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PORTFOLIO PINTA PRETA DOS CITROS
Tipologia: Resumos
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Parauapebas-PA 2022
Parauapebas-PA 2022
Trabalho apresentado à Universidade PITÁGORAS, como requisito parcial para a obtenção de média semestral nas disciplinas norteadoras do semestre letivo. Tutor (a): Clerio Valentim Damasceno Junior
A cultura dos citros é produzida mundialmente, seus frutos possuem características nutricionais importantes, sendo consumidos in natura ou na forma de produtos industrializados. O sistema agroindustrial citrícola no Brasil detém 40% da produção mundial de laranja e 60% do suco de laranja, ainda apresentando crescimento. Os frutos cítricos, como as laranjeiras, são hospedeiras de muitos patógenos, que se manifestam naturalmente, que são ampliados como consequência de práticas de condução da cultura e das condições climáticas favoráveis aos patógenos. Sendo o controle dificultado, dentre outros fatores, pela resistência adquirida dos patógenos, como consequência do mal-uso de agroquímicos. Uma das doenças dos citros é a pinta preta dos citros, causada pelo fungo Guignardia Citricarpa Kiely, que dificulta comercialização dos frutos in natura. Os maiores prejuízos são observados em pomares mais velhos, de variedades de maturação tardia, principalmente plantas malnutridas. O histórico da doença no pomar é importante para definir as estratégias de controle. Depois de instalada em um pomar, não há possibilidade de eliminação, por isso a adoção de estratégias que previnam a entrada do fungo é essencial O controle da pinta preta na cultura da laranja é realizado com a utilização de fungicidas, entre eles, temos os compostos orgânicos do grupo das estrobirulinas. Entre os fungicidas que podem ser utilizados para controle químico desse fungo, temos os produtos à base de azoxistrobina. Sendo assim, este trabalho procurou estabelecer uma relação sólida entre a teoria e a prática, onde iremos discorrer sobre o acompanhamento da produtividade nacional, princípio de ação e estrutura molecular da azoxistrobina, o emprego de fungicidas do grupo químico das estrobilurinas, o processo de fotossíntese e sobre o fungo causador da pinta preta nos citrus, relatando em qual o filo que eles estão agrupados e suas principais características morfológicas.
a) 2016/2017 2017/2018 2018/2019 2019/2020 2020/ 0 1 2 3 (^4) 3. 2.16 (^) 2.02 2.
Índice (percentual) b) Com a utilização da ferramenta no Excel foi possível identificar a expressão e construir a função, de caracterização linear, contemplando domínio, contradomínio e lei de formação, que descrevesse o índice de queda percentual, ocasionada por Pinta Preta, em função das safras. 2016/2017 2017/2018 2018/2019 2019/2020 2020/ 0
1
2
3
4
2.16 (^) 2.02 2. f(x) = 0.682 x 2. R² = 0.
Índice (percentual)
ambiental, um agroquímico antifúngico e um inibidor externo de quinona. É um nitrilo, uma ariloxipirimidina, um éster enoato, um éter enol, um éster metílico e um agente antifúngico metoxiacrilato estrobilurina. Além da fórmula estrutural, para identificar um carbono quiral, devemos lembrar que esse carbono apresenta obrigatoriamente quatro ligantes diferentes: Os carbonos quirais consistem em um átomo de carbono sp3, ou seja, um átomo de carbono que forma apenas uma ligação simples e possui quatro grupos de ligação diferentes. Quiralidade é um termo em química orgânica usado para designar moléculas que não se sobrepõem em suas imagens especulares. Nesse sentido, deve-se entender que a azoxistrobina possui um carbono quiral. 2.3 ETAPA 3 As estrobilurinas são fungicidas modelados a partir de uma substância antifúngica produzida por um pequeno cogumelo da floresta chamado Strobilurus tenacellus. As estrobilurinas pertencem ao grupo de QoI (inibidores externos de quinona) com base no local específico que inibem. Eles incluem azoxistrobina (Abound), cresoxim-metil (Sovran), piraclostrobina (Cabrio) e trifloxistrobina (Flint). As estrobilurinas têm uma excelente capacidade de inibir a germinação de esporos, portanto, devem ser mais úteis no início do desenvolvimento da doença. Eles não têm muita atividade pós-infecção. Algumas estrobilurinas (por exemplo, Abound e Flint) são listadas como “risco reduzido” pela EPA, o que significa que eles têm toxicidade mamífera relativamente baixa. No entanto, eles são tóxicos para peixes e outros organismos aquáticos, portanto, os regulamentos devem ser seguidos para uso em torno de corpos d'água. Uma vez que as estrobilurinas têm um modo de ação específico do local, elas
são propensas ao desenvolvimento de resistência a fungicidas em fungos alvo porque uma única mutação em um fungo pode bloquear sua ação. Onde a resistência à estrobilurina ocorreu, as cepas do patógeno exibiram um alto nível de resistência que não pode ser superado pelo aumento da taxa de aplicação de fungicida. Para prolongar a vida útil dos fungicidas estrobilurínicos em conjunto, os rótulos dos fungicidas limitam o número de aplicações (total e sequencial) por estação. Isso também inclui pré-misturas, como Adament, que possuem um componente de estrobilurina. É aconselhável alternar as estrobilurinas com tratamentos em bloco (2 a 3 pulverizações) de fungicidas com modo de ação diferente, incluindo materiais de contato multissítios com baixo risco de desenvolvimento de resistência, como Bravo, Captan e Ziram, ou biológicos agentes de controle, como Serenade. A mistura de estrobilurinas em tanque com outros fungicidas geralmente não é necessária ou econômica, pois eles já possuem um amplo espectro de atividade. No entanto, em vinhedos com cepas de oídio resistentes conhecidas ou suspeitas, a mistura em tanque com enxofre ou Ziram pode ajudar no controle. 2.4 ETAPA 4 A principal diferença entre a fotossíntese C3 C4 e CAM é que a fotossíntese C produz um composto de três carbonos através do ciclo de Calvin, e a fotossíntese C produz um composto intermediário de quatro carbonos, que se divide em um composto de três carbonos para o ciclo de Calvin, enquanto o CAM a fotossíntese reúne a luz solar durante o dia e fixa o dióxido de carbono à noite. Além disso, a maioria das plantas realiza fotossíntese C3, enquanto a fotossíntese C4 ocorre em cerca de 3% das plantas vasculares, incluindo capim-colchão, cana-de-açúcar, milho etc. Enquanto isso, a fotossíntese CAM ocorre em plantas adaptadas a ambientes secos, incluindo cactos e abacaxis. Nesse sentido, os citros podem ser classificados como plantas CAM. A maioria das espécies de plantas na Terra usa a fotossíntese C3, na qual o primeiro composto de carbono produzido contém três átomos de carbono. Nesse processo, o dióxido de carbono entra em uma planta através de seus estômatos (poros microscópicos nas folhas das plantas), onde em meio a uma série de reações
quanto a qualidade dos frutos. Todas as cultivares comerciais são suscetíveis, mas cultivares de maturação tardia e limões são mais vulneráveis. Os sintomas podem ser encontrados em frutos e folhas, mas são mais fáceis de identificar em frutos maduros. Os frutos são suscetíveis à infecção por seis meses após a frutificação. As folhas geralmente não apresentam sintomas, mas as lesões foliares podem ser observadas em variedades altamente suscetíveis, como o limão, ou em árvores estressadas. No limão, os pedicelos de frutas também podem apresentar sintomas. Todas as variedades cítricas são suscetíveis à mancha-preta dos citros, tornando necessária uma regulamentação e manejo rigorosos para evitar a disseminação dessa doença. As três principais formas de transmissão são: Pelo vento: Os esporos do fungo presentes nas folhas de citros em decomposição podem ser levados pelo vento para outras plantas do mesmo pomar e de pomares vizinhos. Mudas: Plantio de mudas de viveiros não certificados contendo o fungo pode dispersar a doença para áreas nas quais não está presente. Material Vegetal: Folhas e ramos de pomares contaminados podem ser leva- dos, principalmente por caminhões e implementos, em época de colheita.
Este trabalho proporcionou um contato mais próximo entre teoria e prática, para posteriormente proceder a análise de algumas informações. O estudo aprofundou os conhecimentos na área agronômica, que foi de grande aprendizagem tanto para a formação acadêmica, como na aplicação da prática na área de interesse, aprofundando conhecimentos dos estudos e trazendo o agrupamento em trabalho em equipe e aprimorando conhecimentos a áreas que foram exploradas.