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Material para preparatorio, Notas de estudo de Psicologia

Preparatório para ingresso ao curso de psicologia

Tipologia: Notas de estudo

2014

Compartilhado em 10/01/2014

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mario-teixeira-2 🇧🇷

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1. Nota
Não pretendemos com este material criar ou elaborar conhecimentos próprios,
pois, o mesmo, corresponde em verdade a consolidação de conhecimentos obtidos
através de referências bibliográfica previamente escolhidas. Com o este material,
pretendemos dotar de conhecimentos básicos e sólidos aquele que pretender submeter-
se a qualquer teste de admissão para o curso de psicologia numa instituição de ensino
superior no país.
2. Introdução
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Material para preparatório de psicologia adptado por Mário Teixeira
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  1. Nota

Não pretendemos com este material criar ou elaborar conhecimentos próprios,

pois, o mesmo, corresponde em verdade a consolidação de conhecimentos obtidos

através de referências bibliográfica previamente escolhidas. Com o este material,

pretendemos dotar de conhecimentos básicos e sólidos aquele que pretender submeter-

se a qualquer teste de admissão para o curso de psicologia numa instituição de ensino

superior no país.

  1. Introdução

A humanidade desde sempre colocou inúmeras questões acerca do mundo que a rodeia,

procurando respostas que lhe atenuassem a angústia e a inquietação. Contudo a

natureza não foi o único objecto destas interrogações. Este também passou a refletir

sobre si mesmo e sobre a vida humana, nomeadamente sobre suas emoções,

inquietações, sentimentos, o porquê da existência, do nascimento, da morte... É deste

modo que nasce o conceito de alma, onde reside a raiz etimológica da psicologia:

Psiché (alma) + Logos (razão, estudo). Todavia, o termo psicologia só aparece no século

XVI com Rodolfo Goclénio.

Tem-se afirmado que a psicologia é uma ciência com um longo passado, mas com uma

curta história. Assim, ela é tão antiga e tão nova.

Tão antiga – Ela já era estudada desde os primórdios mas dentro da filosofia, pois, todo

saber na época era amalgamado sob o nome comum de filosofia. O estudo da mesma

cingia-se simplesmente nas sensações.

Tão nova – Somente no século XIX e no ano de 1879 é que o Alemão Wilhem Wundt

criou o primeiro laboratório de psicologia experimental na universidade de Leipzig na

Alemanha e com isto ganha então o estatuto de ciência autónoma, desmembrando-se da

filosofia.

Definição etimológica

A palavra psicologia provém de duas palavras gregas Psiché + Logos.

Psiché – Alma, Espírito e mente.

Logos – Tratado, estudo, ciência abordagem, ou razão.

Sintetizando, é o estudo da alma, espírito ou da mente.

Definição na actualidade

A psicologia é o estudo dos processos mentais bem como o comportamento humano e não só no tempo e no espaço.

Quando falamos de processos mentais, falamos do processos mentais conscientes e inconscientes.

Processos mentais conscientes são aqueles que nos damos conta em qualquer momento. Por exemplo: Consciente que tenho que responder a uma pergunta.

  • Deve ser útil à sociedade.

A psicologia, embora tendo sido estudada já a muito tempo (dentro da filosofia), só desmembrou-se da filosofia nos finais do século XIX, propriamente em 1879 quando Wilhem Wundt cria o primeiro laboratório de psicologia experimental na Universidade de Leipzig na Alemanha, por este facto, é considerado como pai da Psicologia, portanto a psicologia como ciência surge no século XIX.

  1. As cinco principais correntes que criaram a psicologia moderna.

3.1 – O Estruturalismo – Propõe que o objectivo da psicologia, é a experiência consciente através da análise das suas estruturas. Os estados mentais elementares como as sensações, as imagens, emoções, constituem a estrutura do consciente que é directamente observável por meio da introspecção.

Método de estudo: Introspecção analítica

Fundadores: Wilhelm Wundt e Edward B. Titchener.

3.2 – Funcionalismo – Considera que o objectivo da psicologia é o ajustamento do organismo as demandas do meio em que vive.

O Funcionalismo opôs-se ao estruturalismo referindo-se que a psicologia deve estudar funções adaptativas ao comportamento e dos processos mentais e não somente a sua estrutura e composição.

Método de estudo: Introspecção formal

Fundadores: John Dewey e Willian James.

3.3 – Behaviorismo – Considera que o objectivo da psicologia é o estudo do comportamento de um organismo em interação com o meio.

John Watson criticou o estruturalismo e o funcionalismo argumentando que os factos da consciência não podiam ser testados e reproduzidos por todos os observadores treinados, pois dependiam das impressões e características de cada pessoa. No entanto, Watson sentiu que os psicólogos deviam estudar o comportamento observável e adotar métodos objectivos. Daí que em 1912 nasce o Behaviorismo e domina a psicologia americana por quase meio século.

Método de estudo: Extrospecção e esperimentação

Fundadores: John Watson e F. Skinner.

3.4 - GESTALT – considera que o objectivo da psicologia é o estudo da experiência de um organismo total, com ênfase a percepção. Os gestaltistas estão preocupados compreender quais os processos psicológicos envolvidos na ilusão óptica, quando os estímulos físicos são percebidos pelo sujeito como uma forma diferente da que ele tem na realidade.

“ O TODO É DEFERENTE DA SOMA DAS PARTES” este é o slogan do movimento da gestalt. o que é a pessoa ( O TODO) são junções várias características próprias dela (AS PARTES).

Fundadores: Wolfang Koler, Kurt Khofka e Max Wertheimer

Métodos: Fenomenológico e Observação

3.5 - PSICANÁLISE – considera que objectivo da PSICLOGIA é a motivação que em grande parte é inconsciente e deve ser estudada através dos símbolos, sonhos ou livre associações.

  • HIPNOSE – Consiste em manter o paciente num estado inconsciente.
  • LIVRE ASSOCIAÇÕES – Consiste em deixar o paciente exprimir-se de forma deliberada.
  • ANÁLISE DOS SONHOS – Consiste em deixar o paciente relatar todo seu sonho.
  • ACTOS FALHADOS – O observador analisa coerentemente o lapso da língua, quiçá dislexia que o sujeito faz.

4. OBJECTO DE ESTUDO DA PSICOLOGIA

Estuda o conjunto dos fenómenos psíquico e o comportamento dos seres vivos.

5. TAREFA DA PSICOLOGIA

  • Analisar e quiçá regular as actividades do homem nos diversos sectores da vida;
  • Investigar diversos fenómenos e remeter ao serviço da sociedade os seus resultados;
  • Investigar os fenómenos psíquicos incluindo os anormais.

6. RAMOS DA PSICOLOGIA

• PSICOLOGIA GERAL

• PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

• PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO

• PSICOLOGIA CLINICA

• PSICOLOGIA MILITAR

9. FENÓMENOS PSÍQUICOS E SUA CLASSIFICAÇÃO

Fenómenos psíquicos são todos os actos conscientes ou inconscientes da vida psíquica. E subdividem-se em:

  • PROCESSOS PSÍQUICOS – (Sensação , percepção, pensamento, memória, sentimento) – São fenómenos psíquicos que têm um princípio, um desenrolar e um fim. Visando transformar as acções vindas do exterior em imagens psíquicas.

OBS: Os processos psíquicos são as fontes de toda nossa vida mental e são igualmente factores de regulação das actividades do homem.

- ESTADOS PSÍQUICOS – ( Tensão, atenção, linguagem) – Acompanham e apoiam geralmente os processos psíquicos, estes não são fenómenos independentes por isso, surgem e desenvolvem-se simultaneamente com os processos psíquicos.

  • PROPRIEDADES PSIQUICAS – ( Tendência, aptidão, carácter, temperamento) – São fenómenos psíquicos geralmente estáveis, duráveis, rígidos e por vezes imutáveis, característicos de um individuo a outro.

OBS: Em suma todos estes fenómenos acham-se interligados e formam o psiquismo.

  1. O PSIQUISMO

O Psiquismo – é o conjunto de todos os fenómenos mentais.

CARACTER HISTÓRICO E SOCIAL DO PSIQUISMO

O psiquismo como resultado da matéria altamente organizada, surgiu a milhares de anos, porque o homem tinha a necessidade de comunicar as suas expectativas na produção de bens materiais que pode garantir a sobrevivência.

Deve-se aqui concluir que o trabalho em si foi um factor no surgimento do psiquismo

ETAPAS DA EVOLUÇÃO DO PSIQUISMO

- ETAPA DA SENSAÇÃO ( Comportamento instintivo)

  • ETAPA DA PERCEPÇÃO ( Comportamento habitual) - ETAPA DA INTELIGÊNCIA ( Solução de problemas e criatividade através da inteligência).

CARACTER SOCIAL DO PSIQUISMO

Assim sendo, a sociedade humana tem vindo a desenvolver em velocidade cruzeiro atingindo patamares elevados nos diversos domínios da vida, tudo isso tem a ver com o

surgimento e desenvolvimento do psiquismo considerado como um elemento fulcral nas invenções e transformações que o homem realiza.

OBS: Ao referirmos ao seu carácter histórico estamos a relacionar com o tempo do seu surgimento, e na outra vertente tem a ver com o espaço.

  1. ABORDAGEM PSICOFISIOLÓGICA DO COMPORTAMENTO

A relação do organismo com o exterior realiza-se através dos subsistemas do organismo (Sistema nervoso, Sistema Endócrino, respiratório, digestivo, entre outros) este processo é alvo de avaliação e tomada de decisões pelos centros coordenadores do sistema nervoso, a execução das decisões são feitas pelos órgãos efectores (músculos e glândulas)

O Sistema nervoso é a base do desenvolvimento do psiquismo porque é através dele que se captam as expressões do exterior provocando fenómenos o desenvolvem.

Três mecanismos actuam sobre o nosso organismo

  1. Mecanismo de recepção
  2. Mecanismo de Conexão
  3. Mecanismo de reacção.

Importa referir que o neurónio é a unidade básica do sistema nervoso e que são igualmente responsáveis pela transmissão de impulsos electroquímicos no organismo. O neurónio é composto por três partes essenciais que são: Dentrito, Axónio e corpo celular.

ESTRUTURA DO SISTEMA NERVOSO

ENCÉFALO ( centro coordenador que recebe e processa todas informações)

S.N.C

MEDULA ESPINAL ( conduz os estímulos para o cérebro e deste para os órgão efectores; Coordenação das actividades reflexas).

S. NERVOSO N. AFERENTES( Sensoriais)

S.N.SOMÁTICO

N. EFERENTES (Motores)

S.N.P

DIVISÃO SIMPÁTICA

S.N.AUTONOMO ( actua em situação de tensão e stress )

PARA TAL É PRECISO TERMOS EM CONTA A NOÇÃO DO GENÓTIPO E

FENÓTIPO

Nós herdamos um conjunto de genes provenientes dos nossos progenitores. Designa-se por GENÓTIPO o património hereditário com que fomos dotados. No entanto, as características de um indivíduo não dependem apenas do código genético que recebem a quando da sua concepção; Ele sofre influências do meio ambiente. Designa-se por FENÓTIPO – todas as características fisiológicas e psicológicas que um indivíduo apresenta. O fenótipo corresponde à aparência do indivíduo, ao conjunto de traços que resulta da interação entre o fenótipo e o meio.

OBS: O fenótipo é o resultado da acção concertada entre os dois factores:

  • A informação genética
  • A influência do meio

POR EXEMPLO: O genótipo pode contribuir para a possibilidade de desenvolver membros longos e grande massa muscular, contudo, a subnutrição ou a falta de exercícios impedirão o desenvolvimento das capacidades atléticas.

O crescimento e a maturação são fases de desenvolvimento humano.

HEREDITARIEDADE E A INTELIGÊNCIA

Uma das questões que tem provocado mais polémica e debate é a de saber até que ponto a inteligência dos indivíduos é determinada pela hereditariedade ou pelo meio. A julgar pela complexidade do problema em distinguir claramente o que é devido ao meio e o que é devido à hereditariedade; mérito ao Francis Galton que em 1869 desenvolveu um estudo para conhecer até que ponto o factor genético determina a inteligência.

Conclusão: A inteligência não depende unicamente do património hereditário, mas sim do meio e as condições em que o indivíduo está inserido.

Sabe-se igualmente que a hereditariedade e o meio são factores indissociáveis.

O QUOCIENTE DE INTELIGÊNCIA (QI)

  • A inteligência que para muitos estudiosos é a capacidade de resolver problemas;
  • É a maneira de aprender bem e dar respostas às situações do meio envolvente.

INSTRUMENTOS DE MEDIDA DO QI

O QI visa determinar a relação entre a idade mental e a idade cronológica. Para calcular o QI, divide-se a idade mental obtida pela aplicação de uma bateria de testes, pela idade cronológica multiplicando o resultado por 100.

QI = IM / IC * 100

CATEGORIAS DE TESTAGEM SEGUNSO TERMAN

80-89 – Lentidão 90-109 – Inteligência Média 110-119 - Inteligência Superior 120-140 – Inteligência Muito Superior

13. ABORDAGEM PSICOLÓGICA DO COMPORTAMENTO

SENSAÇÃO - É um processo psíquico cognitivo das propriedades isoladas que actua sobre os receptores.

A sensação é o reflexo de uma só qualidade sensorial, de uma impressão indiferenciada e não objectiva do mundo que nos rodeia. A sensação aparece como componente da reação sensório-motor, ou seja, a resposta do centro nervoso a determinado estímulo que é colhido pelos receptores, enviado ao centro nervoso pelos nervos aferente e a resposta é dada, se for motora é canalizada aos órgãos executores pelos nervos eferentes.

Uma sensação é uma resposta do organismo a um estímulo específico.

PERCEPÇÃO – É um processo psíquico cognitivo das propriedades unificadas ou globalizadas que actuam sobre os receptores.

A percepção é o reflexo sensível de um objecto ou fenómeno da realidade objectiva que actua sobre os nossos órgãos sensoriais. A percepção envolve a tomada de consciência do objecto que se destaca do ambiente por oposição ao sujeito. E esta oposição é aspecto característico da percepção. A percepção pressupõe:

A capacidade de reagir ao estímulo sensível;

Aptidão para se tornar consciente da correspondente qualidade sensível que é a qualidade de um determinado objecto.

A percepção é um todo mais ou menos complexo que difere qualitativamente das sensações elementares que pertencem ao contexto. Mas a percepção depende das sensações.

Na percepção deve se ter em conta a estrutura total do objecto que consiste na unidade do conjunto e das partes integrantes, da análise e da síntese. Esta estrutura total do objecto tem como consequência a forma que, geralmente, está relacionada com o conteúdo do percebido ou apreendido.

ATENÇÃO – É o estado psíquico que nos permite a concentração ou tomada de atitude atenta no tempo e no espaço, em todos os fenómenos da vida.

  1. Motivações primárias – São motivos ou necessidades que nascem com o indivíduo, são inatas – formando-se independentemente da aprendizagem. Constituem necessidade não simplesmente humanas, mas comuns a outras espécies. São impulsos ou pulsões que, em geral tendo em vista a sobrevivência a preservação do organismo. São também motivações fisiológicas porque, desencadeadas por carências orgânicas, visam repor o equilíbrio do organismo. A fome, a sede constituem exemplos de motivações ou necessidades primárias tal como a necessidade de oxigénio, de segurança, de alívio da fadiga e eliminação de resíduos orgânicos.

Sintetizando: as motivações primárias são necessidades essencialmente fisiológicas, pelo que sem encontram em todos os indivíduos e não resultam de uma aprendizagem. (são inatas)

  1. Motivações secundárias – São necessidades ou motivos resultantes da aprendizagem e da influência do meio sobre o indivíduo. Não têm bases fisiológicas e são variáveis conforme a sociedade em que se vive. Denominam- se também por motivações sociais porque resultam da experiência e da interação com os outros.

Motivações secundárias como o desejo de ganhar dinheiro são resultado de experiencias e aprendizagens, estando dependentes do meio social a que pertencemos porque há sociedade humana que desconhece o dinheiro.

  1. Motivações combinadas - O comportamento humano não é simplesmente motivado ou por necessidade psicológico ou por necessidades adquiridas, aprendidas. Há comportamentos que, segundo vários psicólogos, são resultado da interação entre o inato e aprendido. Tal é o caso, como iremos ver, dos impulsos sexual e mental. A estas complexas determinantes do comportamento dá-se o nome de motivações combinadas.

Tecnicamente, o défice interno (NECESSIDADE) empurra o sujeito para a acção (IMPULSO) aproximando-a ou afastando-a de uma meta específica.

Instintos - São elementos inatos que comandam os impulsos de ordem animal nos seres vivos. Deve-se ter em conta que existem dois tipos de impulsos:

IMPULSO para a vida (Procriação) e IMPULSO para a morte (agressão).

Ajustamento – É o processo pelo qual o organismo procura adaptar-se ou estabelecer uma harmonia entre o seu eu e o mundo.

FRUSTRAÇÃO E CONFLITOS MOTIVACIONAIS

FRUSTRAÇÃO – é a situação em que se encontra um sujeito quando uma necessidade não pode ser satisfeita em virtude de um obstáculo interno (falta de talento, incapacidade física, falta de confiança, medo, etc) ou de obstáculos externos (Convenções sociais, religiosas, falta de dinheiro, proibição de agentes da ordem, dos pais, professores, etc.)

Quanto mais forte for a motivação e menos possibilidade houver de alcançar o objetivo desejado tanto maior será a frustração.

A intensidade da frustração depende de quatro factores:

  1. Da natureza da motivação (pode ser forte ou fraca).
  2. Da natureza do objectivo (pode ser importante ou não).
  3. Da natureza do obstáculo (há obstáculos que só parcialmente impedem a realização do objectivo.
  4. Da natureza da pessoa (a frustração pode ser experienciada de modo diverso por diferentes indivíduos).

CONFLITO

CONFLITO – pode ser definido como um estado de tensão resultante da luta no interior do sujeito de motivações diferentes e de intensidade semelhantes, que, apresentando-se simultaneamente, são incompatíveis entre si.

A situação de conflito motivacional significa que o individuo se confronta dentro de si mesmo com várias forças motivacionais que agem ao mesmo tempo sobre o comportamento.

TIPOS DE CONFLITOS

CONFLITO APROXIMAÇÃO/APROXIMAÇÃO – Neste tipo de conflito o individuo está perante duas ou mais forças positivas, está entre dois objectos ou actividades desejadas. O conflito surge porque só é possível escolher uma resposta.

Ex: Escolher entre um gelado de ou um chocolate…

Escolher entre ficar com esta ou com aquela pessoa…

É frequente surgir angústia por se ter escolhido a hipótese errada.

O pensamento estabelece a relaçã entre as qualidades sensíveis imediatas que se apresentam nos fenómenos e nos objectos, descubrindo novas qualidades abstractas não presentes na sensibilidade imediata.

Assim o pensamento reflete o ser nas suas conexões e relações e ainda nas múltiplas interferências. E ainda o pensamento que descobre as conexões essenciais permitindo a generalização (o raciocínio – é o discorrer do pensamento, descubrindo a relação que leva do particular). É assim que se desenvolve os raciocínios seguintes:

Indutivo – Que vai do particular para o geral

Dedutivo – Que vai do geral para o particular.

Portanto, o pensamento é o conhecimento mediato e generalizado na realidade objectiva, com base na descoberta de conexões, relações e intervenções.

MEMÓRIA – é um processo psíquico cognitivo que consiste em armazenar, fixar, conservar e se possível reproduzir os estímulos que actuam sobre os receptores.

IMAGINAÇÃO – é um processo de formação de novas imagens que se apoiam nas antigas representações. A imaginação é a reprodução distante, mediata, modificada e transformada do real. A transformação do reproduzido é característica da imaginação.

Existem dois tipos de imaginação:

Imaginação reprodutora (em que participa a memória)

Imaginação Criadora

Existe uma relação entre a imaginação e a memória. A imaginação transforma, modifica o que a memória reproduz.

HÁBITOS – Resposta a um estímulo que se torna pela repetição automática.

FACTORES DA APRENDIZAGEM

**- Inteligência

  • Motivação
  • Aprendizagem anterior e experiência
  • Factores sociais**

TIPOS DE APRENDIZAGEM

Condicionamento Clássico

Condicionamento Operante

Aprendizagem motora de discriminação verbal

Aprendizagem de conceito

Aprendizagem de resolução de problemas

Aprendizagem social

APRENDIZAGEM POR CONDICIONAMENTO CLÁSSICO

O condicionamento clássico é uma forma de aprendizagem em que um estímulo neutro, ao ser emparelhado com um estímulo incodicionado, acaba, ao fim de algum tempo, por se tornar um estímulo que por si só provoca uma resposta condicionada, similar à desencadeada pelo estímulo incondicionado ou natuaral. O estímulo condicionado torna-se sinal antecipador da representação do estímulo incodicionado.

APRENDIZAGEM POR CONDICIONAMENTO OPERANTE

Há aprendizagem por condicionamento operante quando aprendemos com as consequências do que fazemos.

As nossas acções ou comportamentos (operações no meio) podem ter consequências positivas ou negativas: se for positiva é provável que voltemos a fazer o que fizemos e do contrário é provavél que não voltaremos a fazer o que fizemos.

As nossas nossas acções futuras são, por conseguinte, condicionadas pelas consequências das acções que realizamos. De acordo com a “lei do efeito” expressa por Thorndike, tendemos a repetir as acções que têm consequências favoráveis (aumento da frequência da acção) e a não repetir as acções que têm consequência desfavoráveis (diminuição da frequência da acção)

APRENDIZAGEM MOTORA – Consiste na realização de actos motores e de de movimentos de diferentes graus de complexidade. Assim, é mais complexa a sequência de movimentos necessárias para tocar violino, piano, pilotar avião, etc do que a necessária para nos vestirmos, lavarmos, comer com talheres...

APRENDIZAGEM VERBAL – Consiste em nomear mediante palavras e conceitos os objectos, factos e acontecimentos. É considerada a base geral de todas as aprendizages.

APRENDIZAGEM DE CONCEITOS – subjaz ao nosso pensamento, à formação de proposições e de raciocínios. Os conceitos são unidades básicas dos processos mentais como o pensamento, a linguagem e com eles damos sentido e organização às nossas aprendizagens e a relação com a realidade.

15. PERSONALIDADE

A personalidade é o conjunto de características físicas e psicológicas que definem a cada um de nós identidade únicas e definem o nosso valor social aliado a nossa responsabilidade.

O termo personalidade pode apresentar diferentes coneituações:

A personalidade é:

  • Uma estrutura, uma totalidade dotada de organização e não uma simples acumulação de diversos aspectos;
  • Um processo, uma construção activa que se realiza na interação entre factores biológicos, ambientais (culturais e educativos) e individuais (o modo como cada um vive e assimila as suas experiências);
  • Uma estrutura activa dotada de consistência, é uma maneira singular e relativamente constante de comportamento, de resposta às situações. Por isso é um padrão psíquico e comportamental. Torna, em certa medida, previsível a interação social de um determinado indivíduo.

FACTORES GERAIS QUE INFLUENCIAM A PERSONALIDADE

  • INFLUÊNCIAS HEREDITÁRIAS
  • MEIO SOCIAL
  • EXPERIÊNCIAS PESSOAIS

A personalidade é um cruzamento de influências hereditárias e ambientais que, em certa medida, são interpretados por nós, isto é, assimiladas de acordo com o significado que atribuímos às nossas experiências pessoais.

As vivências pessoais com os outros significados (familiares, amigos, colegas) e no seio dos diversos grupos e instituições que de forma temporária ou durável integramos contribuem para formar positiva ou negativamente a personalidade. Carências afectivas e amor, êxitos e fracassos, acidentes e perdas são vivências que, de acordo com o modo

como cada um de nós reage a elas, podem moldar a personalidade de um indivíduo e tornar harmonioso ou conflituoso o seu desenvolvimento e estruturação.

A personalidade não é construída em absoluto, independentemente da cultura, uma vez que existem traços de personalidade comuns aos indivíduos pertencentes ao mesmo ambiente sociocultural. A personalidade diferencia os indivíduos, mas devemos ter em conta um património genético específico e elementos culturais comuns transmitidos pelos agentes socializadores.

TEORIA DA PERSONALIDADE SEGUNDO SIGMUND FREUD

Para Freud a personalidade é orientada por forças pulsionais, marcada pelo incosciente, por uma grande importância atribuida à infância e as relações de objectos.

Freud admite que dois princípios fundamentais regem a vida psíquica: o princípio do prazer e o princípio da realidade.

O PRINCÍPIO DO PRAZER – que visa a realização imediata dos desejos, rege o incosciente e o ID.

O princípio do prazer entra em conflito com a zona consciente, dominada pelo princípio da realidade, já que, de acordo com aquele princípio, o sujeito deverá lutar pela satisfação pulsional.

O PRINCÍPIO DA REALIDADE – que domina a vida consciente e corresponde a necessidade de adaptação ao real social, visa um comportamento controlado, adequado às exigências desta.

O EGO regido por este princípio e tendo em conta às exigências do SUPEREGO, vai avaliar quais as pulsões do ID podem ou não serem satisfeitas.

O SUPEREGO, que existe, enquanto instâncias do aparelho psíquico, mais ou menos apartir dos 5 anos, vai impor ao EGO valores morais e regras socioculturais, lelando-o a viver conflitos, ambivalências, complexos, sofrmentos (sentimentos de culpabilidade), mas também orgulho e bem estar consigo próprio.

ID EGO SUPEREGO

  • Elemento inato, tendente na busca do prazer;
  • Representa toda inergia psíquica semelhante aos instintos que sufocam a integridade do EGO.
    • Elemento mediador entre o ID e o SUPEREGO;
    • Regula as tensões do ID e as forças do SUPEREGO.
      • Representa a interiorização das normas e padrões de convivência social que regula a conduta humana.