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Livro - Livro
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































































Silas Rondeau Cavalcante Silva M i n is t r o d e e s ta d o
Nelson José Hubner Moreira se cr e tá r i o - e xe cu t i vo
SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL Cláudio Scliar se cr e tá r i o
Carlos Nogueira da Costa Júnior se cr e tá r i o -a dj u n to
DEPARTAMENTO NACIONAL DE PRODUÇÃO MINERAL Miguel Antonio Cedraz Nery d i r e to r– G er a l
João César de Freitas Pinheiro d i r e to r- G er a l a dj u n to
Antônio Fernando da Silva Rodrigues d i r e to r d e d e sen vo lv i M en to e e co n o M ia M i n er a l | d i d e M
João Ferreira Gomes Pr e si d en t e d o co nsel h o d el i b er at i vo
Hécliton Santini Henriques Pr e si d en t e
Écio Barbosa de Morais d i r e to r
Edmundo Calhau Filho d i r e to r
REDE IBGM DE LABORATÓRIOS GEMOLÓGICOS Jane Leão Nogueira da Gama co o r d ena d o r a
Dados Internacionais de Catalogação na publicação (CIP) (Núcleo Setorial de Informação, SP, Brasil)
I59 Manual Técnico de Gemas / IBGM, DNPM. – 3. ed. rev. e atual. / Consultoria, supervisão e revisão técnica desta edição, Jane Leão N. da Gama. -- Brasília, 2005. 156 p. : il.; 29 cm.
Anexos ISBN: 85-99027-01-
Gemas
ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS ORGâNICAS
ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS NÃO USUAIS
ESPECIFICAÇÃO DAS GEMAS ARTIFICIAIS
íNDICE REMISSIvO ANExOS ANExO I • MAPA GEMOLÓGICO BRASILEIRO ANExO II • MATERIAIS GEMOLÓGICOS NATURAIS ANExO III • PRODUTOS SINTÉTICOS E ARTIFICIAIS ANExO Iv • GRUPOS MINERALÓGICOS DE INTERESSE GEMOLÓGICO ENDEREÇOS PARA CONTATOS
79 80 81 82 84 87 88 89 90 92 93 94 95 96 97 98 100 102 103 104 105 106 107 108 109 110 111 112 114 115 116 117 118
119 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 130 131 132 133 134 135 136 137 138 139 140 144 146 148 151 152
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Apres entAção
Brasília, dezembro de 2005
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emos o prazer de apresentar a terceira edição do Manual Técnico de Gemas, fru- to da parceria entre o DNPM – departamento nacional de Produção Mineral e o IBGM – instituto Brasileiro de gemas e Metais Preciosos. a exemplo das edições anteriores, este Manual técnico incorporou diversas melho- rias, incluindo 22 novas gemas, inclusão/exclusão de fotografias e o aperfeiçoamento do texto. a publicação apresenta, agora, dados sobre 113 gemas e continua disponibilizando ao mercado brasileiro informações técnicas e físicas relativas aos materiais gemológi- cos, em língua portuguesa, tornando-se fonte de referência para pesquisa e consulta. o trabalho permite ainda, a harmonização e normalização dos conhecimentos utilizados pelos setores públicos e privados, a exemplo dos documentos técnicos emitidos pelos laboratórios gemológicos na certificação de autenticidade de gemas. Confiantes em que o Manual atenderá à demanda do público a que se destina, par- ticularmente aos gemólogos, agradecemos a todos quantos tornaram possível a sua realização.
Hécliton Santini Henriques Pr e si d en t e d o i b GM
Miguel Antônio Cedraz Nery d i r e to r G er a l d o d n PM
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esta nova edição do Manual técnico de gemas, optamos por adotar a classifi- cação das gemas de acordo com a mineralogia. estão resumidas na publicação as informações relativas às gemas mais comumente encontradas e comercia- lizadas no Brasil, que são normalmente descritas em documentos, normas técnicas ou publicações de difícil acesso ao público que se dedica profissionalmente ou como apreciador de gemas e jóias. Primeiramente são apresentadas informações sobre as definições, nomenclaturas e regras de utilização das gemas. na seqüência, são descritas 113 gemas, separadas pelas categorias usuais, não usuais, orgânicas e artificiais, incluindo descrição de suas propriedades físicas. tudo ricamente ilustrado por fotos coloridas de alta qualidade, que revelam em detalhes a beleza das gemas. Para facilitar a busca do leitor, foi incorporado um índice remissivo de gemas que inclui, além das variedades, os nomes mais comumente usados pelo mercado. os anexos de i a iV apresentam, respectivamente: o mapa gemológico brasileiro, os materiais gemológicos naturais; as gemas sintéticas, artificiais e os produtos en- contrados no setor e os grupos mineralógicos e espécies minerais que são de interes- se para gemológia. Finalmente, são apresentados os endereços das delegacias do dnPM e da rede iBgM de Laboratórios gemológicos que estarão à disposição para dirimir dúvidas ou emitirem certificados de identificação de gemas.
i ntro du ção
Para oBter INforMações DetalhaDas Do setor De GeMas, JóIas e afINs Do BrasIl acesse o sIte Do IBGM www.IBGM.coM.Br
quartzo rutilado • foto: carlos cornejo
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s materiais gemológicos normalmente encontrados no Brasil ou que são comumente comercializados possuem definições e nomenclatu- ras indicadas em normas técnicas específicas nacionais – aBnt e in- ternacionais - iso e CiBJo. Julgou-se conveniente reunir e apresentar, de for- ma sistematizada, as principais definições, nomenclaturas e regras de utiliza- ção comercial e técnicas constantes dos citados documentos técnicos, con- forme a seguir:
p R i N c i pa i s d e F i N i ÇÕ e s e N o M e N c l at U R a U t i l i Z a d a
os materiais gemológicos naturais são aqueles inteiramente formados pela natureza, sem interferência do homem. são de origem inorgânica: os minerais e as rochas; e orgânica: os de origem animal ou vegetal. Quando as substâncias naturais orgânicas ou inorgânicas, por suas caracte- rísticas intrínsecas (cor, brilho, raridade, dureza e outros), são utilizadas princi- palmente como adorno pessoal, estas são denominadas de gemas naturais. Quando os minerais ou rochas naturais são utilizados principalmente para coleções, esculturas, decorações de interiores e como acabamento arquitetô- nico, são denominados de materiais ornamentais. os produtos gemológicos sintéticos e artificiais são os fabricados pelo homem. são denominados de gemas artificiais os produtos criados e fabricados pelo homem, sem ter um correspondente na natureza. as gemas sintéticas são os produtos cristalizados, cuja fabricação, foi ocasionada pelo homem independentemente do método utilizado. suas pro- priedades físicas, químicas e estrutura cristalina correspondem essencialmen- te às das gemas naturais. as gemas compostas são corpos cristalinos ou amorfos, compostos de duas ou mais partes unidas por cimentação, ou qualquer outro método arti- ficial. seus componentes podem ser tanto gemas naturais, sintéticas ou arti- ficiais, como também vidro. as gemas revestidas são as que sobre sua superfície se fez depositar, por cristalização ou outros meios, uma fina camada, colorida ou não, que pode ser ou não de igual composição química.
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as imitações são os produtos que imitam gemas naturais ou sintéticas. denominados de produtos de fantasia, são fabricados pelo homem no intui- to de reproduzir o efeito óptico, a cor e/ou a aparência das gemas naturais ou sintéticas, sem possuir suas propriedades físicas, químicas ou sua estru- tura cristalina. as gemas reconstituídas são materiais produzidos pelo homem median- te fusão parcial ou aglomeração de fragmentos de gemas. as gemas simulantes são gemas naturais, artificiais ou sintéticas que pela sua aparência (cor, brilho) simulam gemas naturais de maior valor ou mais conhecidas. – ex.: zircão incolor, safira incolor, zircôna cúbica e berilo incolor como simulantes do diamante. o espinélio vermelho como simulante do rubi e a turmalina verde como simulante da esmeralda. os produtos gemológicos cultivados são os produzidos pela natureza com intervenção parcial do homem. a pérola cultivada é uma gema de origem or- gânica produzida pela natureza com intervenção parcial do homem.
R e G R a s d e U t i l i Z aÇ Ão d a s d e F i N i ÇÕ e s e N o M e N c l at U R a
os nomes de minerais, gemas e outros termos devem ser usados ade- quadamente, principalmente quando utilizados em certificados, documen- tos comerciais, científicos e técnicos. as normas técnicas nacionais – aBnt e internacionais – iso e CiBJo apresentam as regras que devem ser atendidas quando do uso dos termos inerentes aos materiais gemológicos. a seguir são indicadas as considerações mais importantes a serem observadas: as substâncias naturais e produtos sintéticos e artificiais devem ser de- nominados de acordo com as definições e as nomenclaturas anteriormente indicadas. Quando as denominações exigirem complementos, estes devem constar, no caso de apresentação escrita, em caracteres da mesma dimen- são e da mesma cor que os da denominação fundamental, devendo-se evitar qualquer abreviação. isto deve aplicar-se nas publicações oficiais e técnico- científicas, em toda comunicação dirigida ao público ou em qualquer transa- ção comercial (documentos publicitários, etiquetas, faturas, notas, outros do- cumentos fiscais, etc.). nas ocasiões e nos locais onde são exibidas gemas naturais, gemas sinté- ticas ou gemas artificiais ou jóias com elas fabricadas, deve-se identificar cla- ramente cada artigo e material utilizado ou exposto. no caso de jóia confeccionada com uma ou mais gemas, naturais ou não, essa deve ser acompanhada de um documento que descreva a natureza, quan- tidade e massa das gemas, bem como o metal precioso empregado na sua fa- bricação, na sua titularidade e massa (peso). deve-se evitar o uso de nomes de minerais ou gemas como descritivos de atributos de cor. ex.: rubi-espinélio e safira tipo alexandrita. não se deve combinar nomes de gemas, que não possuem nada em co- mum uma com a outra. ex.: a variedade amarela de quartzo não deve ser des- crita como “quartzo-topázio”, “citrino-topázio”ou “topázio-citrino”, sendo reco- mendados somente os nomes “citrino” e “quartzo amarelo”. o termo brilhante, sem qualquer descrição adicional do material, deve ser somente aplicado para diamantes redondos, em lapidação brilhante.
deve-se evitar o uso de nomes de talhes e formas de lapidação sozi- nhos para designar uma gema, exceto no caso do termo brilhante como ante- riormente indicado. indicações com relação aos tipos de lapidação e forma devem ser expres- sas como nos exemplos a seguir: ex.: “safira lapidação brilhante”, “diamante lapidação rosa”, “esmeralda lapidação navette”, “esmeralda lapidação baguet- te”, “rubi lapidação esmeralda”, “turmalina lapidação gota” e “safira lapidação cabochão”, etc. gemas que são coloridas ou têm sua cor modificada por tratamento quí- mico ou físico-químico devem ser classificadas como “tratadas”, devendo sem- pre, sem qualquer ambigüidade e com igual destaque, ser colocado junto ao nome da gema, bem como nos documentos comerciais, a natureza do trata- mento ao qual foi submetida. incluem-se nesse caso: a] gemas cuja cor foi alterada por irradiação ou bombardeamento. ex.: diamante irradiado, topázio bombardeado, topázio irradiado; B] gemas que foram revestidas. ex.: esmeralda revestida; c] gemas tratadas por processo de difusão ex.: safira e rubi com tratamento de difusão D] gemas cuja cor for alterada por tratamento químico. ex.: opala tingida, ágata tingida; e] as gemas cujas inclusões foram removidas ou tratadas com o uso de laser ou outros meios, ou cujas cavidades foram preenchidas com vidro ou produtos similares solicitadas devem sempre e sem qualquer ambigüidade e com igual destaque ter seu nome acompanhado das expressões: “com inclusões removidas” ou “com cavidades preenchidas ”.
as gemas que, em conseqüência do tratamento a que foram submetidas, se tornarem radioativas não devem ser comercializadas ou usadas, enquanto a radioatividade adquirida não houver cessado totalmente. todas as gemas modificadas artificialmente, para simular a cor ou apa- rência de uma outra gema, devem ser designadas como tal sem qualquer am- bigüidade. ex.: jaspe tingido de azul. existem tipos de tratamento considerados práticas comerciais estabeleci- das e que são aceitas no mercado internacional , tais como: ® a transformação permanente de cor da gema somente por tratamento térmico. ex.: berilo (água-marinha, morganita); coríndon (safira, rubi); quartzo (citrino, prasiolita); topázio (róseo); turmalina (todas as cores); zoisita (tanzanita). ® transformação permanente de cor da gema por meio de tratamento térmico, juntamente com efeito de ácidos e/ou soluções tingidoras: ágata verde e ágata azul. ® Branqueamento de marfim, coral e pérola. ® o tratamento de esmeralda, rubelita, coríndon e outras gemas com parafina, substâncias oleosas ou óleos incolores ou resinas incolores do tipo ópticon e similares é uma prática estabelecida que o mercado geralmente aceita, sendo obrigatório a informação completa do tratamento que a gema recebeu.
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A
s gemas são identificadas por meio dos valores de suas características físicas, medidas por intermédio de ensaios realizados em laboratórios gemológicos, utilizando-se de normas técnicas nacionais e internacionais. são a seguir apresentadas as várias grandezas físicas das gemas comu- mente encontradas e comercializadas no Brasil.
As abreviaturas utilizadas neste manual são :
EspEcificação das GEmas UsUais
rD refração dupla rS refração simples AGG reação de agregados rDA refração dupla anômala UVL Ultra Violeta onda Longa UVC Ultra Violeta onda Curta
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classe mineral ®^ silicatos espécie mineral ®^ berilo sistema de cristalização ®^ hexagonal; hábito prismático alongado fórmula química ®^ Be 3 Al 2 Si 6 O 18 variedade ®^ água-marinha, água-marinha olho-de-gato
nomes utilizados pelo mercado ®^ • água-marinha de Madagascar - azul médio
espectro de absorção ®^ linhas indistintas a 537 e 456 nm, e um linha forte a 427 nm dependendo da profundidade da cor peso específico ®^ 2,72 (+0,18, - 0,05) fratura ®^ concoidal de brilho vítreo a resinoso clivagem ®^ muito difícil em uma direção, quase nunca vista; basal
características de identificação ®
relativamente livre de inclusões; tubos de crescimento ocos ou preenchidos com fluidos, paralelos ao eixo c do cristal (“efeito chuva”); gotículas fluidas arranjadas radialmente (“estrela de neve” ou “crisântemo”) e, menos freqüentemente, inclusões minerais (óxido de ferro)
tratamentos possíveis ®
exemplares azuis esverdeados passam a azuis (remoção do componente ou centro de cor amarelo) mediante tratamento térmico a temperaturas entre 400 e 450ºC, aproximadamente (estável, irreversível) possíveis confusões com ®^ topázio azul , espinélio sintético azul, quartzo azul sintético e berilo maxixe (um tipo de berilo tratado por irradiação) dureza ®^ 7,5 - 8 estabilidade ao calor ®^ geralmente não é sensível a menos que contenha inclusões líquidas à luz do dia ®^ estável reações com químicos ®^ atacada por ácido fluorídrico
Água-marinha
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classe mineral ®^ óxidos espécie mineral ®^ crisoberilo sistema de cristalização ®^ ortorrômbico fórmula química ®^ BeAl 2 O (^4) variedade ®^ alexandrita e alexandrita olho-de-gato (muito rara) nomes utilizados pelo mercado ®^ alexandrita e alexandrita olho-de-gato (muito rara)
cor ®^ à luz do dia: verde amarelado, amarronzado, acinzentado ou azulado à luz incandescente: vermelho alaranjado, amarronzado ou arroxeado transparência ®^ transparente brilho ®^ de vítreo ao subadamantino fenômenos ópticos ®^ mudança-de-cor, pode haver também acatassolamento índices de refração ®^ 1,746 - 1,755 (+ 0,004, - 0,006) caráter óptico ®^ biaxial positivo, RD birrefringência ®^ de 0,008 a 0, dispersão ®^ 0, pleocroísmo ®^ forte - verde, alaranjado e vermelho - violácio fluorescência ®^ de inerte a moderada - vermelha (UvC e UvL)
espectro de absorção ®
duas linhas fortes em 680,5 e 678,5 nm e linhas fracas em 665, 655 e 645 nm, absorção parcial entre 580 e 630 nm, três linhas fracas em 476,5, 473 e 468 nm e absorção generalizada em violeta peso específico ®^ 3,73 (± 0,02) fratura ®^ concoidal de brilho vítreo a gorduroso clivagem ®^ não apresenta características de identificação ®^ impressões digitais, seda, mudança-de-cor tratamentos possíveis ®^ preenchimento de fraturas com óleo ou resina
possíveis confusões com andaluzita, granada com mudança-de-cor, coríndon natural e sintético, espinélio natural e sintético e alexandrita sintética dureza ®^ 8, estabilidade ao calor ®^ estável à luz do dia ®^ estável reações com químicos ®^ nenhuma
alexandrita