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Matemática financeira e estatística, Notas de estudo de Matemática

apostila pós graduação

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 08/05/2013

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jose-antenor-rossieri-2 🇧🇷

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Rua Dr. Moacir Birro, 663 Centro Cel. Fabriciano MG CEP: 35.170-002
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BIBLIOTECA PARA O CURSO DE
MATEMÁTICA FINANCEIRA E ESTATÍSTICA
Selecionamos para você uma série de artigos, livros e endereços na Internet
onde poderão ser realizadas consultas e encontradas as referências necessárias
para a realização de seus trabalhos científicos, bem como, uma lista de sugestões
de temas para futuras pesquisas na área.
Primeiramente, relacionamos sites de primeira ordem, como:
www.scielo.br
www.anped.org.br
www.dominiopublico.gov.br
SUGESTÕES DE TEMAS
1. INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA
2. MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO
3. INFLAÇÃO, CORREÇÃO MONETÁRIA E INDEXADORES
4. POLÍTICAS ECONÔMICAS
5. TAXAS DE JUROS
6. OPERAÇÕES REALIZADAS NO MERCADO
7. CARGA TRIBUTÁRIA
8. MATEMÁTICA COMERCIAL E FINANCEIRA FÁCIL.
9. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: princípios, fundamentos e práticas
brasileiras
10. MATEMÁTICA FINANCEIRA OBJETIVA E APLICADA
11. POLITIZAR AS NOVAS TECNOLOGIAS: o impacto sócio-técnico da
informação digital e genética
12. MATEMÁTICA FINANCEIRA COM ÊNFASE EM PRODUTOS BANCÁRIOS
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BIBLIOTECA PARA O CURSO DE

MATEMÁTICA FINANCEIRA E ESTATÍSTICA

Selecionamos para você uma série de artigos, livros e endereços na Internet onde poderão ser realizadas consultas e encontradas as referências necessárias para a realização de seus trabalhos científicos, bem como, uma lista de sugestões de temas para futuras pesquisas na área. Primeiramente, relacionamos sites de primeira ordem, como: www.scielo.br www.anped.org.br www.dominiopublico.gov.br

SUGESTÕES DE TEMAS

  1. INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA
  2. MERCADO FINANCEIRO BRASILEIRO
  3. INFLAÇÃO, CORREÇÃO MONETÁRIA E INDEXADORES
  4. POLÍTICAS ECONÔMICAS
  5. TAXAS DE JUROS
  6. OPERAÇÕES REALIZADAS NO MERCADO
  7. CARGA TRIBUTÁRIA
  8. MATEMÁTICA COMERCIAL E FINANCEIRA FÁCIL.
  9. ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: princípios, fundamentos e práticas brasileiras
  10. MATEMÁTICA FINANCEIRA OBJETIVA E APLICADA
  11. POLITIZAR AS NOVAS TECNOLOGIAS: o impacto sócio-técnico da informação digital e genética
  12. MATEMÁTICA FINANCEIRA COM ÊNFASE EM PRODUTOS BANCÁRIOS

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13. INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA COM EXCEL

  1. EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA NO ENSINO BÁSICO: uma exigência do mundo do trabalho
  2. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A MATEMÁTICA E SUA PRESENÇA NO CURRÍCULO DE ENSINO MÉDIO
  3. ESTATÍSTICA FÁCIL
  4. A ESTATÍSTICA E A PROBABILIDADE ATRAVÉS DAS ATIVIDADES PROPOSTAS EM ALGUNS LIVROS DIDÁTICOS BRASILEIROS RECOMENDADOS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
  5. GRUPO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA
  6. MATEMÁTICA FINANCEIRA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
  7. A LINGUAGEM DA MATEMÁTICA FINANCEIRA
  8. PORCENTAGEM
  9. IDENTIFICANDO DOIS TIPOS DE JURO
  10. FÓRMULA PARA CALCULAR JUROS SIMPLES
  11. FÓRMULA PARA CALCULAR JUROS COMPOSTOS
  12. NOÇÕES DE MATEMÁTICA FINANCEIRA
  13. ACRÉSCIMOS E DESCONTOS SUCESSIVOS
  14. A FÓRMULA DO MONTANTE
  15. USANDO LOGARITMO NO CÁLCULO DE JURO COMPOSTO
  16. VALOR ATUAL E VALOR FUTURO (USANDO A CALCULADORA)
  17. PESQUISAR PROJETOS PEDAGÓGICOS DE CURSOS DE MATEMÁTICA
  18. IMPORTÂNCIA DO ENSINO DA MATEMÁTICA FINANCEIRA
  19. RESULTADOS DE ESTUDOS REALIZADOS NO ÂMBITO DA EDUCAÇÃO EM MATEMÁTICA FINANCEIRA
  20. A COMPREENSÃO DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA FINANCEIRA

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51. O ENSINO DA MATEMÁTICA ALIADO À PRÁTICA DA CIDADANIA

52. UM ENFOQUE MATEMÁTICO E ESTATÍSTICO PARA A ANÁLISE DO

CUSTO-VOLUME-LUCRO E SUAS HIPÓTESES SIMPLIFICADORAS

53. A RELEVÂNCIA DA MATEMÁTICA FINANCEIRA NO ENSINO MÉDIO

  1. INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA INTERVALAR: análise intervalar de investimentos
  2. MATEMÁTICA FINANCEIRA E SUAS APLICAÇÕES
  3. FUNDAMENTOS E TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA
  4. TÉCNICAS DE AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS: uma breve revisão da literatura
  5. AVALIAÇÃO DE INVESTIMENTOS
  6. FINANÇAS PARA EXECUTIVOS NÃO FINANCEIROS
  7. DECISÕES DE INVESTIMENTOS DA EMPRESA
  8. A ARITMÉTICA INTERVALAR COMO FERRAMENTA PARA SOLUÇÃO DE PROBLEMAS DE OTIMIZAÇÃO
  9. ANÁLISE CUSTO/VOLUME/LUCRO APLICADA AO COMÉRCIO DE PESCADOS
  10. MATEMÁTICA FINANCEIRA COM APLICAÇÕES EM EXCEL

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ARTIGOS PARA LEITURA, ANÁLISE E UTILIZAÇÃO COMO FONTE

OU REFERENCIA

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INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA

Alzira Maria Liedtke

1. Origem da moeda Quando o homem se fixou à terra, passou a permutar o excedente que produzia, fazendo com que surgisse a primeira manifestação de comércio: o escambo, consistindo na troca direta de mercadorias, sem equivalência de valor. Nessa troca, algumas mercadorias passaram a ser mais procuradas que outras, assumindo a função de moeda-mercadoria (sal, gado, pau-brasil, açúcar, cacau, tabaco e pano). O sal deu origem à palavra salário , assim como a palavra gado, em latim pecus, ao termo pecúlio. A permuta de algumas mercadorias nem sempre era vantajosa devido à distância, ao estado perecível, às condições precárias das estradas, à ação de salteadores, lembrando que naquela época a cobrança de pedágio já existia. Com o descobrimento do metal, o homem passou a utilizá-lo na confecção de utensílios, tornando seu uso vantajoso e eleito como o principal padrão de valor monetário. As primeiras moedas apresentaram alguns formatos como chave e faca. Posteriormente, passaram a ser cunhadas a martelo, em metais como ouro, prata e cobre, ressaltando atributos de beleza e expressão cultural da época em que surgiram. Pela necessidade de guardar as moedas com segurança, os negociantes, que já possuíam cofres e guardas, aceitaram cuidar do dinheiro de seus clientes, fornecendo recibos escritos pelas quantias guardadas. Esses recibos deram origem à moeda-papel, e a guarda de valores fez surgirem as instituições bancárias. Os primeiros bancos oficiais foram criados na Inglaterra, sendo a palavra "banco" originária da peça de madeira que os comerciantes de valores italianos e londrinos usavam para operar seus negócios no mercado público. No Brasil, as primeiras cédulas surgiram em 1810 e com o tempo, o governo passou a gerenciar a emissão dessas cédulas e também das moedas, para evitar

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conta a inflação medida no período anterior. Com a criação de vários indexadores desde 1964, foram adotados planos econômicos como o cruzado, o verão e o atual plano real. Na divulgação dos índices que medem a inflação - Índice de Preços ao Consumidor (IPC) - alguns veículos de comunicação explicam a metodologia utilizada para o seu cálculo, bem como sua abrangência. Para a análise do custo de vida, o índice utilizado determina o nível de consumo e reflete a variação de preços médios da cesta de famílias com faixas de renda situadas entre 01 e 40 salários mínimos, medido em nove regiões metropolitanas do país - Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Belém, Fortaleza, Recife e Salvador, além do município de Goiânia e o Distrito Federal. Esse nível de consumo da população é classificado em grupos de produtos/serviços tais como:

  • alimentos e bebidas;
  • habitação;
  • artigos de residência;
  • transporte e comunicação;
  • vestuário;
  • saúde e cuidados pessoais;
  • despesas pessoais. Além desse índice, existem outros indexadores como a Taxa Referencial (TR) que corrige a poupança e o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), calculados por entidades credenciadas como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), entre outras. 4. Políticas Econômicas As políticas econômicas se referem às ações e medidas do governo para regular e controlar a atividade econômica, ou seja, princípios político-administrativos que refletem a ideologia dominante e as metas a serem atingidas. De acordo com algumas medidas, temos a seguinte divisão:
  • Política Monetária : controla o volume de moeda em circulação e o montante de crédito disponível entre outras medidas;

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  • Política Fiscal : decisões governamentais referentes à tributação, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);
  • Política Cambial : ações reguladoras da taxa de câmbio e das condições de entrada e saída de capitais externos no país;
  • Política de Rendas : medidas que regulamentam o salário mínimo garantindo renda mínima aos trabalhadores e aos aposentados, subsídios e incentivos fiscais, para fortalecer o consumo e a produção de certos produtos (LEMES JÚNIOR; RIGO; CHEROBIM, 2002). 5. Taxas de Juros O Comitê de Política Monetária (COPOM) reúne-se mensalmente com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e divulgar o percentual da taxa Selic e seu viés. A Selic é a taxa básica da economia, originada das taxas de juros efetivamente observadas no mercado, sendo que o viés de alta, de baixa ou neutro é a tendência que a taxa de juros seguirá até a próxima reunião do Copom. A divulgação da taxa, sem viés, significa que até a próxima reunião, seu valor não poderá ser alterado pelo Banco Central. A Selic serve como referência para as negociações interbancárias, ou seja, para os empréstimos de um dia entre os bancos, também incidindo sobre as quotas relativas ao parcelamento do Imposto de Renda da Pessoa Física, que será analisado posteriormente. Embora tenha esse nome, a taxa Selic não é resultante das operações realizadas pelo Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), que eletronicamente processa o registro, a custódia e a liquidação das operações com títulos públicos. As taxas de juros relativas às operações financeiras refletem, basicamente, as condições instantâneas de liquidez - oferta X demanda de recursos - no mercado monetário; a taxa Selic, acumulada para determinados períodos de tempo, correlaciona-se positivamente com a taxa de inflação, sendo os juros praticados no Brasil, os mais altos do mundo. Na Idade Média, emprestar dinheiro a juros era usura , pela lei da Cristandade. Esta mesma potência, a Igreja, os próprios bispos “tomavam empréstimos, ou os faziam, a juros – exatamente quando combatiam outros usuários!“ (HUBERMAN, 1985: p. 48).

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Com a proliferação das relações de consumo, surgiram novas entidades de proteção ao consumidor: os PROCONs estaduais e municipais - o do estado de São Paulo, desde 1976. Informações sobre o PROCON/PR, criado em 1991, podem ser obtidas consultando-se o sítio www.pr.gov.br/proconpr. Essas entidades há mais de uma década contam com um instrumento poderoso, o Código de Defesa do Consumidor, com o objetivo de defender o consumidor brasileiro, definido no artigo II, como “toda a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final”. Segundo o diretor Ricardo Morishita, do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, em entrevista publicada no boletim eletrônico Em Questão , número 19, 16 de setembro de 2005. O Ministério da Justiça fez uma pesquisa e constatamos que pouquíssimos municípios brasileiros, cerca de 10% apenas, têm Procons. Isso está longe de ser o ideal. O cidadão precisa ser protegido onde ele mora porque às vezes o deslocamento é difícil ou caro para o consumidor. Além disso, no dia-a-dia das cidades do interior, os Procons funcionam como um pronto-socorro da cidadania. Registros históricos revelam que, na Babilônia, durante o século XVIII a.C., já existiam regras protegendo questões familiares, patrimoniais, de preços, obrigações profissionais e que, a legislação brasileira, desde 1840, vem contemplando o consumidor. O código atual estabelece normas de interesse social e de ordem pública ao determinar como direitos básicos dos consumidores “a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos”. Entre as determinações do código encontra-se a obrigação dos estabelecimentos de informar com exatidão os juros cobrados do cliente; o veto à prática abusiva do fornecedor que se aproveita da fraqueza do consumidor, pela idade, debilidade de saúde, condição social ou falta de conhecimento, na tentativa de obrigá-lo a aceitar seus produtos ou serviços; a constituição de crime com pena de detenção de três meses a um ano e multa, pela exposição do consumidor, injustificadamente, a procedimentos ameaçadores, constrangimento, afirmações enganosas entre outros, ao cobrar dívidas, interferindo no seu trabalho, lazer ou horário de descanso. Outra forma de financiamento pode ser obtida através do Programa de Financiamento Estudantil (FIES), que foi criado em 1999, pelo Governo Brasileiro ao substituir o Programa de Crédito Educativo, com o objetivo de financiar a graduação

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no Ensino Superior, de estudantes em situação econômica menos privilegiada. Atualmente o FIES reduziu sua abrangência em função do Programa Universidade para Todos (ProUni), que concede bolsas de estudo integrais ou parciais para cursos de graduação e seqüenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior. As instituições ganham isenção fiscal em troca de bolsas. Segundo dados do governo federal, apenas 9% dos jovens brasileiros, com idade entre 18 e 24 anos, estão matriculados na universidade. No Chile esse percentual aumenta para 27% e na Argentina, para 39%.

7. Carga Tributária Sobre as operações incidem contribuições ou tributos federais e estaduais, como o Imposto de Renda (IR), conforme instruções fornecidas pela Receita Federal do Ministério da Fazenda, com altas alíquotas de contribuição, de acordo com o rendimento anual proveniente do trabalho, 13o salário e outros. O IR permite que vários itens sejam deduzidos; entre as exceções, destacam-se os cursos de línguas e os preparatórios para vestibular, estes, às vezes, necessários ao aluno oriundo da escola pública que pretende ingressar no ensino superior público – tão concorrido. Para o pagamento do IR parcelado incide a taxa Selic; a poupança não paga Imposto de Renda. Existe também a Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), que incide sobre movimentação de recursos em instituições financeiras no Brasil, criada em 1996, como diz o nome, provisoriamente e, em vigor até hoje. Sobre a movimentação do salário que é depositado em banco, incide a CPMF; quando do salário também é descontado o IR, com a dedução da CPMF há uma bi-tributação. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é cobrado sobre os rendimentos das aplicações de curto prazo. Quanto mais tempo o investidor deixar o dinheiro aplicado, menos IOF irá pagar. As taxas se elevam quando há pouca liquidez no sistema, ou seja, diminuição dos recursos disponíveis para serem emprestados. Portanto é mais interessante realizar aplicações financeiras do que obter empréstimos, quando as taxas de juros estão elevadas. Os governos lançam mão do aumento de tributos, quando querem aumentar a arrecadação, sendo que as piores mordidas no bolso do consumidor são

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INTRODUÇÃO À MATEMÁTICA FINANCEIRA COM EXCEL

Denis F. da Silva* Makswell S. Kawashima** Jamielli T.Pereira Aline R. Monteiro Marili Rossi Depto de Matemática , UNESP, IBILCE

RESUMO

As operações financeiras são parte de nosso cotidiano. Entender como tais operações funcionam são objeto de estudo da matemática financeira. Planilhas eletrônicas podem ser usadas como ferramenta nesse estudo. Com o auxílio desta e de funções da matemática financeira podemos, por exemplo, avaliar e decidir sobre alternativas de investimentos e aplicações financeiras. Nesse minicurso são abordados os conceitos de juros compostos (capitalização e descontos), taxa de juros (conceitos e definições), pagamentos uniformes (prestações iguais em financiamentos ou em capitalizações para atingir certos valores futuros), valor presente líquido e equivalência de fluxos de caixa. O objetivo principal é habilitar o aluno a resolver problemas envolvendo juros compostos e manipular e analisar fluxos de caixa utilizando planilhas eletrônicas. Palavras-chave: Matemática Financeira , Introdução à Matemática Financeira , Otimização e Controle.

Referências [1] Puccini, A., “ Matemática Financeira : Objetiva e Aplicada”, Editora Saraiva, 7ª Ed., 2004.

[2] Hazzan, S. Pompeio, J.N., “ Matemática Financeira ”, Editora Atual, 4ª Ed., 1993.

[3] Faro, C., “ Matemática Financeira ”, Editora Atlas, 9ª Ed., 1982.

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EDUCAÇÃO ESTATÍSTICA NO ENSINO BÁSICO: uma exigência do

mundo do trabalho

Hélio Rosetti Júnior Coordenadoria de Matemática do Centro Federal de Educação Tecnológica do Espírito Santo

RESUMO

Aborda a importância de Educação Estatística no mundo moderno, diante das novas exigências de leitura dos códigos e linguagens nos meios de comunicação e no cotidiano das organizações. Enfatiza a necessidade dos sistemas escolares valorizarem o ensino de Estatística como mais um fator de implemento da cidadania plena. Palavras-chave: Estatística. Estatística aplicada. História da estatística. Linguagem. Relações estatísticas. Leitura.

Introdução A inclusão da Estatística nos currículos do ensino básico vem se tornando uma realidade nas escolas e redes escolares preocupadas com um ensino de qualidade, tendo em vista as necessidades dos conhecimentos de Estatística em nosso cotidiano. Os principais livros didáticos de matemática básica* já destinam capítulos aos conteúdos de Estatística , num processo de adequação dessas obras às demandas por conhecimentos estatísticos. (1) Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN‟s), o ensino da Probabilidade e da Estatística surge no contexto do bloco de conteúdos com nome de “Tratamento das Informações” , tendo como justificativa a demanda social e o freqüente uso na sociedade contemporânea, pela necessidade de o indivíduo compreender as informações divulgadas, tomar decisões e fazer previsões que influenciam sua vida pessoal e em comunidade. Os PCN‟s ressaltam que a Estatística possibilita o desenvolvimento de formas específicas de pensamento e raciocínio, envolvendo fenômenos aleatórios, interpretando amostras, fazendo inferências e comunicando resultados por meio da linguagem própria quantitativa. Atualmente, quase todos os meios de comunicação, como jornais, revistas, rádio, televisão e Internet lançam mão de modelos estatísticos como gráficos, diagramas,

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sociedade”, isto é, uma “ matemática social” baseada no cálculo das probabilidades.(2) Ao abrirmos uma revista ou um jornal é quase impossível não encontrarmos alguma representação Estatística / matemática complementar aos textos, ilustrando ou sintetizando a comunicação, tornando a leitura mais atrativa e objetiva. Em muitos casos, os modelos estatísticos/matemáticos assumem a importância maior, ficando o texto como complemento ou restrito a observações.

ESTATÍSTICA E LINGUAGEM Vale destacar que a simbologia matemática foi, e ainda é, um fator de evolução das idéias matemáticas que se desenvolveram lentamente ao longo de séculos. Essa evolução tomou por base dois objetivos permanentes:

1. tornar possível a comunicação matemática entre as pessoas, independentemente das nacionalidades e culturas; 2. simplificar a expressão das idéias e pensamentos matemáticos. Assim, a matemática , como nenhuma outra ciência, conseguiu construir um conjunto universal de signos, moldando uma linguagem com códigos que atravessam idiomas e culturas. Dessa forma é possível, por exemplo, um matemático chinês escrever equações ou proposições que um matemático brasileiro entenderá com facilidade. Essa propriedade é utilizada pela Estatística e passa a ser apropriada largamente pela informática, permeando as comunicações no mundo cibernético. A evolução da matemática fez surgir aplicações específicas, com linguagens e símbolos próprios, como foi o caso da matemática financeira , com sua constante evolução, e também da Estatística. Com o avanço tecnológico, as exigências de sofisticadas competências para o mundo do trabalho e a facilidade oferecida pela informática, as pesquisas deixaram de acontecer apenas em ocasiões para se tornarem parte integrante e inseparável de nossas vidas em todos os instantes. A partir dos anos 40, a pesquisa Estatística se volta para solucionar problemas envolvendo variados aspectos da inferência, cada um tendo a sua aplicação a situações específicas. Os testes de hipóteses para médias, variâncias e proporções, a teoria dos testes uniformemente mais poderosos, o processo de inclusão

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(exclusão) de variáveis nos modelos de regressão são algumas das formas de inferência de uso consagrado. (2) O mundo corporativo*** passou a adotar a linguagem Estatística em suas rotinas operacionais exigindo dos profissionais conhecimentos e competências numéricas para o correto entendimento e produção de relatórios, tabelas, gráficos, diagramas e fluxogramas. Na comunicação de massa, os programas de televisão com maior índice de audiência, além de serem totalmente direcionados a institutos de pesquisa, passaram a ter obrigatoriamente pesquisas interativas em suas pautas, na busca de uma permanente aproximação com o público. Contudo, diante desse ambiente saturado de informações, poucas pessoas questionam a forma como esses dados foram coletados, tratados e trabalhados até chegarem no formato “acabado” em que são apresentados. Isto é, o público tem sido consumidor de resultados de pesquisas da forma como se apresentam, sem a devida interpretação crítica e um entendimento do que se está “consumindo”. Os meios de comunicação refletem também a facilidade que os modelos estatísticos oferecem para sintetização de informações. Por exemplo: uma medida de tendência central pode representar bem o perfil de uma população, ou um histograma pode melhor apresentar um universo de dados. Existe um ditado em matemática que diz: “Um gráfico bem construído equivale a mil palavras”. Essa nova linguagem passa a demandar das pessoas o entendimento e o domínio de novos códigos diferentes do “ler e escrever” tradicionais****. É nessa perspectiva que o mundo moderno caminha, com tecnologias voláteis, otimizando espaços, tempo, recursos, e fazendo uso intenso dos argumentos estatísticos. Nesse contexto, a escola não pode ignorar essas novas linguagens tão presentes no mundo dos educandos. Os Parâmetros Curriculares Nacionais recomendam o trabalho com Estatística (grifo do autor) com a finalidade de que o estudante construa procedimentos para coletar, organizar, comunicar e interpretar dados, utilizando tabelas, gráficos e representações, e que seja capaz de descrever e interpretar sua realidade, usando conhecimentos matemáticos. (4) É fundamental que as práticas e os conteúdos ministrados em aula estejam em sintonia com as novas exigências do mundo em que vivemos, para que a educação

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(2) SZWARCWALD, Celia L.; CASTILHO, Euclides A. de. The paths of statistics and its incursions through epidemiology. cadernos saúde Pública , Rio de Janeiro, v. 8, n. 1, p. 5-21. jan./mar.1992. ISSN 0102-311X.

(3) CRESPO, Antônio Arnot. Estatística fácil. São Paulo: Saraiva, 2002.

(4) LOPES, Celi Aparecida Espasandin; MORAN, Regina Célia Carvalho Pinto. A estatística e a probabilidade através das atividades propostas em alguns livros didáticos brasileiros recomendados para o ensino fundamental. In: CONFERÊNCIA INTERNACIONAL, EXPERIÊNCIAS E PERSPECTIVAS DO ENSINO DA ESTATÍSTICA : DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI, 1, 1999, Florianópolis. anais... Florianópolis: UFSC/PRESTA/IASE,1999. p. 167-174.

**** Referência à leitura escrita somente sem levar em conta o atendimento dos signos matemáticos e estatísticos. Educação Estatística no ensino... Revista Capixaba de Ciência e Tecnologia, Vitória, n. 2, p. 35-37, 1. sem. 2007

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GRUPO DE ESTUDOS DE MATEMÁTICA FINANCEIRA

Professores Nilton José Neves Cordeiro/Luzitelma Maria Barbosa de Castro

Apresentação O GEMaFi (Grupo de Estudos de Matemática Financeira ) constitui-se numa iniciativa do Curso de Licenciatura em Matemática /UVA, na perspectiva de criarmos um espaço de diálogo, estudos, debate e produção científica inicial, buscando encontrar caminhos pedagógicos e educacionais, que permitam aos alunos e professores envolvidos, uma melhor percepção do ensino-aprendizagem da Matemática Financeira na educação básica, à luz dos PCN's e das experiências Educacionais existentes, a fim de tornar estes conteúdos curriculares mais significativos na prática docente, além de contribuir no preenchimento de uma lacuna no item “Pesquisa” das atividades complementares do nosso curso.

Justificativa LELLIS e IMENES (2001) afirmam que as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM) e os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) merecem elogios. Explicitam que seria proveitoso e necessário que os professores responsáveis em ensinar matemática no ensino básico buscassem o seu ensino através de uma contextualização e tratamento interdisciplinar, o que é defendido pelo PCNEM. Almeida (2004) afirma que outro aspecto tratado como essencial para a Reforma do Ensino Médio, e também abordado pelos PCNs, refere-se à necessidade de reorganização do currículo das várias áreas de conhecimento. Tratando-se especificamente da Matemática , aponta a orientação abaixo como exemplo de tal preocupação: [...] o currículo a ser elaborado deve corresponder a uma boa seleção, deve contemplar aspectos dos conteúdos e práticas que precisam ser enfatizados. Outros aspectos merecem menor ênfase e devem mesmo ser abandonados por parte dosorganizadores de currículos e professores. Essa organização terá de cuidar dos conteúdos da Base Nacional Comum, assim como fazer algumas indicações sobre