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Limites e derivadas 2007 Parte2, Notas de estudo de Cálculo Diferencial e Integral

Apostilas de Tecnologia de Gestão de Recursos Humanos sobre o estudo de limites e derivadas, reta tangente, Derivada da função exponencial.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 10/04/2013

Tucano15
Tucano15 🇧🇷

4.6

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bg1
Álvaro Fernandes 31
Regras de derivação
Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer
a definição.
1. Derivada de uma função constante.
Se
()
cxf =, c é uma constante real, então
(
)
0xf '=.
() ()()
00lim
x
cc
lim
x
xfxxf
limxf 0x0x0x
'==
=
+
= .
2. Derivada da função potência.
Se n é um inteiro positivo e
()
n
xxf =, então
(
)
1n' nxxf
=.
Prova:
() ()()
(
)
x
xxx
lim
x
xfxxf
limxf
n
n
0x0x
'
+
=
+
=
Usando o Binômio de Newton para expandir
(
)
n
xx + , obtemos
()
=xf '
()() () ()
=
+++
++
x
xxxnx...xx
!2
1nn
xnxx
lim
n
n1n2
2n1nn
0x
()() () ()
=
+++
+
=
x
xxnx...xx
!2
1nn
nxx
lim
1n2n
2n1n
0x
()() () ()
1n
1n2n
2n1n
0x nxxxnx...xx
!2
1nn
nxlim
=
+++
+= .
Exemplo 22. Calcule as derivadas das funções abaixo:
a)
()
xxf = b)
(
)
2
xxf = c)
(
)
5
xxf =
a)
() ()
1x1x'fxxf 111 === . Logo
(
)
1x'f
=
.
b)
() ()
x2x2x'fxxf 122 === . Logo
(
)
x2x'f
=
.
c)
() ()
4155 x5x5x'fxxf === . Logo
(
)
4
x5x'f =.
Obs.: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido.
Atividades (grupo 18).
1. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função
(
)
1
xxf
= é
()
2
xx'f
= .
2. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função
(
)
xxf = é
()
x2
1
x'f =.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e

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Baixe Limites e derivadas 2007 Parte2 e outras Notas de estudo em PDF para Cálculo Diferencial e Integral, somente na Docsity!

Regras de derivação

Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer

a definição.

1. Derivada de uma função constante.

Se f ( )x = c, c é uma constante real, então f ( x) 0

' =.

lim 0 0 x

c c lim x

f x x f x f x lim x 0 x 0 x 0

' = = ∆

∆→ ∆→ ∆→

2. Derivada da função potência.

Se n é um inteiro positivo e ( )

n

f x = x , então ( )

' n 1 f x nx

− =.

Prova: ( )

x

x x x lim x

f x x f x f x lim

n n

x 0 x 0

'

∆→ ∆→

Usando o Binômio de Newton para expandir ( )

n x + ∆x , obtemos

f ( )x =

'

− − −

∆ → x

x x ... nx x x x 2!

nn 1 x nx x

lim

n n 1 n 2 2 n^1 n n

x 0

− − − −

∆ → x

x x ... nx x x 2!

nn 1 x nx

lim

n 1 n 2 n^2 n^1

x 0

n 1 n 2 n^2 n^1 n 1

x 0

x x ... nx x x nx 2!

nn 1 lim nx

− − − − −

∆→

Exemplo 22. Calcule as derivadas das funções abaixo:

a) f ( )x = x b) ( )

2

f x = x c) ( )

5 f x =x

a) f ( )x x f'( )x 1 x 1

1 11 = ⇒ = =

. Logo f '( x) = 1.

b) f ( )x x f'( )x 2 x 2 x

2 21 = ⇒ = =

. Logo f '( x) = 2 x.

c) ( ) ( )

5 51 4 f x = x ⇒ f' x = 5 x = 5 x

. Logo ( )

4 f ' x = 5 x.

Obs.: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido.

Atividades (grupo 18).

1. Mostre, usando a regra e a definição , que a derivada da função ( )

1 f x x

= é ( )

2 f ' x x

− = −.

2. Mostre, usando a regra e a definição , que a derivada da função f ( x) = x é ( )

2 x

f ' x =.

3. Derivada do produto de uma constante por uma função.

Se f ( )x é uma função derivável e c é uma constante real, então a função g ( )x = cf( )x tem

derivada dada por g' ( )x = cf'( )x.

Prova: ( )

( ) ( ) ( ) ( ) [ ( ) ( )]

∆ → ∆→ ∆→ x

c f x x f x lim x

cf x x cf x lim x

g x x gx g´ x lim x 0 x 0 x 0

cf´( )x

x

f x x f x c lim x 0

∆→

Exemplo 23. Se ( )

3 f x = 5 x então ( ) ( )

2 2 f ' x = 53 x = 15 x.

4. Derivada de uma soma de funções.

Se f ( )x e g ( )x são função deriváveis, então a função h( x) = f( )x +g( )x tem derivada dada por

h' ( )x = f'( )x +g'( )x.

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 24. Se f ( )x 4 x 3 x x 5

3 2

= + − + então f '( x) 12 x 6 x 1

2 = + −.

5. Derivada de um produto de funções.

Se f ( )x e g( ) x são função deriváveis, então a função h( x) = f( )x ⋅g( )x tem derivada dada por

h' ( )x = f'( )x ⋅g( )x +f( )x ⋅g'( )x.

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 25.

Se f ( )x ( x x)( 2 x)

3 = − − então f '( )x ( 3 x 1 )( 2 x) ( x x)( 0 1 ) 4 x 6 x 2 x 2

2 3 3 2 = − − + − − =− +− + −.

6. Derivada de um quociente de funções.

Se f ( )x e g ( )x são função deriváveis, então a função ( )

g( )x

f x h x = tem derivada dada por

[ ( )]

2 g x

f' x gx f x g' x h' x

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 26. Se ( )

2 x

5 x 8 f x

2 −

= então ( )

( ) ( ) ( ) ( )

2

2

2

2

2 x

5 x 8 ... 4 x

10 x 2 x 5 x 8 2 f ' x

b) y = 5 x+ 3

u 5 x 3

y u

Então ( ) ( ) ( ) ( ) ( )

2 5 x 3

2 u

y´ x y´u u´x y´x

= ⋅ ⇒ = ⋅ =. Logo ( )

2 5 x 3

y´ x

c)

5

1 3 x

x y (^) 

1 3 x

x u

y u

5

Então ( ) ( ) ( ) ( )

2

4

1 3 x

1 1 3 x x 3 y´x y´u u´ x y´x 5 u

6

4

2

4

1 3 x

5 x

1 3 x

1 1 3 x x 3

1 3 x

x 5

Logo ( )

6

4

1 3 x

5 x y´ x −

Proposição: Se f ( )x é uma função derivável e n é um número inteiro não nulo, então

[ f ( )x] n[ f( )x] .f´( )x

dx

d (^) n n− 1

Prova: Fazendo

n

y = u , onde u = f( )x e aplicando a regra da cadeia, temos

y´ ( )x y´( )u u´( )x y´( )x nu f´( )x y´( )x n[ f( )x] f´( )x

n 1 n^1 = ⋅ ⇒ = ⋅ ⇒ = ⋅

− − .

A proposição continua válida se n for um número racional não nulo.

Exemplo 28. Calcule a derivada da função

3 3 y = 4 ⋅ 1 +x−x.

Podemos escrever ( )

313 y = 41 +x−x e calcular a derivada usando a proposição acima:

( ) ( ) ( )

3 23 2 1 x x 1 3 x 3

y´ x = 4 ⋅ + − ⋅ −

− .

Obs: Com a regra da proposição acima poderíamos calcular todos os exercícios do exemplo 27.

Mas a regra da cadeia é mais completa, ela possibilitará a resolução de outros problemas mais

complicados...

Atividades (grupo 20). Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( )

36 y = 2 −x. b) ( )

4 3 y x 2

− = −. c)^ y^ =^2 x−^3.

d)

( 1 5 x)

1 3 x y

2

=. e)

3

4

1 x

2 x y

= f) x 1

1 4 x y

3

Derivada da função inversa

Se uma função y = f( )x admite uma função inversa x f ( y)

− 1 = , então a função inversa tem

derivada dada por

( ) ( )

f´( )x

f ´ y

1

, f ´( x) ≠ 0.

Sabemos que f of( )x x

1

. Aplicando a regra da cadeia, obtemos que ( f )´ ( f( )x) f´( )x 1

1 ⋅ =

− , daí

( ) ( )

f´( )x

f ´ y

1

, desde que f ´( )x ≠ 0.

Exemplo 29. Seja ( )

3 y = f x = 5 x. Calcule a derivada ( f )´ ( 40 )

− 1 invertendo a função e usando a

regra da derivada da inversa.

⇒ Invertendo a função:

13

3

3 1

y

y y f x 5 x x f y  

. Assim ( ) ( ) 5

y

f ´ y

23 1  ⋅ 

− −

Logo ( ) (^ )^ ( )^

f ´ 40 23

23

23 1  ⋅ = = = 

− − .

⇒ Usando a regra da derivada da inversa:

Se y^ =^40 e ( )^

3 y = f x = 5 x , então 8 2 5

x 3 3

= = =. Como (^ )^

2 f ´x = 15 x , obtemos

( ) ( )

( ) ( )

f´ 2

f ´ 40 f´ x

f ´ y 2

1 1 = ⇒ = = =

− − .

2. Derivada da função logarítmica.

Proposição: Se f ( )x = loga ( ) (x, a> 0 e a≠ 1 ), então ( )

xln( )a

f ´x =.

Prova: A função logarítmica y = f( x) =loga( )x é a inversa da função exponencial

1 y x = f y =a

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar

f ´ ( )x. Assim:

( ) ( ) ( ) xln( )a

a lna

f ´ y

f ´x 1 y

Caso particular: Se f ( )x = ln( )x , então ( )

( ) x

xlne

f ´ x = =.

Exemplo 31. Determine a deriva da função

ln( )x

e y

4 x+ 1

=.

Usando a regra da derivada do quociente 2 g

f´g fg´ ´ g

f −

e a regra da cadeia na função

exponencial, obtemos:

( )[ ( )] ( )

[ ( )]

2

4 x 1 4 x 1

lnx

x

e 4 lnx e

Atividades (grupo 23).

  1. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) f ( )x = 4 log 2 ( 5 x). b) f ( )x = ln( 2 x+ 1 ). c) f ( x) e ln( x)

3 x

= ⋅. d)^ ( )^

2 x e

ln 3 x f x −

3. Derivada das funções trigonométricas.

Proposição:

a) y^ =^ sen( )x ⇒ y´^ =^ cos( )x.

b) y = cos( )x ⇒ y´ = −sen( )x.

c) y = tg( )x ⇒ y´ sec ( )x

2 =.

d) y = cotg( )x ⇒ y´ cosec ( )x

2 = −.

e) y = sec( )x ⇒ y´ = sec( )xtg^ ( )x.

f) y = cosec( )x ⇒ y´ = −cosec( )x cotg( )x.

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam

como exercício.

a) y = sen( )x. Aplicando a definição...

∆ → ∆→ x

senxcos x sen x cosx senx lim x

senx x senx y´ lim x 0 x 0

( ) ( ) ( )[ ( ) ] ( ) ( ) ( )[ ( ) ]

∆ → ∆→ ∆→ x

senx cos x 1 lim x

sen xcosx lim x

sen x cosx senx cos x 1 lim x 0 x 0 x 0

cos( ) ( )x 1 sen( ) ( )x 0 cos( )x

x

cos x 1 senx lim x

sen x cos x lim x 0 x 0

∆→ ∆→

Lembre-se que

x

sen x lim x 0

∆→

é o limite trigonométrico fundamental e

x

cos x 1 lim x 0

∆→

foi resolvido no exemplo 17 (c) da pág. 20.

c) y =tg( )x

Como ( )^

cos( )x

senx

tg x = e já sabemos a derivada função sen(^ x), podemos aplicar a derivada do

quociente:

( ) ( ) ( )[ ( )]

sec ( )x

cos x

cos x

cos x sen x

cos x

cosxcosx senx senx y´

2 2 2

2 2

2

Lembre-se que cos ( )x sen ( )x 1

2 2

  • = é a relação trigonométrica fundamental.

e) y =sec( )x

Como ( )

cos( )x

sec x = e sabendo-se que a derivada da função cos( x) é − sen( )x , podemos aplicar

a derivada do quociente:

( ) ( ) ( )[ ( )]

sec( )xtg ( )x

cosx

senx

cosx

cos x

1 senx

cos x

0 cosx 1 senx y´ 2 2

Exemplo 32. Calcule a derivada das funções compostas abaixo:

a) ( )

2

y = sen 3 x. b) y cos ( )x

3

=. c)^ (^ )^

5 x y = tg x ⋅e. d)

sec( )x

tg x 1 y

Soluções:

a) ( )

2 y =sen 3 x

Usando a regra da cadeia, obtemos:

2 2

y´x y´u u´ x cosu 6 x 6 xcos 3 x u 3 x

y senu = ⋅ = ⋅ =

4. Derivada das funções trigonométricas inversas

Proposição:

a) y = arcsen( )x ⇒ 2

1 x

b) y = arccos( )x ⇒ 2

1 x

c) y = arctg( )x ⇒ 2

1 x

d) y = arccotg( )x ⇒ 2

1 x

e) y = arcsec( )x ⇒

, x 1

x x 1

y´ 2

f) y = arccosec( )x ⇒

, x 1

x x 1

y´ 2

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam

como exercício.

a) Seja f :[− 1 , 1 ] →[− π 2 ,π 2 ]definida por y = f( x) =arcsen( )x. Esta função tem como inversa

a função x f ( y) sen( y)

1 = =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para

determinar f ´( )x. Assim:

( ) (^ )^2 ( ) 2

1 1 x

1 sen y

cosy

f y

f´x

Observe que y ∈ [− π 2 ,π 2 ]. Neste caso o sinal da função cos ( y) é positivo. Usando a relação

trigonométrica fundamental cos ( y) sen ( y) 1

2 2

+ = , obtemos cos( y) 1 sen ( y)

2 = −.

c) Seja f :ℜ →( −π 2 ,π 2 ) definida por y = f( x) =arctg( )x. Esta função tem como inversa a

função x f ( y) tg( y)

1 = =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para

determinar f ´( )x. Assim:

1 2 2 2 1 x

1 tg y

sec y

f y

f ´x

Lembre-se que sec ( y) 1 tg ( y)

2 2 = +.

e) Seja y = arcsec( )x. Podemos reescrever esta expressão como , x 1

x

y arccos  >

=. Usando o

item (b) da proposiçãoe a regra da cadeia, obtemos:

x x 1

x x 1

x

x

x 1 x

x

x 1 x

x

x 1 x

x

x

y´ 2 2 2 2 2

2

2 2

2

2 2

2 2 −

Obs.: lembre-se que 2

´

x

x

Exemplo 33. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) y = arcsen( 2 x− 1 ). b)^

2

2

1 x

1 x y arctg.

Solução:

a) y = arcsen( 2 x− 1 ). Usando a regra da cadeia, obtemos:

2 2 1 2 x 1

1 u

y´x y´u u´x u 2 x 1

y arcsenu

b) 

2

2

1 x

1 x y arctg. Novamente a regra da cadeia...

( )( ) ( )( )

( )

22

2 2

2

2

2

1 x

2 x 1 x 1 x 2 x

1 u

y´x y´u u´ x

1 x

1 x u

y arctgu

( ) (^) 

2 2 2

2

2 1 x

4 x

1 x

1 x 1

simplifique esta expressão e mostre que é igual a 4 1 x

2 x

Logo ( )

4 1 x

2 x y´ x

Atividades (grupo 25).

Determine a derivada das funções:

a) y arccos( x 1 )

2 = −. b) ( )

x y = 3 x⋅arctge.

Derivadas sucessivas

Em algumas aplicações precisamos derivar uma função mais de uma vez. Se uma

função y = f( )x for derivável, isto é, existe f ´( x), podemos pensar na derivada de f ´( )x e assim

sucessivamente.

Definimos e denotamos as derivadas sucessivas de uma função y = f( x)de acordo com a tabela

abaixo:

Como lê-se: Notação:

a derivada ou derivada de 1

a

ordem ( )^

dx

dy f´x ou

a derivada ou derivada de 2

a

ordem ( )

2

2

dx

d y f´´x ou

a derivada ou derivada de 3

a

ordem ( )

3

3

dx

d y f´´´x ou

a derivada ou derivada de 4

a ordem

( )

4

4 4

dx

d y f x ou

n

a derivada ou derivada de n

a ordem

( )

n

n n

dx

d y f x ou

Justificativa para as notações:

  • f ´´( )x = [ f´( )x]´, f ´´´( )x = [ f´´( )x]´, a partir da quarta derivada usamos o cardinal.

dx

dy

dx

d

dx

d y

2

2

, 

2

2

3

3

dx

d y

dx

d

dx

d y , e assim sucessivamente.

Exemplo 34.

a) Se f ( )x x 2 x 1

4 = + − , então:

f ´ ( )x 4 x 2

3 = +

2 f ´´ x = 12 x

f ´´´ ( )x = 24 x

( )

f ( )x 24

4

( )

f ( )x 0

5

( )

f ( )x 0

n = , para todo n ≥ 5.

b) Se ( )

2 x f x = e , então:

2 x f ´x = 2 e

2 x f ´´ x = 4 e

2 x f ´´´ x = 8 e

( )

4 2 x f x = 16 e

( )

n n 2 x f x = 2 e.

c) Se f ( )x = sen( )x , então:

f ´ ( )x =cos( )x

f ´´^ ( )x^ =−sen( )x

f ´´´ ( )x =−cos( )x

( )

f ( )x sen( )x

4

( )

senx, n 4 , 8 , 12 ,...

cosx, n 3 , 7 , 11 ,...

senx, n 2 , 6 , 10 ,...

cosx, n 1 , 5 , 9 ,...

f x

n

Atividades (grupo 26).

  1. Calcule as derivadas sucessivas até a ordem n indicada.

a) y 3 x 2 x 9 n 4

4 = − − , =.

b) y ax bx cx+d, n 3

3 2 = + + =.

c) n 3

1 x

y = −

d) y = sen( − 5 x), n= 5.

e) y ln( 1 x ) n 3

2 = − , =.

  1. Marque a alternativa correta. O valor de (^) ( )

( 97 )

f 0 , sendo f ( x) e sen( 3 x)

3 x = + é:

a)

97 2 ⋅ 3 b)

194 3 c)

97 6 d)

194 6 e)

97 3 ⋅ 2

Às vezes o processo para explicitar a variável y é bastante longo e trabalhoso, como é o caso da

expressão

x y 3 xy 0

3 3

  • − =

e até mesmo impossível por qualquer método elementar, como neste caso

sen ( xy) − y= 0.

O método da derivação implícita permitirá encontrar a derivada y´ sem a necessidade de explicitar

a função como y = f( )x.

Definição: Uma expressão na forma F ( x,y) = 0 define implicitamente uma função y = f( x)se o

gráfico de y = f( )x coincide com alguma parte do gráfico de F ( x,y) = 0.

Exemplo 35. Exemplos de funções definidas implicitamente:

a) 2 y x y 1 x 0

2

    • − =.

b) x y 1 0

2 2

  • − =.

c) x y 3 xy 0

3 3

  • − =.

d) sen ( xy) − y= 0.

Vamos agora mostrar como obter a derivada y´ , nos casos do exemplo 35, sem explicitar y.

Usaremos a regra da cadeia para derivar os termos da expressão F ( x,y) = 0 que envolvem y.

a) 2 y x y 1 x 0

2

    • − =. Esta expressão define y como uma função de x implicitamente, logo:

( ) ( )

( ) ( ) ( )

( )

x 2

1 2 xy y´

y´x 2 1 2 xy

2 y´ 2 xy x y´ 1 0

dx

dy 2 xy x dx

dy 2

1 x 0 dx

d x y dx

d 2 y dx

d

dx

d 2 y x y 1 x dx

d

2

2

2

2

2

2

Observe que usamos a derivada de um produto em (x y) dx

d (^2) .

Derivamos ambos os membros em relação a x.

Derivada de uma soma de funções.

Apenas mudamos os símbolos: y´( )x y´

dx

dy = =.

Poderíamos obter a derivada y´ derivando diretamente

x 2

x 1 y 2

=. Vejamos:

( )( ) ( )( )

( ) ( ) ( )

2 2

2

2 2

2 2

2 2

2

x 2

2 2 x x

x 2

x 2 2 x 2 x

x 2

1 x 2 x 1 2 x y´

= , logo

( )

2 2

2

x 2

2 2 x x y´

Você pode estar se perguntando:

Obtivemos

( )

2 2

2

x 2

2 2 x x y´

= , mas anteriormente calculamos x 2

1 2 xy y´ 2

=. Estas expressões são

distintas?

Obviamente não, pois se fizermos

x 2

x 1 y 2

= na expressão x 2

1 2 xy y´ 2

= , vamos obter

( )

2 2

2

x 2

2 2 x x y´

( )

2 2

2

2

2

2 2

2

2

2

2

2

x 2

2 2 x x

x 2

x 2

x 2 2 x 2 x

x 2

x 2

2 x 2 x 1

x 2

x 2

x 1 1 2 x

Atenção: Não é necessário verificar se as derivadas calculadas nas formas explícita e implícita

coincidem, mesmo porque em alguns casos não é possível mesmo isolar a variável y.

Caso queiramos calcular o valor da derivada y´ num ponto, por exemplo x (^) o = 2 , basta

encontrarmos o valor da imagem yo , substituindo x (^) o na expressão 2 y x y 1 x 0

2

    • − =. Depois

calculamos y´ com estes dois valores, pois

x 2

1 2 xy y´ 2

= depende de duas variáveis. Vejamos:

2 y x yo 1 xo 0 2 yo 4 yo 1 2 0 yo

2 o +^ o + − = ⇒ + + − = ⇒ =.

x 2

1 2 x y y´ 2 2 o

o o

Observe que encontramos este mesmo valor usando

( )

2 2

2

x 2

2 2 x x y´

= no ponto x (^) o = 2 :

( ) 18

y´ 2 2

2

= =

Mas lembre-se: nem sempre é possível isolar a variável y para calcular y´.

Atividades (grupo 27).

  1. Determine a derivada y' das curvas dadas implicitamente por:

a) x y 4

2 2

  • = b) xy 2 y x 2 y

2 3

+ = − c) x y xsen( )y 0

2 2

  • =

d) e x y 3

xy = + − e)^0 x y

x y y

3

− f) tg ( y) =xy− 1

  1. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo, nos

pontos indicados.

a) ( )

2

ln y = x+y no ponto P( − 1 , 1 ).

b)

3 y x = y. 2 , no ponto em que a normal é vertical.

c) 6 x 13 y 19

2 2

  • = (elipse), nos pontos onde a normal é paralela à reta 26 x− 12 y− 7 = 0.
  1. Seja C a circunferência dada implicitamente por x y 1

2 2

  • = e t a reta tangente à C no ponto de

abscissa x (^) o = 2 2 , como mostra a figura abaixo. Calcule o valor da área sombreada.

  1. Determine a área do triângulo AOB na figura abaixo sabendo-se que r é a reta tangente a curva C,

dada implicitamente por e 2 cos( x 1 ) 3 x

xy 2

+ − = , no ponto A( 1 , 0 ).

Derivada de uma função na forma paramétrica

Função na forma paramétrica

Sejam

y y t

x xt

funções de uma mesma variável t, t ∈ [ a,b].

A cada valor de t no intervalo [a ,b]corresponde um único par P( x(t ), y( )t)no plano cartesiano. Se

as funções x = x( )t e y = y( )t forem contínuas, quando t variar de a até b, o ponto P descreverá

uma curva no plano.

As equações

y y t

x xt são chamadas de equações paramétricas da curva e t é chamado de

parâmetro.

Se a função x = x( )t admite uma inversa t = t( x), podemos escrever y = y(t ( )x), eliminando o

parâmetro t. Neste caso, temos y como uma função de x, isto é, y = y( x).

Mesmo quando a função x = x( )t não admite inversa, em alguns casos, podemos obter uma forma

implícita da curva, eliminando o parâmetro t de forma conveniente.

Dizemos que as equações

y y t

x xt definem a forma paramétrica de uma curva plana.

Exemplo 36.

a) As equações ∈ℜ

,t y 2 t

x t 1 , definem a reta de equação y = 2 x− 2. Para verificar isto basta

isolar o parâmetro t na equação x = t+ 1 e substituir em y = 2 t.

b) As equações ∈ℜ

,t y t 1

x 1 t

2

, definem a parábola de equação y x 2 x

2 = −. Para verificar

isto basta isolar o parâmetro t na equação x = 1 −t e substituir em y t 1

2 = −.

c) As equações

∈[ π]

,t 0 , 2 y 2 sent

x 2 cost , definem a circunferência de equação x y 4

2 2

  • =.

Pois as equações x = 2 cos( )t e y = 2 sen(t )satisfazem x y 4

2 2

  • = , para todo t ∈ℜ.