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Saiba como melhorar a produtividade de suas colmeias de abelhas. Este documento aborda as causas comuns de baixa produtividade ou morte de colônias, como problemas com a rainha, presença de pragas, doenças, nutrição deficiente e localização do apiário. Além disso, aprenda sobre a importância da localização do apiário, cuidados com rainhas, estoque de alimento e mel, controle de enxameação e manejo de colmeias.
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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A atividade apícola, quando desenvolvida com o objetivo de gerar renda, deve ser vista e administrada como uma empresa, com o gerenciamento das despesas e receitas. Cada colmeia é uma prestadora de serviço de polinização e/ou uma pequena fábrica de produtos apícolas (mel, pólen, própolis, cera, geleia real, apitoxina e formação de novas colonias). Quando ocorre a morte de colônias ou a produtividade da colmeia é baixa, buscamos uma causa, porém normalmente nos depararamos com múltiplos fatores, tais como: problemas com a rainha, presença de varroa e de outras pragas, incidência de doenças, favos velhos, condições climáticas adversas, nutrição deficiente e/ou má localização do apiário.
Figura 2. As colmeias devem pegar sol no período do inverno
mil abelhas na colmeia já no início das grandes floradas, condição necessária para uma grande estocagem de mel. As colmeias devem entrar no inverno com pólen estocado e no mínimo 8 a 10kg (equivalente a 4 quadros de ninho) de mel para sua mantença. Na falta, remanejar quadros com mel excedentes de outras colmeias.
Além do alimento estocado nas colmeias, o apicultor deve prever um consumo anual médio por colmeia em épocas de escassez de floradas de aproximadamente 1 a 1,5kg de proteína de soja ou levedura de cerveja, e de 10 a 12kg de açúcar cristal ou açúcar VHP ou glucomel (frutose de cana-de-açúcar).
Figura 4. Ciclo de floração e indicativos de necessidade de alimentação suplementar
Sugestão de alimento energético ♦ 5 partes de açúcar ♦ 2 litros de água ♦ 350ml de suco de limão sem sementes ♦ 5ml de extrato de própolis por litro de alimento
Modo de preparo: Misturar o açúcar com água, aquecer até começar a levantar a fervura, desligar o fogo e adicionar o suco de limão e a própolis. Em substituição ao xarope de açúcar, pode ser utilizado glucomel (frutose de cana-de-açúcar) ou ainda açúcar VHP. O açúcar VHP é outra opção de alimento energético, que além de mais prático para ser fornecido, pois não precisa diluir, tem mostrado ótimos resultados, exceto em colmeias fracas ou novas, com menos de 4 quadros cobertos com abelhas.
Figura 5. Alimentador tipo cobertura
Figura 7. Troca de favos velhos por quadros com cera alveolada
Figura 8. Uso de entretampa: madeira (A) e ráfia (B)
Tabela 1. Calendário de manejo apícola para o estado de Santa Catarina
ATIVIDADE JANEIRO FEVEREIRO MARÇO ABRIL MAIO JU
Reduzir o alvado e colocar entre tampa ou poncho X^ X
Verificar estoque de alimento (mel e pólen) e se necessário alimentar
Monitoramento de varroa e se necessário controle X^ X^ X^ X
Colheita de mel Colheita de mel de eucalipto X X
Colheita de melato X X X
Troca de favos velhos X
Colocação de sobreninho ou melgueira
Abertura de alvado e retirar entretampa ou poncho Fazer núcleos X X Seleção de colmeias, teste de comportamento higiênico e troca de rainhas
Multiplicação de enxames X X
Unir enxames fracos X X
Unir enxames de rainha velha ou pouco produtiva com núcleo de rainha nova
Semeadura ou plantio de pastagem apícola X^ X
Obs.: Caso o apicultor alimente suas colmeias, a troca de favos pode ser realizada durante todo o ano.
Somente fornecer pólen e mel, ou ração à base desses produtos, quando produzidos na propriedade ou com garantia de boa procedência, dando atenção à ração proteica adquirida de vendedores, visto que o pólen contido na maioria dessas rações tem origem no contrabando e podem conter doenças. Trocar regularmente os favos velhos e fazer contagem de varroa em pós- colheita de janeiro, no outono e na primavera. Caso seja necessário fazer o controle, utlizar somente produtos orgânicos e nunca em épocas de entrada de néctar para não contaminar o mel. Observar a forma correta de aplicação desses produtos.
Atenção: O tratamento com produtos químicos ou sintéticos não deve ser realizado de forma alguma. Além de estarem proibidos, têm baixa eficiência, causam a resistência do varroa e deixam resíduos no mel detectados facilmente nos laboratórios das empresas compradoras. Quando o mel é misturado a quantidades maiores, perde- se todo o lote.
Figura 9. Para contagem de varroa deve-se fazer a coleta de abelhas de pelo menos 3 colmeias por apiário
Controle da enxameação : Manter sempre rainhas jovens. Trocar favos velhos e evitar excessiva exposição solar, observando possíveis bloqueios com pólen da área de cria. Na primavera e no verão com a colônia em crescimento, quando estiver com 8 quadros ocupados (com abelha), colocar sobreninho ou melgueira, disponibilizando espaço conforme desenvolvimento do enxame.
Figura 10. Uma boa cobertura, além de proteger a caixa, contribui para a diminuição de enxameação
das colmeias que obtiveram os melhores resultados nos testes de comportamento higiênico e melhores produtividades no ano anterior); − Iniciar, de acordo com a região, o fornecimento de alimentação para estimular a postura, 40 a 60 dias antes das grandes floradas; − Em regiões de produção de melato, efetuar a colheita para evitar que se misture com o mel.
− Em regiões que não iniciou a entrada de néctar para estocagem de mel, continuar a alimentação energética e proteica; − Entre 40 a 60 dias antes das grandes floradas, para acelerar a postura da rainha, pode-se adicionar 0,70 – 0,75 ml de Promotor L para cada litro de alimento; − Substituir rainhas velhas ou pouco produtivas de colmeias fracas juntando com núcleo de rainha jovem; − No caso de usar o sobreninho, fazer o manejo dos quadros, passando os quadros velhos para o sobreninho, colocando favos novos no ninho; − Fazer a troca de favos velhos, utilizando os que têm cria e alimentos para formação de núcleos (utilizando quadros com cria aberta para formar as realeiras das colmeias que obtiveram os melhores resultados nos testes de comportamento higiênico e melhores produtividades no ano anterior), tendo o cuidado de colocar os quadros com lâmina de cera sempre de um lado (por exemplo, sempre no lado esquerdo), para facilitar o controle no manejo de quadros.
Obs.: Parar com a alimentação artificial quando iniciar a grande florada, evitando o estoque de alimento artificial junto com o mel.
− Importante: Se após iniciada a florada principal houver excesso de chuva retomar imediatamente o fornecimento de alimentação, principalmente a proteica; Obs.: São bastante comuns a diminuição e a perda de muitas colônias nessa época do ano (principalmente as que têm mais crias). − Quando diminuirem as variações térmicas e as colônias estiverem populosas, ampliar a abertura do alvado e retirar a entretampa;
Obs.: Não utilizar a tela excluidora, pois ela limita a postura da rainha, sendo comum em época de boas floradas boas rainhas fazerem postura no sobreninho ou na melgueira. − Colocar melgueiras sempre que necessário, lembrando que a falta de espaço aumenta a possibilidade de enxameação; − Em colmeias que são alimentadas e/ou possuem boa quantidade de alimento pode-se trocar os favos velhos e formar núcleos (utilizando quadros com cria aberta para formar as realeiras das colmeias que obtiveram os melhores resultados nos testes de comportamento higiênico e melhores produtividades no ano anterior); − Formação de pastagem apícola.
− Colocar melgueiras sempre que necessário, lembrando que a falta de espaço aumenta a possibilidade de enxameação; − Observar a cobertura das colmeias para evitar o excesso de temperatura, o que pode diminuir a produção e aumentar a possibilidade de enxameação; − Colheita do mel, cuidando para deixar reserva; − Fazer núcleos, utilizando quadros com cria aberta para formar as realeiras das colmeias que obtiveram os melhores resultados nos testes de comportamento higiênico e melhores produtividades no ano anterior; − Trocar rainhas por meio de nucleação ou introdução de realeiras ou rainhas selecionadas na região, observando que a marcação da rainha é importante para facilitar a visualização e para o acompanhamento da idade; − Fazer o teste de comportamento higiênico; − Identificação das colmeias de melhor hábito higiênico e produtividade.
− Fazer núcleos tendo o cuidado de pegar quadros com cria aberta das melhores colmeias para a puxada de realeiras; − Observar a cobertura das colmeias para evitar o excesso de temperatura, o que pode diminuir a produção e aumentar a possibilidade de enxameação; − Trocar rainhas; − Preparar as colmeias para florada de eucalipto colocando alimento proteico a cada 14 dias e também, se necessário, energética para estimular a postura 40 a 60 dias