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HISTORIA DAS MAQUINAS, COMO SURGIRAM, EVOLUÇÃO, DIAS ATUAIS
Tipologia: Resumos
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Durante muito tempo, a fabricação de objetos utilizados pelo homem dependeu de uma produção artesanal. Os artesãos, através de seus dons e habilidades especiais, detinham
o conhecimento para confeccionar utensílios, mas dele também era exigido o dispêndio de energia muscular para que o resultado de seu trabalho se concretizasse. Os produtos fabricados artesanalmente poderiam ser trabalhados de forma a atender a peculiaridades exigidas por seus clientes, que não possuíam grandes demandas de consumo. Assim, a capacidade de produção dos artesãos era tal que atendia à demanda de pedidos, tanto quantitativa quanto qualitativamente.
Em determinado momento, o crescente consumo exigiu uma resposta mais rápida dos meios de produção, tornando obsoleto o conceito de produção estritamente artesanal. Durante um período de transição, houve o convívio tanto do conceito de produção artesanal quanto da produção mecânica. Aos poucos, máquinas de diversos graus de complexidade foram sendo construídas para atender à crescente demanda de produção de bens de consumo. Muitas destas máquinas utilizavam a energia dos elementos da própria natureza como força motriz, o que veio substituir o trabalho muscular dos artesãos.
O torno foi uma das primeiras e mais importantes máquinas utilizadas na fabricação de peças. Em uma de suas primeiras concepções, os movimentos de rotação da máquina eram controlados por pedais. A ferramenta para tornear, que dava forma ao produto, ficava na mão do operador, o que lhe exigia habilidade no processo de fabricação. Quando a ferramenta foi fixada à máquina, o operador passou a ter mais liberdade para trabalhar. Este foi o nascimento da máquina - ferramenta.
As máquinas foram aperfeiçoadas ao longo do tempo, permitindo-se extrair delas rendimentos cada vez maiores. Este fato permitiu não só o desenvolvimento da atividade industrial, mas também de todos os demais segmentos da economia. A Inglaterra foi a primeira nação a seguir neste caminho ao lançar a primeira fábrica de máquinas-ferramentas, entre 1700 e 1800, enterrando por vez a produção artesanal como meio de produção de bens de consumo.
Vários foram os engenheiros que contribuíram para o aperfeiçoamento das máquinas- ferramentas e a criação de tantas outras. Como consequência deste cenário de desenvolvimento industrial, que impulsionava a produção, houve a necessidade de se desenvolver padrões que deveriam ser seguidos visando a atender ao requisito de intercambiamento, que é o conjunto de propriedades que um objeto deve possuir para que possa atuar em lugar de outro similar, sem prejuízo de suas propriedades funcionais ou do sistema em que atua.
O Torno Inicialmente serviu para a usinagem de rodas e eixos na marcenaria, e posteriormente, foram feitas adaptações e projetos novos para a usinagem de metais. Estas máquinas inteiramente desenvolvidas para extrair a maior competência e habilidade dos seus operadores dependiam deles para a conclusão de qualquer atividade. Estas máquinas foram desenvolvidas com barramentos paralelos e transmissão, inicialmente por correias e, posteriormente, com caixa de recambio para ajuste das rotações e avanços.
A estrutura da máquina serviu como referencia para a base do projeto de tornos CNC (Comando Numérico Computadorizado). Na verdade, os primeiros tornos CNC foram
torneamento, fresamento, furação, retificação, mandrilamento, rosqueamento e demais que efetuem transformação através da remoção de material. Assim, geralmente, as máquinas centro de usinagem são as fresadoras, as rosqueadoras, as furadeiras e as faceadoras centradoras.
As máquinas centro usinagem podem ser projetadas e fabricadas de acordo com especificações técnicas fornecidas pelo cliente, o que é muito útil para adequar perfeitamente as máquinas centro de usinagem às suas aplicações internas e com particularidades específicas. As máquinas centro de usinagem podem ter acionamento hidráulico, pneumático, elétrico e, em geral, são automáticas.
As máquinas centro de usinagem são projetadas para apresentar desempenhos excelentes, sendo capazes de produzir um grande número de peças em curtíssimos espaços de tempo. Além disso, esses equipamentos oferecem uma operação superior e excelente custo-benefício ao cliente, sendo comercializados a preços convidativos e tendo custos de operação e de manutenção relativamente baixos.
As máquinas centro de usinagem são aquisição necessária a toda empresa que deseja otimizar sua produção ampliando a capacidade produtiva e reduzindo os custos de fabricação. As máquinas centro de usinagem são empregadas em diversos segmentos da indústria, com destaque à indústria automobilística e de autopeças, por exemplo.
Padronização
Nos dias de hoje, a padronização é um assunto que envolve profissionais do mundo inteiro, que buscam a uniformização de conceitos, resultando normas técnicas. Cada país industrializado tem assim as suas normas técnicas sobre ângulos das ferramentas, forma e dimensões das mesmas etc.
Ângulos de corte
Os ângulos da parte cortante servem para a determinação da posição e forma do gume, da face e dos flancos.
Ângulo de Incidência
Possui como função evitar o atrito entre a peça e a superfície de incidência da ferramenta e permitir que o gume penetre no material e corte livremente. Ele deve ser adequadamente dimensionado, possuindo um valor ótimo para a usinagem.
Os limites de resistência do material a ser usinado e da ferramenta são fatores que influenciam a determinação do ângulo de incidência. Quanto maior o limite de resistência do material da ferramenta, maior será o ângulo de incidência. No entanto, o
ângulo de incidência será tão menor, quanto maior for o limite de resistência do material a ser usinado.
A vida da ferramenta também é uma função do ângulo de incidência, sendo ela tão maior quanto maior for a0.
Ângulo de saída do cavaco
É um dos ângulos mais importantes da ferramenta por influir decisivamente na força e na potência necessária ao corte, no acabamento da superfície usinada e no calor gerado. Quantidade de calor gerado pelo corte. Materiais que geram bastante calor durante a operação de corte exigem ângulos de saída de cavaco pequenos de forma a evitar que a temperatura próxima à aresta de corte se aproxime da temperatura de amolecimento do material da ferramenta.
Ângulo de inclinação
É o formado entre a aresta de corte e o plano de referência.
Ângulo de posição
É o ângulo entre a superfície de corte e a superfície de trabalho, medido na superfície de referência.
Ângulo de quina
É o ângulo entre a superfície do gume principal e do gume secundário, medido na superfície de referência.
Ângulo de saída
É o ângulo entre a superfície de saída e a superfície de referência, medido na superfície da cunha. O ângulo de saída é positivo se a superfície de referência colocada no ponto de intersecção e a superfície de medição de cunha estão localizadas fora da cunha de corte.
Ângulo de inclinação lateral
É o ângulo entre o gume e a superfície de referência, medido na superfície de corte. Ele pode ser positivo ou negativo, valendo a mesma regra que para o ângulo de saída positivo e negativo.
Aplainamento
Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies regradas, geradas por um movimento retilíneo alternativo da peça ou da ferramenta. O aplainamento pode ser horizontal ou vertical. Quanto à finalidade, as operações de aplainamento podem ser classificadas ainda em aplainamento de desbaste a aplainamento de acabamento.
Furação
Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de um furo geralmente cilíndrico numa peça, com auxílio de uma ferramenta geralmente multicortante. Para tanto, a ferramenta ou a peça giram e simultaneamente a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo principal da máquina.
Fresagem
Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com o auxílio de ferramentas geralmente multicortantes. Para tanto, a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se deslocam segundo uma trajetória qualquer.
Brochamento
Processo mecânico de usinagem destinado à obtenção de superfícies quaisquer com auxílio de ferramentas multicortantes. Para tanto, a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea, coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta.
Referências :
http://professorbertholdo.br.tripod.com/bertholdo14.html
http://www.blogdafei.com.br/infofei/a-evolucao-dos-tornos-mecanicos/#.XVmme-NKjcc
http://www.overdrill.com.br/maquinas-centro-usinagem