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Este manual apresenta informações essenciais sobre boas práticas de manipulação de alimentos para reduzir o risco de contaminação e prevenir a transmissão de doenças aos consumidores. Aborda temas como compra, transporte, recepção, armazenamento, desinfecção e higiene.
Tipologia: Notas de estudo
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Apresentação ......................................................................................................................
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© 2012. Secretaria Municipal da Saúde. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e não seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pela cessão dos direitos autorais de textos e imagens dessa obra é da Coordenação de Vigilância em Saúde.
Tiragem: 50.000 exemplares
Elaboração, distribuição e informações: SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE Coordenação de Vigilância em Saúde Gerência da Vigilância de Produtos e Serviços de Interesse da Saúde Subgerência de Alimentos Rua Santa Isabel, 181, 9° andar,Vila Buarque. CEP: 01221-010 – São Paulo – SP. SAC COVISA: (11) 3397-8278 / 8279 / 8280 E-mail: [email protected] Site: www.prefeitura.sp.gov.br/covisa
Elaboração: Evanise Segala Araújo Martha Virgínia Gewehr Machado Cristina Thiago Molin
Editoração: Núcleo Técnico de Comunicação em Vigilância em Saúde Paulo Marques Roberto do Valle Mossa Cristina de Souza Santos
Revisão: Isabella Otuzi Alca Cristiane Mota de Faria
Ilustração: Fabiana Shizue Paulini Orlandi
Impresso no Brasil/ Printed in Brazil
A Coordenação de Vigilância em Saúde (COVISA) elaborou este manual de acordo com o novo Regulamento Técnico de Boas Práticas de Ma- nipulação de Alimentos (Portaria SMS-G nº 2619/11), visando orientar os profissionais da área quanto às condições que devem ser observadas para garantir a segurança alimentar.
A revisão do Regulamento contou com a participação de equipe multi- profissional da Vigilância em Saúde, bem como foi submetida à consulta pública, possibilitando a colaboração dos cidadãos e do setor regulado pela vigilância.
O conhecimento quanto às boas práticas de manipulação de alimentos é essencial para reduzir o risco de contaminação destes produtos e preve- nir a transmissão de doenças aos consumidores.
Este manual busca facilitar o acesso à informação àqueles que trabalham na cadeia produtiva de alimentos, demonstrando-lhes a relevância de seu trabalho frente à população.
Secretário Municipal da Saúde
Os sintomas mais frequentes são:
Em todos os lugares! No ar, água, terra, pessoas, animais, utensílios e no próprio alimento. Apesar dos micro-organismos estarem em todos os lugares, encon- tram-se com mais facilidade em:
Exemplos: verduras, frutas, grãos, ovos crus, carnes cruas, água não tratada.
Além da contaminação de origem, existe a contaminação cruzada.
São seres vivos tão pequenos que só podemos enxergá-los com micros- cópio e, muitos dos quais, podem causar doenças.
Não. Existem vários tipos:
Os úteis: utilizados na produção de queijos, iogurtes, leites fermentados;
Os deteriorantes: são os que estragam os alimentos, mudando o aspecto, cheiro e sabor, o que impede o consumo do produto;
Os patogênicos: são os que causam doenças sem alterar aspecto, cheiro ou sabor do alimento.
Um alimento se torna inseguro quando os micro-organismos presentes nele atingem a dose infectante , podendo causar doença na pessoa que o consome. Esta dose infectante pode ser alcançada quando se permite a multiplicação dos micro-organismos no alimento.
O cheiro, o sabor e a aparência dos alimentos não são os fatores indica- dos para reconhecer se o alimento vai provocar uma doença de origem alimentar. Mesmo um alimento bonito, gostoso e cheiroso pode conter micro-organismos causadores de doenças!
Para que os micro-organismos se multipliquem eles precisam encon- trar certas condições favoráveis, como: Água: quanto mais água livre um alimento tiver, maior é a multipli- cação dos micro-organismos. Carne bovina, suína, aves, pescados, leite e queijos são alimentos ricos em água. Alimentos secos como pão, bolacha, cereais matinais e goiabada, duram mais que outros porque têm menor quantidade de água. Nutrientes: os micro-organismos necessitam de nutrientes como proteínas e carboidratos. Ar: Os micro-organismos, diferentemente de outros seres vivos, podem ou não precisar de ar para se multiplicar. Acidez: A maioria dos micro-organismos não se multiplicam quando o alimento é muito ácido. A indústria de alimentos utiliza de tecnologia para acidificar os produtos. Os alimentos pouco ácidos como o palmito, milho, manga, melão, melancia, mamão, queijos, carnes, pescados, entre outros, favorecem a multiplicação de micro-organismos Tempo: Os micro-organismos precisam de tempo suficiente para multiplicarem-se. As bactérias, por exemplo, podem se multiplicar de 20 em 20 minutos. Em pouco tempo o alimento pode apresentar a quanti- dade de bactérias que atinja a dose infectante capaz de causar doença.
É a contaminação que acontece quando micro-organismos são trans- feridos de um alimento ou superfície para outro alimento por meio de utensílios, equipamentos ou do próprio manipulador. Exemplo: cortar com a mesma faca e na mesma tábua carne crua e cozida sem antes higienizá-las. Se os micro-organismos estão presentes em todos os lugares e alguns são capazes de nos causar doenças, por que não ficamos sempre doentes? Porque os seres humanos têm uma resistência natural aos micro-organismos. Por causa desta resistência, a maioria dos micro-organismos, quando em quantidades pequenas, não é capaz de produzir doenças. Para que cau- sem doenças é necessário que estejam presentes em quantidades maiores.
A falta de cuidados de higiene durante a manipulação de alimentos aumenta o risco de contaminação por micro-organismos causadores de doenças. Alguns micro-organismos comumente encontrados em ali- mentos, como a bactéria salmonela em carne de frango e ovos podem causar sérios danos, especialmente em crianças, idosos, gestantes e em pessoas doentes. Outra bactéria muito conhecida porque pode levar a morte é o Clostridium botulinum, causador do botulismo.
Todos os funcionários devem manter bons hábitos de higiene, boas condições de saúde e ser, continuamente, treinados em boas práticas de manipulação de alimentos.
Exemplos:
Após considerar todos esses conceitos, conheça os alimentos que de- vem ser manipulados com mais cuidado:
(peixes, mariscos e crustáceos)
OVOS IN NATURA (crus)
Nós todos trazemos em nossa boca, mãos, nariz ou sobre a pele as bactérias causadoras de doenças que podem ser levadas ao alimento. Mantendo-se saudável e limpo, o manipulador pode ajudar a evitar uma doença por consumo de alimento contaminado.
O funcionário deve higienizar as mãos sempre que:
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As pessoas transmitem, umas às outras, muitas doenças através dos alimen- tos. Assim, o cuidado e o controle com a saúde do funcionário são essen- ciais para garantir a segurança do alimento preparado. O funcionário deve realizar exames médicos admissionais e periódi- cos , acompanhados de análises laboratoriais, a critério médico, de acordo com as atividades desenvolvidas pelo funcionário. Os exames de coprocultura e o coproparasitológico devem ser realizados semestralmente para aqueles que manipulam diretamente os alimentos ou participam diretamente da distribuição e oferta de refeições, e anualmente, para aqueles envolvidos exclu- sivamente com atividades nas quais os alimentos encontrem-se totalmente embalados. Os funcionários que apresentarem diarreia, assim como os que estive- rem acometidos de infecções pulmonares ou faringites não podem manipu- lar alimentos, devendo ser afastados para outras atividades de forma a evitar a contaminação dos alimentos. Esses funcionários devem ser encaminhados para avaliação e tratamento médico. O manipulador que apresentar cortes ou lesões não deve manipular alimentos ou superfícies que entrem em contato com os alimentos, a menos que as lesões estejam efetivamente protegidas por curativo e uma cobertu- ra à prova d’água, como dedeiras ou luvas protetoras impermeáveis.
Todo funcionário que trabalha na manipulação de alimentos deve ser treinado nas Boas Práticas de Manipulação de Alimentos. Para a Empresa de Pequeno Porte (EPP), a Microempresa (ME) e a empre- sa registrada como sociedade limitada - Ltda, optante pelo Sistema Tributário Simples, a Secretaria Municipal de Saúde oferece o Curso de Boas Práticas para o empresário ou para uma pessoa responsável indicada por ele.
Para alimentos prontos para o consumo tipo pães, doces e saladas, evite usar as mãos. Utilize pegadores, garfos, pinças ou luvas descartáveis.
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Termômetro Mecânico:
Termômetros a Laser:
Utiliza-se o frio e o calor para destruir ou evitar a multiplicação dos micro-organismos nos alimentos, portanto devemos sempre controlar as temperaturas dos alimentos medindo-as e registrando-as.
Devem ser utilizados termômetros que sejam capazes de indicar temperaturas de congelamento e temperaturas acima de 190° C. Termômetro de Equipamentos:
Termômetro Digital:
Atenção!
Antes de colocar os alimentos prontos para o consumo no balcão tér- mico, siga estas instruções:
Produtos industrializados fechados ou abertos devem ser conservados segundo a recomendação do fabricante.
“Outras combinações de temperatura e tempo de cocção podem ser uti- lizadas desde que assegurem a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos”.
Lembrete: Mantenha sempre o termômetro digital com a bateria carregada.
Um modo fácil de calibrar um termômetro é utilizar o Ponto de Congelamento:
Alimentos quentes ou frios que não sigam estes tempos e temperaturas devem ser descartados.
Os resultados das medições devem, sempre, ser registrados em planilhas próprias. Faça da seguinte forma:
Amendoim e frutas secas devem:
Na compra de pescado salgado e seco, não adquira quando apresentar sinais de alterações como:
O mesmo vale para produtos vendidos a granel.Verifique a validade e aparência do alimento. Recuse produtos mal acondicionados. Verifique presença de sujidades e mofo e não compre o produto se houver sus- peitas sobre sua qualidade. Os produtos vendidos a granel devem estar identificados com no mínimo: denominação de venda do produto, marca e data de validade.
Produtos embutidos, como salsicha, salame e linguiças não devem ter:
Na compra de ovos e laticínios, observe:
Na compra de água mineral, verifique:
Na compra de grãos (arroz, feijão, lentilha etc), farinhas, biscoi- tos, macarrão, não compre se apresentarem:
Verifique se as embalagens a vácuo dos embutidos não estão rompidas. Produtos embutidos soltos dentro de embalagens à vácuo significam entrada de ar e por este motivo podem estar deteriorados.
Os polvos e lulas frescos devem ter:
Na compra de peixe fresco, observe as características de frescor:
Não adquira o peixe que apresentar alterações que possam indi- car deterioração, tais como:
Os camarões frescos devem ter: