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Gestão Ambiental: Brasil e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Tratado de Kyoto, Notas de estudo de Gestão Ambiental

O documento discute sobre a importância do protocolo de kyoto na redução de emissões de gases de efeito estufa (gee) e o papel do brasil através do mecanismo de desenvolvimento limpo (mdl). O texto explica a importância dos créditos de emissões obtidos por projetos mdl e como contribuiem para o desenvolvimento sustentável.

Tipologia: Notas de estudo

2019

Compartilhado em 18/08/2021

LuizL
LuizL 🇧🇷

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ATIVIDADE DISCURSIVA
GESTÃO AMBIENTAL
MDL E O TRATADO DE KYOTO
A meta de diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera deu origem à
criação do Protocolo de Kyoto. Assinado em 1997, o acordo internacional determinou a redução da
emissão de gases, estipulando uma redução média de 5,2% entre 2008 até 2012, com base da emissão
do ano de 1990. Um novo texto prevê cortes de pelo menos 25% a 40% nas emissões em 2020, sobre
os níveis de 1990, para os países desenvolvidos.
Longe de atingir as metas propostas, foi definido para os países com esse perfil a possibilidade
de adquirir créditos de outros países que tivessem projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
(MDL).
O Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) explica
que o MDL possibilita que países em desenvolvimento se beneficiem das atividades de redução de
emissões de gases do efeito estufa, incluindo a posterior venda das Reduções Certificadas de
Emissões (RCEs).
O MDL está baseado na proposta brasileira de 1997 de estabelecimento de um Fundo de
Desenvolvimento Limpo, adotada pelo G77 e China e, modificada para mecanismo, tendo sido
adotado formalmente no âmbito do Protocolo de Kyoto.
Um projeto brasileiro foi o primeiro registrado como MDL na Organização das Nações Unidas,
sendo que o País também saiu na frente ao ter emitidas as Reduções Certificadas de Emissões no
escopo de reflorestamento.
A contribuição das atividades de projeto MDL para o desenvolvimento sustentável é avaliada
por meio de critérios como: contribuição para a sustentabilidade ambiental local, contribuição para o
desenvolvimento de condições de trabalho e criação de emprego, contribuição à distribuição de renda,
contribuição para a capacitação e o desenvolvimento tecnológico, contribuição para a integração
regional e para as relações setoriais.
Em 2010, o Brasil comunicou à UNFCCC o seu compromisso voluntário de reduzir as
emissões entre 36,1% e 38,9% frente à projeção de emissões feita para o ano 2020. A lei nº 12.187,
de 29 de dezembro de 2009, apresentou tal compromisso, instituiu a Política Nacional sobre Mudança
do Clima e ainda determinou a criação de diversos planos setoriais para mitigação e adaptação à
mudança do clima. Atualmente existem em implementação nove planos setoriais: Amazônia Legal,
cerrado, agricultura, energia, siderurgia, indústria, transporte e mobilidade urbana, mineração e saúde.
Exemplos de MDL no Brasil:
O Instituto Oksigeno :O Instituto Oksigeno é parceiro da Rede Globo Minas, desde 2011, com o
objetivo de auditar Programa Uma Vida, Uma Árvore da emissora.
Lançado em 2008 em Belo Horizonte (MG), o programa realiza o plantio de uma árvore nos parques
públicos da cidade para cada criança nascida e registrada. Com o desígnio de criar um vínculo afetivo
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ATIVIDADE DISCURSIVA

GESTÃO AMBIENTAL

MDL E O TRATADO DE KYOTO

A meta de diminuir a emissão de gases do efeito estufa (GEE) na atmosfera deu origem à criação do Protocolo de Kyoto. Assinado em 1997, o acordo internacional determinou a redução da emissão de gases, estipulando uma redução média de 5,2% entre 2008 até 2012, com base da emissão do ano de 1990. Um novo texto prevê cortes de pelo menos 25% a 40% nas emissões em 2020, sobre os níveis de 1990, para os países desenvolvidos. Longe de atingir as metas propostas, foi definido para os países com esse perfil a possibilidade de adquirir créditos de outros países que tivessem projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). O Departamento de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) explica que o MDL possibilita que países em desenvolvimento se beneficiem das atividades de redução de emissões de gases do efeito estufa, incluindo a posterior venda das Reduções Certificadas de Emissões (RCEs). O MDL está baseado na proposta brasileira de 1997 de estabelecimento de um Fundo de Desenvolvimento Limpo, adotada pelo G77 e China e, modificada para mecanismo, tendo sido adotado formalmente no âmbito do Protocolo de Kyoto. Um projeto brasileiro foi o primeiro registrado como MDL na Organização das Nações Unidas, sendo que o País também saiu na frente ao ter emitidas as Reduções Certificadas de Emissões no escopo de reflorestamento. A contribuição das atividades de projeto MDL para o desenvolvimento sustentável é avaliada por meio de critérios como: contribuição para a sustentabilidade ambiental local, contribuição para o desenvolvimento de condições de trabalho e criação de emprego, contribuição à distribuição de renda, contribuição para a capacitação e o desenvolvimento tecnológico, contribuição para a integração regional e para as relações setoriais. Em 2010, o Brasil comunicou à UNFCCC o seu compromisso voluntário de reduzir as emissões entre 36,1% e 38,9% frente à projeção de emissões feita para o ano 2020. A lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, apresentou tal compromisso, instituiu a Política Nacional sobre Mudança do Clima e ainda determinou a criação de diversos planos setoriais para mitigação e adaptação à mudança do clima. Atualmente existem em implementação nove planos setoriais: Amazônia Legal, cerrado, agricultura, energia, siderurgia, indústria, transporte e mobilidade urbana, mineração e saúde.

Exemplos de MDL no Brasil:

O Instituto Oksigeno : O Instituto Oksigeno é parceiro da Rede Globo Minas, desde 2011, com o objetivo de auditar Programa Uma Vida, Uma Árvore da emissora. Lançado em 2008 em Belo Horizonte (MG), o programa realiza o plantio de uma árvore nos parques públicos da cidade para cada criança nascida e registrada. Com o desígnio de criar um vínculo afetivo

entre a vida humana com o meio ambiente, o projeto já se estendeu para os municípios de Contagem e Betim. Projeto: O Instituto Oksigeno realiza Inventários de Emissões de GEE – Gases de Efeito Estufa – através da quantificação e identificação das fontes relevantes das emissões de uma empresa ou de um processo. Sunba: Negócio social, sem fins lucrativos, com experiência em apoiar empresas a realizar investimentos sociais transparentes e de excelência na área de energias renováveis no Brasil. Acreditamos no desenvolvimento econômico, social, ambiental e combate à pobreza a partir da democratização do uso das energias renováveis. al, sem fins lucrativos, com experiência em apoiar empresas a realizar investimentos sociais transparentes e de excelência na área de energias renováveis no Brasil. Acreditamos no desenvolvimento econômico, social, ambiental e combate à pobreza a partir da democratização do uso das energias renováveis. Projeto: Casa de Apoio a Criança com Câncer RJ, Associação Cultural Santo Expedito RJ e creche Lar de Marcos MG. A produção de eletricidade das usinas solares é acompanhada em tempo real e anualmente emitimos um relatório com os benefícios gerados a partir da economia de eletricidade. Bibliografia: http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2014/05/entenda-como-funciona-o-mecanismo-de- desenvolvimento-limpo-mdl http://oksigeno.org.br/categoria/projetos/ http://sunba.org.br/?gclid=CJ7zj9SIhdQCFYYIkQodQDkOAQ