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Conduta terapêutica no Dibetes tipo 2
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!

































CONDUTA TERAPÊUTICA NO
DIABETES TIPO 2:
ALGORITMO SBD
A população de pessoas com diabetes no Brasil é estimada em 13 milhões e o país ocupa a 4ª posição no ranking mundial. Entre 2006 e 2017, segundo o Ministério da Saúde, dados do VIGITEL apontaram um aumento de casos em 54% entre os homens e 28% entre as mulheres, destacando-se o incremento nas pessoas com +65 anos e apenas oitos anos de escolaridade, 24% e 14,8%, respectivamente. No país, o percentual de casos de diabetes passou de 5,5% para 8,9% e as capitais com maior e menor número foram o Rio de Janeiro e Palmas.
Recentemente, como resultado de uma profícua parceria com o Conselho Federal de Farmácia, durante a Campanha do Novembro Diabetes Azul 2018, para reforçar ações durante o mês histo- ricamente alusivo ao diabetes, anunciaram-se na sede do CFF em Brasília (24/04/2019), os dados do maior rastreamento realizado no Brasil: mil farmacêuticos em 345 farmácias verifi caram 18,4% de glicemia capilar elevada entre 17.580 pessoas de todas as regiões do país - um em cada cinco brasileiros tem risco de ter diabetes e FINDRISK muito alto em um cada dois brasileiros. Lamenta- velmente, persiste o elevado desconhecimento do diagnóstico.
As consequências do diagnóstico tardio estão bem relatadas: presença de complicações micro- vasculares e macrovasculares, muitas vezes em estágios adiantados, que contribuem para au- mentar o já elevado custo do diabetes decorrente do mau controle dos que têm a doença estabe- lecida: as cifras são de US$ 97 bilhões em estimativas mais conservadoras ou até US$ 123 bilhões (R$ 492 bilhões, pelas taxas atuais), em um pior cenário, em 2030.
Embora já destacada em vários estudos, a prevenção ainda não é contemplada, efetivamente, por falta de projetos de educação em diabetes, calcados em uma política de estado, permanecendo as iniciativas regionais, razão pela qual o acesso à informação atualizada é, ainda, bastante precário. Por outro lado, faz-se necessário atualizar a lista da RENAME, ajustando melhorias ao que se dispõe (sulfonilureias, insulinas NPH, regular, introdução recente de insulinas análogas de ação rápida, incorporação da basal de ação prolongada [que contaram com o apoio técnico substancial da Sociedade Brasileira de Diabetes]) e buscar a disponibilização, mediante parceria técnico-científica para análise de custo x benefício, do uso de medicamentos que possam controlar o diabetes com benefícios cardiovasculares e renais, sem aumento de peso ou maior risco de hipoglicemias.
As ações da Sociedade Brasileira de Diabetes, a cada ano, procuram ampliar programas educacionais existentes e construir novos cenários que, por meio da educação continuada, se destinem a ampliar os conhecimentos de profissionais de saúde. Os Posicionamentos Oficiais da SBD constituem-se, dentro dessa perspectiva, em ferramenta essencial para nortear os pilares da informação atualizada.
Contamos com seu apoio para difundir atualização e inovação, sob a perspectiva de EDUCAR. APOIAR. TRANSFORMAR, para melhorar a vida das pessoas com diabetes em nosso país.
Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - Biênio 2018/ São Paulo, Maio de 2019
Dr. Augusto Pimazoni Netto – CREMESP 11. Doutor em Ciências (Endocrinologia Clínica) pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Coordenador do Grupo de Educação e Controle do Diabetes do Hospital do Rim da UNIFESP.
Dra. Adriana Costa e Forti, MD, PhD – CRM-CE 1. Professora titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Diretora do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão. Doutora em Endocrinologia pela Escola Paulista de Medicina. Assessora da Diretoria Nacional da SBD.
Dr. Antonio Carlos Pires – CREMESP 27. Professor Adjunto Doutor da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP.
Dr. José Egídio Paulo de Oliveira – CRM-RJ 52-16.765/ Professor Titular da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Chefe do Serviço de Diabetes e Nutrologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho da UFRJ.
Dra. Silmara Aparecida de Oliveira Leite – CRM-PR 11. International Fellowship em Diabetes, IDC, Park Nicollet Health Institute, MN, EUA. Doutorado em Ciências Médicas e Biológicas pela UNIFESP. Presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia – Regional Paraná. Diretora Clínica do Centro de Ensino e Pesquisa – Cline Research Center – Curitiba, PR.
Dr. Ruy Lyra – CRM-PE 8. Professor Doutor Adjunto da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia da Universidade Federal de Pernambuco Ex-Presidente da Federação Latino Americana de Endocrinologia (FELAEN) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
usar o tipo correto de teste de A1C e considerar testes de diagnóstico alternativos (teste de glicemia plasmática em jejum ou teste de tolerância oral à glicose) se houver desacordo entre A1C e níveis de glicemia.
- Gestão do diabetes em grupos específi cos
Triagem para pré-diabetes e diabetes tipo 2 por meio de uma avaliação informal de fatores de risco, tal como o teste de risco de diabetes proposto pela ADA, é recomendada para orientar os profi ssionais de saúde para
1. Qual a sua idade? - Menos de 40 anos = 0 ponto - 40 – 49 anos = 1 ponto - 50 – 59 anos = 2 pontos - Acima de 60 anos = 3 pontos 2. Você é um homem ou uma mulher? - Homem = 1 ponto - Mulher = 0 ponto 3. Se você for mulher, já apresentou diagnóstico de diabetes gestacional? - Sim = 1 ponto - Não = 0 ponto 4. Você tem mãe, pai, um irmão ou uma irmã com diabetes? - Sim = 1 ponto - Não = 0 ponto 5. Você já foi diagnosticado como tendo hipertensão? - Sim = 1 ponto - Não = 0 ponto **6. Você é fisicamente ativo?
Para este tópico, anote seus pontos de acordo com a tabela à direita
Se o total de pontos for igual ou superior a 5 você está sujeito a um risco aumentado de desenvolver o diabetes tipo 2. Entretanto, somente o seu médico pode dizer com certeza se você apresenta diabetes tipo 2 ou pré-diabetes. Converse com seu médico para constatar se testes adicionais são necessários para esclarecer o diagnóstico.
Altura 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1, 1,
54- 56- 58- 60- 62- 64- 66- 68- 70- 72- 74- 77- 79- 81- 83- 86- 88- 91- 93-
65- 67- 69- 72- 74- 77- 79- 82- 84- 87- 89- 92- 95- 98- 100- 103- 106- 109- 112-
87+ 90+ 93+ 96+ 99+ 102+ 105+ 109+ 112+ 116+ 119+ 122+ 126+ 130+ 133+ 137+ 141+ 144+ 149+
Peso (kg)
1 ponto 2 pontos 3 pontos
American Diabetes Association. Diabetes Care 2018;41(Suppl. 1):S13-S27 | https://doi.org/10.2337/dc18-S
Número total dos pontos: Somatória dos valores individuais referentes às 7 questões enumeradas acima
TABELA 2. TESTE PARA AVALIAR O NÍVEL DE RISCO PARA O DIABETES TIPO 22,
MÓDULO 2
OBJETIVOS E LIMITAÇÕES DAS DIRETRIZES E CONSENSOS MÉDICOS
Ao contrário do que muita gente pensa, o conceito de medicina baseada em evidências (MBE) não se restringe ape- nas a conceitos derivados de grandes estudos clínicos da literatura internacional. Estes são apenas componentes importantes de uma concepção muito mais ampla de MBE que também leva em consideração a experiência pessoal do médico e as preferências individuais dos pacientes para a elaboração de condutas terapêuticas mais personali- zadas e com maior probabilidade de sucesso. A figura 2 resume esse conceito ampliado de MBE, segundo o qual as decisões clínicas baseadas em evidência resultam da combinação harmônica entre seus três componentes básicos.
Como decorrência dessa moderna concepção da MBE, os documentos de consenso, as diretrizes e os posicionamen- tos oficiais das entidades médicas devem ser observados por essa mesma óptica racional, ou seja, devem ser enca- rados apenas e tão somente como abordagens de orientação geral e não como recomendações rígidas de condutas médicas que devam ser obrigatoriamente aplicadas a todos os pacientes, independentemente de suas características e preferências individuais e sem considerar os aspectos culturais, econômicos e sociais das comunidades onde vivem.
Os cuidados com as pessoas com diabetes devem ser individualizados levando-se em conta os aspectos de motiva- ção, risco de hipoglicemia, duração da doença, expectativa de vida, outras doenças, complicações micro e macro- vasculares e aspectos econômicos, além das abordagens mais específicas que incluem educação e preferências do paciente, efeitos colaterais e custos dos tratamentos prescritos, entre outros.4,
Evidências de pesquisas
Preferências do paciente
Decisões clínicas baseadas em evidência
Adaptado de: Evidence-Based Clinical Practice. John P. Geyman et al. Oxford: Butterworth Heinemann, 2000.
Experiência clínica
hábitos de vida mais saudáveis (dieta balanceada, rica em fibras, visando peso corporal realisticamente adequado, associada à atividade física de, pelo menos, 150 minutos semanais) são capazes – em indiví- duos pré-diabéticos – de reduzir seu risco de DM em 58%, conforme mostraram os resultados do estudo conduzido pelo Finnish Diabetes Prevention Study Group DPS sobre a prevenção do DM2 em pessoas com tolerância diminuída à glicose. 6
Por outro lado, os resultados do estudo Look AHEAD foram até mesmo surpreendentes, uma vez que uma in- tervenção intensiva no estilo de vida objetivando perda de peso, não reduziu a taxa de eventos cardiovascu- lares em adultos com diabetes tipo 2, obesos ou com sobrepeso. 7 Estudos também demonstraram a eficácia da glargina, do orlistate, da acarbose, da metformina, da pioglitazona e da liraglutida na prevenção do DM2. 8
- Diante dessas considerações, recomenda-se:
Tabela 4. CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS PARA O PRÉ-DIABETES E PARA RISCO AUMENTADO DE DIABETES2, Critérios glicemia de jejum entre 100 mg/dL e 125 mg/dL = ou =
Condição anteriormente denominada “glicemia de jejum alterada”.
Comentários
glicemia 2 h após sobrecarga com 75 g de glicose: entre 140 mg/dL e 199 mg/dL = ou =
Em teste oral de tolerância à glicose. Condição anteriormente denominada “tolerância diminuída à glicose”.
A1C entre 5,7% e 6,4%
De acordo com recomendação recente para o uso da A1C no diagnóstico do dia- betes e do pré-diabetes.
Importante: a positividade de qualquer um dos parâmetros diagnósticos descritos confirma o diagnóstico de pré-diabetes.
FIGURA 3. O USO DA HEMOGLOBINA GLICADA (A1C) E DA GLICEMIA MÉDIA ESTIMADA (GME) PARA MELHORAR O PROCESSO DIAGNÓSTICO DO DIABETES E DO PRÉ-DIABETES^9
Glicemia média estimada: 117 mg/dL
Glicemia média estimada: 140 mg/dL
Ausência de diabetes
Diagnóstico de Pré-diabetes diabetes
Os pontos de corte mencionados referem-se à utilização de métodos laboratoriais certificados pelo National Glycohemoglobin Standardization Program (NGSP)
Por sua vez, a fi gura 4 mostra os parâmetros laboratoriais que podem e devem ser avaliados por meio de aná- lises informatizadas com o auxílio de softwares gratuitamente disponibilizados pelas empresas fabricantes de monitores e tiras reagentes de glicemia.
- Automonitorização da glicemia, conforme a ADA 2018^9
A automonitorização da glicemia (AMG) nos principais ensaios clínicos com pacientes tratados com insulina incluíram AMG como parte das intervenções multifatoriais para demonstrar o benefício do controle glicêmico intensivo sobre as complicações do diabetes. A AMG é, portanto, um componente integral da eficácia terapêutica.
A AMG permite que os pacientes avaliem sua resposta individual à terapia e avaliem se os alvos glicêmicos estão sendo alcançados. Integrando os resultados da AMG no gerenciamento de diabetes pode ser uma ferramenta útil para orientar a terapia médica nutricional e a atividade física, prevenindo hipoglicemia e facilitando o ajuste de medicamentos (particularmente doses de insulina prandial). Em pacientes com diabetes tipo 1 há uma correlação entre maior frequência da AMG e redução dos nível de A1C. As necessidades e os objetivos específi cos dos pacientes devem defi nir a frequência e os horários da automonitorização da glicemia.
- Recomendações para a prática correta da automonitorização no DM
A prática da automonitorização glicêmica no diabetes tipo 2 desempenha um papel de grande importância no conjunto de ações dirigidas ao bom controle do diabetes. Com frequência, encontramos na literatura
Figura 4. Parâmetros mais recentes de avaliação do controle glicêmico
Glicemia média semanal (GMS) +^ Perfil glicêmico +
Variabilidade glicêmica (VG)
Metas terapêuticas para a caracterização do bom controle glicêmico
GMS* <150 mg/dL Traçado normal dentro da faixa aceitável de valores glicêmicos
VG <50 mg/dL
*GMS= 150 mg/dL é equivalente a A1C= 6,9%.
A caracterização do bom controle glicêmico requer a NORMALIZAÇÃO CONJUNTA dos três parâmetros seguintes
Elaborado pelos autores.
Os parâmetros de glicemia média semanal, variabilidade glicêmica e perfil glicêmico são calculados com o auxílio de softwares especiais que equipam os monitores de glicemia.
Tabela 6. FREQUÊNCIA DE TESTES
*De acordo com o grau de controle glicêmico. É recomendável o aconselhamento médico. Elaborado pelos autores.
recomendações equivocadas que promovem o conceito errôneo de que a automonitorização não é uma prática necessária para a devida avaliação do controle glicêmico.
Na prática clínica diária, verificamos a existência de um grande número de pessoas com DM2 que apresentam um signifi cativo descontrole do perfi l glicêmico, situação essa que decorre da não utilização da automonitori- zação glicêmica. Na verdade, a necessidade de uma frequência maior ou menor de testes glicêmicos é a reco- mendação mais inteligente para a prática desse importante recurso. A realização de testes glicêmicos isola- dos e esporádicos em geral não serve ao objetivo de avaliar com maior precisão o grau do controle glicêmico.
A tabela 6 mostra as recomendações mais racionais para a prática da automonitorização com base nas condi- ções clínicas específicas de cada paciente.
As novas diretrizes americanas e europeias inovaram os conceitos de algoritmo e de abordagem terapêutica de uma maneira geral, priorizando a individualização do tratamento e a importante participação do paciente na definição da conduta terapêutica. Entretanto, tanto a ADA/EASD como a AACE recomendam uma espera de três meses para cada uma das três etapas na evolução da conduta terapêutica, antes que se faça qualquer ajuste na conduta terapêutica.
Da mesma forma, o algoritmo da ADA/EASD não leva em consideração a situação do controle glicêmico do pa- ciente no início do tratamento, diferentemente do algoritmo da AACE, cujas recomendações terapêuticas para a conduta inicial levam em consideração os níveis de A1C apresentados pelos pacientes.
Diferentemente das recomendações da ADA/EASD e da AACE, o Algoritmo 2019 da SBD propõe que o intervalo para reavaliação da conduta terapêutica possa variar de um a três meses, dependendo das condições clínicas e laboratoriais do paciente na consulta inicial e considerando-se também a magnitude do descontrole glicêmico e da variabilidade glicêmica. Por outro lado, acompanha as recomendações da AACE de se considerar os níveis de A1C na conduta inicial para a definição da conduta terapêutica, juntamente com a avaliação do grau das manifes- tações clínicas apresentadas pelo paciente.
Outro diferencial importante do Algoritmo 2019 da SBD em relação aos seus similares americanos e europeus refere-se à recomendação de uma abordagem mais intensiva e racional, sempre que possível com a adoção de métodos informatiza- dos e de novos parâmetros para a avaliação do controle glicêmico, por meio da utilização dos conceitos de perfil glicêmico, variabilidade glicêmica e glicemia média do período de avaliação. O conceito da variabilidade glicêmica está mais compro- vado em pacientes com diabetes tipo 1 ou naqueles que utilizam insulina. A tabela 7 apresenta o Algoritmo 2019 da SBD.
Os fabricantes de monitores de glicemia disponibilizam gratuitamente softwares dedicados à análise informatizada dos valores glicêmicos, facilitando a utilização desses novos parâmetros de avaliação do controle glicêmico. A eficácia des- sa abordagem permite correções mais frequentes da conduta terapêutica, sem comprometer a segurança do paciente.^13 É importante salientar que o tratamento inicial dos pacientes com DM2 deve também levar em conta o peso do paciente uma vez que, sempre que possível, o uso de medicamentos que favoreçam a perda de peso (metformina, inibidores do SGLT2, análogos de GLP-1) deve prevalecer, em detrimento de outras opções terapêuticas que ten- dem a promover ganho ponderal. Em relação à inclusão de um terceiro agente anti-hiperglicemiante na sequência de tratamentos propostos pelos diversos algoritmos, um estudo publicado em maio de 2011 mostrou os resultados de uma metanálise em que foi avaliada a eficácia de diversos fármacos anti-hiperglicêmicos em pacientes com diabetes tipo 2 não controlados com o tratamento mais tradicional com metformina e sulfonilureia.
Os autores concluíram que não houve benefícios diferenciais entre as diversas opções farmacológicas quando utilizadas como terceiro agente no tratamento de pacientes com DM2 já tratados com metformina e sulfonilureia, chamando a atenção que a opção mais apropriada na escolha do terceiro fármaco dependeria das características clínicas de cada paciente.^14
ETAPA 1: CONDUTA INICIAL CONFORME A CONDIÇÃO CLÍNICA ATUAL E O PESO DO PACIENTE
Manifestações leves + A1C <7,5%
Manifestações moderadas + A1C >7,5% e <9,0%
Manifestações graves + A1C >9,0%
Hospitalização se glicemia >300 mg/dL
Metformina em monoterapia
Após a alta: iniciar a terapia ambulatorial conforme estas recomendações
TABELA 7. ALGORITMO PARA O TRATAMENTO DO DIABETES TIPO 2 ATUALIZAÇÃO 2019
PRIMEIRO RETORNO APÓS 1 A 3 MESES, DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS DO PACIENTE: INDIVIDUALIZAÇÃO DO TRATAMENTO
Metformina em terapia combinada com um segundo agente anti-hiperglicemiante
Modificações do estilo de vida associadas a:
Insulinoterapia ou agonista do receptor de GLP-
Ajustar tratamento se metas terapêuticas não forem alcançadas: glicemia de jejum e pré-prandial <100 mg/dL + glicemia pós-prandial de 2 horas <160 - 180 mg/dL + redução parcial e proporcional do nível de A1C.
Nas seguintes condições:
Com base nesses parâmetros, adicionar ou modificar o segundo agente anti-hiperglicemiante mais indicado para cada paciente individualmente.
As seguintes opções terapêuticas podem ser consideradas:
receptor de GLP-1^ agonistas do ou^ inibidores doSGLT-2 ou^ inibidores daDPP-IV ou pioglitazona ou glinidas^ ou sulfonilureias
SEGUNDO RETORNO APÓS 1 A 3 MESES, DEPENDENDO DAS CONDIÇÕES CLÍNICAS E LABORATORIAIS DO PACIENTE: INDIVIDUALIZAÇÃO DO TRATAMENTO Ajustar tratamento se metas terapêuticas não forem alcançadas: glicemia de jejum e pré-prandial <100 mg/dL + glicemia pós-prandial de 2 horas <160 - 180 mg/dL + redução parcial e proporcional do nível de A1C.
ETAPA 2: ADICIONAR OU MODIFICAR SEGUNDO AGENTE CONFORME O NÍVEL DE A1C E O PESO DO PACIENTE