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Manejo pré-abate-parte2, Notas de estudo de Agronomia

Manejo pré abate de bovinos

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 24/03/2016

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bruna-rosa-14 🇧🇷

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24/03/2016
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MANEJO PRÉ-ABATE E ABATE DE
BOVINOS: CUIDADOS DA FAZENDA
AO FRIGORÍFICO
É a ação de conjugar as atividades manuais
com a tecnologia avançada, com o objetivo
de definir ou traçar decisões a serem
tomadas em um sistema de produção
agropecuário.
EMBARQUE DOS ANIMAIS
NÃO misturar lotes muito tempo antes do embarque;
Conduzí-los de forma calma, sem gritos;
Portas da carroceria largas o bastante para que os
animais entrem sem se machucar, evitando fraturas;
Rampa de entrada deve ter travas para evitar que
os animais escorreguem e caiam.
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MANEJO PRÉ-ABATE E ABATE DE

BOVINOS: CUIDADOS DA FAZENDA

AO FRIGORÍFICO

É a ação de conjugar as atividades manuais

com a tecnologia avançada, com o objetivo

de definir ou traçar decisões a serem

tomadas em um sistema de produção

agropecuário.

EMBARQUE DOS ANIMAIS

 NÃO misturar lotes muito tempo antes do embarque;

 Conduzí-los de forma calma, sem gritos;

 Portas da carroceria  largas o bastante para que os animais entrem sem se machucar, evitando fraturas;

 Rampa de entrada  deve ter travas para evitar que os animais escorreguem e caiam.

Ao colocar o gado no caminhão, evitar o uso

de equipamentos que possam causar

contusões. Quando necessário, usar apenas

bastão elétrico, nunca o ferrão;

Caso não tenha um bastão elétrico usar uma

vara sem ponta.

Frequência de contusões nas carcaças em função do manejo

A B C

A = embarque tradicionalB = embarque tradicional s/ choque C = embarque com BPM

Paranhos da Costa, 2007

CONDIÇÃO DAS ESTRADAS

PROBLEMAS ASSOCIADOS AO TRANSPORTE MAL

CONDUZIDO

Ø Contusões; Ø Fraturas; Ø Arranhões; Ø Exaustão metabólica; Ø Desidratação; Ø Estresse (calor, frio, umidade, barulho, trepidação); Ø Morte do animal;

TEMPO DE TRANSPORTE

Ø Recomendável  menor que 12 horas;

Ø Tempos acima de 15 horas são inaceitáveis (exaustão metabólica);

Ø União Europeia  não superior a 8 horas;

Ø Observação  quando houver necessidade de viagens prolongadas, recomenda-se que os animais sejam alimentados com água e ração a cada 12 horas.

PERDA DE PESO DURANTE O TRANSPORTE

Ø Preocupação  ponto de vista de bem-estar e econômico; Ø Conteúdo intestinal  12 a 25 % do Peso Vivo; Ø Perda de peso vivo  razão direta com o tempo de transporte; *4% para jornadas de 5 horas *7% para jornadas de 15 horas Ø Perda de carcaça  0,75% a cada 24 horas de transporte podendo chegar a 8% em função da privação de água e alimento (48 horas de transporte).

No transporte os danos são da ordem de 10% ocasionados por chifradas, quedas, má conservação dos caminhões, etc.

PROBLEMAS VERIFICADOS NO COURO DOS

ANIMAIS DURANTE SUA CRIAÇÃO ATÉ O ABATE

Nas propriedades rurais  Marca a fogo = 10%  Arame farpado, ferrão etc. = 5%  Galhos, espinhos etc. = 5%  Ectoparasitos = 40%  TOTAL = 60% No abatedouro  Esfola deficiente = 20%  Salga deficiente = 10%  TOTAL = 30%

Fonte: GOMES, 2004

Saída dos Currais Percurso na rampa deacesso à matança Banho de Aspersão Pistola pneumática Sangria Esfola Retirada da cabeça Evisceração Divisão da carcaça Toalete Lavagem da carcaça Resfriamento

Insensibilização

MANEJO DOS ANIMAIS NO

FRIGORÍFICO

 Segurança dos operadores

 Bem-estar animal

 Qualidade da carne

DESCANSO E DIETA HÍDRICA

 Recuperação do estresse do transporte  reservas de glicogênio;  Estresse animal  torna-o susceptível à doenças infecciosas, permitindo uma invasão precoce de bactérias do TGI;  Artigo 110 – RIISPOA  Proíbe o abate de animais que não tenham permanecido pelo menos 24 horas de descanso em jejum e dieta hídrica, podendo ser reduzido para 6 horas quando a jornada de viagem não for superior a 6 horas.

DESCANSO E DIETA HÍDRICA

 Esvaziamento do TGI: *Facilita a evisceração

  • Reduz a contaminação da carcaça

 Hidratação do corpo do animal: *Facilita a esfola *Reduz contaminação de carcaça *Reduz a ruptura do couro

CURRAL DE ESPERA

  • Área  Capacidade máxima de matança diária

(CMMD) x 2,50 m²

Abatedouro Morro Agudo/SP

Matadouro, Parintins/AM

CONDUÇÃO AO ABATE

Rampa de acesso

 Deve comportar 10% da capacidade horária da sala de matança;

Características  3,0 m de largura com parede lisa e altura de 2,0 m;  Declividade não superior a 15%;  Deve afunilar no terço superior quando se inicia a seringa.

CONDUÇÃO AO ABATE

Banho de Aspersão (Objetivos)

 Reduzir as sujidades e detritos, impurezas, fezes etc.;

 Reduzir as cargas contaminantes superficiais garantindo

uma esfola mais higiênica;

 Promove uma vasoconstrição periférica e vasodilatação

interna, acalmando os animais.

Avaliação do estresse ante mortem

Padrões

  • Excelente  sem deslizamento ou queda;
  • Aceitável  sem queda e com deslizamento em menos de 3% dos animais;
  • Não-aceitável  1% de quedas;
  • Problema-sério  5% de quedas ou mais de 15% de deslizamentos; Avaliação da vocalização
  • Excelente  até 0,5% vocalizam;
  • Aceitável  3% dos bovinos vocalizam;
  • Não aceitável  4 a 10% dos bovinos vocalizam;
  • Problema sério  mais de 10% dos bovinos vocalizam.

INSENSIBILIZAÇÃO DO ANIMAL

 Visa tornar o animal inconsciente;

 Métodos existentes:

*Dardo cativo (penetrante) *Dardo de percussão não-penetrante (abate Halal) *Atmosfera controlada (pouco O 2 ) *Eletronarcose (indução de estado epilético) Fonte: abatehumanitario.blogspot.com

Dardo cativo Marreta

INSENSIBILIZAÇÃO DO ANIMAL

 Eficácia da insensibilização por concussão cerebral por dardo cativo - Sintomas do animal: *Queda imediata, com pernas flexionadas; *Respiração rítmica ausente (uma respiração ofegante é comum e indica que o cérebro está morrendo; *Espasmos musculares nas pernas (coices) e nos músculos da região traseira; *Expressão fixa e vidrada, com nenhum reflexo no globo ocular, mesmo quando tocado; *Nenhuma vocalização (mugido).

Foto: Prof. Roberto de Oliveira Roça Foto: Prof. Roberto de Oliveira Roça

ETAPAS DO ABATE

É o principal processo de matança utilizado. Seu propósito é provocar a morte do animal por falência circulatória antes que este retorne a consciência e a subsequente remoção de todo o sangue possível da carcaça

SANGRIA

 60% é retirado  10% retido nos músculos  20-25% retido nas vísceras Fonte: HEDRICK, et al. (1994)

 Presença de sangue na carne  afeta a questão sensorial uma vez que afeta a aparência da carne, seu sabor e odor característico;  Pode promover veias enegrecidas, produzir manchas desagradáveis quando a carne é cortada;  Pode promover a autólise e oxidação das gorduras da carne contribuindo para uma menor vida de prateleira do produto. A sangria é considerada uma exigência importante das operações de abate para obtenção de uma carcaça e carne de qualidade.

Atordoamento provoca *Elevação da pressão sanguínea no sistema arterial, venoso e capilares; *Aumento transitório nos batimentos cardíacos; (THORTON, H., 1969)

Tempo entre o atordoamento e a sangria *Argentina: 2 minutos *Holanda: 30 segundos *Brasil: 1 minuto (RIISPOA)

ESFOLA

RESFRIAMENTO DA CARCAÇA