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Máquinas elétricas de indução, Notas de aula de Máquinas Elétricas

Funcionamento de um motor de indução trifásico e monofásico

Tipologia: Notas de aula

2019

Compartilhado em 12/09/2019

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Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira
Departamento de Engenharia Elétrica
Máquinas
Elétricas
II
Prof. Dr. Falcondes José Mendes de Seixas
Eng. Rodolfo Castanho Fernandes
Ilha Solteira - SP
2a Edição - 2012
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Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”

Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira

Departamento de Engenharia Elétrica

Máquinas

Elétricas

II

Prof. Dr. Falcondes José Mendes de Seixas

Eng. Rodolfo Castanho Fernandes

Ilha Solteira - SP

a

Edição - 2012

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

  • CAPÍTULO I SUMÁRIO
  • I NTRODUÇÃO ÀS MÁQUINAS E LÉTRICAS
    • A U L A
      • 1 – Definições das Máquinas Elétricas
      • 2 – Principais Tipos de Máquinas Elétricas
      • 3 – Aspectos Construtivos..................................................................................................
      • 4 – Conceitos Básicos
      • 5 – Análise Gráfica do Campo Girante
    • A U L A
      • 5 – Noções sobre Construção dos Enrolamentos do Estator............................................
      • 6 – Análise Harmônica do Campo Girante
  • CAPÍTULO II
  • MOTOR DE I NDUÇÃO T RIFÁSICO
    • A U L A
      • 1 – Descrição Física
      • 2 – Princípio de Operação
    • A U L A
      • 3 – Circuito Equivalente do MIT
      • 4 – Análise do Circuito Equivalente
    • A U L A
      • 5 – Testes do MIT
      • Lista de Exercícios
    • A U L A
      • 6 – Efeito da Resistência do Rotor no Torque e na Corrente
      • Lista de Exercícios
    • A U L A
      • 7 – Curvas Normalizadas
      • 8 – Informações Relevantes sobre Motores de Indução...................................................
    • A U L A
      • 9 – Métodos de Partida do MIT
      • 10 – Métodos de Controle de Velocidade do MIT...........................................................
    • A U L A
      • 11 – Especificações do MIT.............................................................................................
      • Lista de Exercícios
  • CAPÍTULO III
  • MOTOR DE I NDUÇÃO M ONOFÁSICO
    • A U L A
      • 1 – Introdução...................................................................................................................
      • 2 – Métodos de Partida do MIM
    • A U L A
      • 3 – Circuito Equivalente do MIM
      • 4 – Análise do Circuito Equivalente do MIM
    • A U L A
      • Lista de Exercícios
  • REFERÊNCIAS B IBLIOGRÁFICAS

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

Fig. 1.2 - Exemplos de máquinas motrizes.

2 – Principais Tipos de Máquinas Elétricas

Máquina Síncrona : Não possui torque de partida, portanto é usada normalmente como

gerador. Apresenta velocidade constante, para freqüência constante. O sistema de

excitação, geralmente montado no rotor, requer alimentação em corrente contínua.

Pode ser usada para corrigir fator de potência no sistema elétrico quando opera na

região de sobre-excitação. É um equipamento de alto custo e sujeito a manutenção

periódica.

Máquina de Corrente Contínua : Possibilita grande variação de velocidade, com comando

muito simples. Também requer fonte de corrente contínua para alimentação do

circuito de excitação, que geralmente é montado no estator. Utiliza escovas e

comutador, resultando em altos custos construtivos e com manutenção. Opera muito

bem como gerador ou como motor.

Máquina de Indução : Opera normalmente como motor e pode ser trifásica ou monofásica

(bifásica). Possui torque de partida, que no caso monofásico é obtido por artifícios

especiais. Dispensa fonte CC, sendo robusta, versátil e de baixo custo. É encontrada

tanto em grandes potências quanto para potências fracionárias. Como não utiliza

escovas, requer pouca manutenção.

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

3 – Aspectos Construtivos

  • Do ponto de vista físico a máquina elétrica é dividida em três partes:

Rotor – é a parte girante da máquina e constituída basicamente por um eixo, por um circuito

magnético e por um ou mais enrolamentos. É comum possuir também um ventilador

para bombear para fora o calor gerado internamente;

Estator – é a parte estática da máquina, composta de um circuito magnético e um ou mais

enrolamentos;

Carcaça

  • Do ponto de vista eletromagnético a máquina elétrica é dividida em duas

partes:

  • serve como suporte para o rotor e o estator. Nas máquinas CC a carcaça faz parte

do circuito magnético do estator.

Indutor ou Campo – responsável pela magnetização do circuito magnético da máquina;

Induzido ou Armadura

4 – Conceitos Básicos

  • é o local onde ocorre a conversão eletromecânica de energia.

Pólo Magnético – É a região do entreferro na qual o fluxo magnético tem um determinado

sentido. As linhas de campo “deixam” um pólo norte e “entram” no pólo sul, como mostrado

na Fig. 1.3. Assim, a um pólo norte do estator corresponde um pólo sul do rotor. O número de

pólos de qualquer máquina é necessariamente par, já que as linhas de campo magnético são

fechadas.

Fig. 1.3 – Pólos magnéticos.

Graus Elétricos e Graus Mecânicos – Por definição, um par de pólos corresponde a 360º

elétricos ou 2π radianos elétricos. A Fig. 1.4 representa esta definição.

Máquina de dois pólos Máquina de quatro pólos

Fig. 1.4 – Graus elétricos e graus mecânicos.

Assim, elétrico

o mecânico

o ( 1 ) = (P 2 )

180º mec = 180º el

90º mec = 180º el

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

i I H H

i 0 H 0

2 2

1 1

ωt = 0

H

I H

i

H

I H

i

2 2

1 1

ωt = π/

i 0 H 0

i I H H

2 2

1 1 r

ωt = π/

2 2 r

1 1

i I H H

i 0 H 0

ωt = π

i 0 H 0

i I H H

2 2

1 1 r

= → =

ωt = 3π/

Portanto, o campo resultante possui módulo constante e igual a Hr e gira com

velocidade ω , denominada velocidade síncrona. Neste caso, o giro é no sentido anti-horário.

i I sen( t 90 º ) 2 = ⋅ ω+

Exercício:

Mostre que, invertendo-se o sentido de uma das correntes, por exemplo ,

inverte-se o sentido do campo girante.

H 1

H (^) r

H 2

H (^) r

H (^) r

H 1

H (^) r

H 1

H 2

H 2

H (^) r

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

i I sen( t 120 º )

i I sen( t 120 º)

i I sen( t)

c

b

a

= ⋅ ω +

= ⋅ ω−

= ⋅ ω

Sistema Trifásico

Para o sistema trifásico mostrado na Fig. 1.7, consideram-se três bobinas defasadas de

120ºel no espaço e conduzindo correntes defasadas 120ºel no tempo. Assumindo seqüência

positiva, tem-se:

Fig. 1.7 – Sistema trifásico.

Pode-se escrever:

H H sen( t 120 º )

H H sen( t 120 º)

H H sen( t)

c

b

a

= ⋅ ω +

= ⋅ ω −

= ⋅ ω

Tanto as correntes como as intensidades de campo magnético, que são proporcionais,

podem ser representadas pela Fig. 1.8, em função do tempo.

Fig. 1.8 – Sistema trifásico – representação no tempo.

A verificação gráfica do campo girante pode ser feita considerando-se alguns

instantes, durante um período da rede.

i, H

-H

Ha

H Hb Hc

π (^2) π

ωt

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

Observa-se que o campo resultante possui módulo constante e gira com velocidade

angular S ω. Neste caso, o campo gira em sentido horário.

O módulo de Hr pode ser calculado aplicando-se a lei dos cossenos em qualquer um

dos diagramas fasoriais anteriores.

Sendo H o valor máximo do campo em cada fase, tem-se:

H cos 60 º 2

H

H 2

H

H

2 2

2 r

H

H

H

2 2 2 r

H

H

r

O campo resultante completa 360ºel a cada período da corrente. Assim, para uma

máquina de dois pólos (onde um grau elétrico é equivalente a um grau mecânico) o campo

resultante dá uma volta a cada período. Para uma máquina de p pólos, o campo resultante dá

uma volta completa (360ºmec) a cada p/2 ciclos da corrente da rede.

A velocidade do campo girante (velocidade síncrona) pode ser expressa como:

2 f S ω = ⋅π⋅ [rad el / s]

Em termos mecânicos,

p/ 2

2 f S

⋅π ⋅ ω = [rad mec / s]

Ou ainda,

s

rad

2 rad

1 rot

1 min

60 s

p/ 2

2 f S

⋅π

⋅π⋅ ω =

Finalmente,

p

120 f S

ω = rpm

  1. Prove que, se a seqüência de fase da rede de alimentação for invertida, inverte-se o

sentido de giro do campo girante.

Exercícios:

  1. Mostre que se o estator de uma máquina trifásica conectado em Y for alimentado

por um sistema bifásico de correntes a três fios (defasadas de 90ºel) há a produção

de campo girante. A amplitude resultante é constante? Considere o ponto médio do

sistema bifásico conectado ao centro estrela da máquina.

H (^) r

H 2

3

H 2

3

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

A U L A 2

5 – Noções sobre Construção dos Enrolamentos do Estator

  • Enrolamento imbricado distribuído de passo pleno ou passo polar;

Camada Única:

É o enrolamento em que cada ranhura é totalmente ocupada por um único lado de

bobina.

Os tipos mais comuns são:

  • Enrolamento imbricado distribuído de passo fracionário ou passo

encurtado;

  • Enrolamento concêntrico.

Para facilitar o projeto do enrolamento, algumas definições são necessárias:

  • Passo Polar (τp ):

Númerode polos

Númeroderanhurasdoestator

P

N (^) r p τ = =

  • Ranhuras por pólo e por fase ( q ):

P m

N

q r

= onde “ m ” é o número de fases

  • Número total de grupos de bobinas para todas as fases ( k ):

P

k = m ⋅ (para a máquina trifásica, k = 3 x número de pares de pólos)

Exemplo 1:

Realize a representação dos enrolamentos de uma máquina trifásica de 2 pólos.

Considere um enrolamento imbricado de Nr = 12 ranhuras.

P

N

r τ (^) p = = = 6 ranhuras para um passo polar (180ºel)

O passo polar também pode ser expresso como: τp = 1:7 (entra na ranhura 1 e volta na 7)

P m

N

q

r

= = 2 ranhuras / pólo / fase

P

k = m ⋅ = ⋅ = 3 grupos de bobinas (total do estator)

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

Exemplo 2:

Realize a representação dos enrolamentos de uma máquina trifásica de 4 pólos.

Considere um enrolamento imbricado com Nr = 24 ranhuras.

P

N (^) r p τ = = = 6 ranhuras para um passo polar (180ºel)

O passo polar também pode ser expresso como: τp = 1:7 (entra na ranhura 1 e volta na 7)

P m

N

q

r

= = 2 ranhuras / pólo / fase

P

k = m ⋅ = ⋅ = 6 grupos de bobinas (total do estator)

  • Cálculo do ângulo entre ranhuras:

180ºel = 6 ranhuras

? = 1 ranhura 1 ranhura = 30ºel

  • Cálculo da defasagem angular entre as fases, dada em número de ranhuras:

30ºel = 1 ranhura

120ºel =? 120ºel = 4 ranhuras

  • Visualização do campo girante.

ωt=

o (i (^) a =0, i (^) b<0, i (^) c>0) ωt=^60 º^ (ia >0, i^ b<0, i^ c=0)^ ωt=^120 º^ (i^ a>0, i^ b=0, i^ c<0)

12

2

4

6

8

14 10

16

18

20

22

24

12

2

4

6

8

14 10

16

18

20

22

24

12

2

4

6

8

14 10

16

18

20

22

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23 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

Exemplo 3:

Construir um enrolamento concêntrico

P

N (^) r p τ = =

de camada única para o estator de uma

máquina trifásica de 2 pólos com Nr = 12 ranhuras.

= 6 ranhuras para um passo polar (180ºel)

O passo polar também pode ser expresso como: τp = 1:6:

  • 1:8 = passo da bobina externa (entra na ranhura 1 e volta na 8)
  • 1:6 = passo da bobina interna (entra na ranhura 2 e volta na 7)

P m

N

q

r

= = 2 ranhuras / pólo / fase

P

k = m ⋅ = ⋅ = 3 grupos de bobinas (total do estator)

  • Cálculo do ângulo entre ranhuras:

180ºel = 6 ranhuras

? = 1 ranhura 1 ranhura = 30ºel

  • Cálculo da defasagem angular entre as fases, dada em número de ranhuras:

30ºel = 1 ranhura

120ºel =? 120ºel = 4 ranhuras

Exemplo 4:

Construir um enrolamento concêntrico

τ = = P

N

r p

de camada única para o estator de uma

máquina trifásica de 4 pólos com Nr = 24 ranhuras.

____ ranhuras para um passo polar (180ºel)

P m

N

q

r _____ ranhuras / pólo / fase

P

k m ______ grupos de bobinas (total do estator)

11 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 2

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

Faça uma representação das bobinas de cada fase em cada estator (pinte as ranhuras):

Ranhuras da fase a Ranhuras da fase b^ Ranhuras da fase c

12

2

4

6

8

14 10

16

18

20

22

24

12

2

4

6

8

14 10

16

18

20

22

24

12

2

4

6

8

14 10

16

18

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22

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23 24 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 1 2 3

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

6 – Análise Harmônica do Campo Girante

Para a análise harmônica do campo girante de máquinas será considerado as seguintes

simplificações: entreferro uniforme, os efeitos das ranhuras na distribuição do campo

magnético serão desprezados e será admitido que o material ferromagnético tenha

permeabilidade infinita.

Bobinas Concentradas – Passo Pleno ou Polar

Seja a representação de uma fase com N espiras de uma armadura trifásica de quatro

pólos.

Fig. 1.9 – Representação dos enrolamentos de uma fase – passo polar.

Fazendo-se a circuitação do vetor H ao longo de uma linha de campo, obtém-se:

Hdl = I = ⋅ NI

 

Mas,

H dl HHfefe

∫ 0 0

Onde, = → 0

fe

fe fe

B

H

μ

, pois μ (^) fe →∞.

 0 = 2 ⋅ e , pois uma linha de campo cruza duas vezes o entreferro.

Assim,

H ⋅ 2 ⋅ e = 2 ⋅ NI 0

e

N I

H

0

Sendo (^) ℑ = NI ,

e

H

Traçando 0 H ou ℑ em função da posição θ , tem-se:

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

5ª ordem: ( ) cos( 5 )

5

5 , θ ω^ α π

θ ⋅ ⋅ ⋅ + + ⋅

t =− N I t

7ª ordem: ( ) N I cos( 7 t )

7

,t 7 ⋅ ⋅ ⋅ θ−ω−α ⋅π

ℑ θ =

9ª ordem: ( ,) 0 9

ℑ θ t =

11ª ordem: ( ) cos( 11 )

11

11 θ ω α π

θ ⋅ ⋅ ⋅ + + ⋅

t =− N I t

13ª ordem: ( ) N I cos( 13 t )

13

13 ,t ⋅ ⋅ ⋅ θ−ω −α ⋅π

ℑ θ =

15ª ordem: ℑ 15 ( θ , t ) = 0

A f.m.m total é a soma de todas as componentes harmônicas, sendo que as

componentes pares e múltiplas de três são nulas.

ℑ ( θ , t ) =ℑ 1 (θ , t ) +ℑ 5 (θ , t ) +ℑ 7 (θ , t ) +ℑ 11 ( θ , t ) +

  • Análise de ( , t ) 1

( ) cos( )

1 θ ω α π

θ ⋅ ⋅ ⋅ − −

t = N I t

Esta componente é uma função cossenoidal no espaço e no tempo.

Fig. 1.11 – Distribuição cosseinodal da f.m.m.

A distribuição de f.m.m ao longo do entreferro é cossenoidal, para um dado instante.

Analisando um ponto onde ( )

1 ℑ θ, t é constante, observa-se que isto somente ocorrerá se

( θ − ω t − α)for constante. Derivando, tem-se:

dt

d

dt

d t

dt

d θ ω α

Como α é constante,

dt

d

Máquinas Elétricas II Prof. Dr. Falcondes J. M. Seixas

A posição θ do ponto que tem ( )

1 ℑ θ, t constante desloca-se com velocidade angular

ω = 2 ⋅ π⋅ f (rad el/s) no sentido de θ crescente. Assim, toda a distribuição de f.m.m se

desloca com velocidade ω.

Fig. 1.12 – Deslocamento da componente fundamental de f.m.m.

Esta é a componente fundamental do campo girante

ω = ω S

.

(velocidade síncrona)

  • Análise de ( , t ) 5

( ) cos( 5 ) 5

5 θ ω α π

θ ⋅ ⋅ ⋅ + + ⋅

t =− N I t

Derivando ( 5 θ + ω t + α)= cte ,

dt

d

dt

d t

dt

d θ ω α

dt

d

As seguintes conclusões podem ser tiradas:

o Amplitude correspondente a 1/5 da fundamental.

o Velocidade correspondente a 1/5 da fundamental e gira no sentido contrário.

o Se a fundamental gera torque no sentido horário, a 5ª harmônica gera torque no

sentido anti-horário.

  • Análise de (^) ( ) 7 ℑ θ, t

7 (^ )

6 2 , cos(7 ) 7

θ t N I θ ω t α π

⋅ ℑ = ⋅ ⋅ ⋅ − − ⋅

Com o procedimento anterior,

7

d

dt

θ ω

As seguintes conclusões são possíveis:

o Amplitude correspondente a 1/7 da fundamental.

o Velocidade correspondente a 1/7 da fundamental e gira no mesmo sentido.

o Gera torque no mesmo sentido da fundamental.

Nas máquinas elétricas, é desejável que a distribuição de f.m.m seja mais próxima

possível da fundamental. Com objetivo de reduzir a influência das harmônicas duas

providências podem ser adotadas:

 Bobinas de passo fracionário ou encurtado;

 Enrolamentos distribuídos.