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mancha preta, Slides de Literatura

Ele é específico de plantas cítricas, podendo causar lesões em ramos, folhas e frutos. Disseminado por meio de mudas, restos de material vegetal, água da chuva ...

Tipologia: Slides

2023

Compartilhado em 17/01/2023

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Leila_89 🇵🇹

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MANCHA PRETA
A mancha preta é causada por um fungo que se reproduz assexuada e sexuadamente,
denominado Phyllosticta citricarpa. Ele é específico de plantas cítricas, podendo causar
lesões em ramos, folhas e frutos. Disseminado por meio de mudas, restos de material
vegetal, água da chuva e vento, o patógeno não provoca alterações no sabor dos frutos,
que podem ser comercializados para a indústria de suco, porém, devido à aparência,
tornam-se impróprios para o mercado de fruta fresca.
Todas as principais variedades comerciais de laranjeiras são suscetíveis à mancha preta,
exceto a laranjeira azeda (Citrus aurantium. L.) e a limeira ácida Tahiti (Citrus latifolia
Osbeck). Por isso, ela pode ser considerada, atualmente, a principal doença fúngica que
afeta as laranjeiras doces.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Essa doença é responsável por grandes prejuízos em várias regiões produtoras de citros do
mundo, com relevante importância econômica na Austrália, África do Sul e Brasil. Na
Europa a ela é considerada quarentenária A1, ou seja, é uma praga ausente em todos os
países da União Europeia (UE).
No Brasil, a doença é considerada uma praga Quarentenária A2, o que significa que
apresenta importância econômica potencial para uma área posta em perigo, mas ainda não
está amplamente distribuída no País e se encontra sob controle oficial. Já foi encontrada no
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás,
Espírito Santo, Santa Catarina, Amazonas e Paraná. No estado de São Paulo, os maiores
problemas são observados nas regiões Leste, Centro e Norte.
Crédito: AGROLINK
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MANCHA PRETA

A mancha preta é causada por um fungo que se reproduz assexuada e sexuadamente, denominado Phyllosticta citricarpa. Ele é específico de plantas cítricas, podendo causar lesões em ramos, folhas e frutos. Disseminado por meio de mudas, restos de material vegetal, água da chuva e vento, o patógeno não provoca alterações no sabor dos frutos, que podem ser comercializados para a indústria de suco, porém, devido à aparência, tornam-se impróprios para o mercado de fruta fresca. Todas as principais variedades comerciais de laranjeiras são suscetíveis à mancha preta, exceto a laranjeira azeda ( Citrus aurantium. L.) e a limeira ácida Tahiti ( Citrus latifolia Osbeck). Por isso, ela pode ser considerada, atualmente, a principal doença fúngica que afeta as laranjeiras doces. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA Essa doença é responsável por grandes prejuízos em várias regiões produtoras de citros do mundo, com relevante importância econômica na Austrália, África do Sul e Brasil. Na Europa a ela é considerada quarentenária A1, ou seja, é uma praga ausente em todos os países da União Europeia (UE). No Brasil, a doença é considerada uma praga Quarentenária A2, o que significa que apresenta importância econômica potencial para uma área posta em perigo, mas ainda não está amplamente distribuída no País e se encontra sob controle oficial. Já foi encontrada no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Espírito Santo, Santa Catarina, Amazonas e Paraná. No estado de São Paulo, os maiores problemas são observados nas regiões Leste, Centro e Norte. Crédito: AGROLINK

CARACTERÍSTICAS

Em sua fase sexual, o patógeno produz pseudotécios em folhas cítricas em decomposição no solo. Os pseudotécios são corpos de frutificação isolados ou agregados, globosos, com 100 a 175 μm de diâmetro, apresentando um ostíolo circular e sem paráfises. Dentro dos pseudotécios são formadas as ascas de formato cilíndrico‑clavado, bitunicadas, de 45 ‑ 85 × 12 ‑ 15 μm. Cada asca contém oito ascósporos (esporos sexuais) unisseriados, unicelulares, hialinos, asseptados, multigutulados, cilíndricos com o centro dilatado, tamanho de 8,0‑17,5 × 3,3‑ 8 ,0 μm, apresentando apêndices hialinos nas duas extremidades obtusas. Em sua fase assexual, o fungo produz, em lesões de frutos, ramos e folhas, picnídios globosos, imersos, solitários ou agregados, de coloração marrom‑escura a negra, medindo de 115 a 190 μm, com ostíolo levemente papilado, circular, de 12,0 a 14,5 μm de diâmetro. Quando os picnídios estão maduros, em seu ostíolo emergem os conídios (esporos assexuais) envolvidos por uma substância mucilaginosa clara denominada cirro, de formato ovoide a elíptico ou piriforme, asseptados, hialinos, unicelulares, multigutulados, com paredes finas e lisas, com um apêndice hialino numa das extremidades e presença de bainha mucosa pouco visível em torno da parede com espessura de até 1,5 μm. Pode-se afirmar que os ascósporos são responsáveis pelo início da epidemia, enquanto os conídios respondem pelo desenvolvimento da doença na planta. Créditos: Eduardo Feichtenberger , Ricardo B. Baldassari e Silvia A. Lourenço À esquerda, ascas contendo ascósporos de Phyllosticta citricarpa. À direita, conídios de Phyllosticta citricarpa expostos, após o esmagamento de picnídios. CICLO REPRODUTIVO

Sintomas da mancha preta em frutos de laranja: (a) mancha preta ou dura, (b) mancha de falsa melanose, (c) mancha rendilhada, (d) mancha trincada, (e) mancha sardenta e (f) mancha virulenta. CONTROLE E MANEJO Para o controle da doença, as estratégias recomendadas são: a) plantio de mudas sadias, provenientes de viveiros certificados; b) eliminação de frutos infectados antes do início da florada; c) controle da entrada e do trânsito de material no pomar (material vegetal, veículos); d) manutenção de cobertura morta debaixo da copa, por meio de roçada ecológica, para evitar a disseminação do inóculo presente no solo; e) poda de ramos secos; f) utilização de quebra-ventos para reduzir a disseminação de esporos pelo ar; g) remoção das folhas caídas ou aceleração de sua decomposição com o uso de fertilizantes nitrogenados (por exemplo, ureia) ou de microrganismos com potencial para agir diretamente na decomposição do material vegetal ou que apresentem ação direta sobre o patógeno; h) utilização de irrigação por gotejamento, principalmente no inverno, para diminuir a queda de folhas e frutos; i) emprego de tratos culturais adequados (controle de pragas e doenças, adubação equilibrada); j) pulverização das plantas com fungicidas; k) antecipação da colheita. IMPACTOS NA SOCIEDADE A citricultura ocupa lugar de destaque no País, devido ao seu grande valor de exportação e à sua importância social, gerando grande número de empregos e permitindo que pequenos proprietários permaneçam com suas famílias sobrevivendo no campo. A mancha preta dos citros pode causar prejuízos significativos ao produtor. Ao provocar lesões na casca dos frutos, deprecia-os comercialmente para o mercado interno de frutas frescas e restringe a sua exportação para vários países. Crédito: Fundecitrus

Literatura consultada AGROLINK. Mancha preta - Pinta preta ( Phyllosticta citricarpa ). Disponível em: < https://www.agrolink.com.br/problemas/mancha-preta_2952.html>. Kupper, K. C. Novos desafios. Revista Cultivar , Pelotas, n. 82, 2013. Silva Junior, G. J. Manual de pinta preta: Medidas essenciais de controle. Araraquara, SP: Fundecitrus, 2020. Silva Junior, G. J. et al. Pinta preta dos citros: A doença e seu manejo. Araraquara, SP: Fundecitrus, 2016. 208 p. Silva-Pinhati, A. C. O.; Goes, A.; Wickert, E.; Almeida, T. F.; Machado, M. A. Mancha preta dos citros: Epidemiologia e manejo. Laranja , Cordeirópolis, v. 30, n. 1-2, p. 45-64, 2009. Timmer, L. W. Diseases of fruit and foliage. In: Timmer, L. W.; Duncan, L. W. (Ed.). Citrus health management. St. Paul, MN: American Phytopathological Society, 1999. p. 107-115. Verzignassi, J. R. et al. Pinta preta dos citros: Doença quarentenária A2 ausente no Estado do Pará. Belém, PA: Embrapa Amazônia Oriental, 2006. (Comunicado Técnico, 184).