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Manual Caldeira
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Treinamento de segurança na operação de caldeiras
Treinamento de segurança na operação de caldeiras Manual do Agente de Treinamento e Instrutor
SENAI-SP, 1999
Trabalho elaborado pela Diretoria Técnica (DITEC) do Departamento Regional do SENAI-SP
Coordenação Célio Torrecilha Elaboração Regina Célia Roland Novaes Conteúdo técnico Amaurilho Santos dos Reis (CFP 1.19) Cláudio de Carvalho Pinto (UNEM) José Roberto Moreira (CT 1.64) Lázaro Vieira Maciel (CFP 1.17) Sérgio Jundi Ebesui (UNED 3) Ilustrações José Joaquim Pecegueiro Capa Gilvan Lima da Silva
Revisado 2004
SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo Av. Paulista, 1313 - Cerqueira Cesar São Paulo - SP CEP 01311- Telefone Telefax SENAI on-line
(0XX11) 3146- (0XX11) 3146- 0800-55- E-mail Home page
[email protected] http://www.sp.senai.br
O SENAI vem desenvolvendo, ao longo dos últimos anos, atividades significativas na área de Segurança do Trabalho, norteadas pela otimização de seus recursos, pela busca da elevação da qualidade dos trabalhos que desenvolve e, também, pela redução de seus custos operacionais.
Os esforços visam, principalmente, a homogeneizar procedimentos, posturas e materiais didáticos utilizados nas atividades de treinamento e assessoria às empresas, na busca do fortalecimento da imagem do Sistema FIESP como um todo.
A operacionalização desta meta foi realizada por meio dos treinamentos Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, Mapeamento de Riscos, Prevenção de Acidentes em Máquinas Injetoras para Cipeiros, Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Prevenção de Incêndios e Programa de Prevenção de Riscos em Prensas e Similares (PPRPS).
O presente trabalho Segurança na Operação de Caldeiras é mais um de uma série, elaborado com base nos mesmos referenciais apontados acima.
Contudo, os esforços não terminam aqui. A meta é um trabalho de continuidade que traga reflexos positivos principalmente para os clientes externos, o que só poderá ser alcançado com a atuação dos CFP/CT, principalmente nas figuras dos Instrutores e Agentes de Treinamento.
E é com base nesses referenciais que o presente Manual é oferecido aos profissionais diretamente envolvidos, permitindo-lhes ter, ao alcance da mão, os parâmetros que nortearão seu trabalho, além de elementos para o enriquecimento de sua atuação profissional.
A NR–13, que é uma Norma de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamentada conforme a portaria no^ 3214 / 78, foi republicada em 26/4/95, e os treinamentos por ela normalizados destinam-se, unicamente, à informação para os operadores quanto aos procedimentos necessários para a operação de seus equipamentos com segurança e tecnologia.
Dentro do espírito dessa norma, é muito importante esclarecer e ressaltar, que o presente treinamento não se destina à formação de operadores , ou seja, não pretende ensiná-los a operar os equipamentos.
Assim, o objetivo principal do treinamento é enfocar determinados cuidados e procedimentos, visando preservar a saúde e segurança dos trabalhadores, a conservação dos equipamentos e suas condições operacionais.
Carga horária e conteúdo
A carga horária total do Treinamento em Segurança na Operação de Caldeiras é variável de acordo com a complexidade da caldeira da empresa em que o operador trabalha, sendo que, fica estabelecida uma carga horária mínima de 40 horas , exceto quando se tratar de reciclagem dos Operadores.
Da mesma forma, os treinamentos poderão ter conteúdos diferentes, mas deverão atender ao mínimo estabelecido no ANEXO 1A da NR–13.
Esse conteúdo poderá ser estendido, a pedido da empresa ou a cargo do instrutor, após visita prévia, por exemplo , nos seguintes itens do anexo 1A:
Visita prévia à empresa
Para adequar o treinamento à realidade de cada empresa e às necessidades dos respectivos operadores, é imprescindível pelo menos uma visita do instrutor à empresa, antes de iniciar a preparação do treinamento. Essa visita tem a finalidade de analisar, identificar e conhecer as características de cada situação de trabalho.
Durante a visita, o instrutor deverá:
Para definição da estrutura básica do treinamento, o instrutor deverá ter em mãos: a. Formulário “Roteiro de Visita” (em anexo); b. Procedimentos operacionais da caldeira; c. Perfil dos treinandos com respeito a:
O “Treinamento em Segurança na Operação de Caldeiras” possui carga horária mínima de 40 horas a ser desenvolvida em períodos de 4 a 8 horas diárias, estabelecidos em comum acordo com a empresa interessada.
A carga horária deverá garantir o desenvolvimento do conteúdo proposto que é, antes de tudo, um conteúdo básico, a ser trabalhado na íntegra. Contudo, a visita prévia à empresa poderá indicar a inclusão de outros conteúdos e a conseqüente ampliação da carga horária. Caso essa ampliação seja superior a 10% (44 horas), o treinamento deverá ser registrado como não normalizado e sua Ficha de Produto deverá ser alterada.
A carga horária diária também poderá ser alterada, desde que a carga horária total seja mantida e a integridade do conteúdo não seja comprometida. Ou seja, ao adotar uma carga horária diária diferente da estabelecida, o instrutor deverá cuidar para que o desenvolvimento do conteúdo não seja fragmentado em pontos pedagogicamente inadequados.
Para garantir integridade do conteúdo básico e uniformidade de resultados, o presente manual contém a “Ficha do Produto” e o “Roteiro Didático” e, sendo um programa normalizado, seu Plano de Curso está disponível na INTRANET. Esse conjunto fornece aos Instrutores do SENAI orientações objetivas para a sua atuação durante o treinamento.
O material didático para o treinamento é composto por:
Ficha do Produto Título do Programa: Treinamento em Segurança na Operação de Caldeiras Objetivo: Cumprir a NR-13 que é regulamentada pela Portaria 3214/78, foi publicada em dez/94 e republicada em 26/04/1995, visando propiciar aos participantes informações necessárias quanto à segurança na operação das caldeiras, e à preservação da saúde e integridade física dos trabalhadores e do meio ambiente, e a utilização eficaz dos equipamentos. Clientela: Operadores de caldeiras pertencentes à área de utilidades, além de profissionais das áreas de manutenção, segurança e outras áreas, que sejam candidatos interessados em ingressar na função de operador de caldeiras. Pré-requisitos: Ter concluído o ensino fundamental (antigo 1 o^ grau). Métodos/técnicas:
Quantidade de treinandos por turma: De 12 a 16 (máximo) Carga horária (mínima): 40 horas, podendo ser maior conforme a complexidade da caldeira. (Ver Roteiro de Visita Prévia e Procedimento de Implantação do Treinamento) Carga horária diária: De 4 a 8 horas por dia Pré-requisitos do instrutor: A NR-13 em seu subitem 13.3.7 define que os treinamentos devem ser ministrados por profissionais capacitados para tal, de forma que os Instrutores devem possuir:
Unidade Conteúdo mínimo Duração
Abertura Pré-teste Legislação/Normalização 240 min. 2 Noções de grandezas físicas 240 min.
Tipos de caldeiras e utilização do vapor Caldeiras flamotubulares, aquatubulares e elétricas; Caldeiras a combustíveis sólidos e líquidos Caldeiras a gás e queimadores
300 min.
4 Instrumentos e dispositivos de controle de caldeiras 180 min. 5 Operação de caldeiras: - Partida e parada, Regulagem e controle, Falhas de operação, causas e providências, Roteiro de vistoria diária, Operação de um sistema de várias caldeiras, procedimentos em situações de emergência;
720 min.
Tratamento de água de alimentação de caldeiras Tratamento de água para caldeiras elétricas 480 min. Manutenção e inspeção de caldeiras (^7) Prevenção contra explosões e outros riscos 240 min.
a (^) Reunião
Horário () Atividade/Conteúdo Estratégia Material de Apoio Duração* Revisão da reunião anterior - - 10’
Noções de grandezas físicas Pressão/conceitos
Exposição dialogada Atividade experimental
Transparências (___ a___) Balões, latas com água
80’
Unidades de medida de pressão Exposiçãodialogada Transparências(___ a ___) 30’
Café - - 15’
Temperatura
Atividade experimental Exposição dialogada
Varetas de materiais diferentes, velas/fogareiro, fósforos, Transparências (___ a ___)
40’
Calor
Atividade experimental
Fogareiro, béquer, termômetro industrial (0 a 150oC), gelo
50’
Exercícios em grupo - Caderno deexercícios 15’
Observação:
(*) Utilize esta coluna para seu controle de horário.
a (^) Reunião
Horário () Atividade/Conteúdo Estratégia Material deApoio Duração* Revisão da reunião anterior - - 10’ Histórico das caldeiras Utilização do vapor
Exposição dialogada Leitura dirigida
Transparências (___ a ___) (^) 30’
Tipos de caldeiras Classificação
Exposição dialogada
Transparências (___ a ___) (^) 20’
Caldeiras flamotubulares
Exposição dialogada
Transparências (___ a ___) Vídeo
60’
Café - - 15’ Caldeiras Aquatubulares Exposiçãodialogada Transparências(___ a ___) 60’
Visita à caldeira - - 45’ Observação:
(*) Utilize esta coluna para seu controle de horário.
5 a^ Reunião
Horário () Atividade/Conteúdo Estratégia Material de Apoio Duração* Revisão da reunião anterior - - 10’ Preparação Pré-partida da caldeira
Exposição dialogada
Transparências (___ a ___) 30’
Exercícios práticos
Atividade prática em campo. Trabalho individual: treinando prepara e liga a caldeira
Café - - 15’’ Partida da caldeira Visita à área da caldeira
Atividade prática em campo: casa da caldeira
Observação:
(*) Utilize esta coluna para seu controle de horário.
a (^) Reunião
Horário () Atividade/Conteúdo Estratégia Material deApoio Duração* Revisão da reunião anterior - - 10’ Rotinas operacionais Rotinas operacionais da empresa
Exposição dialogada
Transparências (___ a ___) 40’
Parada da caldeira Exposiçãodialogada Transparências(___ a ___) 20’
Aula prática
Exposição dialogada Demonstração Simulação com parte do grupo
Transparências (___ a ___) 35’
Café - - 15’
Aula prática
Exposição dialogada Demonstração Simulação com parte do grupo
Observação:
(*) Utilize esta coluna para seu controle de horário.