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Mapa Vegetação IBGE, Resumos de Biologia

Mapa da vegetação brasileira elaborada pelo IBGE

Tipologia: Resumos

2019

Compartilhado em 21/09/2019

rafael-k
rafael-k 🇧🇷

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/ F O = T ly O O IS “campo serviram de apoio a tais mo MAPA DE VEGETAÇÃO DO BRASIL 1:5.000.000 Este mapa representa uma provável reconstituição dos tipos de vegetação que revestiam o território brasileiro na época do seu descobrimento. A provável extensão de cada um deles, classificados em Regiões Fitoecológicas e em Áreas de Vegetação, foi estimada, em primeiro lugar, com base na bibliografia fitogeográfica reconhecida como a mais autêntica é confiá levantamento dos remanescentes da vegetação natural e nos trabalhos de campo. Nessa del tação, foram ainda utilizados os parâmetros ecológicos que puderam ser medidos, como as iso- linhas dos dias secos, obtidos através dos diagramas ombrotérmicos, indicadores da relação umidade / temperatura, cuja reação fisiológica se reflete nas formas de vida das plantas que preva- lecem em cada ambiente, bem como os parâmetros registrados nos sensores remotos que evi- denciam o relevo, a hidrologia, a litologia e a cobertura vegetal. A introdução dessas técnicas modemas de mapeamento permitiu chegar-se ao que pode ser considerado a aproximação mais precisa dos limites da vegetação pretérita do nosso território. Assim obtido, esse mapa mostra as Regiões Fitoecológicas e as demais Áreas de Vegetação com seus respectivos grupos e subgrupos de formação remanescentes. Sobre a base colorida, há ornamentos que indicam a existência de antropismo, representados por vegetação secundária, reflorestamento, pastagens e tratos agrícolas de ciclo curto e longo. Nesta edição, algumas Regiões Fitoecológicas passaram por revisões quanto a delineamen- tos e conceitos, resultando em alterações nos polígonos do mapa de 1993. Interpretações de ima- gens obtidas pelo satélite Landsat 5-TM aliadas a novas técnicas, pesquisas bibliográficas e de ficações O mapeamento da vegetação foi assado em crlérios fislonômico ecológicos, obedecendo a uma hierarquia de formações delimitadas pelos parâmetros dos ambientes ecológicos e esquematizadas segundo uma chave de classificação iniciada a partir de duas grandes classes de formações: florestal e campestre. Suas subdivisões foram separadas, no caso das formações florestais, segundo critérios topo- gráficos nas faixas de altitude onde situa-se a floresta. Três grandes faixas de latitudes foram estabelecidas para o Brasil: 1-de 5ºN a 16º5, 2- de 16º5 a 24ºS e, 3, acima de 24º8, Nestas faixas as formações são distribuídas de acordo com as cotas altimétricas: Terras Baixas - (1) 5m a 100m, (2) Sm a 50m e (3) 5m a 30m; Submontana - (1) 100m a 600m, (2) 50 m a 500m e (3) 30m a 400m; Montana - (1) 600m a 2000, (2) 500m a 1500 e (3) 400m a 1000m; Alto-montana - (1,2 3) acima dos limites máximo da formação montana. As formações campestres foram subdivididas com base em critérios fisionômicos (densidade e porte da vegetação) em Florestada, Arborizada, Arbustiva, Parque e Gramíneo - Lenhosa. As Áreas das Formações Pioneiras foram estabelecidas de acordo com parâmetros lito- pedológicos, nelas são encontrados ambientes de Influência Marinha, Fluviomarinha e Fluvial, Nas Áreas de Tensão Ecológica (contatos) o critério de separação dos tipos de vegetação são os mesmos descritos acima. 1 Os Refúgios Ecológicos foram classificados em montanos e altomontanos, conforme as cotas altimétricas, 1- CONCEITUAÇÃO FITOGEOGRÁFICA BRASILEIRA A vegetação do Brasil, compreendida na Zona Neotropical, sob o aspecto geográfico pode ser dividida em dois territórios: amazônico e extra-amazônico. No território amazônico (área ombrófila) o sistema ecológico vegetal responde a um clima de temperatura média em torno de 25ºC e chuvas torrenciais bem distribuídas durante o ano, sem dé- ficit hídrico mensal no balanço ombrotérmico anus No extra-amazônico (área ombrófila e estacional), o sistema ecológico vegetal responde a dois climas: - um tropical, com temperaturas médias em torno de 22ºC é precipitações atmosté- ficas marcadas por um d ico superior a 60 dias no balanço ombrotérmico anual e, um subtropical, com temperaturas suaves no inverno, que amenizam a média anual situada em tor- no dos 18ºC. As chuvas são moderadas e bem distribuídas durante o ano, não ocorrendo déficit hídrico mensal no balanço ombrotérmico anual, contudo há uma fase de dormência vegetativa, provocada pelas baixas temperaturas dos meses mais frios do ano. Em cada uma dessas áreas climáticas deu-se, através do tempo, uma adaptação da forma e do comportamento das plantas às características da estação desfavorável, seja seca ou fria ou ambas simultaneamente. As plantas brasileiras possuem todas as formas de vida, pois o País localiza-se entre 5º de latitude Ne 32º de latitude S, com altitudes que vão do nível do mar a mais de 3.000 m. Em consequência, apresenta condições ecológicas variadíssimas, desde o ambiente equatorial ao temperado do Planalto Meridional, onde chegam a ocorrer nevascas nos pontos mais altos da sua porção sul. 2- REGIÕES FITOECOLÓGICAS E ÁREAS DE VEGETAÇÃO Cada Região Fitoecológica, atualmente com ligações filogenéticas mundiais, repete suas for- mas de vidas fenotípicas nos ambientes semelhantes - espaço quente intertropical, espaço tempe- rado e espaço frio, além das áreas de transição. Estes espaços ecológicos, por sua vez, não são contínuos, sofrendo interrupções em função da água em disponibilidade para as plantas, que refletem então as características dos solos e dos tipos de climas que modelaram o relevo. Com base nesses critérios, a Região Fitoecológica pode ser conceituada como um espaço definido por uma florística de gêneros típicos e de formas biológicas características que se repetem dentro de um mesmo clima, podendo ocorrer em terrenos de ltologia variada mas com relevo bem marcado. ida, a Região Fitoecológica apresenta uma analogia, bastante sugestiva, com os icos de Drude, que, no final do século passado, dividiu a vegetação da Terra em Impérios Florísticos, caracterizados por endemismos a nível de ordem e de famílias (zonas); estes em Regiões Florísticas, fundamentadas sobre os endemismos a nível de tribos e gêneros; estas, por sua vez subdivididas em Domínios Florísticos, caracterizados por endemismos específicos acentuados e, finalmente, em Setores Florísticos, correspondendo sempre a um endemismo de variedades de uma única espécie. As Regiões Fitoecológicas correspondem, ainda, aos tipos de vegetação fenotípica, que na sua essência ecológica são semelhantes, embora a florística seja diferente. Desse modo, dentro da concepção de nomenclatura uniformizada aqui adotada, e com as devidas adaptações às condições do território brasileiro, foi possível determinar nove Regiões Fitoecológicas. Simultaneamente, foram também classificadas Áreas de Vegetação, que, por suas correlações ecológicas, não devem ser confundidas com uma Região Fitoecológica de significado restrito ao conceito fitogeográfico. Então, quando se fala em Áreas das Formações Pioneiras, Áreas de Tensão Ecológica, ou, ainda, Áreas Antrópicas, seu sentido é tão amplo que permite, às vezes, abranger vários ambientes, integrando mais de um sistema trófico. Portan- to, estes mosaicos de vegetação podem ser, muitas vezes, mais extensos que uma Região Fitoeco-. lógica. Contudo, seus significados são bem diferentes e as suas correlações ecológicas apresen- tam um emaranhado de trocas energéticas dependentes da origem da Área. Então o termo Área deve ser compreendido como toda e qualquer superfície situada dentro de uma grande unidade de mapeamento, e, mesmo dentro de uma parcela dessa mesma unidade, seja área de uma formação ou de uma comunidade, que tenha sentido paisagístico, integrando vários ecossistemas. ) Com a conceituação das Regiões Fitoecológicas e das Áreas, resta apenas definir a terceira e última hierarquia considerada na estruturação do Sistema Ecológico de Classificação da Vegetação Brasileira: os Refúgios. Os Refúgios Ecológicos são áreas geralmente isoladas e relíquias de possíveis paleoclimas, que permaneceram intactos, ou quase, situando-se geralmente nas partes mais elevadas dos planaltos.Nestes refúgios são encontrados endemismos específicos de gêneros de larga dispersão. Assim, o Mapa de Vegetação do Brasil apresenta as Regiões Fitoecológicas e demais Áreas de Vegetação, com as formações remanescentes, os Refúgios Ecológicos e o antropismo que ocorra, considerando todas as fisionomias fitoscológicas possíveis de serem mapeadas na es- cala regional, 2.1 - Região da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Tropical Plu Ocorre sob um clima ombrófilo sem período biologicamente seco durante o ano e, excepcionalmente, com até 2 meses de umidade escassa. Assim mesmo, quando isso acontece, há uma grande umidade concentrada nos ambientes dissecados das serras. As temperaturas mé- dias oscilam entre 22ºC e 25ºC. Esta Região Fitoecológica ocupa parte do espaço amazônico e estende-se pela costa atlântica desde o sul de Natal, no Rio Grande do Norte, até o Espírito Santo, então em "bolsões" contidos entre o litoral e as serras pró-cambrianas marginais ao oceano, ampliando a sua área de ocorrência sobre as encostas das mesmas até Osório, no Rio Grande do Sul. Os solos são de baixa fertilidade, ora álicos ou distróficos. É constituída por grandes árvores nos terraços aluviais e nos tabuleiros terciários e árvores de porte médio nas encostas martimas. As duas áreas deste tipo de vegetação apresentam géneros típicos que as caracterizam muito bem: na Amazônia, os gêneros Hevea, Bertholetia e Dinizia; na encosta atlântica, até o rio Doce, os generos Parkia, Manilkara e Attalea; daí até Osório, os gêneros Ocotea, Euterpe e Talauma. No mapa a Floresta Ombrófila Densa é representada por quatro grupos de formação; Aluvial, das Terras Baixas, Submontana e Montana. 2.2 - Região da Floresta Ombrófila Aberta (Faciações da Floresta Ombrófila Densa) Conhecida até recentemente como "área de transição" entre a Amazônia e o espaço extra- -amazônico, a Floresta Ombrófila Aberta foi conceituada como fisionomia florestal composta de árvores mais espaçadas, com estrato arbustivo pouco denso e caracterizado ora pelas fanerófitas rosuladas, ora pelas lianas lenhosas, Ocorre em clima que pode apresentar um período com mais de 2 e menos de 4 meses secos, com temperaturas médias entre 24ºC e 25ºC. Esta Região Fitoecológica ocorre com quatro facies florestais (alterações da fisonomia ) -a floresta-de-palmeiras (coca, onde a Orbignya phalerata (babaçu) e a Maximiliana regia são as Palmae mais importantes; a floresta-de-bambu (bambuzal), dominada pelo gênero Bambusa, subgênero Chusquea; a floresta de cipó (cipoal), assim chamada em vista da enorme quantidade de lianas que envolve suas poucas e espaçadas árvores; e a floresta-de-sororoca (sororocal), caracterizada pelos agrupamentos da Musaceae Phenakospermum guyanense (sororoca). No mapa a Floresta Ombrófila Aberta é representada por três grupos de formação: Aluvial, das Terras Baixas e Submontana. 2.3 - Região da Floresta Ombr Mista (Floresta de Araucária) Esta região é exclusiva do Planalto Meridional Brasileiro, com disjunções em áreas elevadas das serras do Mar e da Mantiqueira. Ocorre sob um clima ombróflo, com temperatura média de 18º C, mas com alguns meses bastante frios, ou seja, 3 a 6 meses com médias inferior aos 15º C. As formações arbóreas do Planalto Meridional refletem situações específicas de duas fioras que aí se encontram: a Tropical Afro-Brasileira e a Temperada Austro-Brasileira, tendo a Araucaria angustifolia como espécie caracterizadora. A estrutura, é bastante variada, constituída por adensamentos onde se destacam Ocotea e Nectandra e agrupamentos pouco desenvolvidos com predomínio de Podocarpus lambertii (pinheirinho), Drimys brasiliensis (casca - d'anta), Capisicondendron dir (pimenteira) e /lex spp. (erva-mate, caúnas e congonhas).Seus dominan- tes tendem ao gregarismo, como, por exemplo, a coniferales Araucaria angustifolia (pinheiro- do- paraná) e as Lauraceae Nectandra e Ocotea porosa (imbuia). Foi uma região madeireira por ex- celência que cedeu lugar às pastagens e culturas agrícolas. No mapa a Floresta Ombrófila Mista é representada por dois grupos de formação: Montana e Alto-Montana. 2.4 - Região da Floresta Estacional Semidecidual (Floresta Tropical Subcaducitólia) O conceito ecológico dessa Região chuvosa e outra seca, na área tropical (temperaturas médias de 21º C), com curto período seco acompanhado de uma acentuada baixa térmica, na área subtropical (temperaturas médias em tor- dias em torno dos 15ºC). Com efeito ocorre a estacionalidade foliar dos elementos arbóreos domi- nantes, que estão adaptados a estação desfavorável (fria ou seca). Nos dois casos, a percenta- gem de árvores caducifólias no conjunto florestal situa-se entre 20% e 50%. Ocorre predomi- nantemente em relevos dissecados nos planaltos que dividem as águas das nascentes do rio Amazonas e reveste as encostas inferiores das serras do Mar e da Mantiqueira bem como, as bacias dos rios Paraguai e Paraná. Nesta região florestal são dominantes os gêneros neotropicais Tabebuia, Swietenia, Paratecoma e Cariniana, entre outros, em mistura com os gêneros paleo- tropicais Terminalia e Erythrina e com os gêneros australásicos Cedrela e Sterculia. No mapa a Floresta Estacional Semidecidual é representada por quatro grupos de forma- ção: Aluvial, das Terras Baixas, Submontana e Montana. 2.5 - Região da Floresta Estacional Decidual (Floresta Tropical Caducifólia) O conceito dessa Região Fitoecológica é semelhante ao da região anterior, variando apenas a intensidade da decidualidade foliar que passa a ser maior do que 50%, na época desta- forável. Este efeito fisiológico é assim mais acentuado em consequência de um período seco mais prolongado, às vezes com rmais de 7 meses na área tropical, e outro frio, com mais de 5 meses (temperaturas médias inferiores a 15ºC) na área subtropical. Em ambos existem ambientes marcados por parâmetros ecológicos especiais que acentuam as suas deficiências genotípicas. Desse modo, tem uma dispersão descontínua no território brasileiro: do norte para o sudeste aparece entre a Floresta Ombrótila Aberta e a Savana; de leste para oeste entre a Savana Estépica e a Floresta Estacional Semidecidual e; no sul, na área subtropical do vale do rio Uruguai, entre a Floresta Ombrófila Mista do Planalto Meridional e a Estepe. Tanto nas áreas tropicais como nas subtropicais, via de regra, dominam os gêneros afro-ama- zônicos Peltophorum ,Anadenanthera , Apuleia e outros, No mapa a Floresta Estacional Decidual é representada por três grupos de formação: das Ter- ras Baixas, Submontana e Montana. 2.6 - Região da Campinarana (Caatinga da Amazônia, Caatinga-gapó e Campina da Amazônia) Esta Região Fitoecológica está submetida a clima ombrófio, com chuvas torrenciais (cerca de 4.000 mm de chuvas anuais ) e altas temperaturas ( médias superiores a 25º C). É um tipo de vegetação restrito a áreas do alto rio Negro e adjacências dos seus afluentes, penetrando na Colômbia e na Venezuela, onde ocorre em áreas semelhantes. Reveste as áreas deprimidas, quase sempre encharcadas, de Espodossolos (Podzóis Hidromórficos), sendo caracterizada por agrupamentos de uma vegetação arbórea fina e alta do tipo "riparia”, que é resultante da pobr de nutrientes minerais no solo (oligotrofia ). Na monoespecífico da palmeirinha Barcella odora ( piaçabarana), além de várias espécies dos gêneros Aldina, Henriquezia , Leopoldinia e outros. São frequentes, também, tufos do líquen Cladonia sp. Não apresenta potencial econômico, a não ser a extração da piaçaba. No mapa a Campinarana é representada por quatro subgrupos de formação: Florestada, Arborizada, Arbustiva e Gramíneo-Lenhosa. 2.7 - Região da Savana (Cerrado) A denominação Savana é originária da Venezuela, onde foi utilizada pelo naturalista espanhol Oviedo y Valdez para definir os “lanos arbolados! que revestem as extensas áreas estacionais venezuelanas. Todavia foi Tansley, ecólogo inglês, quem reintroduziu o termo no vocabulário americano, na década de 30. A Savana brasileira (Cerrado) inclui as várias formações campestres onde, com vegetação gramíneo - lenhosa baixa, altemam - se às vezes pequenas árvores isoladas, capões florestados e galerias florestais ao longo dos rios, mostrando, assim, uma grande variabilidade estrutural e, em consequência, grandes diferenças em porte e densidade, no que também in! intensidade da ação antrópica. Apresenta dois estratos distintos - um arbóreo xeromorto, lenhoso, constituído de micro e nanofaneróitas de raízes profundas, muitas vezes providas de xilopódios, do qual fazem parte os gêneros florestais amazônicos Qualea Vochysia , Caryocar e outros endêmicos como Salvertia, Callisthene e Kielmeyera, além dos pantropicais Bauhinia e Styrax . Suas árvores variam de pe- queno a médio porte e possuem troncos e galhos tortuosos, folhas coriáceas e brilhantes ou então revestidas por densa camada de pêlos. No outro estrato, o gramíneo - lenhoso, predominam caméfitas com xilopódios, como algumas Myrtaceae e Leguminosae, e hemicriptófitas como as Gramíneas. Essas espécies, na época desfavorável, dessecam a parte aérea, mantendo vivos os brotos regenerativos ao nível do solo. A vegetação da Savana ocorre em vários tipos de clima, preferencialmente ligada a determinados tipos de solos, na sua maioria profundos, álicos e distróficos, arenosos lixviados e mesmo litólicos, desenvolvidos a partir de terrenos de idade pré- cambriana até quaternária ao nível do mar. A área considerada “core! da Savana brasileira é a do Centro-Oeste, mas suas disjunções aparecem na Amazônia, no hemisfério Norte - do vale do rio Tacutu, em Roraima, até os tabuleiros do Amapá: no litoral e no interior do Nordeste e; no planalto sedimentar da bacia do rio Paraná. No mapa a Savana é representada por quatro subgrupos de formação: Florestada, Arborizada, Parque e Gramíneo-Lenhosa 28- Região da Savana Estépica (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima, Chaco Sul-Mato-Grossense e Parque de Espinilho da barra do Rio Quaraí) A denominação Savana Estépica foi proposta por Trochain, em 1957, para designar um de vegetação situado entre as áreas úmida e subúmida da África, predominantemente graminosa, hemicriptofítica, entremeada por fanerófitas e caméfitas espinhosas. Um mesmo tipo de vegetação neotropical, em geral de cobertura arbórea, composta de elementos fanerofíticos, camefíticos espinhosos e várias cactáceas, cobrindo um. estrato graminoso hemicriptofítico entremeado por algumas terófitas, foi considerado homólogo daquele definido por Troct sendo representado no Brasil em quatro áreas geograficamente distintas - na Caatinga do Sertão Árido Nordestino, nos Campos de Roraima, no Pantanal Mato-Grossense e na barra do rio Quaraí. A Savana Estépica Nordestina (Caatinga ) abrange as várias formações que constituem um “tipo de vegetação" estacional-decidual, portanto com os estratos arbóreo e gramíneo-lenhoso periódicos e com numerosas plantas suculentas, sobretudo cactáceas. As árvores são baixas, raquíticas, de troncos delgados e com esgalhamento profuso. Muitas espécies são microfoliadas e outras são providas de acúleos ou espinhos. A maioria dessas espécies possuem adaptações fi- siológicas bastante especializadas à insuficiência hídrica. Apresenta gêneros como Zizyphus e Acacia, de origem Australásica; Erythrina e Bauhinia, de origem Paleotropical além de numerosas espécies dos gêneros Cassia, Mimosa e Erythroxilum, de origem Pantropical. A dominância, entretanto, é de gêneros Neotropicais das famílias Cactaceae ( Cereus , Pilocereus e outros) e Bromeliaceae ( Bromelia e Neoglaziovia). É claro que esse endemismo se acen- tua ao nível de espécies, o que dá à Região um caráter de Domínio Florístico ímpar no Brasil. nal da pecuária extensiva - gado bovino e caprino - e a de agricultura de sobrevivência ao longo dos rios intermitentes, possibilitando o uso da terra em suas largas calhas. Atualmente, a irrigação vem modificando esse tipo de uso Em Roraima, na fronteira com a Venezuela, esse tipo de vegetação é encontrado entre o relevo dissecado do Monte Roraima e a planície do rio Branco. Este posicionamento contribui para a ocorrência de um período seco prolongado (estimado em 5 a 6 meses secos), que se altera com um período de chuvas torrenciais. As temperaturas médias são sempre superiores a 15º C. Um número expressivo de gêneros vicariantes áridos da Caatinga e do Chaco, inclusive plantas espinhosas, compõe a florística dessa área: Aspidosperma, Tabebuia, Schinopsis.Cassia, Mimosa, Piptadenia. Astronium e Spondias. O estrato campestre é dominado pelas gramíneas hemicriptofíticas comuns à Savana, como Andropogon e Trachypogon, abundância de Aristida, eervas terófitas. Entre a serra da Bodoquena (MS) e o rio Paraguai, a partir do rio Apa, encontra - se a segunda maior área de ocorrência da Savana Estépica no Brasil. Daí expande-se margeando aquele rio até o paralelo 19º e, com algumas disjunções, sob a forma de contatos, chega mais para o norte, até as proximidades do paralelo 15ºS. Nesta situação, seu período seco oscila entre 3 e 5 meses, com altas temperaturas no verão - médias em torno de 25º C - e com baixas térmicas no inverno, em face das massas polares que penetram através da Depressão do rio Paraguai. A sua vegetação é caracterizada por dois estratos com fisiologias divergentes; enquanto o lenhoso é estacional e estépico, com os gêneros Copernícia, Astronium , Piptadenia, Aspidosperma, Acacia, Mimosa, Zizyphus e Celtis, o graminoso é savanícola, com Andropogon, Aristida, Axonopus, Panicum, entre muitos outros que formam um tapete contínuo, que serve de proteção, como a própria serrapilheira, aos brotos regenerativos ao nível do solo. No sul do País a disjunção chaquenha do “Parque de Espinilho" ocorre na planície alagável situada no extremo sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul. Encontra-se ainda bastante preservada e seus ecótipos naturais revestem terrenos de deposição recente, localizados entre os rios Quaraí e Uruguai, Compõe a florística dessa área os gêneros Proposis, Acacia + Aspidosperma, Scutia, Celtis, Parkinsonia e Acanthosyris, entre outros. No mapa a Savana Estépica é representada por quatro subgrupos de formação: Florestada, Arborizada, Parque e Gramíneo-Lenhosa, 2.9 - Região da Estepe (Campos do Sul do Brasil O termo Estepe, de procedência russa (Cmenne ), foi empregado originalmente na Zona Holártica e extrapolado para outras áreas mundiais, inclusive a Neotropical Sul-Brasileira, por apresentar homologia ecológica. Na literatura internacional tem sido adotado para designar formações predominantemente campestres existentes nas zonas temperadas, onde registram-se precipitações pluviométricas durante todo o ano, tais como os campos do sul da Rússia, do meio oeste dos Estados Unidos e os Pampas Sul-americanos, tipicamente temperados. Esta área Subtropical brasileira, onde as plantas são submetidas a dupla estacionalidade - uma fisiológica, provocada pelo frio das frentes polares, e outra seca, mais curta, com déficit hídrico, apresenta uma homologia fitofisionômica, embora floristicamente seja diferente da área original Holártica. O "core" da Estepe brasileira é a Campanha Gaúcha com disjunções em Uruguaiana e no Brasil Meridional (Campos Gerais) A Campanha Gaúcha, homóloga da vegetação campestre dos climas temperados, tal como o Pampa Argentino, é caracterizada por uma vegetação essencialmente campestre, cobre as superfícies conservadas do Planalto da Campanha e da Depressão do rio Ibíc Negro, com solos eutróficos, geralmente cálcicos, às vezes s licos, reflexos de um clima pretérito mais frio e árido. Dominam as gramíneas cespitosas (hemicriptófitos) dos gêneros Stipa e Agrotis; gramíneas rizomatosas (geófitas) dos gêneros Paspalum e Axonopus; raras gramíneas anuais é oxalidáceas (terófitas); além de leguminosas e compostas (camétitas). As fanerófitas são representadas por espécies espinhosas e deciduais dos gêneros Acacia, Proposis, Acanthosyris e outros. Nas áreas do Planalto Meridional (Campos Gerais) a Araucaria angustifolia, de origem Australásica, mas de distribuição afro-brasileira, ocorre nas florestas - de- galeria, imprimindo caráter diferencial com a Campanha Gaúcha, pois a florística campestre da Estepe do Rio Grande do Sul e a das áreas situadas no Planalto Meridional são muito semelhantes, embora, atualmente, estejam igualadas pelo fogo anual e pelo intenso pastoreio. No mapa a Estepe é representada por três subgrupos de formação: Arborizada, Parque é Gramíneo-Lenhosa. 2.10 - Áreas das Formações Pioneiras (Sistema Edático de Primeira Ocupação) São as áreas ao longo do litoral, dos cursos de água e mesmo ao redor de depressões fechadas que acumulam água (pântanos e lagoas) onde se observa uma vegetação campestre herbáceo lenhosa de terófitas, geófitas e às vezes hemicriptófitas, que são, por sucessão na- tural, substituídas por caméfitas e microfanerófitas. Isso não indica, entretanto, que tais áreas es- tão no caminho da sucessão para o clímax da região próxima. Trata-se, pois, de áreas pedologica- mente instáveis, com sedimentos inconsolidados ou pouco consolidados, sob a influência de dife- rentes processos de acumulação. No mapa foram identificadas as áreas de influência marinha restingas”, fluviomarinha (manguezal e campo salino) e fluvial (comunidades aluviais) 2.11- Áreas de Tensão Ecológica (contatos entre tipos de vegetação) Quando entre duas ou mais regiões fitoecológicas existem áreas onde estas floras se contatam, justapondo-se ou interpenetrando-se, formam-se os contatos, - identificados, jamente, em encraves e ecotonos. No pf caso, cada mosaico de vegetação guarda indo a definição da formação ou espécies, não se determinando a dominância de uma região sobre outra. Frequentemente ocorrem endemismos que melhor as identificam. As áreas de tensão ecológica são, às vezes, coincidentes com o contato de duas formações geológicas e com faixas de transição climática. 2.12 - Refúgios Vegetacionais (Comunidades Relíquias) É toda e qualquer vegetação floristicamente diferente do contexto geral da flora da região, as- sumindo uma conotação de flora ou de comunidade relíquia. Existem refúgios montanos e alto- montanos (altitudes de acordo com as latitudes), com estrutura arbustiva e/ou herbácea. As fisiono- mias são complexas, pois embora circunscritos à áreas reduzidas apresentam grandes variações. NOTA: A Amazônia Legal foi atualizada mediante contrato IBGE/CISCEA - Projeto SIVAM. do Curuá Ilha Janaucu 50º -45º pé 2. ETA “7 à Tt | ; Ar — | õ N PP ” . J . Ff pes É | | | ao L pn ss | | SO po ; | so k | | | | O NAM pç s, O Cabo Caciporé | | | AS À 4 / o . | | Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística | . [ R =, AS pp Dad o o AL — o an so MAPA DE VEGETAÇÃO DO BRASIL Da Dvd DO me] aa SN o j po A *— Rio ati a de Maracá 1 o Ea J / q Sci An. SH ) a q o A TA -— Ser Cabo Norte. : Arquipélago de São Pedro e São Paulo EQUADOR 09 Cabo Maguari o eso Nro TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO Cataratas de São Francisco RIO DE *s * JANEIRO Guanabara Ponta dos Mangues Secos ha do Caju p das Canárias 1a Grande de Santa Isabel DS DOS GOYTACAZES. Feia Cabo de São Tomé Ponta dos Patos FORTALEZA A de Itaparica. 1a Cairu Fi Boipeba Ponta do Corumbaú Ponta da Baleia Ilha Caçumba 9 Arquipélago dos Abrolhos. Ponta de Mucuripe GA à | Mol das Rocas MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO TAÍ . q . Er Ter CR Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística DIRETORIA DE GEOCIÊNCIAS Ponte lha de Santa Catarina CONVENÇÕES E Capital de País é BRASÍLIA Rodovia pavimentada = Cabo de Santa Marta Grande Capital de Estado & MANAUS Rodovia sem pavimentação Cidade O comas Limite internacional Limite interestadual —.—.— ESCALA 1: 5 000 000 | 100km so o 100 200 300 400 km PROJEÇÃO POLICÔNICA Meridiano de Referência: 54º W. Gr Paralelo de Referência: 0º 2004 Base cartográfica elaborada pela Coordenação de Cartografia e Mapa temático elaborado É “a pela Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, da Diretoria de Geociências. N Linha divisória entre os Estados do Acre e do Amazonas correspondente ao Acórdão do ; | Supremo Tribunal Federal, Ação Cível Originária nº 415-2, Distrito Federal, de 04.12.1996. f o / ( O IBGE agradece a gentileza da comunicação de eventuais falhas verificadas neste mapa, . — URUGU. AY 5 através do tel.: 0800-218181, ou por e-mail: ibgeDibge.gov.br. Ea | 4 8º E IBGE, 2004 FissoS | itos de Reprodução Reservados ge | 7 1º edição - 1988 E | 2º edição - 1993 | 3º edição - 2004 =70º E Floresta Ombrófila Densa É] rioresta Ombrósia Aberta DI proresta Ombrófia Mista DD roxesta Estacional Semidecidual E Floresta Estacional Decidual BD Campinarana | DD) savana E) savana Estópica | DB estepe | EB área das Formações Pioneiras | [) área de Tensão Ecológica | E] retágio Ecológico | LS mnssa de Água | 70º “50º 0 DISTRIBUIÇÃO REGIONAL DA VEGETAÇÃO NATURAL é oo 200 3r0 sootm Pnoueção poucómca ++ em | | S | Cabide São Roque | NATAL | | | | | Ed | | | a | JOÃO PESSOA NY | Ponta do Seixas (Cabo Branco) T | N | | | | | y | | | | COBERTURA VEGETAL NATURAL ANTRÓPICA | [ FLORESTA OMBRÓFILA DENSA - D | (Floresta Tropical Pluvial) | DD) Aluvial Bo Vegetação Secundária e Atividades Agrárias | -109 Terras Baixas Submontana Montana FLORESTA OMBRÓFILA ABERTA - A (Faciações da Floresta Ombrófila Densa) Aa Aluvial Vegetação Secundária e Atividades Agrárias Ab Terras Baixas As Submontana FLORESTA OMBRÓFILA MISTA - M (Floresta de Araucária) Cum Montana COM Vegetação Secundária e Atividades Agrárias Mm Alto-Montana FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECIDUAL - F (Floresta Tropical Subcaducifólia) 59 Fa Aluvial Vegetação Secundária e Atividades Agrárias Fb Terras Baixas 159, Fs Submontana Em Montana FLORESTA ESTACIONAL DECIDUAL - C (Floresta Tropical Caduci Cb Terras Baixas Vegetação Secundária e E Atividades Agrárias [e] Submontana Como Montana CAMPINARANA - L (Caatinga da Amazônia, Caatinga-gapó e Campina da Amazônia) ua Florestada (Caatinga da Amazônia e Caatinga-gapó) La Arborizada (Campinarana e Caatinga-gapó) Lb Arbustiva (Campina da Amazônia e Caatinga-gapó) Lg Gramineo-Lenhosa (Campina da Amazônia) SAVANA - S (Cerrado) 2089, Sd Florestada Atividades Agrárias (Cerradão) Sa Arborizada (Campo Cerrado, Cerrado "propriamente dito") Sp Parque (Campo-sujo-de-cerrado e Cerrado de Pantanal) Sg Gramineo-Lenhosa (Campo-limpo-de-Cerrado) SAVANA-ESTÉPICA - T (Caatinga do Sertão Árido, Campos de Roraima, Chaco Sul-mato-grossense e Parque de Espinilho da Barra do Rio Quaraí) mo Florestada SR Atividades Agrárias [ma] Arborizada E] ee to | Gramineo-Lenhosa | ESTEPE - E (Campos do Sul do Brasil) Ea Arborizada Atividades Agrárias E; Parque pr cem ego Eg Gramineo-Lenhosa ÁREAS DAS FORMAÇÕES PIONEIRAS - P (Sistema Edáfico de Primeira Ocupação) Vegetação com Influência Atividades Agrárias Marinha (Restinga) Vegetação com Influência Fluvio- marinha (Manguezal e Campo Salino) Vegetação com Influência Fluvial e/ou Lacustre ÁREAS DE TENSÃO ECOLÓGICA (Contatos entre Tipos de Vegetação) Contatos Atividades Agrárias SO - Savana/Floresta Ombrófila; ON - Floresta Ombrófila/Floresta Estacional; LO - Campinarana/Floresta Ombrófila; OM - Floresta Ombrófila Densa/Floresta Ombrófila Mista; SM - Savana/Floresta Ombrófila Mista; NM - Floresta Estacio- nal/Floresta Ombrófila Mista; SN - Savana/ Floresta Estacional; NP - Floresta Estacional/ Formações Pioneiras (Restinga); SP - Savana/Formações Pionei- ras (Restinga); TN - Savana Estépica/Floresta Estacional; EN - Estepe/Floresta Estacional; ST - Savana/Savana Estépica; STN - Savana/Savana Estépica/Flo- resta Estacion; 'M - Estepe/Floresta Ombrófila Mista. REFÚGIOS VEGETACIONAIS (Comunidades Relíquias) m Montano sor A Alto-Montano