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Imunologia: Papel de Células Imune na Prevenção e Controle do Cancro, Manuais, Projetos, Pesquisas de Crescimento

Este documento discute o papel de diferentes tipos de células imunes, incluindo linfócitos t, macrófagos, células natural killer (nk) e mastócitos, na resposta imune contra tumores. Além disso, ele aborda mecanismos como a expressão de antígenos na superfície de células imunes e a liberação de mediadores biológicos ativos, como anticorpos e citocinas, na destruição de células tumorais. O texto também menciona a importância da regulação da expressão do mhc i para o reconhecimento de células tumorais pelas células imunes.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2022

Compartilhado em 07/11/2022

jacare84
jacare84 🇧🇷

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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação em Imunologia
TESE DE DOUTORADO
MASTÓCITOS E OUTRAS CÉLULAS IMUNO-
ASSOCIADAS NOS SUBTIPOS DE CARCINOMA
BASOCELULAR EM POPULAÇÃO DE SALVADOR-
BA
Jacqueline Ramos Machado Braga
Salvador-BA – Brasil
2006
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Universidade Federal da Bahia

Instituto de Ciências da Saúde

Programa de Pós-Graduação em Imunologia

TESE DE DOUTORADO

MASTÓCITOS E OUTRAS CÉLULAS IMUNO-

ASSOCIADAS NOS SUBTIPOS DE CARCINOMA

BASOCELULAR EM POPULAÇÃO DE SALVADOR-

BA

Jacqueline Ramos Machado Braga

Salvador-BA – Brasil

PPGIm

Universidade Federal da Bahia

Instituto de Ciências da Saúde

Programa de Pós-Graduação em Imunologia

MASTÓCITOS E OUTRAS CÉLULAS IMUNO-

ASSOCIADAS NOS SUBTIPOS DE CARCINOMA

BASOCELULAR EM POPULAÇÃO DE SALVADOR-

BA

Jacqueline Ramos Machado Braga

Orientador Prof. Dr. Moysés Sadigursky

Salvador – BA- Brasil

PPGIm

Universidade Federal da Bahia

Instituto de Ciências da Saúde

Programa de Pós-Graduação em Imunologia

MASTÓCITOS E OUTRAS CÉLULAS IMUNO-

ASSOCIADAS NOS SUBTIPOS DE CARCINOMA BASOCELULAR EM POPULAÇÃO DE SALVADOR-BA

Jacqueline Ramos Machado Braga

Tese apresentada ao Colegiado do Curso de Pós-Graduação em Imunologia, do

Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Federal da Bahia, como

requisito parcial obrigatório para obtenção do título de:

Doutor em Imunologia

Salvador-Bahia

Dezembro de 2006

“A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério.

É essa a emoção fundamental que está na raiz

de toda a ciência e de toda a arte.”

(Albert Einstein)

AGRADECIMENTOS

Ao meu orientador, mestre e amigo, Prof. Dr. Moysés Sadigursky,

pela contribuição, experiência, estímulo, incentivo e paciência dedicados

durante meu processo de doutoramento.

Ao IPAC (Instituto de Patologia Cutânea) pelo fornecimento dos

casos de Carcinoma Basocelular usados no presente trabalho.

À minha companheira de laboratório, Maria da Graça Silva Vieira,

pelos ensinamentos na área de imunohistoquímica.

À Juçara Andrade, pelos cortes histológicos e colorações deste

trabalho.

Aos meus filhos Thiago e Arthur, pelo simples fato de existirem e

pela compreensão nos momentos em que a mãe privou-os de atenção.

À Marcello Virgílio Branco pelo carinho, compreensão e auxílio na

elaboração dos gráficos e das cópias deste trabalho.

A todos que direta ou indiretamente contribuíram para que esse

trabalho fosse realizado.

Obrigada a todos vocês.

I

SUMÁRIO

_________________________________________________

Lista de Ilustrações ...................................................................... ....iii Lista de Siglas, Abreviaturas e Símbolos.............................................. v Resumo ......................................................................................... vii

III

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

TABELA 1 : Dados epidemiológicos primários dos pacientes segundo padrão histológico

do CBC.

FIGURA 1 : Distribuição relativa dos casos pesquisados quanto ao sexo.

FIGURA 2 : Distribuição relativa dos casos de acordo com o local da lesão.

TABELA 2 : Dados estatísticos primários do número total de células imunomarcadas em todos

os pacientes, independente do subtipo de CBC, na área total de 710,388 μm2,.

FIGURA 3: Carcinoma Basocelular tipo Sólido Circunscrito. Coloração em HE.

TABELA 3 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Sólido

Circunscrito

FIGURA 4: Carcinoma Basocelular tipo Infiltrativo. Coloração em HE.

TABELA 4 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Infiltrativo

FIGURA 5: Carcinoma Basocelular tipo Superficial. Coloração em HE.

TABELA 5 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Superficial.

FIGURA 6: Carcinoma Basocelular tipo Adenóide. Coloração em HE.

TABELA 6 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Adenóide.

FIGURA 7: Carcinoma Basocelular tipo Folicular. Coloração em HE.

TABELA 7 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Folicular.

FIGURA 8 : Carcinoma Basocelular tipo Cístico. Coloração em HE.

TABELA 8 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Cístico.

FIGURA 9: Carcinoma Basocelular tipo Morfea. Coloração em HE.

TABELA 9 : Dados estatísticos do número de células marcadas no subgrupo Morfea.

FIGURA 10 : Média total de células marcadas, caracterizando o infiltrado inflamatório no CBC.

FIGURA 11 : Valores médios de linfócitos T CD3+^ no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC.

FIGURA 12 : Valores médios de linfócitos T CD4+^ no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC

IV

FIGURA 13 : Imunohistoquímica de CBC tipo Adenóide evidenciando (à esquerda e acima)

denso infiltrado inflamatório de linfócitos T CD4 +.

FIGURA 14 : Valores médios de linfócitos T CD8+^ no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC.

FIGURA 15 : Imunohistoquímica de CBC tipo Superficial evidenciando infiltrado inflamatório de

linfócitos T CD8+.

FIGURA 16 : Valores médios de linfócitos B no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC.

FIGURA 17 : Imunohistoquímica de CBC tipo Infiltrativo evidenciando (à direita e acima)

infiltrado inflamatório com linfócitos B.

FIGURA 18 : Valores médios de macrófagos no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC.

FIGURA 19 : Imunohistoquímica de CBC tipo Infiltrativo evidenciando os macrófagos do

infiltrado inflamatório.

FIGURA 20 : Valores médios de mastócitos no total de casos estudados e em cada subtipo

histológico de CBC

FIGURA 21A : Imunohistoquímica de CBC evidenciando mastócitos ao redor de “ilhas” tumorais.

FIGURA 21B : Imunohistoquímica de CBC evidenciando mastócitos ao redor de “ilhas” tumorais.

FIGURA 22 : Imunohistoquímica de CBC tipo Superficial evidenciando os mastócitos do infiltrado

inflamatório.

FIGURA 23: Técnica histológica de azul de toluidina para marcação de mastócitos em CBC

Superficial.

FIGURA 24 : Valores médios de células em proliferação (Ki-67+) no total de casos estudados e

em cada subtipo histológico de CBC.

VI

MIP-1 α (Proteína Inflamatória do Macrófago 1 alfa)

NGF (Fator de Crescimento do Nervo)

NK (células Natural Killer ou assassinas naturais)

PAF (Fator Ativador de Plaquetas)

PGD 2 (Prostaglandina D 2 )

PTK (Proteína-Quinase)

RANTES (Regulador da Ativação Normal de Célula T Expressa e Secretada)

SCF (Fator de Stem Cell )

TAM (Macrófagos Associados a Tumor)

Tc (linfócito T citotóxico)

TCR (Receptor de Célula T)

TGF β (Fator de Crescimento Transformante beta)

Th (linfócito T auxiliador ou helper)

TNF (Fator de Necrose Tumoral)

UV (Ultra-Violeta)

VEGF (Fator de Crescimento Endotelial Vascular)

VII

RESUMO

O Carcinoma Basocelular (CBC) é o tipo mais comum e corresponde a 75% de todas as variedades de câncer de pele. Apesar de ser um tumor potencialmente maligno, tem um comportamento benigno na maioria dos casos. O papel dos mecanismos de defesa do hospedeiro nas neoplasias ainda é objeto de controvérsia. O presente estudo teve como objetivo quantificar mastócitos e as células do infiltrado inflamatório nos subtipos histológicos de Carcinoma Basocelular (CBC). Foram utilizados 71 casos de biópsias de pele com diagnóstico de Carcinoma Basocelular (CBC) não-recorrentes, agrupados de acordo com o subtipo de tumor (Circunscrito, Infiltrativo, Superficial, Folicular, Adenóide, Cístico e Morfea). Foi empregada a imuno-histoquímica com os anticorpos monoclonais anti-(CD3, CD4, CD8, CD68, CD20 e MAST cell) para a caracterização do infiltrado inflamatório peritumoral, além do Ki-67 para avaliar o índice de proliferação no tumor. Para a detecção dos mastócitos, foi usada também a técnica histológica do azul de toluidina. Do total de casos analisados, 70% eram homens, com idade média de 56,9±14,2 anos e local mais freqüente da lesão na face (28,6%). Os subtipos mais freqüentes foram o Infiltrativo (26%) e o Superficial (23%). Com relação à composição do infiltrado inflamatório, os linfócitos TCD4+^ corresponderam à população mais numerosa (308,9±27,26 células CD3+^ e 216,2±22,23 CD4+^ ), seguida por mastócitos (111,0±7,88), linfócitos TCD8+^ (57,38± 5,94), linfócitos B (55,9± 6,83) e macrófagos (21,18±2,58). Houve uma baixa atividade proliferativa das células neoplásicas (47,61±7,48), no entanto formas mais agressivas como o Morfea, apresentaram alta atividade proliferativa (217,8±27,01) e infiltrado rico em mastócitos (211,7±19,73). O subtipo Adenóide apresentou o mais denso infiltrado inflamatório dos subtipos de CBC, formado em sua maioria por linfócitos TCD4+ (529,4±54,6) (p<0,001). O subtipo Cístico apresentou o mais pobre infiltrado inflamatório dos subtipos de CBC (p<0,001). Estes dados permitem-nos concluir que o denso infiltrado inflamatório peritumoral no CBC consiste, em sua maioria, de linfócitos TCD4+^ , sugerindo uma resposta imunológica localizada mediada por célula e que os diferentes tipos celulares, que compõem o infiltrado inflamatório, variam seu número de acordo com o subtipo de tumor, o que poderia interferir na qualidade da resposta imunológica em cada caso. Existiu uma relação inversa entre o número de mastócitos e o de linfócitos T, sem correlação com a agressividade. Com isso supõe- se que as características próprias a cada subtipo de tumor talvez possam promover diferenças no micro-ambiente tecidual, levando à alterações na composição do infiltrado que poderiam tanto auxiliar quanto impedir o crescimento do tumor.

Palavras-chave : Carcinoma Basocelular; infiltrado inflamatório; mastócitos;

subtipos de CBC.

1

1- INTRODUÇÃO

2

1- INTRODUÇÃO

_________________________________________________

Os estudos revelam que em países desenvolvidos, aproximadamente uma

pessoa em cada cinco, poderá vir a óbito em decorrência de algum tipo de

neoplasia, predominantemente em decorrência de neoplasias malignas,

genericamente chamadas de câncer. Tal fato mostra a relevância de pesquisas

incessantes sobre essa doença (INCA, 2006).

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o câncer afeta

uma parcela expressiva da população mundial, sendo uma das principais causas

de morte por doença na maioria dos países. A cada ano, pelo menos nove

milhões de pessoas no mundo são acometidas com algum tipo de câncer

(BRASILEIRO FILHO, 1998). No Brasil e no mundo, o tipo mais freqüente de

câncer é o de pele, correspondendo a cerca de 25% de todos os cânceres

diagnosticados (INCA, 2006).

O Carcinoma Basocelular (CBC) é o tipo mais comum e corresponde a

75% de todas as formas de câncer de pele. O CBC é um tumor maligno com

comportamento indolente na maioria dos casos, apresentando altas taxas de

cura quando tratado em seus estágios iniciais (CH’NG, S., et al., 2006). O

aumento progressivo do número de casos de CBC no Brasil ocorre

fundamentalmente pelo envelhecimento da população e pela exposição crônica

aos raios UV. O número de casos novos de câncer de

4

2- REVISÃO DA LITERATURA

5

2- REVISÃO DA LITERATURA

_________________________________________________

2.1- Aspectos gerais sobre o câncer

Dependendo da formação do indivíduo, o câncer pode ser considerado

como um evento molecular, acidente embriológico, predisposição genética,

deficiência imunológica, dano ambiental ou desafio epidemiológico; no entanto,

é processo multifatorial, que envolve uma interação complexa de fatores

endógenos e exógenos, a maior parte deles ainda por elucidar (RAMOS E SILVA,

M., 2000).

Como outras doenças crônicas, o câncer é um dos mais antigos males da

humanidade. Estima-se que 10 milhões de casos novos tenham sido

diagnosticados durante o ano 2000 em todo o mundo, cerca de 900 mil só nos

EUA. Apesar de todo progresso que a compreensão dos mecanismos

moleculares trouxe ao diagnóstico, à terapêutica e à prevenção da doença, em

especial nos últimos 25 anos, a sobrevida do paciente com câncer pouco mudou

(SATO, D. e cols, 2005). Conceitualmente, uma neoplasia é uma massa anormal

de tecido cujo crescimento ultrapassa e se mostra desordenado, quando

comparado ao dos tecidos normais, e persiste da mesma maneira excessiva,

mesmo após o estímulo que provocou todas as mudanças ter cessado (WILLIS,

R.A., 1952).

O processo de tumorigênese é caracterizado por um acúmulo sucessivo

de alterações gênicas em determinada linhagem celular. Estas alterações podem

ser mutações, deleções, amplificações, translocações e inserções, ou fenômenos

epigenéticos que em última análise conferem à célula um funcionamento

anômalo, escapando dos mecanismos fisiológicos de controle do crescimento e

proliferação celular. Neste processo, alterações vão ocorrendo de maneira

aleatória e, quando envolvem a inativação de genes supressores tumorais ou a