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Instrutor do Curso De Yoga botishatva, abordagem iniciante para leigos na prática
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Compartilhado em 26/10/2019
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MANUAL PROFESSOR
Autores:
MAJ PM VALDIRA FERREIRA DA SILVA MAJ PM CARLOS ROBERTO RODRIGUES MAJ PM CARLOS ALBERTO DE CAMARGO JUNIOR CAP PM DIÓGENES MARTINS MUNHOZ
Colaboradores: SD PM MARCÍLIO- Desenhos SD PM NÁDYA KAROLLYNE BRANCO- Desenhos
“O Suicídio faz com que os amigos e familiares se sintam seus assassinos” Vicent Van Gogh
DEFINIÇÃO DE SUICÍDIO: O suicídio, pode ser definido como um ato deliberado executado pelo próprio individuo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, usando um meio que ele acredita ser letal. Também fazem parte do comportamento suicida: os pensamentos, os planos e a tentativa de suicídio. É um comportamento com determinantes multifatoriais e resultado da interação de fatores psicológicos e biológicos, genéticos, culturais e sociodemográficos. O Brasil é o oitavo país em número absoluto de suicídios, no entanto há que se salientar que existem inclusas a essa estatística a questão das subnotificações. No manejo em ocorrências que envolvam tentativas de suicídio, é importante que avaliemos os fatores de risco e de proteção ao individuo, pois é através dessa avaliação que podemos implementar estratégias no sentido de evitarmos a concretização da autopunição. Os dois principais fatores de risco são: a tentativa prévia de suicídio e a doença mental. O individuo que tentou suicídio previamente têm de cinco a seis vezes mais chances de tentar suicídio novamente. Há uma estimativa que 70% dos que se suicidaram já haviam tentado previamente. Quanto a doença mental, estima-se que 90% das pessoas que cometeram suicídio tinham uma doença mental. Os transtornos psiquiátricos mais comuns incluem depressão, transtorno bipolar, dependência de álcool e outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Destacam–se ainda, outros fatores de risco: a desesperança, o desespero, o desamparo e a impulsividade. O comportamento suicida entre jovens envolvem humor depressivo, abuso de substâncias, problemas emocionais, familiares e sociais, história familiar de transtorno psiquiátrico, rejeição familiar, negligência, além de abuso físico e sexual na infância.
Doenças clínicas não psiquiátricas foram associadas ao suicídio, tais como pacientes com câncer, HIV, doenças neurológicas, doença de Parkinson. Outros eventos que precisam ser cuidados, são maus tratos na infância ou adolescência. Um fator de risco de adolescentes é o suicídio de figuras proeminentes, suicídios em grupo ou comunidades semelhantes. O risco de suicídio aumenta entre aqueles com história familiar de suicídio ou de tentativa de suicídio. São fatores de proteção: bom suporte familiar, laços sociais bem estabelecidos com a família e amigos, religiosidade, ausência de doença mental, estar empregado, capacidade de adaptação positiva, capacidade de resolução de problemas. A OMS apontam três características psicopatológicas comuns no estado mental dos suicidas: A ambivalência: o desejo de viver e morrer se confundem no individuo. Muitos não desejam morrer, querem resolver seus problemas. A impulsividade: O suicídio parte de um ato que é usualmente motivado por eventos negativos. O impulso é transitório e tem duração de alguns minutos ou horas. Pode ser desencadeado por eventos negativos do dia a dia e por rejeição, recriminação, fracasso, falência, etc. A rigidez: a pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações giram em torno disso, ela fica incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar o problema. O funcionamento mental gira em torno de três sentimentos: “não suportar,” “sem saída”, e “sem fim”. Existe uma distorção da percepção de realidade com avaliação negativa de si, do mundo e do futuro. Voltemos ao enfoque das doenças mentais, a depressão é uma doença que tende a ser crônica e recorrente, segundo a OMS, é a doença mental que mais está associada ao suicídio e caracteriza-se por alguns sintomas, como sentir-se triste durante a maior parte do dia, diariamente, perder o apetite, ter perda ou aumento de peso, insônia ou necessidade aumentada de dormir, sensação de cansaço, o tempo todo, sentir-se inútil, culpado e sem esperança,
O fenômeno suicídio engloba uma série de comportamentos autodestrutivos como a tentativa de suicídio e o suicídio completo. Quem tenta o suicídio nem sempre tem a intenção de morrer, os atos autodestrutivos podem ser um pedido de ajuda à família e à sociedade. O suicídio é mais frequente nas idades que delineiam as fronteiras da vida, como a puberdade e a adolescência , e entre a maturidade e a velhice.
SITUAÇÕES QUE PODEM DESENCADEAR O SUICÍDIO:
Durante o atendimento a emergências deste tipo podemos lidar com pessoas que em seu desespero buscam o suicídio como solução a situações consideradas insuportáveis por elas mesmas.
Durante a abordagem ao suicida em sua tentativa, o bombeiro deverá estar atento ao fato de que o mesmo passou por uma série de frustrações e problemas pessoais que contribuíram para sua decisão desesperada e que em alguns momentos apresentou sinais e sintomas que possivelmente foram ignorados. A seguir apresentaremos algumas características que podem ser observadas em um suicida.
Conforme estudo realizado pelo Conselho Federal de Medicina (2014), erros e preconceitos vem sendo historicamente repetidos, contribuindo para a formação de um estigma em torno da doença mental e do comportamento suicida. O estigma resulta de um processo em que pessoas são levadas a se sentirem envergonhadas, excluídas e discriminadas. Passemos agora a identificar as principais crenças que envolvem o assunto, sendo essas de caráter errôneo, ou não:
Ambivalência é um sintoma marcante nas pessoas que se querem suicidar. Muitos não querem morrer, querem simplesmente escapar de uma situação insuportável.
2) SEGUNDO MITO:
Se uma pessoa tentar matar-se uma vez, é menos provável que ele volte a tentar. FALSO!
Suicidas depressivos acabam consumando mais o ato, pois encontram-se menos esperançosos e tal abordagem por parte das equipes de socorro são sempre mais complicadas.
FALSO!!!!!!
A letalidade de um suicida dependerá de algumas variáveis, porém sempre será influenciada pelo tipo de abordagem do profissional da equipe de socorro.
Mulheres acabam sendo mais efetivas na consumação do suicídio.
FALSO!!!!!!
Tra ns torno Bipolar 33%
Al coolistas 29%
Es quizofrênicos 21%
Depressivos 17%
Transtorno Bipolar Alcoolistas Esquizofrênicos Depressivos
De acordo com os dados da OMS (2012), há mais suicídios entre os homens (15 para cada 100 mil habitantes) do que entre as mulheres (8 para cada 100 mil habitantes), mas, no grupo dos chamados “sobreviventes de si mesmos”, as mulheres são maioria (80%), ou seja, os homens, quando intentam se matar, são mais efetivos, conforme percebemos no quadro abaixo que indica uma projeção entre os dois sexos até o anos de 2020.
No Brasil os índices de suicídio ainda são bem baixos, pois é um país tropical com um povo muito alegre.
FALSO!!!!!!
O Brasil aparece abaixo da média mundial de suicídios, mas tais números apresentam-se em diferentes maneiras, pois, se no mundo, a taxa média de suicídios é de 11,4 mortes por 100 mil habitantes, no Brasil esse índice cai para 5,8 mortes por 100 mil habitantes, o que deixa o país em uma posição aparentemente cômoda: 133º lugar, em um ranking de 172 países.
De acordo com pesquisa realizada com parte do efetivo operacional do Corpo de Bombeiros, verifica-se, por meio das estatísticas de atendimento a esse tipo de ocorrência, um fenômeno conhecido empiricamente como “glorificação de sítio”, ou seja, constata-se que os locais escolhidos por suicidas parecem sempre ser repetidos dentro de uma mesma região geográfica. Tal fenômeno está diretamente ligado ao fato de que, se o local escolhido pelo suicida também tenha sido escolhido recentemente para esse fim por outro suicida, e essa escolha tenha gerado algum tipo de comoção social durante o atendimento àquela ocorrência, esses locais tendem a ser repetidos e “glorificados” pelos futuros tentantes de suicídio naquela determinada região. Alguns dos locais mencionados pelos entrevistados indicam as pontes da Marginal Tietê como sendo pontos de constante réplica deste tipo de ocorrência, assim como é possível verificar no mapa abaixo, onde as mesmas encontram-se plotadas.
O vínculo passa a existir de forma adequada e terapêutica quando o profissional passa a ter atitudes adequadas para com o paciente e este por sua vez passa a ter segurança e confiança no profissional. Isto deve estar presente desde os primeiros momentos do contato. O profissional deve dar atenção, saber ouvir, saber compreender e aceitar os atos do paciente, orientar ao paciente sobre seu estado e o que deverá ser feito, deve se identificar de maneira formal (nome, trabalho, função, por que está ali), o mesmo deve ser feito com familiares e/ou acompanhantes; se tornar receptivo ao paciente, abordá-lo de forma respeitosa e gentil; sentir-se mobilizado para o sofrimento do paciente demonstrar que está ali para tentar ajudá-lo. Essas questões são de grande ajuda para a formação do vínculo, mas devemos ter em mente que o paciente é quem escolhe a quem, quando e como se vincular a cada indivíduo. Uma vez formado esse vínculo deve-se preservá-lo, pois é de intensa utilidade para se conseguir atitudes e abordagens terapêuticas. O vínculo facilmente se quebra se o paciente perceber que foi usado , que mentiram para ele , que o ameaçam ou desafiam , e, atitudes as mais variadas possíveis podem ser tomadas pelo paciente, se sentir que o profissional não é confiável.
Manter canal de comunicação aberto
Quando o paciente estiver desorientado, falando muito, a todo o momento mudando de assunto, devem-se colocar limites (fixar assunto, todo vez que sair, fazer o retorno, se fazer ouvir).
Olhar para o paciente
Devemos olhar o paciente durante o atendimento devido a uma questão de respeito, demonstrar atenção, perceber comunicação extra verbal, e, até como proteção para o profissional já que se estivermos dispersos e o paciente tentar nos agredir a reação de movimentos nossa será diminuída e o fator surpresa será fator decisivo para o paciente.
Ouvir atentamente
Também para demonstrar atenção, educação, respeito ao paciente devemos ouvir o que o mesmo nos tem a dizer e se possível manter diálogo como o mesmo, pois momentos de desabafos podem trazer alívio de tensão e fazer com que o vínculo se estreite caso haja demonstração de interesse por quem ouve. No caso do paciente estar confuso e mudando várias vezes de assunto, não falar coisas compreensíveis, não se deve em momento algum demonstrar ao mesmo rejeição, rispidez, ameaça moral/física, desafiar o paciente, coerção. Tentar explicar o estado ao paciente e fixar limites.
Respeitar pausas silenciosas
Há pacientes que ao relatarem seus conflitos e problemas podem ter um aumento de seu sofrimento e por vezes necessitam de uma paralisação, uma
Região Indicada para fixar o olhar em um paciente