L L+ ε x
f(x)
a− δ^ a a+ δ
f(a)− ε
f(a)+ ε L =f(a )
y
0 x
Exemplos:
→ x x
Solução:
De acordo com a definição, devemos mostrar que, para todo ε > 0 , existe um
O exame da desigualdade envolvendo ε proporciona uma chave para a escolha de δ. As seguintes desigualdades são equivalentes.
x
x
x
x
A última desigualdade nos sugere a escolha do δ. Fazendo 2
lim( 2 3 ) 5 1
→ x x
→ x x
Solução:
Caso 1: m≠ 0
Queremos encontrar um δ > 0 tal que:
m
x a
Se tomarmos m
m
Caso 2: m = 0
número positivo e a afirmação (1) é válida.
Teorema
Se limf(x) L x a
→ e limg(x) M x a
→ , n ∈ Z*+, então:
x a x a x a
→ → →
x a x a x a
→ → →
limg(x)
limf(x) g(x)
f(x) lim x a
x a x a
→
→ → , com M≠ 0
x a
n x a lim f(x) = limf(x) = L → → n^ n x a
n x a lim f(x)= limf(x)= L → →
, se L > 0 quando n é par
Exemplos:
a)
2
2 2 2
2 2 2 2 2
2 2
2 2 = − + = − + =
→ → → → → → → → →
..
lim x x lim x lim x lim lim .limx lim .limx lim x x x x x x x x x
b) =
2
3 2 (^1) x x
x x x lim x
Definição
o limite de f(x), quando x se aproximar de a pela direita será L, e escrito como: f x L x a
→ + lim ( )
que 0 < x−a< δ.
Exemplo:
lim 2 0 2
→ (^) + x x
Definição:
Seja f uma função definida em todo número de algum intervalo aberto (d,a). Então, o limite de f(x), quando x se aproxima de a pela esquerda será L, e escrito como: f x L x a
→ − lim ( )
que − δ <x−a< 0.
Obs.: Os teoremas da seção 5.4 permanecem inalterados quando " x → a"for substituído por " x → a+"ou " x → a−".
Exemplo:
Seja
2
se x
x sex f x. Vamos esboçar seu gráfico e encontrar lim ( ) 0 f x x →− e
lim ( ) 0 f x x →+
Solução:
0
1
2
3
4
5
6
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4
lim (^2)
2 (^2) −
→ (^) − x
x x x
→−
1
lim 1 x
x
Teorema:
Para qualquer polinômio P ( x)= c 0 +c 1 x+c 2 x^2 +...+cn xn e qualquer número real a,
temos:
lim c 0 c 1 x c 2 x^2 ... cnxn c 0 c 1 a c 2 a^2 ... cnan P(a ) x a
→
Exemplo:
lim 2 2 3 2
→ x x x
Seja ( )
Qx
Px f x = , sendo P( x)e Q( x)polinômios, a ∈ℜe Q( a)≠ 0 , então:
lim ( )
lim ( ) ( )
lim ( ) lim Qa
Pa Qx
P x Qx
Px f x x a
x a x a x a
→
→ → →
Obs.: Indeterminações
Ao calcularmos o limite de uma função em um ponto dado, muitas vezes a função não é determinada nesse ponto, obtendo-se resultados de “formas indeterminadas” como:
∞−∞∞ ∞ ∞
Para sairmos das indeterminações usaremos operações algébricas para substituir as funções por outras de tal forma a determinar o limite no ponto dado.
Exemplos:
3 1
lim (^2)
3 (^1) + −
→ (^) x x
x x
lim
2 (^3) −
→ (^) x
x x
lim (^5)
3 (^1) − +
→ (^) x x
x x x
Exemplos:
2 (^2 )
lim −
→ (^) x
x x
lim (^3) −
→ (^) x
x x
lim (^2) + −
→ (^) x
x x
Seja I um intervalo aberto que contém o real a. Seja f uma função definida em
→ lim f(x) x a
− δ <x−a< 0.
Exemplo:
Vamos calcular
lim x→ (^) x−
Definição
Dizemos que, quando x se aproxima de a, f(x) decresce ilimitadamente e escrevemos = −∞ → lim f(x) x a
a-δ^ a^ a+δ
M
y
(^01) x
Exemplo:
Vamos calcular
lim −
x x
Definição:
Em símbolos, temos:
x a
→ +
x a
→ +
x a
→ −
x a
→ −
Exemplo:
Dada 1
x
f (x ) , vamos encontrar lim ( ) 1 f x x →− e lim ( ) 1 f x x →+
y
x
M
a- δ a a+ δ
1 - δ 1 1+δ
M 1
M 2
y
x
Exemplo:
1
→ −∞ x
x lim x
x
→ +∞
Exemplo:
= +∞ → +∞ lim x^2 x
x
→ +∞
Exemplo:
− = −∞ → +∞ lim x^2 x
x
y
x
y
x
y
x
→ −∞
Exemplo:
= +∞ → −∞ lim x^2 x
x
→ −∞
Exemplo:
− = −∞ → −∞ lim x^2 x
Teorema:
Se c ∈ℜ, então lim c limc c x x
→+∞ →−∞
Teorema:
Se n é número inteiro e positivo, então:
I) =+∞ → +∞
n x
lim x
→ −∞ (^) ,senéímpar
,senépar lim xn x
Teorema:
Se n é número inteiro e positivo, então:
I) 0
x→ +∞ (^) xn lim
x → −∞xn lim
Teorema:
Se f (x)= a 0 +a 1 x+a 2 x^2 +...+an xn,an≠ 0 é uma função polinomial, então: ( (^) n n) x x lim f(x) lim a x →+∞ →+∞ = e ( (^) n n) x x lim f(x) lim a x →−∞ →−∞
x
y
x
y
f) 4
→ +∞ (^) x
x x lim x
g) 6 3
5 2
2
→ −∞ (^) x x
x x lim x
h) 2 4
→ +∞ (^) x
x x lim x
i) 2 4
→ −∞ x
x x lim x
A partir de teoremas, podemos usar o resumo, lembrando que as proposições continuam verdadeiras se trocarmos o símbolo “ x →+∞” por “ x →−∞”.
Dados Conclusão
= +∞ → +∞ lim f(x ) x e =+∞ → +∞ limg(x ) x
→ +∞ lim(f g)(x ) x = −∞ → +∞ lim f(x ) x e =−∞ → +∞ limg(x ) x
→ +∞ lim(f g)(x ) x
= +∞ → +∞ lim f(x ) x e = ≠ 0 → +∞ limg(x) b x
,se b
,seb lim(f.g)(x) x
= −∞ → +∞ lim f(x ) x e = ≠ 0 → +∞ limg(x) b x
,se b
,seb lim(f.g)(x) x
= +∞ → +∞
lim f(x ) x
e =+∞ → +∞
limg(x ) x
→ +∞
lim(f.g)(x ) x = +∞ → +∞
lim f(x ) x
e =−∞ → +∞
limg(x ) x
→ +∞
lim(f.g)(x ) x
= −∞ → +∞ lim f(x ) x e =−∞ → +∞ limg(x ) x
→ +∞ lim(f.g)(x ) x
= +∞ → +∞
lim f(x ) x 0
→ +∞ (^) f(x) lim x
= −∞ → +∞ lim f(x ) x 0
→ +∞ (^) f(x)
lim x
= 0 → +∞ lim f(x ) x (^) xlim→ +∞ (^) f(x)=+∞
Exemplos:
a) lim x x x x
→ +∞
b) lim x x x x
→ −∞